CLIC para acender… nunca para apagar

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Quinta-feira passada foi feita a convocação para um evento sobre novas tecnologias e redes sociais que acontecerá em Havana de 21 a 23 de junho deste ano. Sob o nome de Festival Clic queremos nos reunir para falar de novas tendências na web 2.0 e também para abordar os desafios que temos pela frente quanto ao uso destas ferramentas de difusão e comunicação. Interessa-nos especialmente a futura projeção de Cuba como um país inserido na modernidade tecnológica e também tentar responder a interrogação do que fazer para se acelerar o momento em que cada cidadão deste país acessará o ciberespaço plenamente.

O evento é apoiado por várias organizações, grupos e pessoas da sociedade civil, porém não é comprometido com os interesses particulares de nenhum deles. Não tem caráter ideológico nem político, senão tecnológico. Não está planejado como uma tribuna para queixas do que nos ocorre mas sim como um espaço propositivo o amanhã. O que não impede que levantemos nossa voz contra a dura realidade de sermos a nação com menor conectividade a web deste hemisfério. Não incorreremos em nenhum tipo de segregação política nem utilizaremos nenhuma peneira ideológica para selecionar os participantes, muito menos cairemos nas exclusões que outros encontros anteriores de blogueiros e twiteiros cubanos sofreram. O Festival Clic não terá uma declaração final insultando ou desqualificando ninguém e menos ainda proporemos a Web como um campo de batalha contra nenhum outro grupo, evento ou tendência. Como na mesa do poeta Walt Whitman neste evento há espaço para todos, sem exceção. Nos próximos dias serão feitos os convites via e-mail e pessoalmente, mesmo que todos os que tenham lido este texto já possam se sentir convidados.

Os principais apoios com que contamos são a energia, o talento e a operosidade de muitas pessoas. Os recursos que serão empregados durante esses três dias provêm dos próprios organizadores e dos participantes. De modo que NENHUM partido, governo ou instituição financiou o evento, participou da realização do seu programa nem influiu na idéia inicial de fazê-lo ou não fazê-lo. Mas sim, temos recebido palavras de alento e o apoio emocional de centenas de internautas, cidadãos comuns, tradutores voluntários e demais amigos. Também há que se ressaltar a solidariedade e a difusão brindada pelo Evento Blog  España (EBE) que nos tem dado ajuda com a criação da página web e nos tem inspirado com seu exemplo de pluralidade e debate.

Temos pela frente um par de semanas decisivas para a qualidade do Festival CLIC. Por isso queria pedir a todos os leitores em nome dos vários organizadores que nos ajudem com quanta idéia lhes ocorra. Vossas colaborações podem ir desde enviar uma comunicação aos participantes ou incluí-la nos debates, até nos ajudar a difundir o evento. Um post num blog, um curto tweet com a etiqueta #festivalclic ou uma simples mensagem de alento e lhes ficaremos sumamente agradecidos. Cativar-nos-ia levar o conhecimento do que acontecerá nesses três dias a todo cidadão que esteja interessado no tema. Se por estes dias algum turista estrangeiro que esteja de visita a Ilha quiser participar conosco, também estarão abertas as portas do Festival Clic para o mesmo. Essa visibilidade e transparência serão a melhor proteção com que poderemos contar.

Pressinto que a tecnologia e o conhecimento sairão ganhando!

Festival CLIC de 21 a 23 de junho

Calle 1ra #4606 entre 46 e 60, Playa

Cidade de Havana

http://festivalclic.com

@FestivalCLIC

#FestivalCLIC

“Acesse o programa do evento aqui

Tradução e administração do blog em língua portuguesa por Humberto Sisley de Souza Neto

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2 thoughts on “CLIC para acender… nunca para apagar

  1. Um livro que interessa a todos os amantes da liberdade, contrários a qualquer forma de opressão. (mfgomes)

    O Manifesto Libertário: apresentação ao leitor brasileiro

    Por Diogo Costa·07/06/2012·
    ·

    Não existe liberalismo econômico na política brasileira. Lá se foram 25 anos do nosso período democrático sem que partido algum se apresentasse como defensor da plena economia de mercado. O vácuo intelectual levou a revista britânica The Economist a perguntar: “Por que o liberalismo econômico é um tabu tão grande no Brasil socialmente liberal?”.

    Talvez a revista seja otimista demais quanto ao liberalismo social brasileiro, mas a dúvida procede. Liberalismo é tolerância, e as premissas de sustentação do liberalismo social também erguem a liberdade econômica. Como podem os brasileiros tolerar que, em larga medida, pessoas adultas se envolvam livremente em atividades religiosas, familiares, sexuais, esportivas, artísticas, mas não tenham essa mesma liberdade em assuntos econômicos? Por que podemos ser livres para escrever, rezar, votar e casar, mas não livres para contratar, trabalhar, comprar e vender?

    Não que falte interesse da população por assuntos econômicos. De acordo com o World Values Survey, 59% dos brasileiros reconhecem o crescimento econômico como o principal objetivo do país. Mas o estado insiste em políticas economicamente inibidoras. A carga tributária brasileira serve de exemplo. Segundo dados do próprio governo, o brasileiro trabalha em média 132 dias por ano só para pagar seus impostos. Os mais pobres arcam com um fardo ainda maior. Dos brasileiros que ganham até dois salários mínimos, 197 dias de trabalho vão para o estado. A ascensão econômica dos mais pobres no Brasil requer o esforço extraordinário de tentar subir uma escada rolante que vem descendo.

