Apagão

apagonazo

Havana, domingo 9 de setembro, 23:00 horas

Num país aonde os cortes elétricos tem sido parte de nossas vidas, já não deveríamos nos surpreender quando a luz se vai. Porém ontem, domingo, as 20:08 horas ocorreu algo que fez soar os alarmes. Primeiro perdemos o sinal de televisão, justamente nos primeiros minutos do noticiário do horário nobre. Depois Havana, em sua totalidade, apagou-se numa extensão e com uma magnitude que não recordávamos nem sequer durante os mais ferozes furacões. Começaram então a chegar informes de várias províncias confirmando que desde Pinar Del Rio até parte de Camagüey a Ilha havia ficado as escuras. Mais de 5 milhões de cubanos na penumbra se perguntavam o que acontecia.

Cinco horas depois o fluxo elétrico voltava ao bairro onde vivo. Aventurei-me a garatujar num papel algumas peculiaridades do ocorrido. Transcrevo-as aqui:

– O apagão elétrico foi acompanhado por um apagão informativo. Durante mais de quatro horas os meios oficiais não disseram nada sobre o que ocorria. Com rádios a pilha muitos de nós percorríamos o dial em busca de uma explicação, porém as emissoras nacionais guardavam silêncio. Rádio Relógio que minuto a minuto deveria ir dando os pormenores de acontecimentos nacionais e internacionais, falava de tudo menos sobre o mais importante. Desse modo tivemos que ouvir receita de medalhão de peixe, vantagens de se fazer uma mamografia, as belas lendas brasileiras sobre água… E o descobrimento de “sapatos “pré-históricos” em sítios arqueológicos. Tudo, menos o que queríamos saber: O que estava acontecendo que em metade do país não se podia ver nem as mãos?

-As pessoas começaram a se desesperar. As patrulhas policiais tocavam suas sirenes nas ruas e de vez em quando se escutava passar um carro de bombeiros. Caminhões com luzes de “estado de sítio” patrulhavam áreas do malecón. Isso aumentou o temor, que junto ao silêncio informativo gerou apreensão e muitas especulações.

-O incidente demonstrou a falta de previsão da Empresa Elétrica frente a tais situações. Muitos poucos lugares conseguiram ligar seus geradores e em bairros da periferia pediram aos próprios vizinhos que, se tivessem reservas de óleo, as levassem para fazer funcionar algumas destas unidades de geração.

-Causou especial mal estar o fato de que este apagão aconteceu num dia sem vento, sem que nenhum ciclone estivesse nos açoitando com sua chuva, nem uma tempestade solar havia se enfurecido especialmente contra a maior das Antillas. Qual foi então a causa de uma avaria de tais proporções?

-A rede social Twitter voltou a mostrar sua eficácia informativa. Uma hora depois da chegada da escuridão, na Internet já estavam os informes alternativos das dimensões geográficas desta. Levou pouco tempo para que tivéssemos inclusive uma etiqueta (tag) para definir a situação #Apagonazo. Enquanto os meios oficiais evidenciavam que só podem informar quando autorizados, os caminhos alternativos da notícia demonstravam sua importância não só na hora de denunciar um ultraje ou uma detenção, como também durante desastres naturais, perigos climatológicos e acidentes de qualquer tipo.

-A tão sonhada Revolução Energética que entre suas “conquistas” tinha a de impedir este tipo de monumentais cortes elétricos, voltou a demonstrar seu fracasso. Até o emblemático Morro da baía de Havana perdeu a luz do seu farol, que alguns ironicamente associaram com aquela piada: “o último a sair apague o Morro…”

-Mais da metade das pessoas que me chamou alarmadas durante o tempo de escuridão, associava o sucedido com algum problema de governo. Frases no estilo  ““ isto caiu “…” Repetiam-se por todos os lados. A desinformação dos meios tornava essa sensação mais forte. O que indica o estado de fragilidade política e social de uma nação onde um apagão de várias horas pode levar seus cidadãos a pensar que todo um sistema desabou. Significativo. Não é verdade?

