Despertar

Mantém o microfone bem junto a boca e os dreadlocks se movem inquietos sobre as costas. Raudel Collazo está em cena: sua, canta, fala e a cada momento um coro de aplausos soma-se a sua música. Depois do concerto voltará para a casa em Güines, à calçada estreita e quebrada pela qual vai com sua filha até a escola, à mãe de lenço branco envolvendo a cabeça. O documentário Despertar dirigido por Anthony Bubaire e Ricardo Figueredo, indaga justamente sobre o homem que divide corpo com o músico proibido. Na tela são expostas essas suas inquietudes que acabam viradas sobre as letras de Escuadrón Patriota. Para completar essa indagação a câmera também capta as imagens de uma cotidianidade familiar e pessoal que tem sido narrada em suas canções.

Raudel, que no conhecidíssimo tema “Decadencia” musicou as angústias de muitos cubanos, agora é o protagonista deste filme em preto e branco. Uma obra que foi censurada na última edição da Mostra Jovem organizada pelo Instituto de Arte e Industria Cinematográficos (ICAIC). O incidente motivou a renúncia do destacado cineasta Fernando Pérez que presidia o dito evento e havia conseguido evitar outras tentativas de exclusão. Durante 12 anos se apresentaram áudios-visuais independentes nesse espaço, várias criações que abordam temáticas tidas como tabu de ordem cultural, social ou política em Cuba. Daí que o acontecido em princípios de abril torne-se um grave revés para a ebulição de atrevimento em que o encontro havia se convertido.

Para o espectador estrangeiro será difícil detectar ao longo dos seus 45 minutos o motivo para satanizar o documentário. Na tela aparece um homem que fala, ama e opina; alguém que aborda tema como o racismo, as condições da saúde pública ou a situação de conservação da sua moradia… Não há chamados a violência social nem mensagens de ódio; tampouco incitações a uma revolta popular. Ali, estirado numa cama ou comendo com um amigo vê-se, somente, um indivíduo que tem encontrado na música um caminho de expressão cívica e nos estribilhos das suas canções uma forma de reclamar direitos arrebatados. Não obstante os censores perceberam o “perigo” que carrega o contar ao público cubano o despertar de um cidadão, mostrar-lhe o clamor que estabelece quando se sai do silêncio.

Na próxima sexta-feira, 27 de abril as 8 da noite, premiere do documentário Despertar, em Estado de SATS, Rua 1ª N. 4606 e/ 46 y Playa. No sábado passado foi suspensa a projeção por dificuldades como clima.

Tradução e administração do blog em língua portuguesa por Humberto Sisley de Souza Neto

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10 thoughts on “Despertar

  1. 23/04/2012 02:06
    atores cubanos
    fugiram nos eua

    Desta vez, furando a praxe de fuga de esportistas de delegações da ditadura cubana, foram dois atores cubanos, protagonistas de um filme que relata justo as aventuras de jovens que querem sair de Cuba, que abandonaram a equipe nesta semana logo depois de pisarem em solo americano, para onde viajaram para apresentar a produção no Festival de Cinema de Tribeca.

    Anailín de la Rúa e Javier Núñez Florián, ambos de 20 anos, saíram de Cuba junto com outros companheiros de elenco com a intenção de participar da estreia de Una Noche no conhecido festival nova-iorquino. No entanto, escaparam quando na quarta-feira fizeram escala em Miami.

    Não há ainda informaçõs sobre o paradeiro da dupla, mas certamente já estão sob cuidados da comunidade cubana e se pedirem obterão asilo, concedido de praxe pelos EUA para fugitivos da ditadura cubana, considerados refugiados. Ou, os EUA não devolvem, como fez o governo petista do Brasil com os lutadores de boxe nos jogos panamerinacos, refugiados para ditaduras.
    Trem Azul

  2. O narcotráfico e a política atual

    É muito mais podre do que pensamos. O dinheiro sujo sustenta as organizações corruptas que dominam a política na américa “latrina”. O mesmo acontece com toda a esquerda mundial.

    E o Brasil compactua e participa de tudo isso.

