Sair da inércia: para a esquerda ou para a direita?

12mglobal

Ainda não tinha idade de ir para a escola e estava nesse parque que os vizinhos do lugar chamam de “Carlos III”, mesmo que os mapas insistam em rotulá-lo como “Carlos Marx”. Minha irmã e eu jogávamos na fonte seca e pulávamos de um banco a outro. De repente olhamos para a sede da loja Maçônica que fica na esquina da Rua Belascoaín e o globo terrestre sobre seu telhado plano soltava uma fumaça cinzenta, incendiava-se lentamente frente aos nossos olhos. Lembro que gritamos para o meu pai “Papai, o mundo está queimando!” e nós três corremos até o segurança do edifício para lhe dizer. Em poucos minutos os bombeiros chegaram e desde esse dia aquela reprodução do planeta não voltou a girar, seu mecanismo rotatório deixou de funcionar… Durante décadas.

Nesse mesmo parque da minha infância o Observatório Crítico realizou no sábado um encontro em solidariedade ao movimento mundial dos indignados. Horas antes dos convocados chegarem, as imediações haviam sido tomadas pela polícia política e também por guardas uniformizados. Vários ativistas e jornalistas foram detidos antes de chegar e conduzidos até bairros distantes para não participarem. O evento finalmente aconteceu mesmo que marcado pela coação e pela baixa assistência. Não obstante puderam desfraldar um par de cartazes anticapitalistas, tirarem algumas fotos e recordar a distância uma corrente de inconformismo que sacode países como a Espanha, Inglaterra e Estados Unidos. Os participantes cantaram a Internacional e alguns habituais do lugar descobriram – só então – o rosto do autor do O Capital talhado naquele muro. Quinze minutos depois o #12MGlobal já terminava em Havana e as crianças voltavam a fazer a fonte vazia como sua, os bancos e o busto em relevo de um homem nascido na Alemanha em 1918. À noite o noticiário nobre reportaria os protestos em Londres e Madrid enquanto guardaria silêncio sobre a demonstração em território nacional.

Apesar do limitado número de assistentes e da estreita margem ideológica da convocação, o acontecimento teve algo de enriquecedor para a sociedade civil cubana. O sectarismo oficial não distingue entre inconformados de direita ou de esquerda, suspeita de todos os que ousem criticá-lo sem se importar muito com a sua filiação. Nos escritórios da Segurança de Estado existe um processo aberto tanto contra José Daniel Ferrer como contra Pedro Campos, seguem a pista suspeitando tanto da União Patriótica como do Observatório Crítico. Para um totalitarismo não importa se os seus dissidentes dizem abraçar a mesma doutrina dos manuais outrora oficiais, basta criticar para ir parar no mesmo saco dos inimigos. Este país encalhado na inércia política precisa começar a andar, urge-lhe empreender o caminho da pluralidade e da democracia. Como esse globo do planeta na esquina de Carlos III com Belascoaín, Cuba deve começar a se mover. Talvez num primeiro momento gire para a esquerda ou para a direita, tome alguns tombos ou oscile até encontrar seu próprio ritmo. Porém desde já ninguém pode lhe impor uma só direção, ninguém tem o direito de lhe espremer num caminho único.

bola_del_mundo

Tradução e administração do blog em língua portuguesa por Humberto Sisley de Souza Neto

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13 thoughts on “Sair da inércia: para a esquerda ou para a direita?

  1. Blogueiros “progressistas” trazem um cubano para falar de liberdade de expressão e de democratização da mídia.
    No próximo dia 25 de maio, os BlogProg, mais conhecidos como “esgotosfera”, “JEG”, ou “BESTA”, estarão realizando mais um encontro, desta vez na Bahia do PT. Lá estarão palestrantes da estirpe de um Franklin Martins, um Paulo Henrique Amorim e um João Pedro Stédile. Convidados muito previsíveis que debaterão, pasmem!, a “democratização da comunicação”.

