Castigo

Imagen tomada de www.skyscrapercity.com

Depois da tormenta também pode vir a tormenta, o furacão e o tornado. Há alguns dias acreditávamos que o castigo se concentraria entre segunda-feira e quarta- feira, que duraria só o tempo em que Bento XVI estivesse na terra cubana. Vivemos aquelas intensas jornadas entre rezas e gritos, com praças cheias e calabouços abarrotados. Os celulares ao invés de nos brindarem com comunicação se converteram em caixinhas de silêncio, em aparatos inúteis. Só quando o avião do Papa decolou começaram as libertações alguns dos celulares que haviam estado “sem serviço” foram reconectados. Parecia que no sábado e no domingo o cansaço das forças repressoras nos daria um fôlego.

Contudo, todo pai autoritário sabe que depois do castigo o filho opta pela submissão total ou por uma desobediência maior. Em alguns pontos do Oriente cubano aconteceram alguns protestos de rua ante a prisão de ativistas e foi iniciada a onda correspondente de severas punições policiais. Ontem, um grupo de oficiais e membros da Segurança de Estado devastou a casa do opositor José Daniel Ferrer e o levaram bem como a sua esposa e outro colegas. Levou também todo objeto que lhe pareceu desestabilizador: livros, jornais, fotos e computadores. Nenhuma das testemunhas lembra que tenham exibido alguma ordem de registro ou de confisco, muito menos um documento com os motivos da prisão.

Quando o feijão sob os joelhos, os açoites nas costas e a prisão na escuridão já não funcionam, o patriarca despótico sabe que deve pesar a mão. Confia que aumentando a intensidade do corretivo fará o embrião do inconformismo voltar à razão, porém na realidade só consegue que sua rebeldia aumente. Inclusive quem nunca se atreveu a contrariar o governo sente que estes castigos – cada vez mais freqüentes = geram simpatia para o agredido e não para o agressor. Presenciar a repressão acelera deste modo, o processo de cumplicidade entre os cidadãos ante o totalitarismo. Cada golpe que dão em alguém pode despertar o outro que finge dormir placidamente ao seu lado. Juntos têm a oportunidade de encontrar a janela para escapar da prisão – ou ao invés disso – aproximarem-se do momento de expulsar papai de casa.

Tradução e administração do blog em língua portuguesa por Humberto Sisley de Souza Neto

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15 thoughts on “Castigo

  1. .
    É…, estou vendo por outras fontes que o “rebelde” Fidel Castro decidiu bater em muita gente.

    Com tanta gente o apoiando, Fidel se dá ao luxo de no jornal Granma criticar a violência em outros países, em relação ao movimento dos indignados.

    É um caso de um ditador, que poucos se atrevem a chama-lo assim.

  2. Quarta-feira, Abril 04, 2012

    EU E ELES (II) *

    Entre estes ilustres equivocados, há um que sempre recordo com carinho. É o Dyonélio Machado. Conhecendo o homem de perto como o conheci, é difícil entender como endossou, durante toda sua vida, o embuste do século. Quando tentava extrair-lhe alguma coisa, o que pensava de Stalin, dos gulags, Dyonélio tirava o corpo fora: “não quero dar argumentos para eles”. Preferia falar-me de coisas mais antigas. Dispunha uma Bíblia sobre um atril, apanhava um tomo de Renan e me passava sua interpretação de cada versículo.

    Atitude idêntica tomou em relação à sua obra. Entregou o Naziazeno (seu personagem mais forte, um pobre coitado torturado pela urgência de pagar um litro de leite) à sua própria sorte e mergulhou na Grécia e Egito de antes de Cristo com tal determinação que chegou a estudar grego e o regime das cheias do Nilo para estabelecer a geografia de seus personagens. Para mim não restava dúvida alguma: temeroso de ver seu sonho despedaçado pela truculência real do socialismo, Dyonélio abandonou seu tempo e fugiu a trote largo rumo aos antigos.