    Além de coerentes com um espírito mais “viva e deixe viver” que inspira o brasileiro, a experiência com políticas de liberdade econômica apresenta o histórico mais bem-sucedido para o desenvolvimento material de qualquer sociedade. Não seria de se esperar, então, que o problema da pobreza motivasse nossos políticos a nos oferecerem um cardápio de soluções liberais?

    A ciência política não nos deixa esquecer que, por trás de discursos filantrópicos, qualquer político se preocupa primeiramente em permanecer no poder. Aqueles que se apresentam como líderes agem como roedores seguindo a flauta da opinião pública. Será que falta apuração nos ouvidos musicais dos políticos ou são nossos flautistas que ainda não aprenderam a melodia da livre prosperidade?

    A resposta provavelmente combina problemas na demanda e na oferta de propostas liberais. A percepção ideológica nacional permanece afundada na confusão intelectual do século XX. No Brasil, liberdade social é bandeira da esquerda; liberdade econômica, da direita. Como o processo de democratização do país foi um repúdio a um regime militar de direita, por consequência repudiou-se também a economia de mercado. Mas as aparências enganam. No Brasil do século passado, tanto a esquerda como a direita concordaram em planejar a economia, em vez de permitir ao mercado seguir um rumo laissez-faire. A bem da verdade, a maioria dos regimes militares latinoamericanos – e o brasileiro não foi exceção – se dedicou a asfixiar a liberdade econômica em favor de um desenvolvimentismo nacionalista.

    Depois que as instituições do desenvolvimentismo nacionalista firmam suas raízes, o ambiente institucional torna-se mais hostil a propostas de mudança. Empresários não querem perder acesso a crédito artificialmente baixo nem ter de competir com produtos mais baratos. Sindicalistas não querem perder seu monopólio nas negociações de trabalho nem deixar cair as barreiras que impedem a entrada de outros profissionais. Enquanto ideologias “sociais” e interesses antissociais caminharem juntos no Brasil, será difícil reatarmos o vínculo entre liberdades econômicas e liberdades sociais.

    Qualquer que seja a origem de nossa esquizofrenia intelectual, o certo é que faltam remédios para eliminá-la. O Manifesto Libertário é um acontecimento que contribui para restaurarmos o entendimento da unidade liberal. Combinando história, economia e ciência política, este livro mostra como liberdades econômicas e sociais são, não apenas compatíveis, mas constituem dimensões complementares da ação humana.

    David Boaz é um dos principais expoentes da nova corrente libertária. Sua filosofia política se sustenta na ideia de que somos donos de nossa vida, e que, portanto, as decisões sobre o que é melhor para cada um cabe ao próprio indivíduo e à sua família, não ao governo. Se o lema socrático convidava o homem a conhecer-se a si mesmo, o lema libertário concluiria que os homens (e as mulheres) possuem-se a si mesmos.

    Se você acredita que não cabe ao governo decidir o que você deve ler, talvez já seja inconscientemente um libertário. Lendo esse livro, você descobrirá de fato qual é seu verdadeiro apreço pela liberdade.

    *O livro O Manifesto Libertário, de David Boaz, é um lançamento da editora Peixoto Neto e já está à venda.

  2. .
    Uma interessante postagem do blog da Mirian Celaya.
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    Lineamientos no, libertad ciudadana
    .
    Trata de avaliar a aplicação das decisões tomadas no VI Congresso do Partido Comunista Cubano.
    Este congresso aconteceu a cerca de 14 meses atrás.
    A principal decisão foi o de atualizar o modelo econômico de Cuba.
    .
    Ela destaca o fato de que as reformas que pretendiam trazer clareza e transparência, não acontecem e que na realidade existe um aumento na incerteza do futuro da economia.
    .
    Destaca que o então “presidente reformista” permitiu a venda de produtos agrícolas sobre rústicos carrinhos de mão. O problema que vem se contatando é que são aplicados a eles elevadas multas de 500 pesos da moeda nacional, por pequenas infrações, muitas delas pouco claras.
    .
    Estrangeiros que chegam a Cuba percebem a proliferação dos pequenos negócios, mas não percebem pequenos empresários procurando manter seus negócios e um estado que os perseguem, tentando impedir o aparecimento de uma classe média verdadeiramente independente.
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    Quase todos os comerciantes acumulam grandes dívidas devido as multas e os preços dos produtos a venda nos carrinhos de mão, não são menores que os preços dos mesmos produtos à venda nos mercados oficiais.
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    As poucas lojas não conseguem ter produtos a venda. Comenta que existe muita corrupção e o mercado negro florece. Não a mais notícias sobre a reforma migratória.
    .
    O país está parado aguardando reformas que nunca chegam.
    Conclui que o presidente verde-oliva nada mais faz que lutar para se manter no poder e que não precisam de novas diretrizes para a economia, mas sim de direitos.
    .
    Raul Castro disse que o país estava a beira de um colapso, se medidas não fossem adotadas e até agora pouca coisa foi feita, e o que foi liberado é perseguido pelos fiscais que aplicam pesadas multas.
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    http://www.desdecuba.com/sin_evasion/?p=2062

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