O caminho do plástico

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No chão, caída e com um enorme buraco no fundo, jaz a lata de lixo da esquina. Faz apenas uns meses que foi posta ali, com sua volumosa massa cinzenta, pronta para tragar as imundícies. Porém não resistiu: o vandalismo unido a péssima qualidade do seu material a deixaram num estado quase inservível. Uma rua mais abaixo outra teve sorte pior e desapareceu depois que a colocaram próxima a estação de Tulipán. Outras duas com as rodas arrancadas e as tampas perdidas descansam a poucos metros da linha do trem. Segundo um funcionário da Empresa de Comunales, em Havana chegaram a roubar “até 50 latas de lixo num só dia”. A noite são vistas repletas – com seu mau cheiro, suas moscas e seus gatos vagabundos – e na manhã seguinte já não estão, só resta o conteúdo espalhado pela rua.

Há muitas maneiras de se medir o estado material de uma nação e uma delas é listando o que as pessoas saqueiam dos espaços públicos. Lembro quando, nos inícios dos anos noventa, tinha-se que vigiar as lâmpadas dos corredores e dos elevadores quase como se fossem lingotes de ouro que pendiam do teto. Roubar foi se convertendo numa forma de protestar; num gesto que mistura depredação e a revanche da sociedade contra um estado que tem sido – durante muito tempo – o proprietário único. Raramente a mão treme para a pilhagem aos que cresceram junto a pais que viviam de desviar recursos no seu centro de trabalho. Pelo contrário, fazem-se adultos versados no furto explícito, em delitos que têm tanto de vulgar como de urgência.

As rodas da lixeira vão parar no carrinho com que se carrega água nos bairros onde o fornecimento é instável. A estrutura de plástico percorre uma rota maior, é derretida e convertida em pregadores de roupa, em funis para encher de combustível ou em espremedores de laranja. Ante a ausência de um mercado atacadista onde se comprar matérias primas, qualquer objeto na via pública pode terminar transformado num produto para ser vendido. Não ficam rastros, só umas listas de cor cinza que no escovão lembram a lata de lixo que havia na outra esquina.

Tradução e administração do blog em língua portuguesa por Humberto Sisley de Souza Neto

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17 thoughts on “O caminho do plástico

  1. Pelo post da Yoani percebemos que não existem catadores de lixo na ilha paradisíaca. Eles preferem roubar as latas de lixo e deixar de lado o material que poderia ser reciclado. Parece piada de mau gosto roubar as latas e deixar o lixo que é de graça. Será que é pela cultura marxista que ensina a roubar e deixar o trabalho de lado? 8)

  2. POR FALAR EM LIXO UM POST SOBRE O SÉRGIO CABRAL
    ………

    ‘Estadão’ entra com requerimento sobre viagens de Sérgio Cabral ao exterior

    RIO – O Estado de S. Paulo protocolou nesta segunda-feira, 7, junto ao governo do Estado do Rio de Janeiro um pedido de informações sobre as viagens do governador Sérgio Cabral Filho (PMDB) ao exterior. O objetivo do requerimento, dirigido ao secretário da Casa Civil, Régis Fichtner, é obter esclarecimentos sobre visitas do governador a outros países e sobre dúvidas que as envolvem. Elas surgiram após a divulgação de fotos e vídeos nos quais Cabral aparece se divertindo e até jantando em um restaurante de luxo em Mônaco com o amigo e empresário Fernando Cavendish, controlador da empresa Delta, investigada pela CPI do Cachoeira.

    As imagens foram divulgadas primeiro pelo blog do deputado federal Anthony Garotinho (PR-RJ), um adversário de Cabral, mas depois foram reproduzidas pela imprensa. O governador diz que, nas viagens, pagou despesas privadas do seu bolso e afirma que nunca misturou os interesses do Rio – que contratou com a Delta obras de R$ 1,49 bilhão – com amizade, mas não dá entrevistas sobre o assunto. Limitou-se, até esta segunda, a se manifestar por notas preparadas por sua assessoria de imprensa. Em dois eventos na semana passada, no Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e no Teatro João Caetano, o governador saiu por portas laterais, evitando contato com jornalistas.