    Quanto aos demais escritores gaúchos que desenvolveram obra, perdoem-me os cultores de ídolos: de Erico Verissimo a Moacyr Scliar, todos foram omissos na denúncia da peste que contaminou o século. Verissimo constitui um problema para minha geração. Afável, receptivo, carinhoso com todo jovem que fosse visitá-lo, torna-se imune a qualquer crítica. Nélson Rodrigues, que estava longe de sua aura, escreveu:

    “Nunca me esqueço de Erico Verissimo. Tem tão escassa formação política que é capaz de pensar que somos governados ainda por Pedro II. E o nosso Erico achou-se na obrigação de vir a público meter o pau nos Estados Unidos. No Brasil, o intelectual tem que xingar a grande nação para sobreviver”.

    Denunciar o regime soviético, na época, era perder espaço nas universidades e na imprensa nacional. Esta sabotagem, eu a vivi na própria pele. Perdi empregos, tribunas, amigos e até mesmo mulheres, por sempre ter dito e escrito o que pensava da utopia soviética. Certa vez, estive debaixo do chuveiro com uma jornalista de esquerda, das mais excitantes, que me afastou de seu corpo com todas suas mãos e um argumento imperativo: “sinto por ti atração física e intelectual, pena que não afinamos ideologicamente”. Assim eram aqueles dias.

    Um pouco antes da queda do muro de Berlim, em visita a Dom Pedrito, fui visitar um dos melhores mestres que já tive, o professor Hugo Brenner de Macedo. Entre um chimarrão e outro, fui contando o que havia visto nos países do Leste por onde andei, mais o que sabia sobre outros. Professor Hugo me olhava com paciência e ceticismo. Ao final da charla, comentou: “deves receber fortunas fazendo palestras nesse tom mundo à fora”. Candura de quem não saiu da aldeia: fortuna teria feito se dissesse o contrário, como fortuna fizeram Amado, Neruda, Picasso, Brecht, Sartre e milhares de outros.

    Entre os que escrevem, salvo engano, além deste que vos irrita, só um outro jornalista gaúcho teve topete para denunciar a peste. (Excluo Dom Vicente Scherer, príncipe da Igreja que combatia o marxismo em nome de uma visão medieval de mundo). Vejamos algumas observações deste jornalista sobre o mundo soviético:

    Sem qualquer exagero, pode-se dizer que o sistema de granjas coletivas, os chamados kolkhoses, em linhas gerais, significam o produto mais acabado da transposição evolutiva, para a esfera do trabalho agrícola, do mesmo regime aplastrante de exploração do braço trabalhador que impera nas fábricas soviéticas. (…) Pois o que realmente existe na URSS, em matéria de agricultura coletivizada, analisado friamente, sem os antolhos da propaganda comunista, fica reduzido apenas ao azorrague dum contrato leonino, imposto aos camponeses com o mesmo espirito desprezível de rapina que definia o regime feudalista, no qual os donos da terra eram também os senhores absolutos de todos os destinos. A diferença – se isto é diferença – é que, na União Soviética, o único senhor feudal de tierras y haciendas é o próprio Estado, cujo poder e riqueza estão tristemente alicerçados na miséria e na escravidão de imensas legiões de trabalhadores, espoliados nos seus mais elementares direitos e aspirações por uma societas sceleris de oportunistas e charlatães.

    Ao infeliz mujik que vivia confinado na solidão da isba, vítima da exploração desapiedada do pope e do paizinho czarista, sucedeu o kolkhoziano das granjas coletivas, cruelmente explorado pelos novos potentados do superfabuloso império dos sovietes. A exploração e a prepotência não mudam de nome apenas porque mudaram seus fautores. No caso da União Soviética, a verdade decepcionante é que a opressão e a violência contra a criatura humana jamais poderão atingir aos extremos limites de aviltamento e degradação que o Estado conseguiu impor em pouco mais de 30 anos de experiência bolchevista.

    Propositadamente, omiti nome do autor e data destas afirmações. Continuasse a omitir estes dados, elas seriam absolutamente contemporâneas, e mesmo velhos stalinistas como Jürgen Habermas ou Cornelius Castoriadis as assinariam embaixo, com a solenidade de quem acaba de descobrir a América. Acontece que elas foram publicadas em 1954, quando ainda um Jorge Amado acreditava em Stalin, oito anos antes das revelações de Osvaldo Peralva.