-Alguém comentou que o General Presidente “estava pedindo sangue” aos diretores do Ministério da Indústria Básica… Limitei-me a responder: melhor que peça eletricidade, pois é muito fácil exigir responsabilidades dos outros quando todos sabem quem toma as principais decisões energéticas da nação.

-Depois de um longo silêncio, a meia noite, a televisão leu uma curta nota tão crítica que gerou, ainda sim, mais especulações. Atribuíam o fato a um rompimento na linha de 220.000 volts perto de Ciego de Ávila. Até agora não acrescentaram novos detalhes.

-Pouco a pouco, durante a madrugada, restabeleceu-se o fluxo elétrico na capital e na maioria das outras regiões afetadas. Não há informes de danos ocasionados, ainda que, com certeza, deva haver muitíssimos.

-No final ficamos com a convicção de que o país está numa precariedade material que qualquer incidente deste tipo pode voltar a acontecer. E, o pior, os meios nacionais manterão seu habitual secretismo.

Tradução e administração do blog em língua portuguesa por Humberto Sisley de Souza Neto

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12 thoughts on “Apagão

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    Oficialmente só encontrei esta nota oficial.
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    Afectación en el Sistema Eléctrico Nacional
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    En el día de hoy 9 de septiembre, a las 20:08 horas, se produjo una interrupción en una línea de transmisión de 220 000 voltios entre Ciego de Ávila y Santa Clara, ocasionando afectaciones al servicio eléctrico desde Camagüey hasta Pinar del Río.
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    En estos momentos se trabaja para normalizar la operación del Sistema Eléctrico Nacional.
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    La Unión Eléctrica investiga las causas que provocaron esta avería.
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    UNE –MINBAS
    9 de septiembre de 2012
    10:27 p.m.
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    http://www.granma.cubasi.cu/2012/09/10/nacional/artic07.html
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    Mas preferiram dar mais destaque a um estudo que afirma que o estado da California gasta mais com os seus presos, do que com as universidades.
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    Toda ditadura comunista sempre esteve mais preocupada com o que acontece nos Estados Unidos, do com que o seu próprio país.
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    No passado o jornal soviético Pravda, só publicava notícias dos EUA e quase nada sobre a própria URSS.
    O jornal de um país dito socialista não tem a finalidade de informar, mas apenas para divulgação de propaganda ideológica.
    Por isso este jornais são tão inúteis para quem vive fora desta ideologia obsoleta.

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    Do twitter da Yoani a imagem do formulário para solicitar permissão de saída do país. Folha nº 1.
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    Formulario “permiso de salida” hoja 1 http://t.co/kE7CnxzR
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    Um autêntico produto da era soviética, guardado em clorofórmio pelo rebelde, revolucionário Fidel Castro.
    Nada como um valente que se borra de uma simples mulher.

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    Do twitter da Yoani a imagem do formulário para solicitar permissão de saída do país. Folha nº 2.
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    Formulario “permiso de salida” hoja 2 http://t.co/BjEzVbxH
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    Quem poderia imaginar um rebelde que impede que seus próprios cidadão possam viajar, em pleno ano de 2012.
    Se esperava que a revolução tivesse se firmado.
    Mas parece que ainda se vive a década de 1960, com inúmeras restrições daquela época, face aos burgueses que ainda residiam na ilha.
    Hoje na ilha só residem mesmo pobres cubanos.

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    Do twitter da Yoani.
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    Parlamento europeo guarda un minuto de silencio por @OswaldoPaya @el_pais @CNNEE
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    Todavia prensa nacional no explica motivo de averia en linea electrica #Apagonazo Le habra pasado lo mismo que al cable de #Internet ?
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    Continuan investigandose las causas de la averia” dice el MINBAS en una nota sobre el #Apagonazo
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    Minha nota: NINBAS = Ministerio de la Industria Basica.
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    MINISTERIO DE LA INDUSTRIA BASICA
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    Es la organización estatal que tiene bajo su responsabilidad tres importantes sectores de la economía cubana:
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    * ENERGIA
    * GEOLOGIA Y MINERIA
    * QUIMICA BASICA
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    Recordo do primeiro apagão no Brasil.
    Foi durante o governo do presidente Figueiredo.
    Aconteceu um pouco antes da votação da emenda da eleição direta formalmente conhecida como Emenda Constitucional Dante de Oliveira.
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    Houve uma certa tensão devido a este fato.
    Na época fiquei cismado se não seria um “aviso” dos militares a sociedade.
    O ambiente político contribui na confiança das pessoas.

