Porco na “caixinha”

O mercado está quase vazio. Contudo ainda é muito cedo e alguém escreve os novos preços de uma libra de carne de porco sobre uma pequena tábua. Parece um gesto simples desta mão que mudou apenas um dígito no preço das costeletas, dos pernis ou da gordura já processada. Porém, na realidade, o que fica expresso nesta planilha – nos números escritos a giz – é um verdadeiro cataclismo mercantil. A economia interna cubana sofre de uma fragilidade que basta o menor encarecimento de um kilograma de bisteca ou de manteiga para transformar nossa débil estrutura comercial. Com centavos somados a um alimento o termômetro da angústia cotidiana dispara, os graus de inquietude são incrementados.

Precisamente por estes dias certo estado de alarme percorre o país. O porco escasseia pelas limitações da ração, cujas importações têm diminuído e cuja produção local não consegue decolar. O setor por conta própria se ressente com a carestia do produto que é à base das chamadas “caixinhas”, que quase sempre incluem arroz, algum tubérculo e um pouco de carne. Este almoço “a mão” é o sustento de muitos cubanos que trabalham fora das suas casas e constitui também a unidade básica da gastronomia privada. Quando “a caixinha” sobe de preço leva junto todos os demais. O vendedor de sapatos onera sua mercadoria para recuperar o perdido na refeição do meio dia; a lojista que pagou mais por umas sandálias tratará de tirar a diferença dos clientes incautos que não reparam no outro lado e a dona de casa aposentada escreverá ao filho em Frankfurt ou em Miami para que reforce a remessa, por motivo da vida estar muito cara. E toda esta sequência de problemas e desconforto começa num chiqueiro, nesse lugar onde a ração e os cuidados deveriam se converter em kilogramas de carne e, contudo, não se consegue.

Tradução e administração do blog em língua portuguesa por Humberto Sisley de Souza Neto

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18 thoughts on “Porco na “caixinha”

  1. o tio fidel
    está de olho

    Mariela Castro, filha do ditador cubano Raúl Castro, liderou no Passeio do Prado Cienfugos, região central da pobre ilha comunista, uma passeata de homossexuais comemorando o dia internacional da homofobia, levando uma grande bandeira do arco íris, emblema da comunidade.

    A garota pediu e conseguiu visto de entrada nos Estados Unidos. As más línguas dizem que ela vai e não volta mais, como fazem os cubanos de delegações esportivas e culturais. Mas a boas línguas dizem que não, que seria bobagem, porque ela pertence à alta burguesia comunista da pobre ilha, gente que tem banheiro com água quente, papel higiênico e come carne todo dia, no paraíso socialista. O tio Fidel, dizem, vive falando com o pai Raúl, olho nessa menina… TREM AZUL

  2. Por falar em porcos recomendamos aos irmãos cubanos que leiam o livro de George Orwell, Animal Farm, onde encontrarão um raio x da sua sociedade!
    Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
    Autor (es) George Orwell
    Género Sátira
    Editora Secker and Warburg
    Lançamento 17 de Agosto de 1945
    Páginas 112
    ISBN 0-452-28424-4
    Animal Farm (A Revolução dos Bichos (título no Brasil) ou O Porco Triunfante/​O Triunfo dos Porcos/​A Quinta dos Ani­mais[1] (título em Portugal)) é um romance alegórico do escritor inglês George Orwell, apontado pela revista americana Time entre os cem melhores da língua inglesa. A sátira feita pelo livro à União Soviética comunista obteve o 31º lugar na lista dos melhores romances do século XX organizada pela Modern Library List.[2]
    O livro narra uma história de corrupção e traição e recorre a figuras de animais para retratar as fraquezas humanas e demolir o “paraíso comunista” proposto pela Rússia na época de Stalin. A revolta dos animais da Manor Farm contra os humanos é liderada pelos porcos Snowball (Bola-de-Neve) e Napoleon (Napoleão). Os animais tentam criar uma sociedade utópica, porém Napoleon é seduzido pelo poder, afasta Snowball e estabelece uma ditadura tão corrupta quanto a sociedade de humanos.[3]
    Para o autor, um social-democrata[4] e membro do Partido Trabalhista Independente por muitos anos, a obra é uma sátira à política stalinista que, segundo sua ótica, teria traído os princípios da revolução russa de 1917.
    ….
    Das duas uma: Ou a Mariela (Versão cubana da Martaxa) vai pedir asilo americano ou será a rainha dos cubanos quando as múmias se forem! 8)

  3. .
    Eu estou deveras muito decepcionado com o sr. Fidel Castro.
    Ele deveria tomar algum tipo de medida revolucionária, rebelde ou seja lá o que for, para que a produção de batatas volte a um nível ao mínimo descente.
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    Li o link abaixo e segundo dados oficiais, liberados pela ditadura cubana, as batatas podem desaparecer para sempre da mesa das famílias revolucionárias cubanas.
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    Vianda en extinción (talvez signifique: Assados em extinção)
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    http://www.elnuevoherald.com/2012/05/18/1205773/oscar-espinosa-chepe-vianda-en.html
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    A cada ano a batata pode estar mais longe dos mercados cubanos. A partir de 25 de abril foram colhidas apenas 122 mil toneladas de batatas em 6.400 hectares de 6.441,6 plantada em todo o país, de acordo com jornal Juventud Rebelde, informou em sua edição de 5 de maio.
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    Isso torna praticamente impossível a conclusão da colheita de atingir as 140,0 mil toneladas inicialmente estimadas. Isso significa que a produção de batata continua a diminuir, porque em 2005-2010, a média de produção foi de 234.800 toneladas, cerca de 30,0% menos ao obtido no período de 2000-2004.
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    Caiu em 2011 para 191.500 toneladas e em 2011 para 163,700, segundo o Escritório Nacional de Estatística, enquanto que para em 2012 seja improvável atinja as 130.000 toneladas.
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    Some as batatas e ainda acima de tudo some a carne de porco.
    Pelo twitter a Yoani amanhece pelo segundo dia consecutivo sem luz.
    O que falta mais para sumir ?

  4. A ECONOMIA CHINESA: A FARSA DO SÉCULO

    Com renda per capita baixíssima e IDH deplorável, idêntica aos seus pares de ideologia (Vietnã, Coreia do Norte e Cuba), índices de desemprego econômico deploráveis e percentuais de miséria inigualáveis, a China não passa disso.
    É o que falta a cúpula da USP, juntamente com a Globo e a grande imprensa propagam abertamente, com o propósito claro e evidente de fazer a nação brasileira encarar o socialismo como a solução para os males do mundo e o capitalismo como o grande vilão dos problemas da humanidade.

    Só o dividendo, sem o divisor e o quociente, temos nada.

    Autor desconhecido.

  5. Esquerdeiros…

    O fato é que militantes de esquerda, eufemismo para marxista-leninista-stalinismo-trotskista-maoísta-castrista e outros ‘ismos’ dessa ideologia neo-regressiva totalitária tentam justificar o fracasso reiterado do marxismo para ‘inspirar a consciência revolucionária da classe proletária apelando para a necessidade de uma vanguarda portadora do espírito revolucionário’, fingindo ignorar que nos experimentos socialistas-comunistas – as ‘vanguardas’ se converteram em elites governantes totalitárias (“Dictatorship of the proletariat”), submetendo a classe operária e todas as demais à exploração mais degradante da que alegava que pretendia eliminar. Esse é o paradoxo do marxismo, ou melhor a tragédia do igualitarismo dos pobres convertida em barbárie.
    E, ainda sob o manto da ‘igualdade, direitos humanos, justiça ‘social’ e outras abstrações sedutoras pretende com a intervenção estatal limitar a liberdade; com o planejamento estatal restringir o livre mercado, ou seja, controlar a “mão invisível”; com o relativismo (a) (i) moral eliminar os valores cívicos e a própria cidadania. E, com o império dos chavões pretende avançar indefinidamente, iludindo até o ‘homem moderno’ que repete que “o socialismo só busca a “justiça social, a paz e a igualdade”, porém, finge ou não percebe em razão da alienação ideológica que foi justamente nos países socialistas que mais injustiças ocorreram, mais genocídios consumaram-se, mais miséria existiu, física e moral se produziu, de forma sistemática …
    Texto: Rivadávia Rosa, 19-05-2012