    No requerimento, de cinco páginas, o Estado encaminha oficialmente 14 perguntas ao governo do Rio de Janeiro. O jornal pede, entre outras coisas, a relação completa das viagens do governador fluminense ao exterior desde sua primeira posse em 2007 até 30 de abril de 2012, e informações sobre seus objetivos e agendas, meios de transporte utilizados, custos, convidados, pagamentos, hotéis. O documento foi elaborado com base na Constituição de 1988, que fixa o princípio da publicidade nos assuntos públicos e estabelece o direito dos cidadãos de requerer aos Três Poderes informações de seu interesse particular ou coletivo. O requerimento também se refere à legislação ordinária de acesso a informações públicas, que também dá direito a recorrer ao Judiciário para obtê-los.

    Na noite desta segunda, a Secretaria da Casa Civil informou que estava levantando os dados pedidos.
    8)

  3. Noblat faz autocrítica e pede desculpa por ter acreditado em Sérgio Cabral

    Ricaro Noblat

    É no que dá ser generoso com Sérgio Cabral, Fernando Cavendish, dono da Delta, e o “bando dos homens de guardanapo”.

    Escrevi aqui que só farrearam juntos em Paris há três anos porque não existia o Código de Ética que desde 2011 rege a conduta de Cabral e dos demais servidores públicos do Rio. Acertei no acessório, errei feio no principal.

    O acessório: de fato até 2009 não havia código que orientasse Cabral a governar preservando a ética. E sem um código ficava muito difícil para ele ter certeza se a ética corria perigo ou não.

    Cabral é simpático, porém simplório. Só no ano passado sentiu a necessidade de um código. Para ser exato: depois de 17 de junho do ano passado.

    Naquele dia, Cabral voou a Porto Seguro, na Bahia, em jatinho do empresário Eike Batista. Foi comemorar o aniversário de Fernando Cavendish, dono da empreiteira Delta e de quase R$ 1,5 bilhão em contratos com o governo do Rio.

    À noite, um helicóptero caiu ao transportar sete convidados do aniversariante. Todos morreram.

    Cavendish perdeu a mulher, Jordana, e o filho de três anos do primeiro casamento dela. Cabral perdeu a amiga Fernanda Kfuri, acompanhada do filho e de uma babá. Marco Antônio, filho de Cabral, perdeu Mariana Noleto, sua namorada.

    Quem pilotava o helicóptero era Marcelo Mattoso de Almeida, ex-doleiro. Na ocasião chovia forte.

    Primeiro a assessoria de Cabral informou que ele não estava em Porto Seguro quando o helicóptero caiu. Estava.

    Depois informou que ele viajara às pressas para lá ao saber do acidente. Negou, contudo, que Cabral tivesse viajado em jato de Eike – viajou.

    E negou que tivesse retornado ao Rio em jato de Eike. O retorno ainda é um mistério.

    Criticado por ter comparecido ao aniversário de um fornecedor do Estado em jato cedido por outro fornecedor, Cabral disse: “Sempre procurei separar minha vida privada da minha vida pública”.

    Apesar disso, prometeu mudar de comportamento – não sei por quê. E anunciou a criação de um código de ética ao qual se submeteriam todos os servidores do Estado.

    O decreto com o Código de Conduta da Administração, “que limita as relações entre agentes públicos e privados”, só foi publicado no Diário Oficial no dia cinco de julho passado. Na véspera, Cabral fora atingido por mais uma denúncia: no dia 2 de dezembro de 2010, viajara em jato de Eike para as Bahamas, onde encontrou Cavendish.

    Além do código, o decreto criou duas comissões de ética: uma formada por membros do governo para fiscalizar o procedimento dos funcionários do primeiro escalão do governo; a outra por gente de fora para dirimir eventuais dúvidas quanto ao código e garantir sua aplicação aos funcionários dos demais escalões.

    Segundo o código, empregados do Estado são proibidos de “receber presente, transporte, hospedagem, compensação ou quaisquer favores, assim como aceitar convites para almoços, jantares, festas e outros eventos sociais” – quer seja obrigatório ou não o uso de guardanapos na cabeça.

    E agora, o principal, onde errei.

    Dez meses depois da publicação do decreto que criou o código e as duas comissões de ética, supus (jornalista deveria ser proibido de supor) que o código estivesse em vigor e as comissões funcionando.