    O mais absurdo, no entanto, nem é a presença desta gente aí de cima, que deseja, efetivamente, estabelecer a censura da imprensa e o garroteamento do jornalismo decente deste país. O mais absurdo é que os organizadores trarão alguns convidados internacionais, entre eles um cubano chamado Iroel Sánchez, que falará sobre “liberdade de expressão” em Cuba. Ele tem um blog chamado “A Pupila Insone”, que deve ser em brincadeira de mau gosto com a resistência cubana que dorme com um olho só, enquanto o outro espera que os agentes de Castro chutem a sua porta e os levem para as masmorras.

    Há alguns meses atrás, a blogueira Yoani Sánchez, do Generación Y, uma das vozes mais influentes do mundo, foi impedida pela ditadura sanguinária cubana de vir ao Brasil, como convidada de um evento cultural, onde receberia uma homenagem. Pela enésima vez, o visto de saída foi negado à principal blogueira cubana.

    A presença de Iroel Sánchez no Brasil, com todas as honras e mordomias, comprova que a blogosfera chapa-branca não é um privilégio brasileiro, onde gravitam os Amorins, Nassifs, Azenhas, Miros e outros menos patrocinados. Ela tem, na verdade, uma inspiração cubana. Na Cuba que tem a mídia democratizada e a liberdade de informação que eles tanto sonham.

    O blogueiro cubano nem chegou e já se uniu aos insetos no ataque à revista Veja…
    ….
    Blog Coturno Noturno que chuta a bunda dos JEGuinhos da “BESTA” 8)

  2. A ideologia dos pobres moços.

    Por Anon

    Nasce uma nova ideologia, a princípio, imbuída de boas intenções.
    E não importa se está tudo bem ou quase tudo. Esse niilismo sociopata e inconseqüente que esta sempre querendo começar tudo do nada e de novo, naturalmente, vagueia nas mentes de muitos jovens. Muitas vezes, partindo do zero e de um ponto de vista, exclusivamente, egoísta e exteriorizado na grande falácia internacionalista de um mundo melhor.
    Outras vezes, sob uma imposição inconsciente ou de uma falsa prerrogativa de estarem sendo desprezados pelo atual “hediondo sistema” (capitalista) e por pertencerem a uma desprezível posição social (talvez, devido as suas próprias incompetências), eles apostam as suas pretensões em um novo sistema idealizado pelos seus subconscientes estigmatizados pelos fracassos, e se lançam de corpo e alma a qualquer movimento anti qualquer coisa.
    Então, esses jovens ainda hipnotizados pela velha crença de que a grama do vizinho é mais verde que o jardim de sua própria casa, se atiram em suas, quase sempre suicidas, revoluções. A doutrinação foi lenta e perspicaz, mas obteve relevantes e duradouros êxitos. Pobres moços! Altamente, ignorantes, e assim, facilmente, susceptíveis às novas doutrinas velhas; pois, o importante é que a “nova ideologia”, assim como os bancos do carro novo, esteja revestida com plástico. E assim, velhas ideologias (comprovadamente fracassadas) ressuscitam-se nas mentes dos “pobres moços’ que completamente cegos de espíritos tateiam no obscuro mundo novo, menosprezando tudo aquilo que a civilização construiu ao longo de todos aqueles anos. Irredutíveis e incapazes de indultarem os seus antepassados, condenando-os ao eterno e humilhante esquecimento (embora, utilizando toda a infra-estrutura do velho regime, pois são frutos de uma autêntica cleptocracia). Entretanto, esses novos (velhos) sistemas socialistas já estão com as suas hierárquicas estruturas preestabelecidas: com o topo da pirâmide completo de líderes usurpadores, com o seu meio repleto de camaradas indicados, mas na base, como sempre e para as piores tarefa, haverá sempre uma vaga. É ali que os dentes rangem e o sangue entorna!
    Agora é para valer, além do mais, para a ascensão do novo regime, o velho regime tem que cair.
    Os reis ficarão, a qualquer tempo, sentados em seus tronos, protegidos pelas grandes muralhas de seus belos castelos. Mas os pobres moços! Eles se atracarão entre si e chafurdarão no fundo dos pântanos numa lúgubre mistura de lama e sangue…
    Ah, meus pobres moços!… Com raríssimas exceções, não importa qual é o lado do tabuleiro, peão é sempre peão!