  6. Cidadão mal formado é caldo de cultura para o totalitarismo e a corrupção institucional

    A formação do cidadão, no Brasil, é uma das piores do mundo. Não adianta ficar pondo a culpa nas escolas ditas “de ensino superior”, se o ensino fundamental e o médio são de péssima qualidade. Crianças, mal educadas e mal ensinadas, passam de ano como se a finalidade da escola fosse apenas exarar um certificado ao final dos cursos. O sistema educacional em vigor é equivocado e criminosamente mantido por uma seara acadêmica de professores mal preparados, mal pagos, estressados, sem segurança funcional e com alunos que passam de ano com aproveitamento ruim e abaixo do que se poderia conceber como nível de corte para isso.
    A educação, quase sempre não recebida em casa ou na escola, favorece o crime, o uso de drogas, a rebeldia contra os valores morais e civilizacionais cristãos e estabelece condutas de agressão e desrespeito aos semelhantes. A competência profissional não é o escopo e o mercado de trabalho por si só não consegue melhorar o nível da oferta de mão de obra qualificada. A sensação que se tem, é que a ignorância, a incompetência, a imoralidade, e a desonra são cultivadas, hoje em dia, como espécies de ‘virtudes’ republicanas e sinais de ‘esperteza’ e inteligência.
    O primeiro grande absurdo no sistema escolar brasileiro é a não distinção entre educação e ensino. São coisas díspares, embora complementares, na formação de um cidadão socialmente participativo, ou seja, capaz de formar suas opiniões, e de funcionar de forma política e economicamente ativa (e, pois, socialmente) na manutenção da sua comunidade, estado e nação.
    No meu entender, a educação é um conjunto de valores culturais e civilizacionais que a família e não a escola deveria passar para os seus dependentes. Todavia, há que se considerar a realidade de uma possível maioria de famílias desestruturadas, fragmentadas e por muitos motivos – entre os quais se sobressai o acúmulo de gerações mal educadas e mal ensinadas – incapazes de educar quem quer que seja. Então, a escola tem que educar essas pessoas, essas famílias, fazendo-os compulsoriamente alunos para a formação de uma cidadania melhor.
    O ensino é o conjunto conhecimentos teóricos e procedimentos práticos cujas técnicas pedagógicas visam o resultado de fazer o aluno aprender tudo aquilo do qual dependerá a qualidade da sua futura vida profissional. O ensino tem que ter como horizonte, a capacitação profissional e a educação deve ter como horizonte a capacitação cultural e a assimilação dos valores morais de nossa cultura judaico-cristã, além de se esmerar na construção de um cidadão democrático, que valorize o mérito e capaz de entender a vida que o cerca, os acontecimentos que se sucedem na sua comunidade, no seu estado, no seu país, e no mundo.
    Como se consegue isso?
    Primeiramente, adotando essa conceituação básica de diferenciar essas duas partes importantíssimas na formação da cidadania. O próprio conceito de cidadania deve mudar. Há um contingente, ainda minoritário, de pessoas capazes, adimplentes, probas, honradas, e cujas ações devem ser consideradas parâmetros a serem estabelecidos para a formação de um brasileiro melhor.
    A cidadania, pois, não deve levar em consideração a faixa etária, mas sim a escolaridade educacional e de ensino. Se transformarmos o certificado de conclusão do segundo grau num chamado ‘DIPLOMA DE CIDADÃO BRASILEIRO’, já estaremos dando um passo gigantesco para criar no Brasil um povo-potência, condição legítima para termos a seguir, como consequência natural, um Brasil-potência. Um país não é rico porque tem um estado totalitário e rico, mas porque tem um povo educado, competente, e, por conseguinte, rico. A falta de educação e a ignorância são preceptoras da pobreza e da miséria. O cidadão mal formado é caldo de cultura para o totalitarismo e a corrupção institucional.
    É claro que, a partir daí, todas as pessoas que não tiverem a conclusão do segundo grau não poderiam ser considerados “cidadãos” e, por tal razão, teriam que ser consideradas “dependentes”. Esse grande contingente, ainda majoritário, de dependentes, estaria vinculado às quatro molas propulsoras da sociedade civil:
    – o cidadão;
    – os grupos de cidadãos;
    – as empresas;
    – o estado.
    O cidadão, em tese, teria sob seus cuidados os seus próprios dependentes, nas pessoas de seus filhos e parentes entregues à sua tutela, que ainda não tivessem terminado o segundo grau. Caso a família fosse formada por pessoas não qualificadas para exercer a cidadania, elas deveriam estar aos cuidados de grupos de cidadãos (associações, sindicatos, ONGs, etc.) que a sociedade civil estimularia para se dedicarem a essa atividade social básica e pioneira.
    Tais pessoas, também, poderiam ser adotadas culturalmente e pedagogicamente por empresas nacionais ou internacionais com investimento considerável no país, pois elas são, em tese, as principais interessadas em sua futura mão-de-obra qualificada.
    Finalmente, caso as três instâncias acima não conseguissem educar e ensinar todas as pessoas dependentes e fazer delas cidadãos qualificados conforme os conceitos acima, o estado assumiria o que sobrasse, a partir do município, depois do estado e finalmente em âmbito federal.
    As pessoas em formação, os dependentes, não seriam em nada ‘inferiores’ aos cidadãos como pessoas humanas, assim como os nossos filhos não são inferiores a nós, seus pais e responsáveis. Apenas seguiríamos a lógica de não exigir, delas, os deveres e responsabilidades inerentes ao exercício da cidadania, enquanto elas ainda não estivessem preparadas para tal. Evidente é que a falta de deveres e obrigações corresponderia, diretamente, à inexistência de direitos correspondentes por eles consubstanciados.
    Os dependentes, enquanto nessa condição, não teriam nenhuma participação política, não poderiam ser proprietários, não pagariam impostos, e exerceriam atividades apenas como aprendizes, mesmo que, por isso, viessem a receber algum tipo de ajuda de custo. Não poderiam, pois, receber salários nem qualquer tipo de honorários profissionais, uma vez que somente os cidadãos educados e profissionais, a partir da conclusão do segundo grau, teriam o direito a isso.
    É preciso, também, que os cursos educacionais sejam ministrados paralelamente, mas não misturadamente, com os cursos de ensino de formação profissional. Aí, então, reside o problema dos pedagogos e profissionais de educação e de ensino, em estabelecer quais as matérias ou disciplinas pertencem a cada tipo de formação. Apenas como ilustração, atrevo-me a dizer que, na minha concepção, as matérias de educação seriam, por exemplo, a Educação moral e cívica, a Educação artística, a Urbanidade, a Leitura e interpretação de textos, a Higiene alimentar e vida saudável, a História do Brasil e Geografia histórica brasileira, a História Universal e geografia histórica da humanidade; a Filosofia; a Educação religiosa; a Estética e Sociabilidade; as Noções de direito e de dever, etc.
    Os cursos de ensino profissional abrangeriam, então, as matérias que todos necessitarão nas suas vidas profissionais, tais como: Matemática, Línguas, Ciências Naturais, Ecologia e climatologia, Física, Química, Biologia, Genética, Informática, Administração pública e privada, Matemática financeira, Estudo das Profissões, todas direcionadas à formação de profissionais de nível médio, que é o que o país mais necessita.
    O nosso desemprego decorre muito mais da falta de mão de obra qualificada do que da falta de vagas no mercado de trabalho. Vivemos num mundo altamente competitivo onde as pessoas que não estão preparadas para terem uma atividade produtiva, fatalmente terão uma atividade destrutiva. Cabe aos cidadãos e as suas instituições de representatividade democrática, privadas e públicas, a responsabilidade de zerar o déficit educacional e de ensino que existe de forma alarmante na nossa sociedade.
    Dentro desta perspectiva, salta ao entendimento que o interesse geral da cidadania e do estado passaria a ser a formação dos seus dependentes, da melhor maneira e da maneira mais rápida possível, transformando-os e cidadãos de uma qualidade muito melhor à que temos hoje.
    A sedimentação de valores éticos e culturais cristãos criaria uma mística de honestidade, honradez e probidade que parece, hoje, estar perigosamente se desvanecendo, se é que, algum dia, tenha existido em nosso país de modo efetivo.
    Está lançada a ideia. Devemos trabalhá-la para fazê-la prosperar.
    O Brasil merece isso!
    Título e Texto (grifos): Francisco Vianna,

  7. Cuba recibe el Día Internacional de la Internet sin Internet
    Escrito por Indicado en la materia
    Viernes, 18 de Mayo de 2012 08:57

    Cuba celebra el día mundial del internet sin internet. “Lamentablemente 11 millones de cubanos arribamos a este día 17 de mayo con una minusvalía tremenda en la acción misma del conectarnos a la web, al ciberespacio, de comportarnos como internautas”, dijo la bloguera Yoani Sánchez a martinoticias.com.

    Cuba es uno de los países que tiene el acceso más limitado a la web y las razones son más que conocidas explica Yoani: “la ineficiencia Estatal, los actos de corrupción que quizás han comprometido el cable de conexión submarino entre Cuba y Venezuela. Pero fundamentalmente la razón por la que en el siglo XXI el cubano no se puede conectar está en el miedo que tiene el gobierno cubano a que en las páginas web, en los sitios y portales, encontremos información no solamente sobre lo que ocurre en el mundo si no información sobre nosotros mismos, noticias de nosotros mismos que la prensa oficial censura, silencia, esconde, de manera que la internet puede convertirse en un medio de liberación ciudadana. El acceso a redes sociales podría provocar la unión cívica como ocurrió con las revueltas en el norte de África con la llamada Primavera Árabe donde las tecnologías jugaron un papel importantísimo. Por tanto el mantenernos sin internet es de alguna manera también la forma de mantenernos sin conciencia ciudadana”.

    Declaraciones de Yoani Sánchez

    Desde marzo de 2008, se puede accerder a internet en algunos espacios como los cibercafés en los hoteles, donde los cubanos utilizan ordenadores públicos o se conectan por medio del Wi Fi inalámbrico donde una hora tiene un costo de 10 cuc, el salario promedio mensual de un cubano.

    En estos lugares la conexión es mala y lenta y se dificulta aún más en páginas que censura el gobierno. “Es difícil incluso hacer algo tan sencillo como revisar un correo electrónico y yo creo que ahí también hay una voluntad de alejar a los cubanos de ese potro salvaje como le llamó Ramiro Valdés – vicepresidente de los Consejos de Estado y de Ministros de Cuba -, comentó la bloguera y agregó que de tener libre acceso a internet “la gente reconocería que esa dicotomía que quiere presentar el gobierno cubano de que afuera es el infierno y adentro es el paraíso es una gran falacia, es una gran mentira”.

    Según datos de la Oficina Nacional de Estadísticas de Cuba en el país existen 724 mil computadoras; 64 computadoras personales por cada mil habitantes y 159 usuarios de internet por cada mil habitantes.

    Ted Henken, profesor de Estudios Latinoamericanos para el Baruch College de la ciudad de Nueva York, considera que Cuba tiene uno de los índices de conectividad más bajos en el continente junto a Haití, Guatemala, Nicaragua y Bolivia, por una cuestión política más que económica. Los otros países no tienen una infraestructura económica que facilite el acceso pero no tienen “trabas políticas, legales e ideológicas” que lo limiten.

    El especialista opina que las prohibiciones al uso del Internet en Cuba van a continuar básicamente de la misma manera, sin embargo cree que el gobierno está cambiando de estrategia por lo que muchos cubanos activistas de espacios cibernéticos han aprovechado para lanzar sus blogs y twitters.

    Antes Cuba se concentraba en la estrategia de la censura bloqueando los sitios que no son convenientes para ellos como el blog Generación Y de Yoani Sánchez y sitios de afuera como Café Fuerte del periodista Wilfredo Cancio Isla, explica Henken y agrega que ahora “la estrategia ha cambiado, el gobierno usa más la propaganda y también está espiando, mirando, escuchando, observando todo lo que pasa en Internet, en Facebook, en Twitter y en los blogs para realmente saber más sobre lo que está haciendo el pueblo, la disidencia y las conexiones entre ellos. La verdad que el Internet no es solo una herramienta de libertad y de libertad de expresión, si no también una herramienta de facilitar el espionaje”.

    Declaraciones de Yoani Sánchez

    América Latina está cada vez más conectada a Internet con 118 millones de usuarios, una multiplicación de la banda ancha fija y móvil, y una gran actividad en las redes sociales, según la consultora comScore.

    La región latinoamericana es la que más creció en los últimos años en cuanto el acceso a las redes, según un reciente estudio de la Corporation for Assigned Names and Number (ICANN), que publica la página digital infobae.com.

    El 30 por ciento de los hogares de la región tiene cobertura de Internet, y se espera que este se duplique en menos de una década, asegura Rodrigo de la Parra, vicepresidente de la corporación ICANN.

    En Colombia, por ejemplo, 4,8 millones de hogares reciben el servicio, un número similar al de Argentina (4,5 millones, según la Comisión Nacional de Comunicaciones) y en Chile, son dos millones

    En los países latinoamericanos, Facebook, es la página que se mantiene al frente. 35 millones de usuarios en Brasil con una penetración del 17,48% sobre el total de la población. México ocupa el segundo lugar, con 30,9 millones, seguido de la Argentina y Colombia, con 17,5 y 15,8 millones respectivamente.

  8. La revolución energética de Fidel Castro termina en un rotundo y sonado fracaso

    Jueves, 17 de Mayo de 2012 08:51
    Seis años después que la Asamblea Nacional del Poder Popular en Cuba nombrara el 2006 como “Año de la Revolución Energética” y Fidel Castro prometiera un considerable ahorro en divisas convertibles y el óptimo uso del “combustible noble, seguro y sano“, la situación que enfrentan miles de familias en la isla es diferente.

    Los fogones de kerosén, de petróleo, los calderos de la leña y las parrillas del carbón, vuelven a la cotidianidad de la cocina cubana. Algunos recurren nuevamente a los mercados para adquirir estos inventos criollos mientras otros, más precavidos, desempolvan sus viejos aparatos para la cocción de sus alimentos.

    ​​Ante la avalancha de nuevos equipos chinos y las promesas de Fidel Castro, quien apareció en televisión para enseñar a los cubanos a usar una olla, prácticamente “se obligó a cada familia a adquirir una olla frijolera, una arrocera, un fogón, un refrigerador y en algunos casos una jarra eléctrica para hervir agua, con la condición de pagarlos a créditos en la propia bodega del barrio”, recuerda Sander Reyes Machado residente en Santa Clara.

    Cientos de propietarios “se empeñaron” con el importe de los equipos eléctricos, que en algunos casos tuvo que sustituir el gobierno por la mala calidad, pero que sin dudas, “significó un jugoso negocio en el caso de los refrigeradores”, explicó uno de los entrevistados.

    “Se llevaron mi refrigerador en muy buenas condiciones, pintado y no me dieron un céntimo por él y luego ellos lo vendían como materia prima”, agregó con nostalgia la fuente.

    Además de las deudas contraidas con el gobierno, cientos de hogares tuvieron que invertir para mejorar las redes eléctricas de sus viviendas, que por su baja calidad llegaron a provocar incendios y quemaduras de los circuitos.

    “Los fogones son de mala calidad, los cables se deterioran, se derritieron las tomas eléctricas y las ollas se calcinaron por debajo y los afectados han tenido que desecharlos –los equipos eléctricos – por no tener piezas de repuesto”, destacó Sander para explicar el retorno a la leña y el carbón.

    Mientras esto sucedía, en el argot popular de Cuba dos nuevos personajes cobraban renombre por su mala fama. Al refrigerador se le conocía como “el lloviznado” porque con las altas temperaturas no llegaba a enfriar, en tanto “la hornilla” era un nuevo tipo de desodorante porque siempre estaba debajo del brazo para llevarla hasta el taller.