    As FARCs estão, comprovadamente, no país e o MST é treinado como tal.
    FARC não sobrevive sem tráfico.
    Formam uma poderosa rede que sustenta a corrupção, mandando e financiando campanhas, manipulando os governos.

    O pacto de Cuba com traficantes de cocaína

    Euler de França Belém
    Para não quebrar, sob a perestroica de Gorbachev, a ilha de Fidel Castro negociou com Pablo Escobar. O comércio só ruiu quando os EUA descobriram que Cuba era um entreposto da cocaína do Cartel de Medellín

    Fidel Castro, Arnaldo Ochoa e Pablo Escobar: o primeiro teria aceitado o tráfico de cocaína do terceiro porque Cuba precisava de dólares para impedir a “quebra” da ilha e o segundo entrou na história como boi de piranha
    Para entender por qual razão Fidel e Raúl Castro embarcaram no comércio de cocaína com Pablo Escobar, do Cartel de Medellín, é preciso buscar as raízes do problema — que estão expostas com competência pelo historiador britânico Richard Gott em “Cuba — Uma Nova História”, no capítulo “Cuba fica só — 1985-2003”. Em março de 1985, Mikhail Gorbachev assume o comando da União Soviética e tenta reformar o sistema socialista. A semicolônia cubana, como a chama Gott, ficou, inicialmente, desconfiada dos propósitos da glasnost (abertura política e cultural) e da perestroika (reestruturação econômica do sistema). Antes de Gorbachev, o governo de Iuri Andropov explicou “formalmente que a garantia de defesa soviética, vigente desde a crise dos mísseis em outubro de 1962, não podia mais ser estendida à ilha”. Raúl Castro ouviu de Andropov, em Moscou, em 1983, que a União Soviética iria cuidar de seus próprios assuntos.

    A abertura soviética chegou a empolgar alguns líderes cubanos, mas não Fidel e Rául, que, hábeis politicamente, entenderam que qualquer reforma mais forte na ilha significava retirá-los do poder e que a perestroika iria reduzir investimentos da terra de Púchkin na Disney­lândia das esquerdas. O líder cubano Carlos Rafael Rodríguez fez “comentários favoráveis sobre a perestroika”, em Bu­careste, o que não agradou a dupla. Em 1989, Gorbachev visitou Cuba e esclareceu: “À medida que a vida segue novas exigências são feitas à qualidade da nossa interação. Isso se aplica particularmente aos contatos econômicos — estes devem ser mais dinâmicos e efetivos, e produzir retornos mais significativos para ambos os países”. Gott complementa: “Em particular, Gorbachev deixou claro que a velha relação econômica, com os preços subsidiados que há muito ajudavam a manter a relativa prosperidade de Cuba, teria de ser encerrada. E mais estava para vir. No futuro, os russos iam querer receber o pagamento pelos seus bens em dólares norte-americanos”. Em “A Ilha do Doutor Castro — A Transição Confiscada”, Corinne Cumerlato e Denis Rousseau relatam: “O Clube de Paris conta entre seus membros a ex-União Soviética, que calcula a dívida cubana em mais de 22 bilhões de rublos e exige um tratamento a parte. A esse rombo somam-se cerca de 11 bilhões de dólares emprestados por Estados ou bancos internacionais, o que representa aproximadamente 80% de seu PIB. Segundo essas estimativas, Cuba detém um dos mais altos índices de endividamento na América Latina”.

    Com Cuba em crise, por causa do afastamento paulatino da União Soviética e a perestroika se espraiando no Leste Europeu, Fidel decidiu que todo simulacro de dissidência, ou de apoio às mudanças patrocinadas por Gorbachev, deveria ser contida a ferro e fogo. O general Arnaldo Ochoa Sán­chez, “figura lendária e heroica, para os soldados cubanos, atrás apenas de Fidel”, segundo Gott, era a principal preocupação. Ochoa comandou os exércitos cubanos em Angola, Moçambique, Etiópia e, antes, na Venezuela. (Os críticos de Fidel em geral omitem que a participação dos militares cubanos na luta conta a África do Sul, em território angolano, foi decisiva para torpedear e enfraquecer o regime do Apartheid.)