    Nem o código nem as comissões saíram do papel. Como em 2009, Cabral segue livre podendo atropelar a ética.

    Cabral levou oito meses para nomear os integrantes das duas comissões. Uma delas reuniu-se uma só vez. A outra, algumas vezes, mas não há registros das reuniões.

    Sem que tenha sido aplicado até aqui, em breve o código será reformado para se tornar mais rigoroso.

    Pois é. Zombaria! Deboche! Escárnio com a nossa cara!

    Peço desculpas por tê-los enganado acreditando no que disseram Cabral e seu bando. Doravante serei mais cuidadoso.

    Cabe a vocês cobrarem respostas de Cabral para dezenas de perguntas que teimam em não calar. É espantoso que podendo liquidar o assunto de uma vez por todas ele prefira alimentá-lo com o seu silêncio.

    Por que Cabral não exibe a relação completa das viagens oficiais e particulares que fez a Estados e ao exterior desde que assumiu o governo? Com data, destino, meio de transporte, duração e a identidade da fonte pagadora de cada despesa?

    Por que não revela quantas vezes voou com Cavendish? Ou o encontrou no lugar para onde voou?

    Seria tão simples! Não é verdade?

    Blog do Pannunzio 8)

  4. Também aproveitando o “gancho” do lixo, um post que junta Lula, Dirceu, Rui Falcão e as FARC.
    _____________

    08/05/2012
    às 7:25
    Liberdade de imprensa – A comunhão de almas de Rui Falcão, Lula e Dirceu com as Farc

    Na semana passada, Rui Falcão, presidente do PT, anunciou que o próximo alvo do governo Dilma Rousseff é a imprensa. Escrevi a respeito. Consta que a presidente não gostou. Esse é o projeto de Lula, Dirceu e Falcão, mas não de Dilma e de Paulo Bernardo, ministro da área. Sim, o JEG e a BESTA são financiados com dinheiro público, mas não parece que a censura, como querem os valentes, esteja no horizonte. Vamos ver. Uma notícia da Agência Efe, reproduzida ontem na VEJA Online, mostra como Falcão tem, assim, uma verdadeira comunhão de alma com as Farc, o grupo narcoterrorista da Colômbia, no que diz respeito ao jornalismo. Leiam. Trechos. Volto em seguida.
    *
    A libertação do jornalista francês Romeo Langlois, em poder das Farc desde 28 de abril, foi condicionada a um “amplo debate” sobre a cobertura do conflito armado na Colômbia, o que provocou a rejeição imediata da imprensa no país. “Romeo Langlois vestia roupas militares do Exército regular em meio a um combate. Acreditamos que o mínimo que se pode esperar para a recuperação de sua plena mobilidade é a abertura de um amplo debate nacional e internacional sobre a liberdade de informar”, disse o comando central da guerrilha em um comunicado fechado, em 3 de maio, e enviado nesta segunda-feira a vários meios de comunicação colombianos.

    Esta é a primeira declaração que a direção das Farc faz sobre Langlois, capturado pela guerrilha quando realizava uma reportagem no sul do país sobre operações de combate às drogas para o canal France 24. Langlois, de 35 anos, foi ferido no braço em meio ao combate e se entregou aos guerrilheiros, se identificando como civil, depois de tirar o colete a prova de balas e o capacete que o Exército tinha oferecido, segundo testemunhos de soldados que o acompanhavam. O comunicado diz que Langlois foi detido “na qualidade de prisioneiro de guerra” e que “os jornalistas que as Forças Armadas colombianas levam com eles em suas operações militares não cumprem com o propósito imparcial de informar sobre a realidade, mas sim manipulá-la para servir ao projeto de guerra contra o povo colombiano”.

    Repercussão
    O condicionamento da liberdade de Langlois foi rejeitado imediatamente pelos principais meios de comunicação colombianos em editoriais de seus noticiários da tarde, que enfatizaram que não se pode debater sobre os “limites da imprensa”. “É inaceitável. Uma coisa é debater (sobre o jornalismo) e outra é condicionar a liberdade dele”, disse Andrés Morales, diretor da Federação para a Liberdade de Imprensa (Flip). Apesar de ter sido redigido na quinta-feira, o comunicado foi divulgado depois que um guerrilheiro da Frente 15 das Farc, que se identificou como Ancizar, conhecido como Monazo, declarou em um vídeo que sua unidade está com Langlois, confirmou sua condição de jornalista francês e disse que espera “que superemos em breve esse impasse”.