  5. 11/9 OU 9/11? *

    As datas históricas das quais tenho lembrança são escassas. Há uma que não esqueço. Eu tinha sete anos e ainda vivia no campo. Estava atrelando um tordilho à aranha que nos levava – eu e minha mãe – à escola, quando tio Ângelo chegou a galope, como quem traz notícia ruim. Antes de apear, já foi anunciando:

    – Canário, mataram o homem.

    O dia era 24 de agosto de 1954. Canário era meu pai. O homem era Getúlio. Tio Ângelo era o homem que sabia das coisas, o único que tinha rádio em nosso clã. Não foi preciso dizer o nome do homem, tamanho era seu carisma.

    Depois disso, não tenho muitas datas a lembrar. Do assassinato de Kennedy, que é outro marco na memória das gentes, não tenho a mínima lembrança. Só sei que estava em Dom Pedrito, onde as notícias, naqueles dias, custavam a chegar. Da chegada do homem à lua, tampouco não lembro. Estava em Porto Alegre, mas não tenho lembrança alguma da data.

    Mas guardei outras duas, que talvez pouco digam ao leitor. Lembro muito bem do 28 de janeiro de 1986. Era manhã e eu tomava café em um bar em Salamanca. Olhei o jornal e vi aquela estranha rosácea em pleno espaço. A Challenger explodira acima do Oceano Atlântico, após 73 segundos de vôo, ceifando a vida de sete tripulantes, entre eles Christa McAuliffe, uma professora de New Hampshire de 37 anos. Confesso que senti um nó na garganta.

    Outra data que não esqueço foi o 28 de maio de 87. Era madrugada e eu vagava com um amigo na madrugada de Madri. Ele botou o olho na manchete de um vespertino e me disse: desta tu vais gostar. Naquele dia, Mathias Rust, um alemão de 19 anos, pilotando um monomotor e burlando toda vigilância aérea de Moscou, deu três vôos rasantes sobre o mausoléu de Lênin e aterrissou a 50 metros das muralhas do Kremlin, em pleno coração do comunismo. Estava acompanhado de uma menina. Cercados por moscovitas e turistas que lhes perguntaram de onde vinha, Mathias respondeu com a maior naturalidade: Helsinque.

    Um feito e tanto. O mundo todo se perguntava como um aviãozinho de turismo havia penetrado numa capital protegida por um cinturão de mísseis antiaéreos, poderosas estações de radares civis e militares e instrumentos capazes de detectar qualquer objeto voando pouco acima do solo num raio de 30 km. Por cúmulo da ironia, Rust aterrissou na Praça Vermelha quando se comemorava o Dia da Guarda Soviética das Fronteiras. Dia seguinte, caía o ministro da Defesa soviético, o marechal Sergei Sokolov, por negligência. Molecada das boas.

    Depois destas, a única que me marca é o 11 de setembro. Eu trabalhava em casa, quando uma amiga me telefona: dá uma olhada na televisão. Olhei. Tive a impressão que todo mundo deve ter tido. Seria mais um filme-catástrofe americano. Mas, pensando bem, nove horas da manhã não é horário de filme-catástrofe. Era fato.