    Popular e herói histórico, Ochoa, se tivesse apoio externo, sobretudo soviético, poderia se tornar o Fidel dos tempos da perestroika. Por isso, provavelmente, Fidel decidiu liquidá-lo, e contra a vontade de Raúl. Há outro indício: Fidel sempre considerou o irmão fraco em termos políticos e, no caso de sua morte, poderia ser controlado por militares carismáticos, como Ochoa. Eliminada a principal figura militar, os demais militares ficariam quietos e, de fato, ficaram. Por isso, ao voltar da África, a chamado de Fidel, para “receber” uma promoção, Ochoa foi preso. Em “Cuba Sem Fidel”, Brian Latell apresenta a versão corroborada por especialistas em Cuba: “Fidel desejava evitar que o mais popular comandante cubano das Forças Armadas, atraído então pelos movimentos de reforma que proliferavam à época na União Soviética e no Leste Europeu, se tornasse algum dia um ponto de aglutinação para os críticos reformistas do regime. Ochoa comandara, no total, mais de 300 mil soldados cubanos em diferentes missões no exterior e continuava a ser extremamente popular”. Latell ressalva: “Não havia indícios de que planejasse investir contra o regime e, para Raúl, essa era uma possibilidade inconcebível”. O escritor Nor­berto Fuentes, amigo de O­choa, contesta a tese de que o general tenha conspirado contra Fidel, embora todos admitam que, nos últimos anos, teria perdido o respeito pelo líder supremo. Achava-o “covarde”.

    A prisão de Ochoa e de outros integrantes do primeiro escalão do regime, em 1989, “merecia” uma justificação palatável para os militares e para a população. O general seria o comandante das operações privadas, e não estatais, com o chefe do Cartel de Medellín, Pablo Escobar, na época um dos reis do tráfico internacional de cocaína. Latell diz que a acusação de Fidel — sim, ele personifica o regime — é fictícia. “Os rumores sugeriam que a acusação de corrupção tinha mais a ver com política do que com irresponsabilidade financeira. As prisões ocorreram apenas dois meses após a visita de Gorbachev a Havana”, diz Gott. Ele pergunta: “Teria havido um complô para substituir Castro por uma liderança reformista, favorável à introdução da glasnost e da perestroika em Cuba?” Latell fornece uma resposta: “Os principais ‘crimes’ de Ochoa haviam sido questionar a autoridade dos irmãos Castro e pensar na possibilidade de desertar. Fidel chegou à conclusão de que Ocha precisava ser condenado por um crime realmente hediondo […] a fim de evitar qualquer reação indesejada […] da parte dos militares. As acusações de tráfico de drogas serviram como uma cortina de fumaça”. Gott acrescenta que, na esteira da perseguição a Ocha, foi preso o general José Abrantes, ministro do Interior (Minint). “Ele tinha feito referências favoráveis à reforma de Gorbachev num discurso na União de Escritores e Artistas em Havana.” Os gêmeos Pa­tricio e Tony de la Guardia, amigos de Ochoa, também foram presos.