  3. Che Guevara fede

    Ernesto Che Guevara fede. Do ponto de vista (ou do nariz) de qualquer ser humano, este porco assassino fede. Aquela aura de herói, de guerreiro pela liberdade contra as injustiças, faz parte da mentira medonha desta figura nefasta.
    Enganou muita gente, mas não se pode alegar em defesa de seus seguidores (eu incluída, durante muitos anos) que fôssemos completamente inocentes. Comunista faz ouvidos de mercador quando se contam os horrores que se cometem e os cadáveres que se empilham em nome da luta pelo paraíso na terra, a utopia do socialismo.
    Guevara era um assassino frio, um impostor. A prova é que ele, um ‘homem do povo’, tão logo triunfou a Revolução dos barbudos, escolheu para si uma belíssima casa de praia, ‘expropriada’ dos burgueses cubanos.
    Ele ali se instalou sob a desculpa de que praticamente lhe tinham imposto a ocupação pela sua importância como chefe da revolução. E também porque ele, asmático, precisava da brisa fresca de beira-mar.
    Che ordenou (e executou) pessoalmente diversos fuzilamentos de inocentes e desafetos depois da revolução. Quem o conheceu conta que ele tinha um prazer mórbido em ver cair aqueles em quem ele atirava. Matou um companheiro porque este roubou comida. Ele descreve a entrada e a saída da bala na fronte ensanguentado do seu soldado.
    Outro ato de coragem e senso de justiça do Porco Assassino: um camponês chamado Eumidio Guerra, que lutava com os guerrilheiros em Sierra Maestra, tornou-se suspeito de ser espião do tiranete cubano Fulgêncio Batista. Uma boa parte dos companheiros de guerrilha, porém, não tinha certeza e consideravam o indivíduo inocente. Discordando da maioria, Che executou sumariamente o camponês. E ainda disse: “em caso de dúvida, matem”.
    “Fusilamientos, sí. Hemos fusilado. Fusilamos y seguiremos fusilando mientras sea necesario.”, discursou Che Guevara na ONU, logo depois de tomar o poder em Cuba.
    Che Guevara deve estar no inferno. É onde ele sempre quis estar. Tanto que ajudou a transformar Cuba em um.

    “O ódio eficaz que faz do homem uma eficaz, violenta, seletiva e fria maquina de matar” (Che Guevara)
    http://blogdemirianmacedo.blogspot.com.br/2012/05/che-guevara-fede.html

  4. E o Granma.cu, porta-voz de uma ditadura que responde por pelo menos 100 mil mortos, exalta a Comissão da Verdade no Brasil!
    Ontem, o deputado estadual Rui Falcão (PT-SP), presidente nacional do PT, compareceu ao horário político do partido e, acreditem!, defendeu a liberdade de expressão (comento posts abaixo). É o mesmo Falcão que anunciou não faz tempo que o governo precisa domar a “mídia” depois de dar um tranco nos bancos… Esses esquerdistas não surpreendem, convenham. Os petistas têm um modelo de imprensa na cabeça: o Granma.cu!, a versão online do jornal do Partido Comunista Cubano.

    Como cinismo pouco é bobagem, o Granma, órgão oficial do Partido Comunista Cubano, publicou ontem um texto saudando a criação da Comissão da Verdade no Brasil. Aproveitou para lembrar o passado “guerrilheiro” da presidente Dilma Rousseff.

    Boa parte dos cubanos, dada a carência de papel higiênico no país, usa a versão impressa do jornal para os chamados serviços de higiene. Eu não estou brincando, não! Isso não é uma tentativa de piada. É um fato mesmo. A versão eletrônica não serve nem pra isso.

    No último parágrafo, lemos:
    “A Comissão da Verdade criada no Brasil é fundamental para que as novas gerações conheçam seu passado recente, quando muitas pessoas foram presas, torturadas e assassinadas”.