    Foram publicadas no mesmo ano em que Sartre, ao voltar da União So¬viética, dava entrevista ao Libération alertando que a França, caso não mudasse de rumos, em cinco anos, no mais tardar, seria ultrapassada pela URSS. A única mudança de rumos, evidentemente, era seguir o caminho do socialismo. As citações supra estão em A Sombra do Kremlin, de Orlando Loureiro, cria de Santa Cruz do Sul. O livro foi editado pela Globo e suas reflexões são decorrentes de uma viagem à ex-União Soviética, nos meses de dezembro de 1952 e janeiro de 1953, ou seja, antes da morte do Paizinho dos Povos. Sartre fez escola. Loureiro, inimigos.

    A viagem foi logo após um Congresso dos Povos pela Paz, em Viena, uma dessas reuniões em que os fiéis discípulos de Stalin pregavam a guerra. Neste encontro, entre outras cortesãs internacionais, rodavam a baiana Sartre, Jorge Amado, Pablo Neruda, Louis Aragon. De Viena, Loureiro é selecionado para ir a Moscou. Tem como companheira de comitiva, entre outras personalidades, Maria Della Costa, o que explica em boa parte sua carreira no Brasil. Ela viu de perto a tirania e silenciou. Palmas para a atriz. O mesmo não ocorreu com Loureiro. Jornalista, o autor não precisou de lupa para ver que havia uma só imprensa no mundo soviético:

    Na URSS nunca existem duas opiniões a respeito de um mesmo fato ou acontecimento, porque o direito de pensar e opinar é prerrogativa apenas das elites dirigentes. O governo pensa prodigiosamente por 200 milhões de cabeças, obedientes e submissas dentro das fronteiras da contraditória democracia do proletariado. (…) As rotativas dessa poderosa usina geradora do pensamento comunista rodam ininterruptamente, dia e noite, para alimentar uma das mais fantásticas organizações de propaganda mundial de que se tem notícia. Essa verdadeira enxurrada de literatura marxista inunda os pontos mais remotos da terra e representa a persistente contribuição de Moscou aos seus fiéis, para as tarefas de catequese e proselitismo do proletariado universal. São milhares de toneladas de papel e tinta despejadas mensalmente na garganta anônima das grandes capitais do mundo, numa batalha obsedante pela arregimentação dos rebanhos humanos extraviados na voragem dos conflitos sociais e econômicos do nosso tempo.

    Jorge Amado, “ruidoso camelô do marxismo”, como diz Loureiro, participa desta comitiva e sabe disto muito bem. Em uma visita à União dos Escritores Soviéticos, diz a Loureiro: “Na Rússia Soviética todo o trabalho intelectual é regiamente pago. As tiragens são geralmente elevadas e os escritores recebem grandes somas em direitos autorais. Há poetas que podem viver como milionários.”

    Amado sabe o que quer. Loureiro prefere contar o que vê:

    A União dos Escritores funciona como um Vaticano para a moderna literatura soviética. O julgamento das obras a serem lançadas obedece a um critério estreito e sectário de crítica literária. Esta função é exercida por um conselho reunido em assembléia, que discute os novos livros e sobre eles firma a opinião oficial da sociedade. A exegese não se restringe aos aspectos literários ou artísticos da obra julgada, senão que abrange com particular severidade o seu conteúdo filosófico, que deve estar em harmonia com os conceitos da “realidade socialista” e guardar absoluta fidelidade aos princípios ideológicos da doutrina marxista. Se o livro apresentar méritos do ponto de vista dessa moral convencionada, se resistir ao crivo desse teste de eliminatória, então passará por um rigoroso trabalho de equipe dentro dos órgãos técnicos da União, podendo vir a transformar-se num legítimo best-seller, com tiragens astronômicas de 2 a 3 milhões de exemplares. E o seu modesto e obscuro autor poderá ser um nouveau riche da literatura e será festejado e exaltado e terminará ganhando o cobiçado Prêmio Stalin.