    Odalys Sanabria residente en la capital del país dijo que en la zona residiencial ha sido más difícil y aunque las personas resuelven con gas a veces no le alcanza y entonces apelan a la solidaridad “tienes que inventar o buscar ayuda entre los vecinos que te hacen un poquito de arroz o de café” apuntó.

    Intentando opacar la verdad tras varios años de carencias, Granma anunció la víspera que “entre los meses de mayo y junio, arribará al país el grueso de las importaciones de piezas de repuesto del programa de Ahorro Energético previstas en el 2012, fundamentalmente para los módulos de cocción, con lo cual, informó el Ministerio de Comercio Interior (MINCIN), deberán estabilizarse los servicios en los talleres de reparaciones”.

    “Vamos a ver si realmente esas piezas de repuesto llegan a manos del pueblo”, afirmó Odalys Sanabria, quien como muchos cubanos está anotada en una “lista de espera” para comprar las piezas.

    Los encuestados destacan que de los equipos eléctricos que les vendieron a plazos, las ollas arroceras fueron las que más rápido se rompieron y que las cocinas eléctricas que supuestamente se utilizarían para que el país ahorrara electricidad hicieron todo lo contrario; elevaron la tarifa de consumo eléctrico y perjudicaron la economía de las personas.

    Sander Reyes recuerda que nadie recibió reembolso por las roturas y tampoco en aquel momento pudo repararlas por lo que se vieron obligados a “inventar” por eso ahora se declara pesimista con el anuncio.

    Algunas personas se decidían a no pagar por algo que ellos no escogieron o por rebeldía o descontento, pero el gobierno garantizaba el pago de las mensualidades con el asedio de los militantes del Partido los mismo del núcleo zonal (integrantes de la organización comunista pero retirados), que de los centros de trabajo y del Comité (CDR).

    El descontento se hizo mayor con el mercado negro que se tejió ante la carencia de piezas, donde estas se vendían a precios exorbitantes y la venta de equipos en la red de tiendas en divisas.

  9. O que está dito no texto abaixo transcrito sempre foi afirmado neste blog pelos comentaristas, mas é sempre bom relembrar. (mfgomes)
    ___________________

    A praga esquerdista
    Uma provocação de Luiz Felipe Pondé no livro Guia politicamente incorreto da filosofia:

    “Se a ditadura brasileira matou tanta gente de esquerda, por que, ao terminar a ditadura, a cultura como um todo (professores, mídia, literatura, filosofia, ciências humanas, artes os principais partidos políticos) se revelou completamente de esquerda?

    Independentemente do fato de que ditaduras são horríveis, a brasileira não liquidou a esquerda como se fala por aí. E mesmo os tais guerrilheiros lutavam por uma outra forma de ditadura. Tivesse a guerrilha de esquerda vencido a batalha, nós acordaríamos numa grande Cuba. A ditadura, de certa forma, nos salvou do pior.”

    Bom domingo, bolsistas da ditadura.

    Postado por Orlando Tambosi

  10. Ministro da Justiça ataca militares.

    Hoje o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, dá entrevista ao Estadão, onde fala sobre a Comissão da Verdade. Vale destacar apenas uma pergunta e uma resposta, quando o mesmo se refere às declarações de militares da reserva, que se organizam no Clube Naval para reagir a uma eventual parcialidade nas investigações.

    Estadão: Mas há insatisfações. O Clube Naval, por exemplo, anunciou a criação de uma “comissão paralela” para acompanhar os trabalhos da Comissão da Verdade.

    Ministro da Justiça: Nós vivemos numa democracia. Então, mesmo aqueles que no passado foram contra essa democracia hoje podem se valer dela para expressar suas opiniões. Talvez um dia, quem sabe, eles se convençam de que a democracia é bem-vinda.

    Para este ministro, a história já está reescrita. Os terroristas, guerrilheiros e assassinos que mataram mais de 100 inocentes, roubaram bancos e atacaram instalações militares, queriam tomar o poder para implantar uma democracia. Para isso, eles eram treinados em Cuba, uma democracia que já dura mais de 50 anos. Para isso, eles tinham um manual escrito pelo seu maior líder, que orientava para o justiçamento sumário companheiros suspeitos como forma de dar exemplo. Esta é a Justiça democrática que o ministro da Justiça do PT não quer investigar. Não surpreende. O PT quer acabar com a liberdade de imprensa. Quer implantar o kit gay em escolas. Quer acabar com a Lei da Anistia, para colocar o Brasil em conflito. E que ao mesmo tempo enfrentará, em semanas, o julgamento pelos crimes do Mensalão, que mostrou que a sofistica organização criminosa dos tempos do regime militar apenas sofisticou os seus métodos. Mas continuou assaltando bancos.
    Coturno Noturno – 21/05/2012

  11. O comunismo levando ao canibalismo.

    Um relatório do Sul-coreano, apoiado em provas específicas, relataram execuções para o consumo de carne humana.
    Este é um mistério e a mais macabra das tragédias da Coréia do Norte. Novos testemunhos inéditos relacionam a existência de vários e recentes atos de canibalismo na Coréia do Norte, confirmando a fragilidade da situação alimentar no reino do ermitão.Nos últimos anos, as autoridades executaram pelo menos três pessoas para o canibalismo, diz um novo relatório publicado quarta-feira em Seul por um centro de pesquisa na Coreia do Sul.
    Em dezembro de 2009, um homem foi executado em praça pública na cidade de Hyesan, na província de Ryanggang, ao longo da fronteira com a China, por matar e depois comer uma menina de 10 anos, informou o Instituto Coreano para a Nacional Unificação (Kinu). Esta é a primeira vez evidência de actos de canibalismo são documentados como precisão e publicada em um relatório oficial.Esse ato de canibalismo é a conseqüência da grave crise alimentar na província desencadeada pela reforma monetária que levou anos pelas autoridades, o que resultou em um aumento acentuado nos preços. “Uma enorme inflação, de repente, explodiu preços das commodities, o que levou algumas pessoas a morte”, disse Han Dong-ho, um dos autores do relatório.Em 2006, a cidade de Doksong, um homem e seu filho também foram executados por fuzilamento por ter comido carne humana, relata um dos desertores chegou na Coréia do Sul e entrevistado por Kinu. Esta mulher está entre os 230 recém-chegados refugiados da Coréia do Norte, que serviu como fonte para os especialistas deste instituto público, financiado pelo governo sul-coreano. Em 2011, outro ato de canibalismo teria ocorrido na cidade de Musan, relatou outro desertor.A desnutrição agudaKinu relativiza a magnitude do fenômeno, observando que estes são casos isolados, relatados por apenas uma dúzia dos desertores 230 entrevistados. “Não devemos superestimar a importância de canibalismo na Coréia do Norte”, disse Han. “É um assunto tabu, mas eu não acredito em uma maneira prática em larga escala e organizada”, disse Daniel Pinkston, especialista do International Crisis Group.Estes testemunhos confirmam as relatadas por ONGs como Cidadãos Aliança para os Direitos Humanos da Coréia do Norte (NKHR), mostrando que apesar de uma relativa melhoria dos canais de distribuição, desde o fim da grande fome da década de 1990, várias províncias ainda sofrem desnutrição aguda. “A fome me fez louco, eu tinha ouvido falar que a carne humana era melhor do que o porco e eu pensei que todos iam morrer de qualquer jeito”, foi justificado no final de 2007 por uma mãe oficiais acusados Planeje ter devorado sua filha de 9 anos.Este testemunho é assustador NKHR relatado por Kim Hye Sook, chegou em Seul, em 2009, depois de ter escapado do Norte. Ele lembra as histórias da época da grande fome, que teria feito mais de 1 milhão de vítimas, de acordo com algumas ONG. Em 1997, Kim Eun-sol, então uma criança, lembra-se do homem condenado por ter assassinado e comido sua filha, a quem ele havia enterrado os restos mortais em sua aldeia de Eundeok, no extremo nordeste. “As pessoas sentiam pena dele, na verdade, porque a fome louca, ela transforma-lo em um animal”, disse Kim, agora um estudante em Seul e cujo pai foi levado pela fome.
    *A Direita Brasileira em Ação

  12. Um bom começo para a comissão da verdade(que verdade ?)

    Podem começar investigando essas mortes…

    1) 12/11/64 – Paulo Macena, Vigia – RJ
    Explosão de bomba deixada por uma organização comunista nunca
    identificada, em protesto contra a aprovação da Lei Suplicy, que
    extinguiu a UNE e a UBES. No Cine Bruni, Flamengo, com seis feridos
    graves e 1 morto.

    2) 27/03/65- Carlos Argemiro Camargo, Sargento do Exército – Paraná
    Emboscada de um grupo de militantes da Força Armada de Libertação
    Nacional (FALN), chefiado pelo ex-coronel Jeffersom Cardim de Alencar
    Osorio. Camargo foi morto a tiros. Sua mulher estava grávida de sete
    meses.

    3) 25/07/66 – Edson Régis de Carvalho, Jornalista – PE
    4) 25/07/66 – Nelson Gomes Fernandes, almirante – PE
    Explosão de bomba no Aeroporto Internacional de Guararapes, com 17
    feridos e 2 mortos. Além das duas vítimas fatais, ficaram feridas 17
    pessoas, entre elas o então coronel do Exército Sylvio Ferreira da
    Silva. Além de fraturas expostas, teve amputados quatro dedos da mão
    esquerda. Sebastião Tomaz de Aquino, guarda civil, teve a perna
    direita amputada.

    5) 28/09/66 – Raimundo de Carvalho Andrade – Cb PMGO
    Morto durante uma tentativa de desocupação do Colégio Estadual
    Campinas, em Goiânia, que havia sido ocupado por estudantes de
    esquerda. O grupo de soldados convocado para a tarefa era formado por
    burocratas, cozinheiros etc. Estavam armados com balas de festim.
    Andrade, que era alfaiate da Polícia Militar, foi morto por uma bala
    de verdade disparada de dentro da escola.

    6) 24/11/67 – José Gonçalves Conceição (Zé Dico) – Fazendeiro – SP
    Morto por Edmur Péricles de Camargo, integrante da Ala Marighella,
    durante a invasão da fazenda Bandeirante, em Presidente Epitácio. Zé
    Dico foi trancado num quarto, torturado e, finalmente, morto com
    vários tiros. O filho do fazendeiro que tentara socorrer o pai foi
    baleado por Edmur com dois tiros nas costas.

    7) 15/12/67 – Osíris Motta Marcondes, bancário – SP
    Morto quando tentava impedir um assalto terrorista ao Banco Mercantil,
    do qual era o gerente.

    8) 10/01/68 – Agostinho Ferreira Lima – Marinha Mercante – Rio Negro/AM
    No dia 06/12/67, a lancha da Marinha Mercante “Antônio Alberto” foi
    atacada por um grupo de nove terroristas, liderados por Ricardo
    Alberto Aguado Gomes, “Dr. Ramon”, que, posteriormente, ingressou na
    Ação Libertadora Nacional (ALN). Neste ataque, Agostinho Ferreira Lima
    foi ferido gravemente, vindo a morrer no dia 10/01/68.

    9) 31/05/68 – Ailton de Oliveira, guarda Penitenciário – RJ
    O Movimento Armado Revolucionário (MAR) montou uma ação para libertar
    nove de seus membros que cumpriam pena na Penitenciária Lemos de Brito
    (RJ) e que, uma vez libertados, deveriam seguir para a região de
    Conceição de Jacareí, onde o MAR pretendia estabelecer o “embrião do
    foco guerrilheiro”. No dia 26/05/68, o estagiário Júlio César entregou
    à funcionária da penitenciária Natersa Passos, num pacote, três
    revólveres calibre 38. Às 17h30, teve início a fuga. Os terroristas
    foram surpreendidos pelos guardas penitenciários Ailton de Oliveira e
    Jorge Félix Barbosa. Foram feridos, e Ailton morreu no dia 31/05/68.
    Ainda ficou gravemente ferido o funcionário da Light João Dias
    Pereira, que se encontrava na calçada da penitenciária. O autor dos
    disparos que atingiram o guarda Ailton foi o terrorista Avelino Brioni
    Capitani.