    Se houvesse um Nobel para o terrorismo, bin Laden o mereceria sobejamente. Era preciso contornar algumas variantes. Primeiro, encontrar um punhado de malucos dispostos a morrer em prol de uma causa inútil. Parece que no mundo muçulmano há farta mão de obra. Encontrados os iluminados, era preciso treiná-los como pilotos. O que não foi difícil. Depois, era só escolher o alvo, de preferência um dos ícones do Ocidente. Bin Laden, em sua paranóia, imaginava que bastava matar alguns milhares de americanos para dobrar os Estados Unidos. É o que dá viver isolado do mundo.

    Morreram três mil pessoas, sofreram outros milhares. O atentado abalou o Ocidente. Uma década depois, o poder americano continua intocado. Os malucos se consumiram no atentado, seu cúmplices foram mortos ou presos e bin Laden foi fuzilado. O episódio gerou uma guerra estúpida. Apesar de quinze entre os dezenove terroristas serem sauditas, Bush, o boçal, insistiu na tese de que o Iraque estava na origem do atentado. Ok! Sempre é salutar ver um ditador como Saddam Hussein fora do poder. Mas os Estados Unidos se atolaram em um novo Vietnã e os homens-bombas continuam matando no Iraque. E não há nem sombra de esperança para um regime democrático na região.

    Que restou do atentado de bin Laden? Fora a dor dos que ficaram, um desconforto maior nas viagens aéreas no Ocidente todo. Foi também um desserviço ao Islã. Se antes os muçulmanos, com seus malucos que se explodiam na esperança de encontrar as 72 virgens no paraíso, já eram associados a terrorismo, hoje a associação é mais evidente. Não que todo muçulmano seja um terrorista. Mas eram muçulmanos todos os terroristas que atacaram as torres gêmeas.

    Não partilho da idéia de que o 11/9 seja a data mais emblemática do século. Já fiz várias vezes esta experiência: perguntar a pessoas de minha idade, ou mais jovens, a universitários e jornalistas, o que ocorreu em Nove de Novembro de 1989. A data é até fácil de guardar, por ser aliterante. Ninguém lembra, ninguém sabe, ninguém viu. 11/9 todos lembram. 9/11 já está enterrado nos escaninhos da memória.

    Ocorre que o 9/11 transformou muito mais o mundo e o século que o incidente do 11/9. Parece que professor algum, jornalista algum, percebeu a importância do fato. Ou, propositadamente, o omite a seus alunos e leitores. Não é de espantar. Imprensa e universidade brasileiras estão contaminadas até os ossos pela nostalgia do comunismo. Viúvas sofrem muito ao relembrar a morte do marido.

    Se o 11/9 marcou uma década, o 9/11 marcou um século. No 11/9 morreram cerca de três mil pessoas. No 9/11, morreu um regime que matou 20 milhões de seres humanos.JANER CRISTALDO

  6. ui!…

    Pesquisas anunciando possível derrota de Hugo Chávez na presidência venezuelana estão deixando de cabelo em pé as banânias que dependem diretamente do desvio dos dólares e do petróleo venezuelano.

    É o caso da ditadura cubana, para a qual a “revolução” bolivariana do porra-lôca destinou a maior parte dos 82 bilhões de dólares entre 2005 e 2011. Nicarágua, Argentina , Bolívia e República Dominicana seguem a lista dos mais acudidos com os petrodólares venezuelanos.

    Entretanto, independente do resultado da eleição, o dinheiro vai diminuir, porque a Venezuela de hoje não é mais o que já foi – sua economia está à mingua, a começar pela produção e comercialização do petróleo, ladeira abaixo junto com a crise mundial.

    Há fundamento nos temores das banânias que dependem da Venezuela. O candidato de oposição Hienrique Capriles já avisou. Se vencer a aleição, a partir do dia 10 de janeiro de 2013, dia da posse do eleito em 7 de outubro, não sai mais um barril de petróleo venezuelano de graça do país.

    Só Cuba recebe diariamente 120 mil, por um exdrúxulo acordo de fornecimento de “médicos” cubanos que em sua maioria vão à Venezuela para de lá fugir, uma minoria mais sortuda para os EUA e a maioria se aboletando nos países vizinhos, onde seus diplomas também não valem. Estima-se que nos últimos sete anos a ajuda à ditadura comunista cubana alcançou 28 bilhões de dólares.