    O que explica a fortuna dos Amados e Nerudas da vida, ambos detentores do Prêmio Stalin, suas inúmeras traduções e tiragens milionárias, às custas da opressão, massacre e assassinato de milhões de seres humanos. O lúcido relato de viagem de Loureiro, um dos raros a intuir a essência do regime so¬viético, escassamente mereceu uma segunda edição.

    Falar em comunistas gaúchos e não citar Luís Carlos Prestes é ignorar o embuste maior que Porto Alegre já produziu. Embalado pelas proezas de uma coluna absurda, que se tornou famosa por suas “gloriosas” retiradas, ao refugiar-se nas margens do Prata acabou sendo contaminado pela mosca azul do poder. Treinado em Moscou, veio a mando do Kremlin fazer a “revolução” no Brasil. Deu no que deu: uma intentona ridícula e sangrenta, liderada por desvairados que de Brasil pouco ou nada conheciam. Preso e derrotado, acabou morando vários anos em Moscou. Cego e teimoso, em todo esse tempo não conseguiu ver o que Loureiro constatou em apenas dois meses. Morreu em odor de stalinismo. E ainda hoje há quem queira erguer-lhe monumentos.

    Está ocorrendo uma patologia estranha neste final de século em Porto Alegre. Por todas as partes do mundo, as sociedades estão derrubando mitos, monumentos, símbolos de tiranias passadas. Parece que a peste se entranhou de tal forma na universidade e nas instituições culturais da capital gaúcha que, enquanto a humanidade avança – para a frente, como é normal – a intelectuália do Portinho vira as costas para o futuro e fica acariciando um baú repleto de coisas mortas.

    * Depoimento publicado na coletânea “Nós, os Gaúchos”, Ed. Universidade/UFRGS, Porto Alegre, 1992

    – Enviado por Janer @ 12:33 AM

  3. A ditadura cubana é mil vezes mais violenta que a ditabranda brasileira.
    Quando o regime marxista leninista “incompetente” dos castro’s for deposto, em breve, queremos assistir a avalanche de processos pedindo indenizações por torturas, maltrato e assassinatos. Os cubanos, sim, sofreram na carne a violência do tirano assassino!

    Aqui no Brasil, apesar de quase não existir violência, houve uma avalanche de processos que sangraram ferozmente os cofres públicos. Até a sogra dos dissidentes foram contempladas!
    Os militares brasileiros só perseguiam os assaltantes de banco, da casa do governador Adhemar de Barros, os terroristas que praticavam atentados, os sequestradores e os franco atiradores que matavam civis e sentinelas dos quartéis…

    Se compararmos a ditadura cubana com o Regime Miliar Brasileiro podemos aquilatar o contraste das ideologias.
    De um lado o ultrapassado marxismo leninismo jurássico que levou pobreza e fome para a rica e paradisíaca ilha do caribe que era uma das economias mais prósperas da américa latina. Do outro lado o Regime Militar Brasileiros que tirou o Brasil do atraso e construiu a infraestrutura que nos tornou um dos países mais prósperos da américa latina. Foram os militatres que construíram ITAIPU, o pro-álcool, usina de Angra e etc.
    O contraste e gritante!!!

  4. Porque o povo não se rebela? Caramba, se tiver um levante como foi na Líbia e outros países, esse inferno acaba… O povo cubano tem que se levantar…

  5. “Tantos homens públicos brasileiros querendo deixar suas pegadas nas areias do tempo. Mas não conseguem apagar as impressões digitais”.Millôr

  6. Entrevista-desabafo do senador Pedro Simon, a grande referência moral do Congresso: “Os bons homens já morreram”; “O PT apodreceu”; “Mensalão será o maior momento da história do Supremo”; “Só há saída com mobilização do povo”

    “Os bons homens se foram: Ulysses Guimarães, Tancredo Neves, Teotônio Vilela, Miguel Arraes, Mario Covas. Se esses tivessem ficado e outros tivessem morrido, o Brasil seria diferente”

    Pedro Simon: “Os bons homens já morreram”

    O senador diz que a qualidade do Parlamento na média é muito ruim, os líderes políticos só pensam em cargos e que a presidente Dilma não vai conseguir acabar com o fisiologismo.