    10) 26/06/68- Mário Kozel Filho – Soldado do Exército – SP
    No dia 26/06/68, Kozel atua como sentinela do Quartel General do II
    Exército. Às 4h30, um tiro é disparado por um outro soldado contra uma
    camioneta que, desgovernada, tenta penetrar no quartel. Seu motorista
    saltara dela em movimento, após acelerá-la e direcioná-la para o
    portão do QG. O soldado Rufino, também sentinela, dispara 6 tiros
    contra o mesmo veículo, que, finalmente, bate na parede externa do
    quartel. Kozel sai do seu posto e corre em direção ao carro para ver
    se havia alguém no seu interior. Havia uma carga com 50 quilos de
    dinamite, que, segundos depois, explode. O corpo de Kozel é
    dilacerado. Os soldados João Fernandes, Luiz Roberto Julião e Edson
    Roberto Rufino ficam muito feridos.
    É mais um ato terrorista da organização chefiada por Lamarca, a VPR.
    Participaram do crime os terroristas Diógenes José de Carvalho
    Oliveira, Waldir Carlos Sarapu, Wilson Egídio Fava, Onofre Pinto,
    Edmundo Coleen Leite, José Araújo Nóbrega, Oswaldo Antônio dos Santos,
    Dulce de Souza Maia, Renata Ferraz Guerra Andrade e José Ronaldo
    Tavares de Lima e Silva. Ah, sim: a família de Lamarca recebeu
    indenização.
    De Kozel, quase ninguém mais se lembra.

    11) 27/06/68 – Noel de Oliveira Ramos – civil – RJ
    Morto com um tiro no coração em conflito na rua. Estudantes
    distribuíam, no Largo de São Francisco, panfletos a favor do governo e
    contra as agitações estudantis conduzidas por militantes comunistas.
    Gessé Barbosa de Souza, eletricista e militante da VPR, conhecido como
    “Juliano” ou “Julião”, infiltrado no movimento, tentou impedir a
    manifestação com uma arma. Os estudantes, em grande maioria, não se
    intimidaram e tentaram segurar Gessé que fugiu atirando, atingindo
    mortalmente Noel de Oliveira Ramos e ferindo o engraxate Olavo
    Siqueira.

    12) 27/06/68 – Nelson de Barros – Sargento PM – RJ
    No dia 21/06/68, conhecida como a “Sexta-Feira Sangrenta”, realizou-se
    no Rio uma passeata contra o regime militar. Cerca de 10.000 pessoas
    ergueram barricadas, incendiaram carros, agrediram motoristas,
    saquearam lojas, atacaram a tiros a embaixada americana e as tropas da
    Polícia Militar. No fim da noite, pelo menos 10 mortos e centenas de
    feridos. Entre estes, estava o sargento da PM Nelson de Barros, que
    morreu no dia 27.

    13) 01/07/68 – Edward Ernest Tito Otto Maximilian Von Westernhagen –
    major do Exército Alemão – RJ
    Morto no Rio, onde fazia o Curso da Escola de Comando e Estado Maior
    do Exército. Assassinado na rua Engenheiro Duarte, Gávea, por ter sido
    confundido com o major boliviano Gary Prado, suposto matador de Che
    Guevara, que também cursava a mesma escola. Autores: Severino Viana
    Callou, João Lucas Alves e um terceiro não-identificado. Todos
    pertenciam à organização terrorista COLINA- Comando de Libertação
    Nacional.

    14) 07/09/68 – Eduardo Custódio de Souza – Soldado PM – SP
    Morto com sete tiros por terroristas de uma organização não
    identificada quando de sentinela no DEOPS, em São Paulo.

    15) 20/09/68 – Antônio Carlos Jeffery – Soldado PM – SP
    Morto a tiros quando de sentinela no quartel da então Força Pública de
    São Paulo (atual PM) no Barro Branco. Organização terrorista que
    praticou o assassinato: Vanguarda Popular Revolucionária. Assassinos:
    Pedro Lobo de Oliveira, Onofre Pinto, Diógenes José Carvalho de
    Oliveira, atualmente conhecido como “Diógenes do PT”, ex-auxiliar de
    Olívio Dutra no Governo do RS.

    16) 12/10/68 – Charles Rodney Chandler – Cap. do Exército dos Estados
    Unidos – SP
    Herói na guerra com o Vietnã, veio ao Brasil para fazer o Curso de
    Sociologia e Política, na Fundação Álvares Penteado, em São Paulo/SP.
    No início de outubro de 68, um “Tribunal Revolucionário”, composto
    pelos dirigentes da VPR (Vanguarda Popular Revolucionária), Onofre
    Pinto (Augusto, Ribeiro, Ari), João Carlos Kfouri Quartin de Morais
    (Maneco) e Ladislas Dowbor (Jamil), condenou o capitão Chandler à
    morte, porque ele “seria um agente da CIA”. Os levantamentos da rotina
    de vida do capitão foram realizados por Dulce de Souza Maia (Judite).
    Quando retirava seu carro das garagem para seguir para a Faculdade,
    Chandler foi assassinado com 14 tiros de metralhadora e vários tiros
    de revólver, na frente da sua mulher, Joan, e de seus 3 filhos. O
    grupo de execução era constituído pelos terroristas Pedro Lobo de
    Oliveira (Getúlio), Diógenes José de Carvalho Oliveira (Luis,
    Leonardo, Pedro) e Marco Antônio Bráz de Carvalho (Marquito).

    17) 24/10/68 – Luiz Carlos Augusto – civil – RJ
    Morto, com 1 tiro, durante uma passeata estudantil.

    18) 25/10/68 – Wenceslau Ramalho Leite – civil – RJ
    Morto, com quatro tiros de pistola Luger 9mm durante o roubo de seu
    carro, na avenida 28 de Setembro, Vila Isabel, RJ. Autores: Murilo
    Pinto da Silva (Cesar ou Miranda) e Fausto Machado Freire (Ruivo ou
    Wilson), ambos integrantes da organização terrorista COLINA (Comando
    de Libertação Nacional).

    19) 07/11/68 – Estanislau Ignácio Correia – Civil – SP
    Morto pelos terroristas Ioshitame Fugimore, Oswaldo Antônio dos Santos
    e Pedro Lobo Oliveira, todos integrantes da Vanguarda Popular
    Revolucionária(VPR), quando roubavam seu automóvel na esquina das ruas
    Carlos Norberto Souza Aranha e Jaime Fonseca Rodrigues, em São Paulo.

    “Quando a lista estiver completa, reparem que a ALN (Ação Libertadora
    Nacional) e a VPR (Vanguarda Popular Revolucionária) estão entre os
    grupos mais violentos. À primeira, pertenceu o ministro Paulo
    Vannuchi, que hoje comanda a banda que quer a “revanche”; a ministra
    Dilma Rousseff, cuja pasta deu forma final ao “decreto”, integrou a
    segunda.”

    “Neste grupo, destaca-se a impressionante covardia de Carlos Lamarca,
    o grande herói do panteão da mistificação. Sabe-se que era um
    assassino frio. Mas prestem atenção às circunstâncias da morte de
    Alberto Mendes Junior, a vítima nº 56.”

    “Havia milhares de agentes do estado empenhados em conter a subversão.
    E o número de mortos, reconhecido pelas próprias esquerdas, é 424. Os
    esquerdistas, na comparação, eram meia-dúzia de gatos pingados. Mesmo
    assim, mataram 119 pessoas. Isso indica o, digamos assim, alto grau de
    letalidade daqueles humanistas.”

    Relação cronológica dos mortos pelas mãos de terroristas entre os anos
    de 1969 a 1974.

    20) 07/01/69 – Alzira Baltazar de Almeida – dona de casa – Rio de Janeiro/RJ
    Uma bomba jogada por terroristas embaixo de uma viatura policia,
    estacionada em frente à 9ª
    Delegacia de Polícia, ao explodir, matou Alzira, que passava pela rua

    21) 11/01/69 – Edmundo Janot – Lavrador – Rio de Janeiro / RJ
    Morto a tiros, foiçadas e facadas por um grupo de terroristas que
    haviam montado uma base de guerrilha nas proximidades da sua fazenda.

    22) 29/01/69 – Cecildes Moreira de Faria – Subinspetor de Polícia – BH/ MG
    23) 29/01/69 – José Antunes Ferreira – guarda civil – BH/MG
    Policiais chegaram a um “aparelho” do Comando de Libertação Nacional
    (Colina), na Rua Itacarambu nº 120, bairro São Geraldo. Foram
    recebidos por rajadas de metralhadora, disparadas por Murilo Pinto
    Pezzuti da Silva, “Cesar’ ou “Miranda”, que mataram o subinspetor
    Cecildes Moreira da Silva (ver acima), que deixou viúva e oito filhos
    menores. Ferreira também morreu. Além do assassino, foram presos os
    seguintes terroristas: Afonso Celso L.Leite (Ciro), Mauricio Vieira de
    Castro (Carlos), Nilo Sérgio Menezes Macedo, Júlio Antonio Bittencourt
    de Almeida (Pedro), Jorge Raimundo Nahas (Clovis ou Ismael) e Maria
    José de Carvalho Nahas (Celia ou Marta). No interior do “aparelho”,
    foram apreendidos 1 fuzil FAL, 5 pistolas, 3 revólveres, 2
    metralhadoras, 2 carabinas, 2 granadas de mão, 702 bananas de
    dinamite, fardas da PM e dinheiro de assaltos.

    (*) 120) 31/03/69 – Manoel Da Silva Dutra – Civil – Rio de Janeiro / RJ
    Morto durante assalto ao banco Andrade Arnaud. O caso é
    particularmente importante porque um dos então terroristas que
    participaram da operação se chamava Carlos Minc. Ele vinha do Colina,
    que se fundiu com a VPR para formar a VAR-PALMARES.

    24) 14/04/69 – Francisco Bento da Silva – motorista – SP
    25) 14/04/69 – Luiz Francisco da Silva – guarda bancário –SP
    Mortos durante um assalto, praticado pela Ala Vermelha do PC do B ao
    carro pagador (uma Kombi) do Banco Francês-Italiano para a América do
    Sul, na Alameda Barão de Campinas, quando foram roubados vinte milhões
    de cruzeiros. Participaram desta ação os seguintes terroristas: Élio
    Cabral de Souza,
    Derly José de Carvalho, Daniel José de Carvalho,
    Devanir José de Carvalho, James Allen Luz, Aderval Alves Coqueiro,
    Lúcio da Costa Fonseca, Gilberto Giovanetti, Ney Jansen Ferreira
    Júnior, Genésio Borges de Melo e Antônio Medeiros Neto

    26) 08/05/69 – José de Carvalho – Investigador de Polícia – SP
    Atingido com um tiro na boca durante um assalto ao União de Bancos
    Brasileiros, em Suzano, no dia 07 de maio, vindo a falecer no dia
    seguinte. Nessa ação, os terroristas feriram, também, Antonio Maria
    Comenda Belchior e Ferdinando Eiamini. Participaram os seguintes
    terroristas da Ação Libertadora Nacional (ALN): Virgílio Gomes da
    Silva, Aton Fon Filho, Takao Amano, Ney da Costa Falcão, Manoel Cyrilo
    de Oliveira Neto e João Batista Zeferino Sales Vani. Takao Amano foi
    baleado na coxa e operado, em um “aparelho médico” por Boanerges de
    Souza Massa, médico da ALN.

    27) 09/05/69 – Orlando Pinto da Silva – Guarda Civil – SP
    Morto com dois tiros, um na nuca e outro na testa, disparados por
    Carlos Lamarca, durante assalto ao Banco Itaú, na rua Piratininga,
    Bairro da Mooca. Na ocasião também foi esfaqueado o gerente do Banco,
    Norberto Draconetti. Organização responsável por esse assalto:
    Vanguarda Popular Revolucionária (VPR).