    Outros bilhões, menos que para Cuba, chegaram aos demais governos “bolivarianos”, chamando atenção o desvio dos recursos para a Argentina, desde os governos do casal Kirchner. Compra de 6 bilhões de dólares de bônus de títulos da dívida argentina e quantias mais módicas, levadas em malas de dinheiro, como os 700 mil dólares apreendidos no avião a serviço da PDVSA, a petroleira do Hugo Chávez, da qual dizem que ele sacava dinheiro na tesouraria da estatal, nos “bons tempos”. Esse dinheiro era para a campanha eleitoral de Cristina Kirchner.

    A segunda banânia na lista de beneficiados pelo chavismo, entretanto, é a Nicarágua, com US$ 9,7 bilhões. Os recursos enviados por Chávez permitiram ao governo do ex-terrorista Daniel Ortega subsidiar tarifas elétricas e de transporte público. O terceiro da lista foi a Argentina, com US$ 9,2 bilhões.

    Se uma vitória da oposição chavista acontecer não quererá dizer que esses contratos bolivarianos sejam todos sumariamente cancelados. Mas serão revistos diante de alguma vantagem para o país, ao contrário da função estritamente ideológica vigente em toda essa arrumação bolivariana. Que, se anos atrás não prejudicava o povo venezuelano, está longe disso hoje em dia, com o país empobrecido, se transformando numa grande favela socialista, seguindo o caminho de Cuba.

    Trem Azul – 11/09/2012

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    Do twitter da Yoani.
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    Oficial de Aduana explica en TV que al pais solo se pueden entrar “5 memorias USB” :-0
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    Caracas…, isso me faz recordar da época reserva de mercado de informática.
    Tinha muitos absurdos.
    Vai ver que nós éramos rebeldes e nem sabíamos…
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    Se entrar em Cuba com uns 50 USBs, deve pegar uns trinta anos de prisão por conspirar contra o regime.
    Imagino se alguém vier a entrar com um HD de BK removível de 1 terabytes, quantos séculos de prisão deve pegar.

  8. O pior apagão castrista é da liberdade!
    Esse canalha que deu cria de uma ninhada de ratos, ladrões, tiranetes, mensaleiros corruPTos, narco-traficantes-terroristas, assassinos cocaleiros, bispos priápricos fazedor de filhos e assaltantes de cofre público!

  9. .
    Do twitter da Yoaani.
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    Delegada que clama por la reapertura de una escuela denuncia que la “quieren sacar del medio” http://t.co/KoCqn00e
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    “A mi hijo, que es militar (…) le dijeron que fuera a persuadirme para que negara todo lo que había hablado y no recibiera más llamadas de la prensa, ni de nadie, o él no podría visitar mi casa”, dijo Ávila León en declaraciones telefónicas a DIARIO DE CUBA.
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    Como de costume, a “revolucionária” deve negar tudo o que disse.
    Já descobriram um problema com ela. Sobre a compra de uma velha televisão.
    O rebelde Fidel Castro não gosta que nenhum delegado do Poder Popular reclame.
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    El corresponsal de DIARIO DE CUBA Alberto Méndez Castelló intentó el miércoles viajar a Limones para entrevistar a Sirley Ávila León, pero fue detenido y enviado a la Unidad de Instrucción Policial de Las Tunas. El régimen lo acusa de supuesto “desorden público”.
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    Mais um descontente que vai se ferrar para o resto de sua vida.

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    Do twitter da Yoani.
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    Me han citado para esta tarde a oficina de Inmigracion y Extranjeria para darme respuesta a mi permiso de salida
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    Cuba Me vuelven a negar el permiso para viajar. La Isla-prision se mantiene intacta para mi, el grillete es fisico y burocratico
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    Um fato bastante desagradável, mas ela fez algo que ninguém antes tinha conseguido fazer é derrotar um rebelde, revolucionário e ditador Fidel Castro através de poucas palavras e nenhuma ameaça.

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