    Pouco depois da divulgação do vídeo, a ex-senadora colombiana Piedad Córdoba, que dirige o grupo Colombianos e Colombianas pela Paz, se mostrou confiante de que Langlois será libertado em breve. “Estamos muito confiantes de que ele será entregue a seus familiares de maneira rápida e que isso contribuirá cada vez mais para dar credibilidade ao processo de construção da confiança”, afirmou.

    Voltei
    Assim como certo bando do petismo reivindica o direito de ensinar aos jornalistas como eles devem fazer o seu trabalho, os “companheiros” das Farc pretendem estabelecer o que é e o que não é aceitável à imprensa fazer.

    Assim como certo bando do petismo pretende usar a CPI para “debater a relação dos jornalistas com suas fontes”, as Farc pretendem debater o papel da imprensa na Colômbia.

    Assim como certo bando do petismo pretende decidir com quais fontes os jornalistas podem falar, as Farc pretendem discutir o enfoque da imprensa na cobertura da narcoguerrilha.

    Assim como certo bando do petismo se julga injustiçado pelo jornalismo independente, as Farc querem discutir a cobertura considerada parcial.

    Assim como algumas minoridades morais flertam abertamente com o banditismo contra a democracia no Brasil, há na Colômbia figuras execráveis como Piedad Córodba, que não passa de uma filonarcoterrorista.

    Na Colômbia, as Farc sequestram um jornalista para tentar provar as suas teses e veicular a sua mensagem; no Brasil, pretendem roubar a reputação de profissionais honestos e usar a rede a soldo na Internet para o trabalho de difamação.

    Vocês já viram algum defensor da democracia, algum defensor de uma sociedade aberta, alguma democrata fazer pregação contra a liberdade de imprensa? Não! Isso é o que é coisa: coisa de ditadores e bandidos.

    Há petistas que estão começando a descobrir que o poder não é eterno como os diamantes — nem nas ditaduras. A questão é saber se o partido se prepara para conviver com outras forças numa sociedade aberta ou se presta atenção às vozes que vêm dos subterrâneos em favor de um golpe contra a democracia. Que as instituições não vão entregar a rapadura ao PT sem luta, ah, isso não vão!

    O Brasil rejeita esse “modo Farc” de ver o mundo.

    Texto publicado originalmente às 5h35 desta terça
    Por Reinaldo Azevedo

  5. Mais lixo do PT

    ——
    Roberto Civita não é Rupert Murdoch (Editorial)
    O Globo

    Blogs e veículos de imprensa chapa branca que atuam como linha auxiliar de setores radicais do PT desfecharam uma campanha organizada contra a revista “Veja”, na esteira do escândalo Cachoeira/Demóstenes/Delta.

    A operação tem todas as características de retaliação pelas várias reportagens da revista das quais biografias de figuras estreladas do partido saíram manchadas, e de denúncias de esquemas de corrupção urdidos em Brasília por partidos da base aliada do governo.

    É indisfarçável, ainda, a tentativa de atemorização da imprensa profissional como um todo, algo que esses mesmos setores radicais do PT têm tentado transformar em rotina nos últimos nove anos, sem sucesso, graças ao compromisso, antes do presidente Lula e agora da presidente Dilma Roussef, com a liberdade de expressão.

    A manobra se baseia em fragmentos de grampos legais feitos pela Polícia Federal na investigação das atividades do bicheiro Carlinhos Cachoeira, pela qual se descobriu a verdadeira face do senador Demóstenes Torres, outrora bastião da moralidade, e, entre outros achados, ligações espúrias de Cachoeira com a construtora Delta.

    As gravações registraram vários contatos entre o diretor da Sucursal de “Veja” em Brasília, Policarpo Jr, e Cachoeira. O bicheiro municiou a reportagem da revista com informações e material de vídeo/gravações sobre o baixo mundo da política, de que alguns políticos petistas e aliados fazem parte.