    Cumerlato e Rousseau são incisivos: “Uma dupla suspeita continua a pesar sobre Fidel Castro: a de ter se livrado de um oficial prestigiado, que lhe fazia sombra, e a de ter ao mesmo tem­po feito desaparecer perigosas testemunhas que podiam implicá-lo num caso de tráfico de drogas internacional. Em 13 de julho de 1989, às 4 horas da manhã, um pelotão de execução fuzilava quatro oficiais superiores, detidos apenas um mês antes e acusados de terem montado uma rede internacional de tráfico de cocaína. Os quatro foram condenados ao final daquele que foi, segundo muitos analistas, o último processo stalinista do mundo comunista ocidental, em plena perestroika soviética e pouco meses antes da queda do muro de Berlim”. No livro “El Magnífico — 20 Ans au Service Secret de Castro”, Juan Vivés nota que um grande número de pessoas participou da operação com o colombiano Pablo Escobar — o que indica claramente uma participação do Estado na proteção aos traficantes de cocaína. “Todo mundo sabe que o tráfico era impossível de ocorrer sem que Fidel e Raúl não estivessem a par”, acrescenta Juan Vivés. O ex-espião cubano tem razão: num Estado policial, como o cubano, seus dirigentes sabem de praticamente tudo que ocorre no país, sobretudo num pequeno país como Cuba. Se Fidel não sabia que traficantes usavam Cuba como base para transportar cocaína para a Flórida, nos Estados Unidos, pode-se tachar o sistema de espionagem e o dirigente político de incompetentes. Como o sistema de espionagem é eficiente, monitorando toda a ilha e repassando informações para os irmãos Castro, é pouco provável que Fidel seja o marido traído da história. Vivés frisa que Raúl era o chefe do acordo com Pablo Escobar e revela que o líder cubano mantinha relações com narcotraficantes das Farc. Os sandinistas da Nicarágua também estavam envolvidos com o tráfico — todos em busca dos “vitaminados” dólares. Vivés revela que o capitão cubano Jorge Martínez, subalterno de Ocha, foi o contato de Raúl e do nicaraguense Daniel Ortega com Pablo Escobar. As informações de Vivés são de um ex-espião importante do sistema de informações de Cuba. Ressalto que era amigo de Ochoa. “O nível de detalhes em que [Fidel] Castro está envolvido é absolutamente extraordinário. Realmente excede a imaginação pensar que ele [Fidel] não consentiu o tráfico de drogas”, assinala Jacqueline Tillman, ex-integrante do Conselho de Segurança Nacional dos Estados Unidos. John Fernández, porta-voz da DEA em Miami, sugere cautela e, solitariamente, aponta que não há prova cabal da relação direta de Fidel com os traficantes. Andrés Oppe­nheimer, correspondente do “Miami Herald”, citado por Gott, diz que o ex-ministro “[José] Abrantes afirmou que Castro estava a par de que embarques de cocaína passavam ocasionalmente pelo território cubano, e numa ocasião autorizara a venda da cocaína capturada pela guarda costeira cubana. Não obtante, teria ficado furioso ao compreender a escola do que estava sendo feito pelas suas costas”.

    Ninguém, nem mesmo os manos Fidel e Raúl, negam a negociação com os traficantes colombianos. Fidel e Raúl negam, apenas, que tenham participado do esquema. A versão oficial é apresentada em “Fidel Castro — Uma Biografia Consentida”, da jornalista brasileira Claudia Furiati: “O primeiro elo entre o coronel [Tony de la Guardia] e os narcotraficantes se concretizaria no Panamá, através de seu funcionário Miguel Ruiz Poo e um primo deste, também cubano (Reinaldo Ruiz), casado com uma colombiana. No início de 1987, acertaram que um avião procedente da Colômbia aterrissaria em Cuba com caixas de computador IBM repletas de cocaína. Lanchas vindas de Miami recolheriam a droga embalada em caixas de charuto cubano. A operação, realizada em abril, proporcionou ao grupo 320 mil dólares. Em maio, um outro avião aterrissava na base militar da praia de Varadero com o mesmo objetivo, completando-se, no ano, cinco operação exitosas e uma que falhou porque o avião não chegou à base”. Não deixa de ser estranho que Furiati não questione os fatos de que aviões estrangeiros tenham entrado em Cuba e de que uma movimentação financeira muito alta (em dólares) tenha ocorrido e o onipresente e onipotente Fidel — com o apoio do chefe militar, Raúl — não tenha ficado sabendo. De todos os livros consultados, o de Furiati é o único que acusa Ochoa frontalmente, sem qualquer presunção de inocência, e apresenta apenas a versão do governo. Mas pelo menos admite que o tráfico contaminara Cuba e a cúpula do regime, obviamente “perdoando” Fidel e Raúl.

