Mais vermelha do que cruz

Durante a última semana os meios oficiais têm insistido muito na origem e no funcionamento da Cruz Vermelha em Cuba. Por volta de 8 de maio, data da fundação deste corpo humanitário, foram publicadas várias reportagens sobre seu caráter neutro e de ajuda. Entrevistados para o noticiário em horário nobre aparecem os que fazem um trabalho sacrificado para socorrer as vítimas de acidentes ou de conflitos. Sem dúvidas, histórias de desprendimento pessoal e de filantropia que são compensadas por uma vida salva ou por um dano físico evitado. Porém o motivo para estas homenagens e crônicas não é somente comemorativo ou para dar o justo reconhecimento ao comitê fundado por Henri Dunant em 1863. A televisão nacional também trata de limpar a lamentável imagem deixada por um dos voluntários cubanos durante a missa de Bento XVI em Santiago de Cuba.

Nestas alturas são poucos nesta ilha os que não viram o vídeo onde um homem – portando o emblema da Cruz Vermelha – golpeia e joga uma padiola contra Andrés Carrión, que havia gritado uma palavra de ordem anti-sistema. A cena provoca tanta repulsa, denota tanta baixeza que até partidários do governo exibem sua repulsa a tais práticas. Comove a desproporção de forças entre alguém que não pode se defender e aquele outro que o esbofeteia e o ataca com um objeto de primeiros socorros. O incidente deu origem a um pedido de explicação por parte do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICR) e até a uma inédita nota de desculpas da sua representante cubana. Porém não foi suficiente. O que ficou em evidência não foi só a ira de um paramilitar disfarçado de agente sanitário ou o rancor ideológico que é fomentado a cada passo sem se medir as conseqüências. Desnudou-se também que as autoridades do nosso país carecem de limites éticos quando se trata de reprimir uma opinião diferente. Se para camuflar sua tropa de choque tiverem que vesti-la como uma equipe desportiva, como “estudantes espontâneos” ou como um grupo médico, o farão. Não se detém e lançam mão de emblemas internacionais e até utilizam com fins políticos o prestígio de ONGs estrangeiras. Isso tem que ser conhecido, basta de ingenuidade.

Chapeuzinho Vermelho tem poucas chances: o lobo da intolerância pode se disfarçar de avó, de mãe que deu os doces e até como o próprio lenhador que veio salvá-la.

Tradução e administração do blog em língua portuguesa por Humberto Sisley de Souza Neto

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9 thoughts on “Mais vermelha do que cruz

  1. A arrogância do PT
    ESCRITO POR NIVALDO CORDEIRo

    O que vemos é que o PT finalmente rasgou a Carta ao Povo Brasileiro, estando muito à vontade para implantar a sua agenda revolucionária.

    Temos visto nos últimos dias um festival de truculência do partido governante, o PT, capitaneado pela presidente Dilma Rousseff, que mesmo na época da ditadura militar foi desconhecido. Alguns fatos são muito visíveis, como a reformulação da política econômica e a transformação dos banqueiros em bodes expiatórios. A redução abrupta e unilateral das taxas de juros só prova que a motivação revolucionária anticapitalista do partido governante não arrefeceu.

    Não que os juros cobrados no Brasil estivessem em nível razoável. O problema é que há muitas maneiras de resolver o problema e o governo escolheu a via autoritária, carnavalesca. O pedido de Dilma Rousseff (uma ordem, na verdade), para que a Febraban se retratasse da nota escrita pelo economista Rubens Sardemberg foi um ponto culminante de arrogância. O documento estava sensato e o economista apenas escreveu o óbvio, que os bancos não têm poder sobre a demanda de crédito. A presidente parece ter-se sentido pessoalmente ofendida com essa opinião, em si técnica e correta.

    A retratação da Febraban mostrou que mesmo este segmento empresarial, tão poderoso, está subjugado de forma impiedosa pelo partido governante.

    O ímpeto autoritário, todavia, está em outras manchetes de jornais. O teatrinho ridículo, pelo qual algumas personalidades midiáticas passaram a pedir em público o veto integral do novo Código Florestal, mostra que a presidente já decidiu fazer o veto, um desrespeito ao Congresso Nacional e à maioria ali constituída. Passa por cima, impiedosa, sobre a divisão de poderes.