    A constatação animou alas radicais do partido a dar o troco. O presidente petista, Rui Falcão, chegou a declarar formalmente que a CPI do Cachoeira iria “desmascarar o mensalão”.

    Aos poucos, os tais blogs começaram a soltar notas sobre uma suposta conspiração de “Veja” com o bicheiro. E, no fim de semana, reportagens de TV e na mídia impressa chapas brancas, devidamente replicados na internet, compararam Roberto Civita, da Abril, editora da revista, a Rupert Murdoch, o australiano-americano sob cerrada pressão na Inglaterra, devido aos crimes cometidos pelo seu jornal “News of the World”, fechado pelo próprio Murdoch.

    Comparar Civita a Murdoch é tosco exercício de má-fé, pois o jornal inglês invadiu, ele próprio, a privacidade alheia.

    Quer-se produzir um escândalo de imprensa sobre um contato repórter-fonte. Cada organização jornalística tem códigos, em que as regras sobre este relacionamento — sem o qual não existe notícia — têm destaque, pela sua importância.

    Como inexiste notícia passada de forma desinteressada, é preciso extremo cuidado principalmente no tratamento de informações vazadas por fontes no anonimato.

    Até aqui, nenhuma das gravações divulgadas indica que o diretor de “Veja” estivesse a serviço do bicheiro, como afirmam os blogs, ou com ele trocasse favores espúrios. Ao contrário, numa das gravações, o bicheiro se irrita com o fato de municiar o jornalista com informações e dele nada receber em troca.

    Estabelecem as Organizações Globo em um dos itens de seus Princípios Editoriais: “(…) é altamente recomendável que a relação com a fonte, por mais próxima que seja, não se transforme em relação de amizade. A lealdade do jornalista é com a notícia”.

    E em busca da notícia o repórter não pode escolher fontes. Mas as informações que vêm delas devem ser analisadas e confirmadas, antes da publicação. E nada pode ser oferecido em troca, com a óbvia exceção do anonimato, quando necessário.

    O próprio braço sindical do PT, durante a CPI de PC/Collor, abasteceu a imprensa com informações vazadas ilegalmente, a partir da quebra do sigilo bancário e fiscal de PC e outros.

    O “Washington Post” só pôde elucidar a invasão de um escritório democrata no conjunto Watergate porque um alto funcionário do FBI, o “Garganta Profunda”, repassou a seus jornalistas, ilegalmente, informações sigilosas.

    Só alguém de dentro do esquema do mensalão poderia denunciá-lo. Coube a Roberto Jefferson esta tarefa.

    A questão é como processar as informações obtidas da fonte, a partir do interesse público que elas tenham. E não houve desmentidos das reportagens de “Veja” que irritaram alas do PT.

    Ao contrário, a maior parte delas resultou em atitudes firmes da presidente Dilma Roussef, que demitiu ministros e funcionários, no que ficou conhecido no início do governo como uma faxina ética.

    Blog do Noblat 8)

  6. TUDO PRA VOCÊ, LEITOR! 630 GRAMPOS, TRANSCRIÇÕES… TEM ATÉ ÍNDICE. PODE BAIXAR AÍ NO SEU MICRO!

    Quer saber tudo o que estará disponível aos parlamentares da CPI, leitor amigo? Pois não! Está aqui. Pode se divertir à vontade. São 630 grampos, transcrições etc. Uma fartura! E olhe que você pode baixar “esses trem” (como dizem Cachoeira e amigos) aí no seu computador porque está tudo protegido por “sigilo de Justiça”!!! Os correspondentes estrangeiros que atuam no Brasil devem achar que este é mesmo um país estranho.O irrevogável é revogável, como diria Mercadante; o sigiloso é público, e os homens públicos insistem em atividades… sigilosas! Pronto! Tudo aí! Os vigaristas de aluguel não precisam mais fazer ar de mistério e inventar conspirações inexistentes. Quem passou foi uma freirinha de um convento interessada no aprimoramento espiritual do Brasil.