    Gott diz que a cocaína era transportada para a Flórida pelo aeroporto de Varadero, em Cuba. O coronel Tony de la Guardia (o mesmo que treinou a guarda que protegia o chileno Salvador Al­lende, em 1973. Suspeita-se que tenha matado Allende, a pedido de Fidel, que considerava o líder socialista “fraco”. Não há, porém, provas contundentes) seria o chefe direto do esquema, mas comandado por Ochoa — quando se sabe que o operador de fato era Rául, o chefão militar. Andrés Oppenhe­imer relata que “Reinaldo Ruiz [exilado cubano envolvido com o tráfico de cocaína] teria perguntado a La Guardia se ‘el señor’ [Castro] sabia da situação, e recebido um ‘é claro’ como resposta”, anota Gott. Mas este pondera: “Não há provas de que Tony de la Guardia tenha discutido esses planos de traficar drogas com Castro, mas é razoável supor que tenham sido aprovados por [José] Abrantes, o ministro responsável pelo departamento MC” (“Moneda Convertible”, moeda conversível)”. O historiador frisa que Cuba tem “o maior e o mais sofisticado serviço de inteligência” de sua região, perdendo apenas para a CIA, dos Estados Unidos. Cumerlato e Rousseau chamam Fidel de “dealer máximo”, traficante máximo, num evidente exagero, pois o líder cubano não traficava diretamente — Cuba era usada apenas como entreposto.

    Furiati admite que o envolvimento de Cuba com o tráfico de cocaína foi denunciado primeiramente pelo governo dos Estados Unidos. Fidel recebeu informações objetivas do governo norte-americano. Depois, a agência UPI publicou: “Dois narcotraficantes se declaram culpados de transportar mais de uma tonelada de cocaína através de Cuba” (“o primeiro transporte de cocaína foi feito em abril de 1987. Uma carga de 300 quilos foi transportada num pequeno avião da Colômbia até uma pista de pouso perto de Varadero”, registra Gott). Enquanto o fato não se tornou escândalo internacional, denunciado pelos Estados Unidos, Fidel e Raúl não tomaram nenhuma providência e não acusaram nenhum militar. Há indícios fortes de que Fidel, sem dinheiro para manter o mínimo de conforto para os cubanos — alimentação básica mesmo —, tenha embarcado numa ideia possivelmente de Raúl, a dos dólares fáceis do Cartel de Medellín.

    Como a conexão Cuba-Pablo Escobar se tornou pública, comprometendo a imagem do socialismo cubano, era preciso achar culpados. O mais pragmático era matar dois coelhos com o mesmo tiro: primeiro, arrumava-se um culpado para o tráfico internacional, e segundo, punindo-o, eliminava-se uma possível ameaça política, Ochoa, de 48 anos.

    O julgamento de Ochoa e aliados foi uma farsa, no estilo stalinista. Ochoa parecia dopado e confessou crimes — na verdade, uma política de Estado, incentivada por Fidel e Raúl — que não cometera. Mas não estava apenas dopado. Pos­sivelmente para garantir a sobrevivência de familiares e amigos, o general aceitou a “culpa”. Cu­merlato e Rous­seau registram: “O general Ochoa reivindicou diante do tribunal a responsabilidade de contatos com Pablo Escobar, na época chefe dos traficantes de droga colombianos do cartel de Medellín”.

    Além de Ochoa, foram sentenciados à morte o capitão Jor­ge Martínez, o major Amado Pa­drón Trujillo, o coronel Tony (Antonio) de la Guardia. O ge­neral José Abrantes morreu na prisão. Patricio de la Guardia foi condenado a 30 anos de ca­deia. Pelo menos 150 oficiais superiores foram expurgados do Exército.

    Fonte: http://www.jornalopcao.com.br/colunas/imprensa/o-pacto-de-cuba-com-traficantes-de-cocaina#

  3. “Quando você perceber que, para produzir, precisa obter a autorização de quem não produz nada; quando comprovar que o dinheiro flui para quem negocia não com bens, mas com favores; quando perceber que muitos ficam ricos pelo suborno e por influência, mais que pelo trabalho, e que as leis não nos protegem deles, mas, pelo contrário, são eles que estão protegidos de você; quando perceber que a corrupção é recompensada, e a honestidade se converte em auto-sacrifício; então poderá afirmar, sem temor de errar, que sua sociedade está condenada”.