    28) 27/05/69 – Naul José Montovani – Soldado PM – SP
    Em 27/05/69 foi realizada uma ação contra o 15º Batalhão da Força
    Pública de São Paulo, atual PMESP, na Avenida Cruzeiro do Sul, SP/SP.
    Os terroristas Virgílio Gomes da Silva, Aton Fon Filho, Carlos Eduardo
    Pires Fleury, Maria Aparecida Costa, Celso Antunes Horta e Ana Maria
    de Cerqueira César Corbusier metralharam o soldado Naul José
    Montovani, que estava de sentinela e que morreu instantaneamente. O
    soldado Nicário Conceição Pulpo, que correu ao local ao ouvir os
    disparos, foi gravemente ferido na cabeça, tendo ficado paralítico.

    29) 04/06/69 – Boaventura Rodrigues da Silva – Soldado PM – SP
    Morto por terroristas durante assalto ao Banco Tozan.

    30) 22/06/69 – Guido Boné – Soldado PM – SP
    31) 22/06/69 – Natalino Amaro Teixeira – Soldado PM – SP
    Mortos por militantes da ALN que atacaram e incendiaram a
    rádio-patrulha RP 416, da então Força Pública de São Paulo, hoje
    Polícia Militar, matando os seus dois ocupantes, os soldados Guido
    Bone e Natalino Amaro Teixeira, roubando suas armas.

    32) 11/07/69 – Cidelino Palmeiras do Nascimento – Motorista de táxi – RJ
    Morto a tiros quando conduzia, em seu carro, policiais que perseguiam
    terroristas que haviam assaltado o Banco Aliança, agência Muda.
    Participaram deste assassinato os terroristas Chael Charles Schreier,
    Adilson Ferreira da Silva, Fernando Borges de Paula Ferreira, Flávio
    Roberto de Souza, Reinaldo José de Melo, Sônia Eliane Lafóz e o autor
    dos disparos Darci Rodrigues, todos pertencentes a organização
    terrorista VAR-Palmares.

    33) 24/07/69 – Aparecido dos Santos Oliveira – Soldado PM – SP
    O Banco Bradesco, na rua Turiassu, no Bairro de Perdizes, foi
    assaltado por uma frente de grupos de esquerda. Foram roubados sete
    milhões de cruzeiros. Participaram da ação:
    – Pelo Grupo de Expropriação e Operação:
    Devanir José de Carvalho, James Allen Luz, Raimundo Gonçalves de
    Figueiredo, Ney Jansen Ferreira Júnior, José Couto Leal;
    – Pelo Grupo do Gaúcho: Plínio Petersen Pereira, Domingos Quintino dos
    Santos, Chaouky Abara;
    – Pela VAR-Palmares: Chael Charles Schreier, Roberto Chagas e Silva,
    Carmem Monteiro dos Santos Jacomini e Eduardo Leite.

    Raimundo Gonçalves Figueiredo baleou o soldado Oliveira. Já caído, ele
    recebeu mais quatro tiros disparados por Domingos Quintino dos Santos.

    34) 20/08/69 – José Santa Maria – Gerente de Banco – RJ
    Morto por terroristas que assaltaram o Banco de Crédito Real de Minas
    Gerais, do qual era gerente.

    35) 25/08/69 – Sulamita Campos Leite – dona de casa, PA
    Parente do terrorista Flávio Augusto Neves Leão Salles. Morta na casa
    dos Salles, em Belém, ao detonar, por inadvertência ,uma carga de
    explosivos escondida pelo terrorista

    36) 31/08/69 – Mauro Celso Rodrigues – Soldado PM – MA
    Morto quando procurava impedir a luta entre proprietários e posseiros,
    incitada por movimentos subversivos.

    37) 03/09/69 – José Getúlio Borba – Comerciário – SP
    38) 03/09/69 – João Guilherme de Brito – Soldado da Força Pública/SP
    Os terroristas da Ação Libertadora Nacional (ALN) Antenor Meyer, José
    Wilson Lessa Sabag, Francisco José de Oliveira e Maria Augusta Tomaz
    resolveram comprar um gravador na loja Lutz Ferrando, na esquina da
    Avenida Ipiranga com a Rua São Luis. O pagamento seria feito com um
    cheque roubado num assalto.
    Descobertos, receberam voz de prisão e reagiram. Na troca de tiros, o
    guarda civil João Szelacsak Neto ficou ferido com um tiro na coxa, e o
    funcionário da loja, José Getúlio Borba, foi mortalmente ferido.
    Perseguidos pela polícia, o terrorista José Wilson Lessa Sabag matou a
    tiros o soldado da Força Pública (atual PM) João Guilherme de Brito.

    39) 20/09/69 – Samuel Pires – Cobrador de ônibus – SP
    Morto por terroristas quando assaltavam uma empresa de ônibus.

    40) 22/09/69 – Kurt Kriegel – Comerciante – Porto Alegre/RS
    Comerciante Kurt Kriegel, morto pela Var-Palmates em Porto Alegre.

    41) 30/09/69 – Cláudio Ernesto Canton – Agente da Polícia Federal – SP
    Após ter efetuado a prisão de um terrorista, foi atingido na coluna
    vertebral, vindo a falecer em conseqüência desse ferimento.

    42) 04/10/69 – Euclídes de Paiva Cerqueira – Guarda particular – RJ
    Morto por terroristas durante assalto ao carro transportador de
    valores do Banco Irmãos Guimarães

    43) 06/10/69 – Abelardo Rosa Lima – Soldado PM – SP
    Metralhado por terroristas numa tentativa de assalto ao Mercado
    Peg-Pag. Autores:
    Devanir José de Carvalho (Henrique), Walter Olivieri, Eduardo Leite
    (Bacuri), Mocide Bucherone e Ismael Andrade dos Santos. Organizações
    Terroristas: REDE (Resistência
    Democrática) e MRT (Movimento Revolucionário Tiradentes).

    44) 07/10/69 – Romildo Ottenio – Soldado PM – SP
    Morto quando tentava prender um terrorista.

    45) 31/10/69 – Nilson José de Azevedo Lins- civil – PE
    Gerente da firma Cornélio de Souza e Silva, distribuidora da Souza
    Cruz, em Olinda. Foi assaltado e morto quando ia depositar, no Banco,
    o dinheiro da firma. Organização: PCBR (Partido Comunista Brasileiro
    Revolucionário). Autores: Alberto Vinícius Melo do Nascimento, Rholine
    Sonde Cavalcante Silva, Carlos Alberto Soares e João Maurício de
    Andrade Baltar.

    46) 04/11/69 – Estela Borges Morato – Investigadora do DOPS – SP
    47) 04/11/69 – Friederich Adolf Rohmann – Protético – SP
    Mortos durante a operação que resultou na morte do terrorista Carlos Marighela.

    48) 14/11/69 – Orlando Girolo – Bancário – SP
    Morto por terroristas durante assalto ao Bradesco.

    49) 17/11/69 – Joel Nunes – Subtenente PM – RJ
    Neste dia, o PCBR assaltou o Banco Sotto Maior, na Praça do Carmo, no
    subúrbio carioca de Brás de Pina, de onde foram roubados cerca de 80
    milhões de cruzeiros. Na fuga, obstados por uma viatura policial,
    surgiu um violento tiroteio no qual Avelino Bioni Capitani matou o
    sargento da PM Joel Nunes. Na ocasião, foi preso o terrorista Paulo
    Sérgio Granado Paranhos.

    50) 18/12/69 – Elias dos Santos – Soldado do Exército – RJ
    Havia um aparelho do PCBR na rua Baronesa de Uruguaiana nº 70, no
    bairro de Lins de Vasconcelos. Ali, Prestes de Paula, ao fugir pelos
    fundos da casa, disparou um tiro de pistola 45 contra Elias dos
    Santos.

    51) 17/01/70 – José Geraldo Alves Cursino – Sargento PM – São Paulo / SP
    Morto a tiros por terroristas.

    52) 20/02/70 – Antônio Aparecido Posso Nogueró – Sargento PM – São Paulo
    Morto pelo terrorista Antônio Raimundo de Lucena quando tentava
    impedir um ato terrorista no Jardim Cerejeiras, Atibaia/SP.

    53) 11/03/70 – Newton de Oliveira Nascimento – Soldado PM – Rio de Janeiro
    No dia 11/03/70, os militantes do grupo tático armado da ALN Mário de
    Souza Prata, Rômulo Noronha de Albuquerque e Jorge Raimundo Júnior
    deslocavam-se num carro Corcel azul, roubado, dirigido pelo último,
    quando foram interceptados no bairro de Laranjeiras- RJ por uma
    patrulha da PM. Suspeitando do motorista, pela pouca idade que
    aparentava, e verificando que Jorge Raimundo não portava habilitação,
    os policiais ordenaram-lhe que entrasse no veículo policial, junto com
    Rômulo Noronha Albuquerque, enquanto Mauro de Souza Prata, acompanhado
    de um dos soldados, iria dirigindo o Corcel até a delegacia mais
    próxima. Aproveitando-se do descuido dos policiais, que não revistaram
    os detidos, Mário, ao manobrar o veículo para colocá-lo à frente da
    viatura policial, sacou de uma arma e atirou, matando com um tiro na
    testa o soldado da PM Newton Oliveira Nascimento, que o escoltava no
    carro roubado. O soldado Newton deixou a viúva dona Luci e duas filhas
    menores, de quatro e dois anos.

    54) 31/03/70 – Joaquim Melo – Investigador de Polícia – Pernambuco
    Morto por terroristas durante ação contra um “aparelho”.

    55) 02/05/70 – João Batista de Souza – Guarda de Segurança – SP
    Um comando terrorista, integrado por
    Devanir José de Carvalho, Antonio André Camargo Guerra, Plínio
    Petersen Pereira, Waldemar Abreu e José Rodrigues Ângelo, pelo
    Movimento Revolucionário Tiradentes (MRT), e mais Eduardo Leite
    (Bacuri), pela Resistência
    Democrática (REDE), assaltaram a Companhia de Cigarros Souza Cruz, no
    Cambuci/SP. Na ocasião Bacuri assassinou o guarda de segurança João
    Batista de Souza.

    56) 10/05/70 – Alberto Mendes Junior- 1º Tenente PM – SP
    Esta é uma das maiores expressões da covardia e da violência de que
    era capaz o terrorista Carlos Lamarca. No dia 08/05/70, 7 terroristas,
    chefiados por ele, estavam numa pick-up e pararam num posto de
    gasolina em Eldorado Paulista. Foram abordados por policiais e
    reagiram a bala, conseguindo fugir. Ciente do ocorrido, o Tenente
    Mendes organizou uma patrulha. Em duas viaturas, dirigiu-se de Sete
    Barras para Eldorado Paulista. Por volta das 21h, houve o encontro com
    os terroristas, que estavam armados com fuzis FAL, enquanto os PMs
    portavam o velho fuzil Mauser modelo 1908. Em nítida desvantagem
    bélica, vários PMs foram feridos, e o Tenente Mendes verificou que
    diversos de seus comandados estavam necessitando de urgentes socorros
    médicos. Julgando-se cercado, Mendes aceitou render-se desde que seus
    homens pudessem receber o socorro necessário. Tendo os demais
    componentes da patrulha permanecido como reféns, o Tenente levou os
    feridos para Sete Barras.

    De madrugada, a pé e sozinho, Mendes buscou contato com os
    terroristas, preocupado que estava com o restante de seus homens.
    Encontrou Lamarca, que decidiu seguir com seus companheiros e com os
    prisioneiros para Sete Barras. Ao se aproximarem dessa localidade,
    foram surpreendidos por um tiroteio, ocasião em que dois terroristas –
    Edmauro Gopfert e José Araújo Nóbrega – desgarraram-se do grupo, e os
    cinco terroristas restantes embrenharam-se no mato, levando junto o
    Tenente Mendes.
    Depois de caminharem um dia e meio na mata, os terroristas e o tenente
    pararam para descansar. Carlos Lamarca, Yoshitame Fujimore e Diógenes
    Sobrosa de Souza afastaram-se e formaram um “tribunal revolucionário”,
    que resolveu assassinar o Tenente Mendes. Os outros dois, Ariston
    Oliveira Lucena e Gilberto Faria Lima, ficaram vigiando o prisioneiro.