    Mas nada é mais preocupante do que o circo armado em torno da CPI do Cachoeira. Veja-se que todo fundamento do escândalo são as gravações telefônicas solertes, perpetradas pela Polícia Federal, que dessa forma passou a ser um agente político de primeira grandeza, a influir antecipadamente nos resultados das eleições deste ano (e na de 2014). A Polícia Federal assim tornou-se uma polícia política, a serviço do partido governante. É evidente o viés seletivo das investigações, quando se sabe que pior fazem os membros do governo.

    Sem prejuízo da culpabilidade dos investigados, salta aos olhos a motivação eleitoreira do caso. Não é à toa que o ex-presidente Lula, desde a primeira hora, foi um entusiasta da divulgação do escândalo e um apoiador da instalação da CPI. Ele percebeu o que toda gente percebe: o alto valor eleitoral desse escândalo, com poder de destruição profundo sobre alguns de seus adversários políticos mais notórios.

    O que vemos é que o PT finalmente rasgou a Carta ao Povo Brasileiro, estando muito à vontade para implantar a sua agenda revolucionária. E não apenas no âmbito do Poder Executivo. Basta ver as recentes decisões do Supremo Tribunal Federal, que tem exorbitado e legislado em assuntos da competência do Congresso Nacional, avançando na agenda revolucionária no âmbito do marxismo cultural.

    O surpreendente é o destemor e a pressa com que as “reformas” estão caminhando. O PT tem pressa e se sente à vontade para fazer cumprir o seu programa. Parece não haver, nem nos partido políticos e nem na sociedade civil, força capaz de segurar o ímpeto revolucionário. O PT considera que já acumulou forças suficientes para fazer valer sua vontade. Os fatos provam que a avaliação está correta.

  2. Um espectro ronda o Brasil: a condenação de José Dirceu! Vejam as graves consequências que nos aguardam caso ocorra essa injustiça
    Um espectro ronda o Brasil caso o chefe de quadrilha (segundo a Procuradoria Geral da República) José Dirceu seja condenado pelo STF. Segundo ele anda espalhando por aí, pode haver graves reações de inconformismo. Abaixo, algumas das ameaças que ameaçam tirar o nosso sossego:

    – Evo Morales pode invadir o Brasil e tomar, desta vez, a sede da Petrobras — duas refinarias nossas, ele já tomou. Uma semana antes de roubá-las, com armas na mão, reuniu-se com o Zé…;
    – Cristina Kirchner pode liderar os fascistoides do grupo La Cámpora, dar um beiço na nossa Constituição e empastelar jornais e revistas que não apoiam o Zé;
    – Hugo Chávez pode usar alguns parlamentares de sua base no Congresso, em Brasília, e fazer votar uma lei que obrigue os poderosos a se tratar de câncer em Cuba;
    – Mahmoud Ahmadinejad vai determinar que as mulheres só frequentem as praias e as piscinas com o corpo devidamente coberto para que pobres tarados não caiam vítimas de seus ardis;
    – Rafael Correa dará um basta na farra da imprensa burguesa e vai exilar alguns proprietários dos meios de comunicação que não reconhecem a força do “povo popular”;
    – Daniel Ortega imporá uma lei estabelecendo o tamanho mínimo das orelhas para que alguém possa governar o Brasil: nunca menor do que as de um jumento e nunca maior do que as suas.
    – Raúl Castro vai determinar o fim da produção de papel higiênico no país. A exemplo dos cubanos, os brasileiros também serão obrigados a usar as páginas do jornal Granma, do Partido Comunista Cubano. Afinal, para ler e refletir, já existe na rede o Granma.cu!!!

    E você, leitor? O que acha que pode acontecer caso se consuma essa terrível injustiça?

    Por Reinaldo Azevedo 8)

  3. o ditador cubano
    virá à rio +20

    O ditador cubano Raúl Castro confirmou presença na Rio +20, para orgulho do governo petista que tem em ditadores comunistas um norte moral. TREM AZUL

  4. Lei do silêncio
    12 de maio de 2012

    Romulo Bini Pereira – O Estado de S.Paulo

    Em 1979, após muitos debates em amplos segmentos de nossa sociedade, a Lei da Anistia foi aprovada e promulgada no País. Ela veio pôr um ponto final no ciclo de beligerância que se instalou na vida brasileira e criou um pacto de reciprocidade para a reconstrução democrática no Brasil.