    Pois é… A ditadura no Brasil começou em 1964 e terminou, oficialmente, em 1985, embora já estivesse combalida desde muito antes; afinal, a Lei da Anistia é de 1979. A ditadura comunista cubana teve início em 1959 e não acabou. O regime continua a encarcerar os dissidentes, e presos políticos ainda morrem na cadeia. Cuba tem uma população que é pouco superior à vigésima parte da do Brasil. A ditadura castrista responde pela morte de 100 mil pessoas — 17 mil foram fuziladas; as demais morreram afogadas tentando deixar a ilha. O mar que separa Cuba da Flórida é um cemitério. Só para que se comparem as brutalidades: os mortos oficiais da ditadura militar brasileira são 424. Não obstante, os petistas se negam a condenar aquela tirania — na verdade, nem mesmo reconhecem o regime como ditatorial.

    Com essa performance, os comunistas de Cuba saúdam a Comissão da Verdade no Brasil

    Por Reinaldo Azevedo 8)

  5. As intenções do Partido dos Trambiqueiros

    Corrupção desenfreada, dívida pública estratosférica, serviço público falido, carga tributária escorchante, a cultura da morte, da violência e do hedonismo que avança, a educação que não melhora, há muitas razões para se desejar o despejo do PT do poder. Não se trata apenas da constatação da existência das nossas mazelas, mazelas que o PT, politicamente falando, foi INCAPAZ de reverter, mas sobretudo da constatação de que o PT NUNCA TEVE A INTENÇÃO de fazê-lo.

    Não é possível sequer afirmar que o PT desistiu (já que nunca teve a intenção) da difícil tarefa de promover o desenvolvimento humano dos nossos concidadãos, que não possuem os mecanismos internos mínimos e necessários para atingir a consciência plena daquilo que constitui uma existência digna para si mesmos e seus vizinhos. Mecanismos internos como a disciplina do estudo, do autocontrole face as tentações rasteiras do álcool, das drogas, da filosofia de boteco, da poesia cretina, dos chavões e lugares-comuns que substituem o pensamento e até o amor próprio.

    A verdade é que o PT nunca teve a intenção de beneficiar a população do país de maneira profunda; sua intenção é, e sempre foi, promover a política das migalhas em troca de votos, da permanência no poder.

    O debate político hoje está contaminado pelo discurso dissimulado, pelo império dos sofismas, pela política das torcidas partidárias e ideológicas, pelos ataques e difamações contra todos aqueles que ousam exercer seus direitos constitucionais da liberdade de pensamento e de expressão.

    Os assuntos essenciais para o desenvolvimento humano ficaram para trás e dá-lhe Faustão, Gugu, Sílvio Santos, Ratinho, e futebol, futebol, futebol e “ai se eu te pego”. Nunca antes na história deste país, o deserto cultural e intelectual esteve tão árido.

    O brasileiro quer melhorar, se aprimorar, se valorizar, prosperar materialmente e mentalmente, o PT foi eleito porque prometia ajudar a atingir esses objetivos.

    Nunca tiveram essa intenção, mentiram.

  6. contato

    VÍTIMAS DO TERRORISMO – MÊS DE MAIO

    31/05/68 – Ailton de Oliveira, guarda Penitenciário – RJ
    O Movimento Armado Revolucionário (MAR) montou uma ação para libertar nove de seus membros que cumpriam pena na Penitenciária Lemos de Brito (RJ) e que, uma vez libertados, deveriam seguir para a região de Conceição de Jacareí, onde o MAR pretendia estabelecer o “embrião do foco guerrilheiro”. No dia 26/05/68, o estagiário Júlio César entregou à funcionária da penitenciária Natersa Passos, num pacote, três revólveres calibre 38. Às 17h30, teve início a fuga. Os terroristas foram surpreendidos pelos guardas penitenciários Ailton de Oliveira e Jorge Félix Barbosa. Foram feridos, e Ailton morreu no dia 31/05/68. Ainda ficou gravemente ferido o funcionário da Light João Dias Pereira, que se encontrava na calçada da penitenciária. O autor dos disparos que atingiram o guarda Ailton foi o terrorista Avelino Brioni Capitani.