    Poucos minutos depois, os três terroristas retornaram. Yoshitame
    Fujimore desfechou-lhe violentos golpes na cabeça, com a coronha de um
    fuzil. Caído e com a base do crânio partida, o Tenente Mendes gemia e
    se contorcia em dores. Diógenes Sobrosa de Souza desferiu-lhe outros
    golpes na cabeça, esfacelando-a. Ali mesmo, numa pequena vala e com
    seus coturnos ao lado da cabeça ensangüentada, o Tenente Mendes foi
    enterrado. Em 08/09/70, Ariston Lucena foi preso pelo DOI-CODI e
    apontou o local onde o tenente estava enterrado.

    57) 11/06/70 – Irlando de Moura Régis – Agente da Polícia Federal – RJ
    Foi assassinado durante o seqüestro do embaixador da Alemanha,
    Ehrendfried Anton Theodor Ludwig Von Holleben. A operação foi
    executada pelo Comando Juarez Guimarães de Brito. Participaram Jesus
    Paredes Soto, José Maurício Gradel, Sônia Eliane Lafóz, José Milton
    Barbosa, Eduardo Coleen Leite (Bacuri), que matou Irlando, Herbert
    Eustáquio de Carvalho, José Roberto Gonçalves de Rezende, Alex Polari
    de Alverga e Roberto Chagas da Silva.

    58) 15/07/70 – Isidoro Zamboldi – segurança – SP
    Morto pela terrorista Ana Bursztyn durante assalto à loja Mappin.

    59) 12/08/70 – Benedito Gomes – Capitão do Exército – SP
    Morto por terroristas, no interior do seu carro, na Estrada Velha de Campinas.

    60) 19/08/70 – Vagner Lúcio Vitorino da Silva – Guarda de segurança – RJ
    Morto durante assalto do Grupo Tático Armado da organização terrorista
    MR-8 ao Banco Nacional de Minas Gerais, no bairro de Ramos. Sônia
    Maria Ferreira Lima foi quem fez os disparos que o mataram.
    Participaram, também, dessa ação os terroristas Reinaldo Guarany
    Simões, Viriato Xavier de Melo Filho e Benjamim de Oliveira Torres
    Neto, os dois últimos recém-chegados do curso em Cuba.

    61) 29/08/70 – José Armando Rodrigues – Comerciante – CE
    Proprietário da firma Ibiapaba Comércio Ltda. Após ter sido assaltado
    em sua loja, foi seqüestrado, barbaramente torturado e morto a tiros
    por terroristas da ALN. Após seu assassinato, seu carro foi lançado
    num precipício na serra de Ibiapaba, em São Benedito, CE. Autores:
    Ex-seminaristas Antônio Espiridião Neto e Waldemar Rodrigues Menezes
    (autor dos disparos), José Sales de Oliveira, Carlos de Montenegro
    Medeiros, Gilberto Telmo Sidney Marques, Timochenko Soares de Sales e
    Francisco William.

    62) 14/09/70 – Bertolino Ferreira da Silva – Guarda de segurança – SP
    Morto durante assalto praticado pelas organizações terroristas ALN e
    MRT ao carro pagador da empresa Brinks, no Bairro do Paraíso em São
    Paulo.

    63) 21/09/70 – Célio Tonelly – soldado da PM – SP
    Morto em Santo André. Quando de serviço em uma rádio-patrulha, tentou
    deter terroristas que ocupavam um automóvel.

    64) 22/09/70 – Autair Macedo – Guarda de segurança – RJ
    Morto por terroristas, durante assalto a empresa de ônibus Amigos Unidos

    65) 27/10/70 – Walder Xavier de Lima – Sargento da Aeronáutica – BA
    Morto quando, ao volante de uma viatura, conduzia terroristas presos,
    em Salvador. O assassino, Theodomiro Romeiro dos Santos (Marcos) o
    atingiu com um tiro na nuca. Organização: PCBR (Partido Comunista
    Brasileiro Revolucionário).

    66) 10/11/70 – José Marques do Nascimento – civil – SP
    67) 10/11/70 – Garibaldo de Queiroz – Soldado PM – SP
    68) 10/11/70 – José Aleixo Nunes – soldado PM – SP
    Mortos em confronto com terroristas da VPR (Vanguarda Popular
    Revolucionária) que faziam uma panfletagem armada na Vila Prudente,
    São Paulo.

    69) 10/12/70 – Hélio de Carvalho Araújo – Agente da Polícia Federal – RJ
    No dia 07/12, o embaixador da Suíça no Brasil, Giovanni Enrico Bucher,
    foi seqüestrado pela VPR. Participaram da operação os terroristas
    Adair Gonçalves Reis, Gerson Theodoro de Oliveira, Maurício Guilherme
    da Silveira, Alex Polari de Alverga, Inês Etienne Romeu, Alfredo
    Sirkis, Herbert Eustáquio de Carvalho e Carlos Lamarca. Após
    interceptar o carro que conduzia o Embaixador, Carlos Lamarca bateu
    com um revólver Smith-Wesson, cano longo, calibre 38, no vidro do
    carro. Abriu a porta traseira e, a uma distância de dois metros,
    atirou, duas vezes contra o agente Hélio. Os terroristas levaram o
    embaixador e deixaram o agente agonizando. Transferido para o hospital
    Miguel Couto, morreu no dia 10/12/70.

    70) 07/01/71 – Marcelo Costa Tavares – Estudante – MG
    Morto por terroristas durante um assalto ao Banco Nacional de Minas Gerais.
    Autor dos disparos: Newton Moraes.

    71) 12/02/71 – Américo Cassiolato – Soldado PM – São Paulo
    Morto por terroristas em Pirapora do Bom Jesus.

    72) 20/02/71 – Fernando Pereira – Comerciário – Rio de Janeiro
    Morto por terroristas quando tentava impedir um assalto ao
    estabelecimento “Casa do Arroz”, do qual era gerente.

    73) 08/03/71 – Djalma Peluci Batista – Soldado PM – Rio de Janeiro
    Morto por terroristas, durante assalto ao Banco do Estado do Rio de Janeiro.

    74) 24/03/71 – Mateus Levino dos Santos – Tenente da FAB – Pernambuco
    O PCBR necessitava roubar um carro para participar do seqüestro do
    cônsul norte-americano, em Recife. No dia 26/06/70, o grupo decidiu
    roubar um Fusca, estacionado em Jaboatão dos Guararapes, na Grande
    Recife, nas proximidades do Hospital da Aeronáutica. Ao tentarem
    render o motorista, descobriram tratar-se de um tenente da
    Aeronáutica. Carlos Alberto disparou dois tiros contra o militar: um
    na cabeça e outro no pescoço.
    Depois de nove meses de intenso sofrimento, morreu no dia 24 de março
    de 1971, deixando viúva e duas filhas menores. O imprevisto levou o
    PCBR a desistir do seqüestro.

    75) 04/04/71 – José Julio Toja Martinez – Major do Exército – Rio de Janeiro
    No início de abril, a Brigada Pára-Quedista recebeu uma denúncia de
    que um casal de terroristas ocupara uma casa localizada na rua
    Niquelândia, 23, em Campo Grande/RJ. Não desejando passar esse informe
    à 2ª Seção do então I Exército, sem aprofundá-lo, a 2ª Seção da
    Brigada, chefiada pelo major Martinez, montou um esquema de vigilância
    da casa. Por volta das 23h, chega um casal de táxi. A mulher ostentava
    uma volumosa barriga, sugerindo gravidez.

    O major Martinez acabara de concluir o curso da Escola de Comando e
    Estado-Maior do Exército, onde, por três anos, exatamente o período em
    que a guerra revolucionária se desenvolvera, estivera afastado desses
    problemas em função da própria vida escolar bastante intensa.
    Estagiário na Brigada de Pára-Quedista, a quem também não estava afeta
    a missão de combate à subversão, não se havia habituado à virulência
    da ação terrorista.

    Julgando que o casal nada tinha a ver com a subversão, Martinez
    iniciou a travessia da rua, a fim de solicitar-lhe que se afastasse
    daquela área. Ato contínuo, da barriga, formada por uma cesta para pão
    com uma abertura para saque da arma ali escondida, a “grávida” retirou
    um revólver, matando-o antes que pudesse esboçar qualquer reação. O
    capitão Parreira, de sua equipe, ao sair em sua defesa, foi gravemente
    ferido por um tiro desferido pelo terrorista. Nesse momento, os demais
    agentes desencadearam cerrado tiroteio, que causou a morte do casal de
    terroristas.

    Eram os militantes do MR-8 Mário de Souza Prata e Marilena Villas-Bôas
    Pinto, responsáveis por uma extensa lista de atos terroristas. No
    “aparelho” do casal, foram encontrados explosivos, munição e armas,
    além de dezenas de levantamentos de bancos, de supermercados, de
    diplomatas estrangeiros e de generais do Exército. Martinez deixou
    viúva e quatro filhos, três meninas e um menino, a mais velha, à
    época, com 11 anos.

    76) 07/04/71 – Maria Alice Matos – Empregada doméstica – Rio de Janeiro
    Morta por terroristas quando do assalto a um depósito de material de construção.

    77) 15/04/71 – Henning Albert Boilesen – (Industrial – São Paulo)
    Quando da criação da Operação Bandeirante, o então comandante do II
    Exército, general Canavarro, reuniu-se com o governador do Estado de
    São Paulo, com várias autoridades federais, estaduais, municipais e
    com industriais paulistas para solicitar o apoio para um órgão que
    necessitava ser criado com rapidez, a fim de fazer frente ao crescente
    terrorismo que estava em curso no estado de São Paulo. Assim, vários
    industriais, entre eles Boilesen, se cotizaram para atender ao pedido
    daquela autoridade militar.

    Por decisão de Lamarca, Boilesen, um dinamarquês naturalizado
    brasileiro, foi assassinado. Participaram da ação os terroristas Yuri
    Xavier Pereira, Joaquim Alencar Seixas, José Milton Barbosa, Dimas
    Antonio Casimiro e Antonio Sérgio de Matos. No relatório escrito por
    Yuri, e apreendido pela polícia, aparecem as frases “durante a fuga
    trocávamos olhares de contentamento e satisfação. Mais uma vitória da
    Revolução Brasileira”. Vários carros e casas foram atingidos por
    projéteis. Duas mulheres foram feridas. Sobre o corpo de Boilesen,
    atingido por 19 tiros, panfletos da ALN e do MRT, dirigidos “Ao Povo
    Brasileiro”, traziam a ameaça: “Como ele, existem muitos outros e
    sabemos quem são. Todos terão o mesmo fim, não importa quanto tempo
    demore; o que importa é que eles sentirão o peso da JUSTIÇA
    REVOLUCIONÁRIA. Olho por olho, dente por dente”.

    78) 10/05/71 – Manoel da Silva Neto – Soldado PM – SP
    Morto por terroristas durante assalto à Empresa de Transporte Tusa.

    79) 14/05/71 – Adilson Sampaio – Artesão – RJ
    Morto por terroristas durante assalto às lojas Gaio Marti.

    80) 09/06/71 – Antônio Lisboa Ceres de Oliveira – Civil – RJ
    Morto por terroristas durante assalto à boate Comodoro.

    81) 01/07/71 – Jaime Pereira da Silva – Civil – RJ
    Morto por terroristas na varanda de sua casa durante tiroteio entre
    terroristas e policiais.

    82) 02/09/71 – Gentil Procópio de Melo -Motorista de praça – PE
    A organização terrorista denominada Partido Comunista Revolucionário
    determinou que um carro fosse roubado para realizar um assalto.
    Cumprindo a ordem recebida, o terrorista José Mariano de Barros tomou
    um táxi em Madalena, Recife. Ao chegar ao Hospital das Clínicas,
    quando fingia que ia pagar a corrida, apareceram seus comparsas,
    Manoel Lisboa de Moura e José Emilson Ribeiro da Silva, que se
    aproximaram do veículo. Emilson matou Procópio com dois tiros.