    Nestes anos de sua vigência, as Forças Armadas cumpriram um papel impecável. Voltaram-se para suas missões constitucionais, sem a mínima interferência no processo político que aqui se desenvolvia. Mantiveram-se em silêncio, acompanhando os fatos políticos, alguns bastante perturbadores, sem nenhuma atitude que pudesse ser analisada como intervenção no processo democrático.

    Adotaram uma verdadeira lei do silêncio. Um ajuste entre seus chefes, em busca da concórdia e do entendimento.

    No corrente ano, entretanto, dois fatos vieram de encontro à atitude das Forças Armadas. O primeiro foi a criação da Comissão da Verdade. De modo unânime, militares da ativa e da reserva consideraram tal comissão um passo efetivo para atos de revanchismo. Os seus defensores – alguns deles membros da alta esfera governamental e do Poder Judiciário – já falam em rever a Lei da Anistia, mesmo após o Supremo Tribunal Federal ter confirmado a sua validade.

    No escopo de se obter a verdade, essa comissão, para ser imparcial, deveria estudar e analisar não só o ideário político-ideológico, mas também os métodos de atuação de quem optou pela luta armada em todo o mundo. Que pesquise os manuais das organizações internacionais para constatar a semelhança dos objetivos e métodos das inúmeras e variadas organizações nacionais, inclusive o Manual do Guerrilheiro Urbano, de Carlos Marighella, a cartilha do terrorismo brasileiro. Os diversos delitos cometidos – assassinatos, atentados, roubos e sequestros – também tiveram, tal como as citadas internacionais, um objetivo único, ou seja, a “derrubada do governo central e a instauração de uma ditadura do proletariado”, e não uma democracia, como apregoam seus defensores. Com tal comissão só existirá uma verdade unilateral.

    O segundo fato se refere aos incidentes ocorridos na sede do Clube Militar, no Rio de Janeiro, tão chocantes e tão esclarecedores para todos os militares. Chocantes porque velhos soldados, ilustres chefes, instrutores, professores e outros de carreira e vida exemplares foram insultados e agredidos por uma turba de radicais com atitudes e impropérios usados pelos grupos extremistas das décadas de 60 e 70. E esclarecedores porquanto demonstraram que o ódio ideológico e o fanatismo estão novamente presentes em nosso país. Tanto que disse um dos seus líderes: “Somos marxistas radicais”. Seu ideário, seus métodos de atuação e seus ídolos são os mesmos das organizações extremistas do passado. Fazem uso até mesmo de ações de intimidação radicais, como o “escracho”, de modo idêntico aos trotskistas e aos nazistas nas décadas de 20 e 30. Segundo seus integrantes, suas ações visam a defender a “honra” do nosso país perante a comunidade internacional. Definitivamente, não são aptos para tal defesa. A continuar dessa forma, a citada turba poderá vir a ser um celeiro para novos Araguaias.

    Esses dois fatos atingiram frontalmente os objetivos da Lei da Anistia. A concórdia e o entendimento foram atitudes adotadas somente pelas Forças Armadas. Em oposição, um segmento sectário e minoritário demonstrou intransigência e intolerância totalitária para com os militares.

    Eles não assumiram seus atos e erros. Talvez para criar uma nova História, na qual seus integrantes sejam os grandes heróis. Talvez para justificar as ações de seus líderes no emprego de jovens em aventuras quixotescas de tomada do poder pela via armada, ou, então, a legitimação das 20 mil indenizações pagas por seus ideais revolucionários.

    Não será possível mais aceitar que os “anos de chumbo”, expressão de origem italiana tão decantada por esses segmentos minoritários, sejam debitados somente aos atos das nossas Forças Armadas. Na Itália não houve anistia e terroristas estiveram presos por muitos anos. O caso Cesare Battisti, de rumorosa repercussão mundial, exemplifica o desiderato do governo italiano em punir os que optaram pela luta armada. As organizações extremistas brasileiras estavam sossegadas na selva do Araguaia ou nos aparelhos urbanos, algumas nos conventos dominicanos. E assistiram a tudo pacificamente, com uma única exceção: as vítimas de sua autoria, algumas assassinadas barbaramente e outras justiçadas covardemente. Que regime teria sido imposto ao nosso país caso vingasse o ideário radical dessa minoria?