    08/05/69 – José de Carvalho – Investigador de Polícia – SP
    Atingido com um tiro na boca durante um assalto ao União de Bancos Brasileiros, em Suzano, no dia 07 de maio, vindo a falecer no dia seguinte. Nessa ação, os terroristas feriram, também, Antonio Maria Comenda Belchior e Ferdinando Eiamini. Participaram os seguintes terroristas da Ação Libertadora Nacional (ALN): Virgílio Gomes da Silva, Aton Fon Filho, Takao Amano, Ney da Costa Falcão, Manoel Cyrilo de Oliveira Neto e João Batista Zeferino Sales Vani. Takao Amano foi baleado na coxa e operado, em um “aparelho médico” por Boanerges de Souza Massa, médico da ALN.

    09/05/69 – Orlando Pinto da Silva – Guarda Civil – SP
    Morto com dois tiros, um na nuca e outro na testa, disparados por Carlos Lamarca, durante assalto ao Banco Itaú, na rua Piratininga, Bairro da Mooca. Na ocasião também foi esfaqueado o gerente do Banco, Norberto Draconetti. Organização responsável por esse assalto: Vanguarda Popular Revolucionária (VPR).

    27/05/69 – Naul José Montovani – Soldado PM – SP
    Em 27/05/69 foi realizada uma ação contra o 15º Batalhão da Força Pública de São Paulo, atual PMESP, na Avenida Cruzeiro do Sul, SP/SP. Os terroristas Virgílio Gomes da Silva, Aton Fon Filho, Carlos Eduardo Pires Fleury, Maria Aparecida Costa, Celso Antunes Horta e Ana Maria de Cerqueira César Corbusier metralharam o soldado Naul José Montovani, que estava de sentinela e que morreu instantaneamente. O soldado Nicário Conceição Pulpo, que correu ao local ao ouvir os disparos, foi gravemente ferido na cabeça, tendo ficado paralítico.

    02/05/70 – João Batista de Souza – Guarda de Segurança – SP
    Um comando terrorista, integrado por Devanir José de Carvalho, Antonio André Camargo Guerra, Plínio Petersen Pereira, Waldemar Abreu e José Rodrigues Ângelo, pelo Movimento Revolucionário Tiradentes (MRT), e mais Eduardo Leite (Bacuri), pela Resistência Democrática (REDE), assaltaram a Companhia de Cigarros Souza Cruz, no Cambuci/SP. Na ocasião Bacuri assassinou o guarda de segurança João Batista de Souza.

    10/05/70 – Alberto Mendes Junior- 1º Tenente PM – SP
    Esta é uma das maiores expressões da covardia e da violência de que era capaz o terrorista Carlos Lamarca. No dia 08/05/70, 7 terroristas, chefiados por ele, estavam numa pick-up e pararam num posto de gasolina em Eldorado Paulista. Foram abordados por policiais e reagiram a bala, conseguindo fugir. Ciente do ocorrido, o Tenente Mendes organizou uma patrulha. Em duas viaturas, dirigiu-se de Sete Barras para Eldorado Paulista. Por volta das 21h, houve o encontro com os terroristas, que estavam armados com fuzis FAL, enquanto os PMs portavam o velho fuzil Mauser modelo 1908. Em nítida desvantagem bélica, vários PMs foram feridos, e o Tenente Mendes verificou que diversos de seus comandados estavam necessitando de urgentes socorros médicos. Julgando-se cercado, Mendes aceitou render-se desde que seus homens pudessem receber o socorro necessário. Tendo os demais componentes da patrulha permanecido como reféns, o Tenente levou os feridos para Sete Barras.

    De madrugada, a pé e sozinho, Mendes buscou contato com os terroristas, preocupado que estava com o restante de seus homens. Encontrou Lamarca, que decidiu seguir com seus companheiros e com os prisioneiros para Sete Barras. Ao se aproximarem dessa localidade, foram surpreendidos por um tiroteio, ocasião em que dois terroristas – Edmauro Gopfert e José Araújo Nóbrega – desgarraram-se do grupo, e os cinco terroristas restantes embrenharam-se no mato, levando junto o Tenente Mendes. Depois de caminharem um dia e meio na mata, os terroristas e o tenente pararam para descansar. Carlos Lamarca, Yoshitame Fujimore e Diógenes Sobrosa de Souza afastaram-se e formaram um “tribunal revolucionário”, que resolveu assassinar o Tenente Mendes. Os outros dois, Ariston Oliveira Lucena e Gilberto Faria Lima, ficaram vigiando o prisioneiro.