    Por Reinaldo Azevedo
    ———————

    No Blog do Reinaldo tem o link para baixar os grampos da CPI. 8)

  7. Livro terrível, mas indispensável: a não-vida do norte-coreano que nasceu num campo de concentração e, até os 23 anos, nem sabia que existia um mundo lá fora

    SOFRIMENTO E CULPA — Um dos desenhos de Shin sobre a vida no campo de concentração: passados seis anos, a vergonha de tudo o que fez para sobreviver persiste de forma debilitante
    Fuga do Campo 14

    A NÃO VIDA

    A história do norte-coreano que aos 23 anos conseguiu fugir do tenebroso campo de concentração onde nascera

    “Fuga do Campo 14”
    Shin Dong-hyuk tinha 23 anos quando transpôs pela primeira vez os limites do Campo 14. Nascera lá, no “campo de categoria controle total”. Comera, em quase todas as refeições da vida – as que não lhe foram suprimidas -, mingau ralo de milho e sopa de repolho.

    A única carne que conhecia era a de rato: tornou-se exímio caçador dos roedores que infestavam o local, onde nem latrinas havia. Como as outras crianças, às vezes procurava grãos de milho dentro das fezes de animais. Vestiu sempre trapos.

    Obedecia em tudo aos guardas. Delatou não apenas colegas de escola e, mais tarde, de trabalho, pelas mais insignificantes transgressões, como também denunciou, aos 13 anos, a mãe e o irmão mais velho, que entreouviu planejando uma fuga.

    Ele próprio foi torturado – pendurado sobre uma fogueira e queimado – e ficou meses numa cela subterrânea. A mãe e o irmão foram executados. Shin teve de assistir da primeira fila. Nunca ocorreu a ele que esse não era o curso normal de uma vida.

    Dentro do Campo 14, ignorava haver China, Estados Unidos e até Pyongyang, a capital norte-coreana, de onde um dos regimes mais brutais de que se tem notícia na história ordena o encarceramento de centenas de milhares de prisioneiros nesses campos de concentração pavorosos cuja existência nega.

    Aos 23 anos, Shin passou quatro semanas trabalhando junto com Park, um prisioneiro mais velho e instruído, que viera “de fora”. Aí, tudo mudou: ele começou a desejar desesperadamente sair dali. Não para alcançar a liberdade, mas para provar carne de porco.

    Numa aventura cujos detalhes nem a ficção mais melodramática seria capaz de conceber, conseguiu. É o único indivíduo de que se tem notícia a tê-lo feito. (Outros escaparam, mas de campos menos controlados, e mediante suborno.)

    É essa a vida inacreditável que o jornalista americano Blaine Harden narra em Fuga do Campo 14 (tradução de Maria Luiza X. de A. Borges; Intrínseca; 232 páginas; 24,90 reais, ou 14,90 em e-book).

    Shin Dong-hyuk
    Que Shin tenha se maravilhado com o que julgou ser a fartura e a liberdade da província chinesa na qual primeiro se refugiou após cruzar a fronteira (na verdade, uma das mais pobres do país), dá uma pequena ideia das privações que suportou no campo.

    Harden, que foi correspondente do jornal The Washington Post, coloca sempre em contexto essa penúria e essa opressão bárbara: em maior ou menor medida, todos os norte-coreanos as suportam.

    Shin, hoje, vive entre a Coreia do Sul e os Estados Unidos, mas continua sem se encontrar. Como a maioria esmagadora dos refugiados da Coreia do Norte, tem dificuldade em confiar nas pessoas, em achar um rumo e em entender um mundo que lhe parece situado em outra galáxia.

    É ainda atormentado por uma culpa e uma vergonha debilitantes, pelo que fez para sobreviver e, talvez, por ter sobrevivido. Mais de duas décadas depois de o bloco comunista ter ruído, como pode a tirania norte-coreana persistir?

    À custa de uma repressão e um medo que nem nos gulags soviéticos encontrariam paralelo, é o que demonstra Harden.

    (Resenha de Isabela Boscov publicada na edição impressa de VEJA)
    —–
    Como pode a tirania castro persistir??? 8)

  8. Dilma blinda Exército contra Comissão da Verdade.

    Na semana em que deve anunciar os nomes para a Comissão da Verdade, Dilma Rousseff rasga elogios ao Exército. Só faltou reconhecer que a instituição cumpriu o seu dever constitucional ao proteger o país da ameaça do comunismo internacional, que queria implantar uma ditadura no Brasil, usando a luta armada e o terrorismo como instrumentos.Ela sabe disso melhor do que ninguém.