    Frase da filósofa russo-americana Ayn Rand (judia, fugitiva da revolução russa, que chegou aos Estados Unidos na metade da década de 1920), mostrando uma visão com conhecimento de causa:

  4. .
    El Gobierno planea que sectores ‘no estatales’ aporten cerca del 50% del PIB
    .
    Cerca de un 50 por ciento de la actividad económica en Cuba se moverá hacia el sector no estatal en los próximos cinco años, dijo el fin de semana un miembro del Buró Político, en la más reciente señal de que el país se encamina hacia una economía mixta, informó Reuters.
    .
    http://www.diariodecuba.com/cuba/10784-el-gobierno-planea-que-sectores-no-estatales-aporten-cerca-del-50-del-pib
    .
    .
    Interessante…
    Depois de tantos burgueses fuzilados no padedon.
    Depois de tanta gente ficar detida por décadas numa prisão.
    Depois de tanta gente que teve que fugir do pais.
    Depois de tanta propaganda sobre a superioridade do socialismo.
    Alguém da ditadura militar diz algo que não faz sentido.
    Vamos ver se seja verdade ou não.

  5. Como é que o PCC vai conseguir manter o poder depois de aceitar o erro cometido, nos paredóns, contra a classe trabalhadora empresarial que sustentava o país e foi substituída pelas mesadas soviéticas e depois pelas esmolas do chávez..?
    Eram os empreendedores burgueses que criavam emprego e riqueza para Cuba!!!
    8)

  6. na capa

    Yoani Sánches, a conhecida blogueira que atua na ditadura cubana, é capa do saite sobre direitos humanos do Poder Executivo americano.

    Numa entrevista coletiva, um porta-voz do Departamento de Estado americano afirmou que ela dá pelo blog Geración Y uma visão sem precedentes da vida na pobre ditadura comunista, lutando pelo direito à informação e pela internet aos cidadãos cubanos. Ela ganhou entre outros o prêmio jornalístico Gasset Y Ortega em 2008, mas não pode sair da ilha comunista para recebê-los.

    As autoridades da ditadura cubana a consideram membro dos contra-revolucionários cibernéticos fabricados pelos Estados Unidos e a chamam de “fraude” e de “mercenária” a serviço dos EUA. Babam de ódio, como toda a esquerda bolivariana sulamericana, a do Brasil no meio. Estranhamente a ditadura comunista permite que ela fique livre e solta pela ilha, apenas deram nela e no marido uns sopapos esporádicos. TREM AZUL

  7. Fortuna familiar de Bo Xilai é de R$ 300 milhões
    Cresce suspeita de que ex-líder chinês teria usado influência para enriquecimento familiar
    Seu irmão mais velho possui milhões de dólares em ações de uma das maiores empresas estatais da China. Sua cunhada tem uma participação significativa numa gráfica aberta por ela e avaliada recentemente em R$ 752 milhões. Até o filho de Bo Xilai, de 24 anos, que estuda em Harvard, abriu uma empresa de tecnologia com um capital inicial de R$ 601 mil.

    A queda de Bo Xilai também trouxe à tona a riqueza e o poder ocultos das famílias revolucionárias do Partido Comunista e dos filhos, mulheres e parentes dos líderes do alto escalão.
    ___________________________________________________________________________________________________________
    Até na China onde é costume exterminar os corruPTos e caçar os ladrões, isso só para a população, pois seus lideres acumulam as riquezas e mais riquezas. Isso acontece em todos os ditos países marxistas leninistas. Todos os chefes, sem exceção, costumam frequentar o ranking anual realizado pela revista americana Forbes, Ela indica que existem 1.226 bilionários ao redor do mundo em 2012. Os bilionários fidel castro e lula ladrão que usam o marxismo pra poder roubar o povo estão entre eles.
    O marxismo distribui a pobreza para o povo e a riqueza para seus líderes!