    Poucos minutos depois, os três terroristas retornaram. Yoshitame Fujimore desfechou-lhe violentos golpes na cabeça, com a coronha de um fuzil. Caído e com a base do crânio partida, o Tenente Mendes gemia e se contorcia em dores. Diógenes Sobrosa de Souza desferiu-lhe outros golpes na cabeça, esfacelando-a. Ali mesmo, numa pequena vala e com seus coturnos ao lado da cabeça ensangüentada, o Tenente Mendes foi enterrado. Em 08/09/70, Ariston Lucena foi preso pelo DOI-CODI e apontou o local onde o tenente estava enterrado.

    10/05/71 – Manoel da Silva Neto – Soldado PM – SP
    Morto por terroristas durante assalto à Empresa de Transporte Tusa.

    14/05/71 – Adilson Sampaio – Artesão – RJ
    Morto por terroristas durante assalto às lojas Gaio Marti.

    08/05/72 – Odilo Cruz Rosa – Cabo do Exército – PA
    Morto na região do Araguaia quando uma equipe comandada por um tenente e composta ainda, por dois sargentos e pelo Cabo Rosa foram emboscados por terroristas comandados por Oswaldo Araújo Costa, o “Oswaldão”, na região de Grota Seca, no Vale da Gameleira. Neste tiroteio foi morto o Cabo Rosa e feridos o Tenente e um Sargento.

  7. cascateiro
    Segue ladeira abaixo a reputação do ex-delegado “da ditadura” pastor Cláudio Guerra, que fez declarações fantásticas no livro Memórias de uma Guerra Suja.

    Armou ontem, ele mesmo, a estória meio esquisita que mandou por email aos autores do livro e que acabou chegando ao plenário do senado por um parlamentar petista.

    Contou que teria sido alvo de um atentado ontem de madrugada. Três homens chegam à casa de idosos onde ele se refugia e discutem com o porteiro, porque não os deixou entrar e nem chamou a vítima para ser baleada. Ameaçaram atirar… É o primeiro caso no mundo que matadores pedem ao porteiro para ir atirar na vítima.

    Agora o bucólico delegado reclama que está sem escolta da Polícia Federal. Seus ex-colegas policiais não estão nem aí com ele. Ninguém acha que querem matá-lo.

    Agora perdeu também o apoio na blogosfera gôche, que exultou quando o livro foi anunciado. Um dos autores, o jornalista Marcelo Netto, escreveu na apresentação da obra que foi bom que os militares venceram os comunistas da “luta armada”, que o Brasil está melhor com a derrota deles. (Tentativa de atentado – 16/05/2012 às 16:47 horas)

    E que os esquerdistas que se locupletam com suas estórios deviam enfiar a viola no saco e ir trabalhar e que os militares estão ajudando mais o país que eles. Por essas e outras, a “comissão da verdade” do PT estaria com certa preguiça, medo do ridículo, de ouvir o cascateiro em depoimento.
    Trem Azul – 17/05/2012
    Comentário: Mais um tiro no pé dado pelos petralhas. O livro não é bem o que eles pensavam ser. Cedo ou tarde a verdade acaba aparecendo e os que hoje afirmam ter pegado em armas para defender a democracia serão desmascarados. O certo é que desejavam derrubar a ditadura militar para implantar uma ditadura comunista, transformando o Brasil numa Cuba gigantesca. Ainda bem que não conseguiram. A luta armada não teve heróis: teve bandidos, por mais que a esquerdalha hoje no poder e seus aliados afirmem o contrário.(mfgomes:17/05/2012)

  8. QUARTA-FEIRA, 16 DE MAIO DE 2012
    Dou-me o direito de discordar (Comissão da “Verdade”)

    Sobre isto:
    A presidente Dilma Rousseff empossou nesta quarta-feira, em Brasília, os sete integrantes da Comissão Nacional da Verdade, grupo de trabalho que irá apurar violações de direitos humanos durante a ditadura militar, entre os anos de 1946 e 1988. Com voz embargada, a presidente negou que o colegiado busque “revanchismo” ou a possibilidade de “reescrever a história”. Ex-integrante da organização clandestina VAR-Palmares, a presidente se emocionou ao relembrar os “sacrifícios humanos irreparáveis” daqueles que lutaram pela redemocratização do país…
    peço licença para discordar.