    A presidente Dilma Rousseff fez ontem um discurso elogioso às Forças Armadas e à missão de Paz no Haiti, comandada pelo Exército, e acenou com investimentos. Durante a cerimônia de apresentação dos novos oficiais-generais no Palácio do Planalto, Dilma afirmou que as Forças Armadas devem estar “bem equipadas e bem treinadas” para proteger o patrimônio do país, citando as hidrelétricas e o pré-sal. “Estamos trabalhando para que a recomposição da capacidade operativa das Forças Armadas esteja associada à busca de autonomia tecnológica e acompanhada do fortalecimento da indústria de defesa nacional”, afirmou.

    A presidente disse que a missão de paz no Haiti foi liderada com “sensatez e competência” e citou também o controle das fronteiras. “Os resultados alcançados […] demonstram a capacidade de nossas Forças Armadas de reprimir o ilícito, ampliar a proteção de nossas fronteiras e, em simultâneo, a prestação de serviços médicos e sociais à população dessas regiões”, afirmou Dilma. A presidente lembrou ainda do trabalho conjunto com as autoridades dos Estados, sobretudo o Rio, para “recuperar o controle sobre áreas conflagradas” e garantir a segurança nos “grandes eventos internacionais”.(Folha de São Paulo)

    Postado por O EDITOR às 07:02:00 – Coturno Noturno

  9. Collor quer sigilo? Então tá. Baixem aqui os 630 grampos e transcrições disponíveis na CPI (189MB).

    dl.dropbox.com/u/7390001/CD_fl.000139%20e%20CD_fl.000478.zip

    Divirtam-se.

  10. O problema dos cubanos

    Oscar Peña
    Não se digladiam mais falsidades entre os cubanos. O destino de um povo é sumamente sério para que se joguem com ele. Cuba não tem, hoje, inimigos externos; seus inimigos são seus próprios nacionais.
    O povo cubano está atrapalhado e paralisado entre duas fortes minorias: a direção histórica da chamada “revolução socialista” que já dura mais de 50 anos e que desvirtua o grosso da arrecadação nacional entre os membros da pequena burguesia do politburo do poder absoluto e extremista do país, e a direção histórica do exílio que paralisa e freia os Estados Unidos, com a ameaça das contribuições em dinheiro e em votos, para estabelecer uma política inteligente e moderna com relação à ilha-cárcere dos Castros. O mecanismo de pressão eleitoral, doações financeiras e lobbies que se exerce nos Estados Unidos de forma legal é um dos poucos cânceres políticos deste grande país. O povo cubano é vítima de seu longo regime de um só governo e de seus primeiros exilados, que hoje constituem, em Miami, uma comunidade rica, com capitais suficientes para provocar um extraordinário progresso econômico em Cuba, mas que não tem esse contingente de cubanos – a segurança jurídica e política para fazê-lo.
    As autoridades de Cuba deveriam ter a ética de se calar e não tentar dividir mais as culpas pelos problemas do país. Elas não têm que esperar por mudanças da política norteamericana com relação a Cuba para depois – como anunciam – elas mesmas mudarem e demonstrarem sua disposição de “boa vontade nacional”. Isso é falso.
    Os argumentos do politiburo cubano, para manter o país completamente fechado por muitos mais anos dentro de uma caixa forte, não são sólidos, nem críveis a não ser por uma camada da população – ainda enorme – completamente desprovida de escolaridade e contato com o resto do mundo. Não devem continuar a enganar seu povo e a brandir mais seus assaques de que “os Estados Unidos são hoje o inimigo do povo cubano”. A verdade verdadeira é bem outra – os irmãos Castros e o mundo a conhecem muito bem – e consiste no fato de que o primeiro país em saudar, apoiar, e ajudar a abertura de Cuba serão os próprios Estados Unidos.
    Sobre isso que acabei de afirmar tenho minhas provas. Cheguei aqui deportado de Cuba em 20 de novembro de 1990 e vim arrumando o meu pensamento de que aos governos americanos fazia falta engraxar e renovar as peças do histórico exílio cubano atualizando seus velhos mecanismos de luta contra o regime de Havana para conseguir efetividade em se somar ao povo, mas confesso e admito que no que se refere às altas esferas de Washington tive um desacerto em minhas avaliações. Eu estava errado.
    Cheguei durante o mandato do republicano George Bush pai e fui convidado pelo Departamento de Estado e para meu assombro os funcionários que atendiam na ‘seção Cuba’ me expressaram que lamentavam minha saída do país porque observavam que minhas projeções políticas eram muito efetivas no sentido de possibilitarem uma solução nacional que incluísse todos os cubanos. Descobri que não eram os Estados Unidos o inimigo do estancamento de Cuba. Era o próprio governo cubano e seus primeiros exilados os responsáveis por isso.
    Sobre a falta de efetividade dos métodos dos primeiros exilados e seus descendentes, penso que esse é um lamentável problema de ódio e paixão que os cegam e não lhes permite ser objetivos e arrastar consigo o povo. Os cubanos se vão de Cuba aos milhares, mas não se somam ai exílio histórico. Este grupo de pioneiros cubanos exilados, utilizando seu poder econômico e eleitoral, projeta a agenda das relações cubano-americanas utilizando apenas métodos estáticos, inativos e contraproducentes que têm prejudicado o processo de emancipação de Cuba da sua retrógrada ditadura.
    Já para alguns dos orientadores e políticos históricos cubanos exilados, observa-se que a atitude de Cuba é como um entretenimento por fazer algo ainda que em vão. O último episódio destes exilados foi o de levar ao governador da Florida, Rick Scott, a assinar na Torre da Liberdade uma lei falsa e inaplicável porque a política exterior dos Estados Unidos é manejada em nível federal. Eles sabem disso, mas também sabem que isso hipnotiza os cubanos que correm inocentemente a dar-lhes o voto e isso é o que conta. Isso nada mais é do que jogar politicamente com o problema cubano.
    Título e Texto: Oscar Peña, El Nuevo Herald