    Neste contexto, a palavra dos chefes militares está se fazendo necessária e será um contraponto a possíveis atitudes e ações deletérias, como as agressões no Clube Militar. O que nós, militares, defendemos não é indisciplina ou qualquer conluio, nem quebra dos princípios democráticos. Uma palavra que não signifique um “mea culpa” ou um pedido de perdão. Estivemos, no período da guerra fria, em combate bipolarizado, no qual os extremistas foram banidos em todo o mundo em razão de seu objetivo totalitário e único: a ditadura do proletariado. Correremos riscos, mas eles são inerentes ao processo democrático e à nossa profissão.

    Não se admite mais este silêncio reinante. Nas redes virtuais, pela simples leitura de manifestos e artigos oriundos da reserva de nossas Forças Singulares se percebe que estamos num ponto crítico. A nossa autoestima está em visível declínio, agravada por outros fatores, entre eles os baixos salários de nossos subordinados. Dissensões poderão surgir, pois a reserva expressa em muito o pensamento dos soldados da ativa. Possíveis perturbações ou rupturas em nossas Forças trarão repercussões indesejáveis para o nosso país. Não é possível mais calar. A lei do silêncio deve ser quebrada!

    GENERAL DE EXÉRCITO, FOI CHEFE DO ESTADO-MAIOR DA DEFESA

  5. Como reconhecer prontamente um intelectualóide esquerdista

    Por Klauber Cristofen Pires

    Alguns amigos e familiares chegam a se espantar com a acurácia que tenho de plotar de imediato um petista, as mais das vezes bastando-me fitar o sujeito pela primeira vez. Não sei muito bem como explicar: é um feeling desenvolvido com a adição de um certo treino.
    Só para constar: “petista”, aqui, como sinônimo também de “esquerdista”, “socialista”, “comunista”, “progressista” e tudo quanto for “ista” da mesma laia.
    De início, eu era comumente confrontado com perguntas do tipo “- como é que você sabe?” ou “- e se você estiver enganado?”, porém, com o tempo, os caros ao meu convívio foram se certificando desta minha habilidade. Na verdade, eu mesmo me questionava muitas vezes se não estaria me transformando num sujeito preconceituoso, até quebrar a cara por teimar comigo próprio! Que fazer? Resignei-me, pois!
    Caro amigo leitor, se você tem alguma dificuldade nesta matéria, aí vão algumas dicas que poderão ajudar a reconhecer o sinistro do tipo inteletualóide. Quanto à turma da “geral”, esta é bem mais fácil: frequentemente os pertencentes a esta categoria costumam carregar sinais bem ostensivos. Fica a seu cargo portanto, como exercício de casa.
    Antes, porém: não se espante se você se identificar com algumas das caraterísticas apontadas – eu mesmo, por exemplo, sou um fã dos chapéus panamá – pois para enquadrar um alvo com um grau de certeza aceitável você vai necessitar combinar algumas delas. Para facilitar, eu atribuí um peso para cada uma, de modo que um total de 10 pontos já se mostre suficiente. Vamos então a elas:
    1 – Vive com os cabelos em desalinho e barba por fazer ou já crescida, mas sem corte (3);
    2 – Tem uma caricatura a traço de lápis de si mesmo, retratando-o mais lanzudo do que já é na real (3);
    3 – Jamais usa gravatas (3), mas adora a combinação de cacharrel com blazer (5);
    3 – Tem fotos ou gravuras de si próprio olhando para o infinito (peso 2);
    4 – Usa aqueles cordões para prender os óculos (peso 2);
    5- Prefere os óculos com armação em policarbonato, de preferência aquelas d easpecto bem “pesado” (2)
    5- Intromete-se com facilidade em conversas alheias e as monopoliza em voz alta (6);
    6- É um “enochato” : O enochato chega às festas ou ao restaurante, pega uma taça, certifica-se de que tem bastante gente olhando, faz cara de entendido, gira o copo no sentido horário e com inclinação de 26,487º em relação a Greenwich, funga dentro da taça, revira os olhos, fala um monte de coisas complicadas e depois olha para as outras pessoas presentes com ar superior, como se elas fossem a ralé da humanidade por não entender de vinhos tanto quanto ele (4).
    7- Costuma ter fotos de si próprio à frente de uma estante de livros que nunca os leu (2).
    8 – Adora chapéus panamá (2).
    9- Detesta os EUA e adora a Europa, especialmente a França ou a Inglaterra (3).
    10- Detesta, tipo assim, tem nojo, horror mesmo, a crianças (50);
    11 – Detesta cães e adora gatos, as duas condições, cumulativamente (4);
    12 – Adora filmes alternativos, do tipo “A Caminho de Kandahar” (7);
    13 – Dedica-se teimosamente ao xadrez – eu já estive nessa quando era jovem, imaginando que o jogo, tal como diziam, iria estimular o meu cérebro, até que constatei que realmente aprimora o raciocínio…para jogar mais xadrez! – Peso 3;
    14 – Não sabe perder: invariavelmente, recorre das decisões e resultados (de qualquer coisa) e faz um escarcéu para todos o virem (5);
    15 – Mantém um semblante semelhante àquele do Spielberg, tipo assim, esquisitinho, feioso, meio que flagelado, como a nos inspirar o sentimento de pena e compaixão – Cuidado! – Há uma probabilidade de 86,49% de você estar diante de um crudelíssimo apologista do democídio (peso 666);
    16 – Veste-se de cáqui – o típico ecochato (8). Atenção: não leve em conta quem economiza água, dá preferência aos legumes e verduras, usa bicicleta e carrega sacolas de algodão – estas são apenas pessoas simples, que economizam por necessidade ou submetem-se de boa fé ao bombardeamento midiático politicamente correto – Os ecochatos locomovem-se em SUV’s caras e beberronas – de preferência as Land Rover, e vivem em churrascarias e lanchonetes de redes internacionais;
    17 – Veste-se de pijama ou de qualquer coisa que se pareça com um pijama – faz o estilo Ariano Suassuna (8);
    18 – Adora espetáculos circenses e aquelas manifestações folclóricas bem-pé-no-saco, tipo boi-isto-boi-aquilo, cabeças ou bonecos gigantes, ou ainda, as famosíssimas cabeças de esfregão que invariavelmente aparecem em propagandas políticas (9);
    19 – Usa os talheres como quem segura uma torquês, faz aquele assobio ao tomar a sopa com a colher e arrota ao final das refeições, fazendo questão de esclarecer aos convivas que tais costumes são bem aceitos, e até esperados, em outras culturas (10);
    20- É fã de Chico Buarque de Holanda (10); tem a coleção completa de sua obra(100).
    Tem mais, claro. Contudo, com o que vai acima já dá pra você se precaver na maioria das situações. Boa sorte!