  8. ‘Faria tudo novamente’, diz preso durante visita do Papa a Cuba
    Por Janaína Lage Agência O Globo
    RIO – Quatro dias antes de completar 40 anos, o fotógrafo cubano Andrés Carrión Alvarez tomou uma decisão que mudou sua vida e fez com que seu rosto se tornasse uma imagem conhecida no mundo todo: protestar contra o regime comunista durante a missa do Papa Bento XVI em Santiago de Cuba no dia 26 de março com palavras de ordem como “abaixo o comunismo!” e “abaixo a ditadura”. Em entrevista ao GLOBO, ele contou que agora enfrenta as consequências do protesto, depois de passar 20 dias na prisão.
    Na cadeia, ele passou por sessões de interrogatório, permaneceu sem acesso à água limpa e com apenas 20 minutos de luz elétrica por dia em uma cela suja.
    – Eles sabiam que o mundo tinha visto o que havia ocorrido comigo e que muita gente aguardava notícias.
    Mas os problemas não acabaram com a saída da prisão. Desde então, Carrión conta que vive com a casa cercada e é seguido por agentes de segurança onde quer que vá. Ele precisa se apresentar semanalmente em uma unidade de operações policiais, não pode sair do município, nem se reunir com opositores ou participar de manifestações. Ele mesmo reconheceu que não pretende cumprir todas as regras.
    – Como em qualquer ação humana, há os que criticam e os que apoiam. Tenho recebido mais críticas de pessoas ligadas ao regime. Mas o povo, esse tem me apoiado muito – disse.
    Carrión diz não ter vínculos com movimentos de dissidentes ou críticos do regime, mas reconhece que estes foram os grupos mais preocupados com seu destino após a prisão na Praça Antonio Maceo. O fotógrafo teme que as ações de vingança de agentes de segurança ou simpatizantes do regime atinjam sua família. Ele receia que qualquer ato de vingança tenha sido apenas postergado diante da atenção mundial ao episódio. Apesar disso, otimista, prevê que em pouco tempo não será mais o único a levantar a voz contra o regime comunista dos irmãos Castro:
    – Faria tudo novamente. A mobilização em Cuba precisa começar em algum lugar. Quando um cubano enfrenta o governo, isso é uma mostra de que perdemos o medo. Mesmo que isso signifique arriscar a própria vida.
    O único lamento, para Carrión, é que os presentes à missa do Papa Bento XVI não tenham aproveitado o momento para se manifestar em conjunto. Mas reconhece que a expectativa era mais um desejo do que uma possibilidade diante do amplo esquema de segurança montado para o evento.
    O fotógrafo nega que o protesto tenha sido uma tentativa de obter um visto para os EUA. – A ação que tomei nunca foi motivada por um ato tão egoísta quanto obter um visto. Não esperava nem mesmo regressar com vida. Pensava que iam me matar – disse.
    Católico, ele tem conversado com sacerdotes para explicar seus atos e ressalta que nunca teve a intenção de prejudicar o trabalho da Igreja na ilha, que conta com menos de 10% de católicos praticantes.
    Em sua conta no Twitter, a blogueira Yoani Sánchez afirmou que um serviço telefônico para receber passagens bíblicas, criado por conta da visita do Papa, foi substituído menos de um mês após a passagem do Pontífice por mensagens do horóscopo. “Conquista do Papa em Cuba que não durou nada”, escreveu.
    Para Elizardo Sánchez, da Comissão Cubana de Direitos Humanos, uma organização considerada ilegal, mas tolerada pelo governo, a repressão contra os opositores do regime não diminuiu após a visita de Bento XVI. E as conquistas da Igreja se concentram mais em suas atividades pastorais. Para ele, o protesto de Carrión é único, mas reflete a motivação do povo cubano:
    – Existem muitas pessoas como ele em Cuba. Pessoas sem ligação com movimentos políticos, mas insatisfeitas com o governo. Mas nem todas estão dispostas a correr o risco de ir para a prisão.

  9. INFORMAÇÕES SOBRE TODOS OS PARLAMENTARES BRASILEIROS

    Temos uma imprensa “seletiva”, transformada em uma espécie de partido político e que, por isso mesmo, promove a denúncia dos escândalos envolvendo uns, enquanto a outros cuida de proteger. Assim sendo, segue endereço de um portal criado para termos acesso a todos os dados dos parlamentares em exercício (inclusive passagens pela Justiça), libertando-nos da parcialidade e dos interesses da chamada grande mídia.
    Basta clicar na cidade ou estado e fazer a busca.
    Se buscarem sem digitar nada, aparece uma lista com todos os políticos da zona escolhida.

    http://www.excelencias.org.br
    Históricos de parlamentares brasileiros

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