    Como ex-integrante de dois desses grupos que alinharam contra o regime militar, no final dos anos 1960 e início dos 1970, posso dizer, com pleno conhecimento de causa, que NENHUM de nós estava lutando para trazer o Brasil de volta para uma “democracia burguesa”, que desprezávamos.
    O que queríamos, mesmo, era uma democracia “popular”, ou proletária, mas poucos na linha da URSS, por nós julgada muito “burocrática” e já um tantinho esclerosada.
    O que queríamos mesmo, a maioria, era um regime à la cubana, no Brasil, embora alguns preferissem o modelo maoista, ainda mais revolucionário.
    Os soviéticos — e seus servidores no Brasil, o pessoal do Partidão — eram considerados reformistas incuráveis, e nós pretendíamos um regime revolucionário, que, inevitavelmente, começaria fuzilando burgueses e latifundiários. Éramos consequentes com os nossos propósitos.
    Sinto muito contradizer quem de direito, mas sendo absolutamente sincero, era isso mesmo que TODOS os desses movimentos, queríamos.
    Essa conversa de democracia é para não ficar muito mal no julgamento da história.
    Estávamos equivocados, e eu reconheço isso. Posso até dar o direito a outros de não reconhecerem e não fazerem autocrítica, por exemplo, dizer que nós provocamos, sim PROVOCAMOS, o endurecimento do regime militar, quando os ataques da guerrilha urbana começaram. Isso é um fato.
    Enfim, tem gente que pode até querer esconder isso.
    Mas eles não têm o direito de deformar a história ou mentir…
    Paulo Roberto de Almeida
    Postado por Gilrikardo às 20:16 0 comentários
    Marcadores: Brasil, Comunismo, PRA, PT

  9. O declínio físico e político de Hugo Chávez
    Marianella Salazar
    Mais do que qualquer mortal, o presidente Hugo Chávez, ­que tem passado a vida gravitando em torno de seu próprio ego, mal consegue enfrentar a gravidade de seu estado de saúde e administrar com algum decoro a inevitável fase terminal de sua patologia, como sói ocorrer com muitos pacientes diagnosticados de câncer.
    Lamentavelmente, Chávez não aprendeu a usar uma ferramenta psicológica, como o controle das emoções, que tanto ajudaria a esse tipo de doente a encarar esta fase de extinção de seu governo e – ao que parece – de sua própria vida.
    Não faz sentido falar do tempo perdido no cultivo de tantos inimigos, tentando aferrar-se ao poder a qualquer custo e com ajudas inclusive dos que já passaram para o andar de cima (ou mais propriamente, para o andar de baixo), como as almas oferecidas ao fogo do inferno, tão diversas como as da savana de Maisanta, Kadafi, e Saddam Hussein, e, daqueles que ainda respiram, como os guerrilheiros das FARC, Fidel e Raúl Castro, que também carregam o pesado fardo de seu compromisso com as trevas.
    Se ao invés de se abraçar com o curandeirismo cubano ele o tivesse feito com o budismo zen e dedicasse algumas horas à sadia prática da ioga, a estas alturas já teria se livrado desse ego insaciável e desmedido que o convenceu ser o centro do universo e permitiu perverter suas relações com meio país e meio mundo.
    Agora, por estar tão absorto com a gravidade de sua doença terminal, ele não pode governar nem resolver problemas de caráter urgente, como a sua sucessão presidencial, que libertam e espalham demônios nas Forças Armadas para lhe dar pavio à lâmpada e entre os que aspiram a candidatura do PSUV.