  6. 13/05/2012

    É ISTO O QUE OS TARADOS EM CENSURA QUEREM NO BRASIL! ESTE É O PARAÍSO DE RUI FALCÃO E DA SÚCIA QUE O APLAUDE

    “Antigamente, os generais das ditaduras militares não se preocupavam com a opinião pública e simplesmente assassinavam os jornalistas. As agressões à liberdade de expressão hoje são baseadas em outra estratégia. São feitas em nome de causas como a da justiça social, dos pobres, do socialismo, dos trabalhadores. Infelizmente, muitos caem nessa história, usada apenas como uma lona para encobrir perseguições. Ao contrário das ditaduras militares de direita, os governos autoritários de esquerda sempre justificaram a repressão à liberdade de expressão com historinhas, mitos e teses sociológicas. A brutalidade só não é maior porque a situação não permite. É impossível que um crime seja mantido em segredo absoluto atualmente.”

    O leitor pode achar que as palavras acima compõem trecho de um dos muitos textos que publiquei sobre liberdade de imprensa. Mas não! O autor da afirmação é o jornalista equatoriano Emílio Palácio, que teve de deixar o seu país. O protoditador Rafael Corrêa o queria na cadeia — assim como Fernando Collor e alguns petistas queriam um jornalista de VEJA na CPI (por enquanto, claro…). A Justiça do país, rendida ao tiranete, aplicou-lhe uma multa, pasmem!, de US$ 40 milhões! Por quê? Palácio desmontou uma farsa armada pelo tiranete, que acusou uma falsa tentativa de golpe para conseguir poderes extraconstitucionais.

    Na Venezuela, na Argentina, no Equador, na Bolívia — e, em muitos aspectos, também no Brasil —, a justificativa é sempre a mesma: “a direita e os conservadores conspiram contra os governos populares; logo, é preciso fazer alguma coisa…” Por aqui, as iniciativas oficiais do governo Lula em favor da censura foram prontamente rechaçadas. Dilma não deu sinais até agora de que pretenda seguir os passos do antecessor nesse particular.

    Entre nós, o ataque à imprensa livre é promovido por uma rede criminosa — como relata VEJA neta semana, frauda até a Internet — que pratica o mais asqueroso jornalismo chapa-branca. Se, sob Dilma, não se pode dizer que o governo tenha agido contra a liberdade de imprensa, é fato que o financiamento oficial a essa rede suja continua.