    83) 02/09/71 – Jayme Cardenio Dolce – Guarda de segurança – RJ
    84) 02/09/71 – Silvâno Amâncio dos Santos – Guarda de segurança – RJ
    85) 02/09/71 –
    Demerval Ferreira dos Santos – Guarda de segurança – RJ
    Assassinados pelos terroristas Flávio Augusto Neves Leão Salles, Hélio
    Pereira Fortes, Antônio Carlos Nogueira Cabral, Aurora Maria do
    Nascimento Furtado, Sônia Hipólito e Isis Dias de Oliveira, durante
    assalto à Casa de Saúde Dr. Eiras.

    86) …../10/71 – Alberto da Silva Machado – Civil – RJ
    Morto por terroristas durante assalto à Fábrica de Móveis Vogal Ltda,
    da qual era um dos proprietários.

    87 ) 22/10/71 – José do Amaral – Sub-oficial da reserva da Marinha – RJ
    Morto por terroristas da VAR-PALMARES e do MR-8 durante assalto a um
    carro transportador de valores da Transfort S/A. Foram feridos o
    motorista Sérgio da Silva Taranto e os guardas Emílio Pereira e
    Adilson Caetano da Silva.
    Autores: James Allen Luz (Ciro), Carlos Alberto Salles (soldado),
    Paulo Cesar Botelho Massa, João Carlos da Costa.

    88) 01/11/71 – Nelson Martinez Ponce – Cabo PM – SP
    Metralhado por Aylton Adalberto Mortati durante um atentado praticado
    por cinco terroristas do MOLIPO (Movimento de Libertação Popular)
    contra um ônibus da Empresa de Transportes Urbano S/A, em Vila
    Brasilândia, São Paulo

    89) 10/11/71 – João Campos – Cabo PM – SP
    Morto na estrada de Pindamonhangaba, ao interceptar um carro que
    conduzia terroristas armados.

    90) 22/11/71 – José Amaral Vilela – Guarda de segurança – RJ
    Neste dia os terroristas Sérgio Landulfo Furtado, Norma Sá Ferreira,
    Nelson Rodrigues Filho, Paulo Roberto Jabour, Thimothy William Watkin
    Ross e Paulo Costa Ribeiro Bastos assaltaram um carro-forte da firma
    Transfort, na Estrada do Portela, em Madureira.

    91) 27/11/71 – Eduardo Timóteo Filho – Soldado PM – RJ
    Morto por terroristas, durante assalto contra as Lojas Caio Marti.

    92) 13/12/71 – Hélio Ferreira de Moura – Guarda de Segurança – RJ
    Morto, por terroristas, durante assalto contra um carro transportador
    de valores da Brink’s, na Via Dutra.

    93) 18/01/72 – Tomaz Paulino de Almeida – Sargento PM – São Paulo / SP
    Morto a tiros de metralhadora no bairro Cambuci quando um grupo
    terrorista roubava o seu carro. Autores do assassinato: João Carlos
    Cavalcante Reis, Lauriberto José Reyes e Márcio Beck Machado, todos
    integrantes do Molipo.

    94) 20/01/72 – Sylas Bispo Feche – Cabo PM São Paulo / SP
    O cabo Sylas Bispo Feche integrava uma Equipe de Busca e Apreensão do
    DOI/CODI/II Exército. Sua equipe executava uma ronda quando um carro
    VW, ocupado por duas pessoas, cruzou um sinal fechado quase
    atropelando uma senhora que atravessava a rua com uma criança no colo.
    A sua equipe saiu em perseguição ao carro suspeito, que foi
    interceptado. Ao tentar aproximar-se para pedir os documentos dos dois
    ocupantes do veículo, o cabo Feche foi metralhado. Dois terroristas,
    membros da ALN, morreram.

    95) 25/01/72 – Elzo Ito – Estudante – São Paulo / SP
    Aluno do Centro de Formação de Pilotos Militares, morto por
    terroristas que roubaram seu carro.

    96) 01/02/72 – Iris do Amaral – Civil – Rio de Janeiro
    Morto durante um tiroteio entre terroristas da ALN e policiais.
    Ficaram feridos nesta ação os civis Marinho Floriano Sanches, Romeu
    Silva e Altamiro Sinzo. Autores: Flávio Augusto Neves Leão Salles
    (“Rogério”, “Bibico”) e Antônio Carlos Cabral Nogueira (“Chico”,
    “Alfredo”.)

    97) 05/02/72 – David A. Cuthberg – Marinheiro inglês – Rio de Janeiro
    A respeito desse assassinato, sob o título “REPULSA”, o jornal “O
    Globo” publicou:

    “Tinha dezenove anos o marinheiro inglês David A. Cuthberg que, na
    madrugada de sábado, tomou um táxi com um companheiro para conhecer o
    Rio, nos seus aspectos mais alegres. Ele aqui chegara como amigo, a
    bordo da flotilha que nos visita para comemorar os 150 anos de
    Independência do Brasil. Uma rajada de metralhadora tirou-lhe a vida,
    no táxi que se encontrava. Não teve tempo para perceber o que ocorria
    e, se percebesse, com certeza não poderia compreender.

    Um terrorista, de dentro de outro carro, apontara friamente a
    metralhadora antes de desenhar nas suas costas o fatal risco de balas,
    para, logo em seguida, completar a infâmia, despejando sobre o corpo,
    ainda palpitante, panfletos em que se mencionava a palavra liberdade.
    Com esse crime repulsivo, o terror quis apenas alcançar repercussão
    fora de nossas fronteiras para suas atividades, procurando dar-lhe
    significação de atentado político contra jovem inocente, em troca da
    publicação da notícia num jornal inglês.

    O terrorismo cumpre, no Brasil, com crimes como esse, o destino
    inevitável dos movimentos a que faltam motivação real e consentimento
    de qualquer parcela da opinião pública: o de não ultrapassar os
    limites do simples banditismo, com que se exprime o alto grau de
    degeneração dessas reduzidas maltas de assassinos gratuitos”.

    A ação criminosa foi praticada pelos seguintes terroristas,
    integrantes de uma frente formada por três organizações comunistas:
    – ALN – Flávio Augusto Neves Leão Salles (“Rogério”, “Bibico”), que
    fez os disparos com a metralhadora, Antônio Carlos Nogueira Cabral
    (“Chico”, “Alfredo”), Aurora Maria Nascimento Furtado (“Márcia”,
    “Rita”), Adair Gonçalves Reis(“Elber”, “Leônidas”, “Sorriso”);
    – VAR-PALMARES – Lígia Maria Salgado da Nóbrega (“Ana”, “Célia”,
    “Cecília”), que jogou dentro do táxi os panfletos que falavam em
    vingança contra os “Imperialistas Ingleses”; Hélio Silva (“Anastácio”,
    “Nadinho”), Carlos Alberto Salles(“Soldado”);
    – PCBR – Getúlio de Oliveira Cabral(“Gogó”, “Soares”, “Gustavo”)

    98) 15/02/72 – Luzimar Machado de Oliveira – Soldado PM – Goiás
    O terrorista Arno Preiss encontrava-se na cidade de Paraiso do Norte,
    que estava incluída no esquema de trabalho de campo do MOLIPO. Usava o
    nome falso de Patrick McBundy Comick. Arno tentou entrar com sua
    documentação falsa no baile carnavalesco do clube social da cidade.
    Sua documentação levantou suspeita nos policiais, que o convidaram a
    comparecer à delegacia local. Ao deixar o clube, julgando-se
    desmascarado, Arno sacou seu revólver e disparou à queima roupa contra
    os policiais, matando o PM Luzimar Machado de Oliveira e ferindo
    gravemente o outro PM que o conduzia, Gentil Ferreira Mano. Acabou
    morto.

    99) 18/02/72 – Benedito Monteiro da Silva – Cabo PM – São Paulo
    Morto quando tentava evitar um assalto terrorista a uma agencia
    bancária em Santa Cruz do Rio Pardo.

    100) 27/02/72 – Napoleão Felipe Bertolane Biscaldi – Civil – São Paulo
    Morto durante um tiroteio entre os terroristas Lauriberto José Reyes e
    José Ibsem Veroes com policiais, na rua Serra de Botucatu, no bairro
    Tatuapé. Nesta ação, um policial foi ferido a tiros de metralhadoras
    por Lauriberto. Os dois terroristas morreram no local.

    101) 06/03/72 – Walter César Galleti – Comerciante – São Paulo
    Terroristas da ALN assaltaram a firma F. Monteiro S/A. Após o assalto,
    fecharam a loja, fizeram um discurso subversivo e assassinaram o
    gerente Walter César Galetti e feriram o subgerente Maurílio Ramalho e
    o despachante Rosalindo Fernandes.

    102) 12/03/72 – Manoel dos Santos – Guarda de Segurança – São Paulo
    Morto durante assalto terrorista à fábrica de bebidas Charel Ltda.

    103) 12/03/72 – Aníbal Figueiredo de Albuquerque – Cel R1 do Exército – SP
    Morto durante assalto à fábrica de bebidas Charel Ltda., da qual era
    um dos proprietários.

    104) 08/05/72 – Odilo Cruz Rosa – Cabo do Exército – PA
    Morto na região do Araguaia quando uma equipe comandada por um tenente
    e composta ainda, por dois sargentos e pelo Cabo Rosa foram emboscados
    por terroristas comandados por Oswaldo Araújo Costa, o “Oswaldão”, na
    região de Grota Seca, no Vale da Gameleira. Neste tiroteio foi morto o
    Cabo Rosa e feridos o Tenente e um Sargento.

    105) 02/06/72 – Rosendo – Sargento PM – SP
    Morto ao interceptar 04 terroristas que assaltaram um bar e um carro
    da Distribuidora de Cigarros Oeste LTDA.

    106) 29/06/72 – João Pereira – Mateiro-região do Araguaia – PA
    “Justiçado exemplarmente” pelo PC do B por ter servido de guia para as
    forças legais que combatiam os guerrilheiros. A respeito, Ângelo
    Arroyo declarou em seu relatório: “A morte desse bate-pau causou
    pânico entre os demais da zona”.

    107) 09/09/72 – Mário Domingos Panzarielo –
    Detetive Polícia Civil – RJ
    Morto ao tentar prender um terrorista da ALN.

    108) 23/09/72 – Mário Abraim da Silva – Segundo Sargento do Exército – PA
    Pertencia ao 2º Batalhão de Infantaria de Selva, com sede em Belém.
    Sua Companhia foi deslocada para combater a guerrilha na região do
    Araguaia. Morto em combate, durante um ataque guerrilheiro no lugarejo
    de Pavão, base do 2º Batalhão de Selva.

    109) 27/09/72 – Sílvio Nunes Alves – Bancário – RJ
    Assassinado em assalto ao Banco Novo Mundo, na Penha, pelas
    organizações terroristas PCBR – ALN – VPR – Var Palmares e MR8. Autor
    do assassinato: José Selton Ribeiro.

    110) …../09/72 – Osmar… – Posseiro – PA
    “Justiçado” na região do Araguaia pelos guerrilheiros por ter
    permitido que uma tropa de pára-quedistas acampasse em suas terras.

    111) 01/10/72 – Luiz Honório Correia – Civil – RJ
    Morto por terroristas no assalto à empresa de Ônibus Barão de Mauá.

    112) 06/10/72 – Severino Fernandes da Silva – Civil – PE
    Morto por terroristas durante agitação no meio rural.

    113) 06/10/72 – José Inocêncio Barreto – Civil – PE
    Morto por terroristas durante agitação no meio rural.

    114) 21/02/73 – Manoel Henrique de Oliveira – Comerciante – São Paulo
    No dia 14 de junho de 1972, as equipes do DOI de São Paulo, como já
    faziam há vários dias, estavam seguindo quatro terroristas da ALN que
    resolveram almoçar no restaurante Varela, no bairro da Mooca. Quando
    eles saíram do restaurante, receberam voz de prisão. Reagindo,
    desencadearam tiroteio com os policiais. Ao final, três terroristas
    estavam mortos, e um conseguiu fugir. Erroneamente, a ALN atribuiu a
    morte de seus três companheiros à delação de um dos proprietários do
    restaurante e decidiu justiçá-lo.