  11. “Esquerdistas, com raras exceções, estão sempre ocupados com duas coisas: ou estão se fazendo de vitimas ou estão fazendo vitimas” Reinaldo Azevedo

  12. Um espectro ronda o Brasil: a condenação de José Dirceu! Vejam as graves consequências que nos aguardam caso ocorra essa injustiça

    Um espectro ronda o Brasil caso o chefe de quadrilha (segundo a Procuradoria Geral da República) José Dirceu seja condenado pelo STF. Segundo ele anda espalhando por aí, pode haver graves reações de inconformismo. Abaixo, algumas das ameaças que ameaçam tirar o nosso sossego:

    – Evo Morales pode invadir o Brasil e tomar, desta vez, a sede da Petrobras — duas refinarias nossas, ele já tomou. Uma semana antes de roubá-las, com armas na mão, reuniu-se com o Zé…;
    – Cristina Kirchner pode liderar os fascistoides do grupo La Cámpora, dar um beiço na nossa Constituição e empastelar jornais e revistas que não apoiam o Zé;
    – Hugo Chávez pode usar alguns parlamentares de sua base no Congresso, em Brasília, e fazer votar uma lei que obrigue os poderosos a se tratar de câncer em Cuba;
    – Mahmoud Ahmadinejad vai determinar que as mulheres só frequentem as praias e as piscinas com o corpo devidamente coberto para que pobres tarados não caiam vítimas de seus ardis;
    – Rafael Correa dará um basta na farra da imprensa burguesa e vai exilar alguns proprietários dos meios de comunicação que não reconhecem a força do “povo popular”;
    – Daniel Ortega imporá uma lei estabelecendo o tamanho mínimo das orelhas para que alguém possa governar o Brasil: nunca menor do que as de um jumento e nunca maior do que as suas.
    – Raúl Castro vai determinar o fim da produção de papel higiênico no país. A exemplo dos cubanos, os brasileiros também serão obrigados a usar as páginas do jornal Granma, do Partido Comunista Cubano. Afinal, para ler e refletir, já existe na rede o Granma.cu!!!

    E você, leitor? O que acha que pode acontecer caso se consuma essa terrível injustiça?
    Por Reinaldo Azevedo

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