    Como é que um governo democrático consegue justificar, segundo, então, os fundamentos da democracia, que dinheiro público e de estatais financie páginas cujo objetivo explícito é atacar a oposição, membros do Supremo Tribunal Federal, a Procuradoria-Geral da República e a imprensa livre? Qual é o argumento? Qual é o princípio?

    Leiam a entrevista de Palácios.
    *
    Emílio Palácio, ex-editor de opinião do jornal El Universo, do Equador, foi condenado em 2011, junto com três executivos do veículo, em um processo judicial movido por Rafael Corrêa, presidente do país. Palácio recebeu uma pena de três anos de prisão e uma multa de 40 milhões de dólares. Ele foi punido por desmascarar a tosca tentativa de Corrêa de transformar uma greve de policiais em uma fracassada tentativa de golpe contra seu governo. Palácio pediu asilo político aos Estados Unidos. De Miami, ele falou ao editor assistente Duda Teixeira.

    Por que Corrêa o processou?
    Além de criticar a atuação do presidente na greve da polícia, há dois anos, divulguei um vídeo que contesta a versão dele sobre o episódio. Quando os promotores públicos – que, no Equador, servem aos interesses de Corrêa – me pediram que revelasse o autor do vídeo, fiz o que qualquer jornalista faria: preservei a fonte, e hoje estou pagando por isso.

    O que há de errado na postura de Corrêa?
    Sou um jornalista e sei que muita gente me insulta por não gostar das minhas opiniões. Da mesma maneira, um presidente deve compreender que muitos não concordarão com suas políticas e farão críticas a seu governo. Mas a maneira como Corrêa reagiu ao meu caso foi desproporcional. Ao se sentir ofendido, ele me processou criminalmente. Queria me ver atrás das grades. Tentou destruir minha família e me levar à falência, ao conseguir que a Justiça me impusesse uma multa de 40 milhões de dólares. Tudo o que tenho são uma casa financiada e minhas economias como jornalista. Isso é pura perseguição política. O presidente quer me eliminar e me fazer de exemplo para que outros jornalistas não investiguem sua gestão.

    Há censura no Equador?
    Corrêa tem conseguido que os diretores de jornais evitem publicar textos que possam ser considerados negativos. Também fez com que os repórteres passassem a temer um destino igual ao meu e deixassem de propor matérias investigativas. O objetivo de Corrêa é usar o poder estatal para espalhar o terror na imprensa.

    Em fevereiro, Corrêa anunciou que o perdoa. O senhor já pode voltar ao Equador?
    Não posso. Há outros processos contra mim que não foram anulados.

    Outros governos da América Latina, como o da Argentina e o da Venezuela, criaram leis para censurar a imprensa. O que elas têm em comum?
    Antigamente, os generais das ditaduras militares não se preocupavam com a opinião pública e simplesmente assassinavam os jornalistas. As agressões à liberdade de expressão hoje são baseadas em outra estratégia. São feitas em nome de causas como a da justiça social, dos pobres, do socialismo, dos trabalhadores. Infelizmente, muitos caem nessa história, usada apenas como uma lona para encobrir perseguições. Ao contrário das ditaduras militares de direita, os governos autoritários de esquerda sempre justificaram a repressão à liberdade de expressão com historinhas, mitos e teses sociológicas. A brutalidade só não é maior porque a situação não permite. É impossível que um crime seja mantido em segredo absoluto atualmente.

    O senhor é de direita?
    Sempre fui de esquerda. Critiquei vários governos anteriores ao de Rafael Corrêa. Eram todos de direita e me odiavam.
    Por Reinaldo Azevedo

  7. “Esquerdistas, com raras exceções, estão sempre ocupados com duas coisas: ou estão se fazendo de vitimas ou estão fazendo vitimas” Reinaldo Azevedo

  8. Bem, a ditadura dos Castro só se mantém porque tem governos pseudo-democráticos que ainda dão suporte para eles serem donos da ilha. Um dia aquele povo vai tomar o poder das mãos sujas destes ditadores de araque e eles vão dar um exemplo de democracia e civilidade. Um dia… mas, enquanto isso, os pseudo-democratas do sul vão mantendo aquela ditadura viva. Mas o dia está mais perto do que os mantenedores do foro de são paulo imaginam.

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