    O comando “Aurora Maria do Nascimento Furtado”, constituído por
    Arnaldo Cardoso Rocha, Francisco Emanuel Penteado, Francisco Seiko
    Okama e Ronaldo Mouth Queiroz, foi encarregado da missão e assassinou,
    no dia 21 de fevereiro, o comerciante Manoel Henrique de Oliveira, que
    foi metralhado sem que pudesse esboçar um gesto de defesa. Seu corpo
    foi coberto por panfletos da ALN, impressos no Centro de Orientação
    Estudantil da USP por interveniência do militante Paulo Frateschi.

    115) 22/02/73 – Pedro Américo Mota Garcia – Civil – Rio de Janeiro
    Por vingança, foi “justiçado” por terroristas por haver impedido um
    assalto contra uma agência da Caixa Econômica Federal.

    116) 25/02/73 – Octávio Gonçalves Moreira Júnior –
    Delegado de Polícia – SP
    Com a tentativa de intimidar os integrantes dos órgãos de repressão,
    um “Tribunal Popular Revolucionário” decidiu “justiçar” um membro do
    DOI/CODI/II Exército. O escolhido foi o delegado de polícia Octávio
    Gonçalves Moreira Júnior.

    117) 12/03/73 – Pedro Mineiro – Capataz da Fazenda Capingo
    “Justiçado” por terroristas na Guerrilha do Araguaia.

    118) Francisco Valdir de Paula – Soldado do Exército-região do Araguaia – PA
    Instalado numa posse de terra, no município de Xambioá, fazendo parte
    de uma rede de informações montada na área de guerrilha, foi
    identificado pelos terroristas e assassinado. Seu corpo nunca foi
    encontrado.

    119) 10/04/74 – Geraldo José Nogueira – Soldado PM – São Paulo
    Morto numa operação de captura de terroristas.

    (*) A lista que publiquei com os 119 assassinados pelas esquerdas
    estava incompleta – e é bem provável que ainda falte muita gente. Como
    lembrou o leitor Guilherme Lamb, faltou listar o assassinato do civil
    Manoel da Silva Dutra durante assalto ao banco Andrade Arnaud, no Rio,
    no dia 31 de março de 1969. O caso é particularmente importante porque
    um dos então terroristas que participaram da operação se chamava
    Carlos Minc – sim, este mesmo que hoje veste coletes coloridos e
    conversa com as toras da floresta. Ele vinha do Colina, que se fundiu
    com a VPR para formar a VAR-PALMARES. Antes de Minc defender a
    descriminação da maconha em showzinho em homenagem a “Jah”, ele se
    dedicava a drogas bem mais pesadas, como se vê. Foram roubados 45
    milhões de cruzeiros. O grupo depois planejou e executou o famoso
    “assalto ao cofre do Adhemar”. Minc estava na operação. A lista, não
    tenham dúvida, pode e deve ser atualizada — ou corrigida.

  13. Manoel Francisco Gomes

    DESGRAÇA POUCA É BOBAGEM

    No Brasil não temos terremotos (só alguns tremores que não deixam vítimas) como em outros países. Agora mesmo a Itália está enterrando seus mortos e calculando os prejuízos materiais por conta de mais um. Em compensação, temos o PT (partido de “atitude” e “sem medo de ser feliz”, como dizem os bobalhões), Lulla, Collor, Zé Dirceu, a “famiglia” Sarney, Paulo Maluf, Renan Calheiros, entre tantos outros. Os partidos são diferentes mas o TIME é o mesmo.

  14. Petição pública com 20 mil assinaturas até agora pede que se inicie já o julgamento do mensalão

    Há uma petição pública que já reúne 20 mil assinaturas pedindo o início imediato do julgamento do mensalão. O texto lembra o óbvio: o país já esperou bastante. Que o ministro Ricardo Lewandowski, o revisor do processo, se sensibilize. Só depende dele. De mais ninguém.

    Para assinar, clique no link abaixo. Não sei quem tem o controle da qualidade das assinaturas, mas tome cuidado! Os petralhas, que monitoram a rede com seus grupelhos e falsos perfis, são doidos para pichar petições das quais discordam.

    Blog Reinaldo Azevedo

    assine aqui: http://www.peticaopublica.com.br/PeticaoListaSignatarios.aspx?pi=P2012N22495

  15. ‘Verdade? Que verdade?’, um artigo de Marco Antonio Villa

    PUBLICADO NO GLOBO DESTA TERÇA-FEIRA

    MARCO ANTONIO VILLA

    Foi saudada como um momento histórico a designação dos membros da Comissão da Verdade. Como tudo se movimenta lentamente na presidência de Dilma Rousseff, o fato ocorreu seis meses após a aprovação da lei 12.528. Não há qualquer justificativa para tanta demora. Durante o trâmite da lei o governo poderia ter desenhando, ao menos, o perfil dos membros, o que facilitaria a escolha.

    Houve, na verdade, um desencontro com a história. O momento para a criação da comissão deveria ter sido outro: em 1985, quando do restabelecimento da democracia. Naquela oportunidade não somente seria mais fácil a obtenção das informações, como muitos dos personagens envolvidos estavam vivos. Mas ─ por uma armadilha do destino ─ quem assumiu o governo foi José Sarney, sem autoridade moral para julgar o passado, pois tinha sido participante ativo e beneficiário das ações do regime militar.

    O tempo foi passando, arquivos foram destruídos e importantes personagens do período morreram. E para contentar um setor do Partido dos Trabalhadores ─ aquele originário do que ficou conhecido como luta armada ─ a presidente resolveu retirar o tema do esquecimento. Buscou o caminho mais fácil ─ o de criar uma comissão ─ do que realizar o que significaria um enorme avanço democrático: a abertura de todos os arquivos oficiais que tratam daqueles anos.

    É inexplicável o período de 42 anos para que a comissão investigue as violações dos direitos humanos. Retroagir a 1946 é um enorme equívoco, assim como deveria interromper as investigações em 1985, quando, apesar da vigência formal da legislação autoritária, na prática o país já vivia na democracia ─ basta recordar a legalização dos partidos comunistas. Se a extensão temporal é incompreensível, menos ainda é o prazo de trabalho: dois anos. Como os membros não têm dedicação exclusiva e, até agora, a estrutura disponibilizada para os trabalhos é ínfima, tudo indica que os resultados serão pífios. E, ainda no terreno das estranhezas e sem nenhum corporativismo, é, no mínimo, extravagante que tenha até uma psiquiatra na comissão e não haja lugar para um historiador.

    A comissão foi criada para “efetivar o direito à memória e a verdade histórica”. O que é “verdade histórica”? Pior são os sete objetivos da comissão (conforme artigo 3º), ora indefinidos, ora extremamente amplos. Alguns exemplos: como a comissão agirá para que seja prestada assistência às vítimas das violações dos direitos humanos? E como fará para “recomendar a adoção de medidas e políticas públicas para prevenir violação de direitos humanos, assegurar sua não repetição e promover a efetiva reconciliação nacional”? De que forma é possível “assegurar sua não repetição”?

    O encaminhamento dado ao tema pelo governo foi desastroso. Reabriu a discussão sobre a lei de anistia, questão que já foi resolvida pelo STF em 2010. A anistia foi fundamental para o processo de transição para a democracia. Com a sua aprovação, em 1979, milhares de brasileiros retornaram ao país, muitos dos quais estavam exilados há 15 anos. Luís Carlos Prestes, Gregório Bezerra, Miguel Arraes, Leonel Brizola, entre os mais conhecidos, voltaram a ter ativa participação política. Foi muito difícil convencer os setores ultraconservadores do regime militar que não admitiam o retorno dos exilados, especialmente de Leonel Brizola, o adversário mais temido ─ o PT era considerado inofensivo e Lula tinha bom relacionamento com o general Golbery do Couto e Silva.

    Não é tarefa fácil mexer nas feridas. Há o envolvimento pessoal, famílias que tiveram suas vidas destruídas, viúvas, como disse o deputado Alencar Furtado, em 1977, do “quem sabe ou do talvez”, torturas, desaparecimentos e mortes de dezenas de brasileiros. Mas ─ e não pode ser deixado de lado ─ ocorreram ações por parte dos grupos de luta armada que vitimaram dezenas de brasileiros. Evidentemente que são atos distintos. A repressão governamental ocorreu sob a proteção e a responsabilidade do Estado. Contudo, é possível enquadrar diversos atos daqueles grupos como violação dos direitos humanos e, portanto, incurso na lei 12.528.

    O melhor caminho seria romper com a dicotomia ─ recolocada pela criação da comissão ─ repressão versus guerrilheiros ou ação das forças de segurança versus terroristas, dependendo do ponto de vista. É óbvio que a ditadura ─ e por ser justamente uma ditadura ─ se opunha à democracia; mas também é evidente que todos os grupos de luta armada almejavam a ditadura do proletariado (sem que isto justifique a bárbara repressão estatal). Nesta guerra, onde a política foi colocada de lado, o grande derrotado foi o povo brasileiro, que teve de suportar durante anos o regime ditatorial.

    A presidente poderia ter agido como uma estadista, seguindo o exemplo do sul-africano Nelson Mandela, que criou a Comissão da Verdade e Reconciliação. Lá, o objetivo foi apresentar publicamente ─ várias sessões foram transmitidas pela televisão ─ os dois campos, os guerrilheiros e as forças do apartheid. Tudo sob a presidência do bispo Desmond Tutu, Prêmio Nobel da Paz. E o país pôde virar democraticamente esta triste página da história. Mas no Brasil não temos um Mandela ou um Tutu.

    Pelas primeiras declarações dos membros da comissão, continuaremos prisioneiros do extremismo político, congelados no tempo, como se a roda da história tivesse parado em 1970. Não avançaremos nenhum centímetro no processo de construção da democracia brasileira. E a comissão será um rotundo fracasso.

  16. ONU pede esclarecimentos a Cuba sobre 2,4 mil detenções
    22 de maio de 2012 •

    O Comitê da ONU que monitora o cumprimento da Convenção contra a Tortura e outros Tratamentos ou Penas Cruéis, Desumanos ou Degradantes, pediu explicações a Cuba por 2,4 mil detenções em 2012, no primeiro dia do comparecimento do país diante deste órgão nesta terça-feira em Genebra.
    “Temos denúncias de 2400 detenções em 2012, das quais 420 ocorreram em março. Seriam detenções de curta duração e queremos que Cuba esclareça todos os casos”, indicou à AFP Nora Sveaass, um dos dez especialistas independentes de diferentes nacionalidades que integram este Comitê, que abordou o tema durante a audiência.
    Sveaass pediu também a Cuba que esclareça a morte do dissidente cubano Wilman Vilar Mendoza, condenado a 4 anos de prisão, que morreu em 21 de janeiro de 2012 após 50 dias de greve de fome na cidade de Santiago de Cuba.
    O especialista espanhol Fernando Mariño Menendez, que divide com Sveaass a relatoria do Comitê na questão de Cuba, quis saber também as causas da morte do opositor Juan Soto García em 7 de maio de 2011, se sofreu violência física e se existe uma investigação oficial.
    O embaixador de Cuba em Genebra, Rodolfo Reyes, indicou ao final do debate desta terça-feira que na quarta, segundo dia reservado pelo Comitê a Cuba, serão apresentadas as respostas a todos os casos.
    Durante as conversas, o vice-fiscal geral de Cuba, Rafael Pino Bécquer, disse que entre os anos 2007 e 2011 foram atendidas 263 denúncias por maus tratos em centros de detenção, em razão do que “foram considerados penalmente responsáveis 46 agentes das forças de ordem”.
    O especialista senegalês Abdulaye Gaye criticou que a tortura não seja uma infração autônoma no Código Penal de Cuba, que haja detenções de caráter indefinido, sem prazos máximos, e pediu que a delegação de Cuba o informe se um detento pode escolher um médico para que o examine.
    O japonês George Tugushi afirmou que a situação nas prisões de Cuba é de superlotação, desnutrição, higiene precária e propagação de doenças, nas quais aqueles que protestam são espancados e os detidos são forçados a se exilar.

    Via Portal Terra.

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