  10. Lágrimas negras
    O tema de sua própria extinção é altamente estressante para qualquer um, muito mais para um indivíduo com a personalidade narcisista e histriônica de Chávez (segundo diagnósticos de reconhecidos psiquiatras que têm descrito os sintomas de seus transtornos mentais), e seu comportamento público assim se manifesta e revela seu crescente e enorme medo da morte.
    As lágrimas presidenciais que salpicaram em cadeia nacional em 3 de abril passado, transmitidas pela TV do Palácio Miraflores, quando promulgou a Lei Orgânica do Trabalho e designou os membros do Conselho de Estado, demonstraram incapacidade e falta de maturidade para encarar com fortaleza e serenidade seu previsto desenlace fatal. A mudança do slogan revolucionário, que proclamava “Patria, socialismo o muerte”, pelo de “Patria, socialismo, venceremos”, foi um subterfúgio para tentar exorcizar o medo que lhe consome a alma só em mencionar a palavra ‘muerte’.
    Chávez sofre uma grande depressão, não aguenta ficar de pé por mais de alguns minutos. No último fim de semana, quando se despedia de Raúl Castro, no aeroporto José Martí, em Havana, irrompeu em pranto.
    Durante o voo de volta para casa não falou com ninguém além dos médicos que lhe aplicaram uma injeção tranquilizante que o fez dormir até que o avião pousou no aeroporto de Maiquetía; desceu do avião sem ajuda, mas caminhou com dificuldade e só conversou, muito preocupado, com o general Rangel Silva. Sua filha, Rosa Virginia – escolhida em Cuba para lhe suceder quando desistir da candidatura­, também chorou durante a viagem como a perguntar-se o que seria da Venezuela sem seu papai. À herdeira política espera a missão impossível de endossar os votos do pai no próximo 7 de outubro.
    Enquanto isso, a música preferida para a maioria dos venezuelanos é o tique-taque do relógio…

    Pragmatismo cruel
    Os irmãos Castro vão se desvinculando aos poucos do governo de Chávez. Começam a se acercar da oposição venezuelana. Guillermo Aveledo já os tranquilizou ao negar que os cubanos serão retirados das “missões”. Necessitam chegar a um acordo sobre as remessas de petróleo e demonstram a sua inquietação quanto à possibilidade do “próximo presidente de Venezuela ser um dos nossos prisioneiros”.
    Cuba trabalha uma aproximação com os Estados Unidos, gesta uma reunião de seu chanceler com a secretária Hillary Clinton, espera por uma reunião Obama-Raúl: “O problema de nossas relações com os Estados Unidos é Chávez”. “Buscamos uma fórmula para que ele venha a Cuba o menos possível”
    E o relógio venezuelano segue tocando… tique-taque, tique-taque…
    Título e Texto: Marianella Salazar, “El Nacional”, Venezuela, 16-05-2012

  11. LIVROS SUBVESIVOS

    por Anon

    Os primeiros, os únicos e os verdadeiros liberais pertencem à economia de livre mercado. Os falsos liberais socialistas (comunistas) usurparam até mesmo este nome “liberal” dos verdadeiros donos.
    Agora, deste de quando uma sociedade socialista, coletivista defende a liberdade individual de um cidadão? Veja o nosso caso (Brasil), cada dia que passa o estado cria novas leis coercitivas para nos tirar a liberdade, além de aumentar os impostos e interferir, descaradamente, na nossa economia.

    Eu já não aquentava mais ler livros e cartilhas de autores socialistas, eles estavam me causando tédio e depressão! Até mesmo a teoria melhorzinha deles (Keynes) foi desmascarada por Hayek; provando que as boas intenções socialistas é um portal sem volta rumo às ditaduras e á escravidão.

    (Confira: Hayek x Keynes, por David Sanz Bas)

    http://mises.org/journals/qjae/pdf/qjae14_3_2.pdf

  12. Rosa Virginia – escolhida em Cuba para suceder Chávez.
    King john un sucedeu o papi
    Não duvidamos nadinha que a filha do raúl seja a nova tirana dos cubanos! Dinastia castrista
    ————————————————————————-
    Será que nem assim os esquerdopatas percebem que o que eles querem é se perpetuar no poder! Dinastia marxista-leninista
    8)

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