    O senador Pedro Simon é um iluminado. Fundador do MDB , participou da oposição à ditadura militar, cerrou fileiras pelas Diretas Já e foi um dos protagonistas da ofensiva que resultou no impeachment do então presidente Fernando Collor.

    Com meio século de vida pública, esse gaúcho de Caxias do Sul e 82 anos de idade teria motivos de sobra para festejar a atividade política. Mas ele não vê razões para celebrar.

    Simon é hoje um retrato acabado do desânimo com a classe política e com o fisiologismo que governa a relação entre o Poder Executivo e o Congresso. O desalento só é deixado de lado quando o senador fala da mobilização popular como a sua derradeira esperança para mudar as atuais regras do jogo.

    Vale a pena ler

    http://veja.abril.com.br/blog/ricardo-setti/

  7. 04/04 – 15:42 – Sobre os “bons homens” da relação do Senador Pedro Simon, há controvérsias. Eu jamais colocaria o comunista Miguel Arraes entre eles. Mas ele tem razão quanto à conclusão: “Se esses tivessem ficado e outros tivessem morrido, o Brasil seria diferente”. Nem mesmo a ditadura militar foi pior do que ter o PT e o bando de corruptos de sua base aliada governando o Brasil.

  8. O nazismo triunfou

    O nazismo triunfou. O nazismo triunfou sob os narizes de todos os países, mesmo as democracias que mais viram seus filhos morrerem defendendo a liberdade.

    Por Klauber Cristofen Pires

    Fiquei em dúvida quanto a colocar um ponto de interrogação após o título ou deixá-lo assim, como uma constatação. Não que o sinal sugira alguma dúvida ou algum espaço para o debate, mas seria uma condescendência à esperança, a última que morre (mas morre).
    Na primeira vez em que solicitei um visto para os EUA, o Consulado apresentou-me um formulário no qual eu precisava declarar se tinha cidadania ou ascendência alemã, e se eu era ou fora nazista. Dizem-me os que vão àquele país que hoje em dia não tem nada disso.
    Creio que nenhuma doutrina foi tão repudiada, formal e informalmente. Na Alemanha e em vários países da Europa, negar o holocausto constituti crime. Em praticamente todos os lugares do mundo também é um delito exibir símbolos nazistas ou fazer-lhe qualquer tipo de apologia. Em todas es escolas do mundo, o nazismo foi apregoado como o pior mal já havido na história, mesmo às custas de muitos exageros e falsificações. Nem alguém pode ser tão ofendido pelo ataque à honra da sua própria mãe como por ser taxado por alguém de nazista!
    Não obstante, o nazismo trinfou. Triunfou no mundo inteiro, até mesmo nas democracias que mais viram seus jovens morrerem pela luta da liberdade. Tudo bem debaixo dos narizes de todos.

    Nossas casas legislativas e nossos juízes e tribunais, ambos já legislam sob encomenda das diretrizes superiores. Acabou-se o sistema jurídico.
    A estrutura sócio-econômica do Brasil contemporâneo difere muito pouco da Alemanha do do primeira metade do século XX: um grupo de grandes empresários mancomunados ao governo desfruta as benesses das políticas econômicas, enquanto a plebe há de virar para pagar impostos escorchantes sob uma burocracia escravizadora.
    Na verdade, a fundamental diferença entre o nacional-socialismo e o socialismo de estilo soviético está em que o primeiro abdica da propriedade formal dos meios de produção, mantendo a gerência e a condução dos negócios nas mãos dos empresários, agora rebaixados à condição de gerentes dos seus próprios negócios, inegavelmente mais competentes que os comissários ideológicos. De resto, praticamente nada muda.
    No campo empresarial, já não há nada, absolutamente nada, que não esteja regulado nos mínimos detalhes pelo governo: instalação, produção, comercialização, propaganda, venda, pós-venda, trabalho, transporte e o que mais for. Aliás, a coisa já está muito pior do que isto: frequentemente os diversos órgãos das três esferas disputam competências entre si como se fossem um bando de hienas a morderem-se por um naco de carne.
    Quem quer que se dê ao trabalho de visitar os sites das diversas associações empresariais do país, sejam as industriais, comerciais ou do agronegócio, dar-se-á conta da fecunda presença de assuntos tais como “responsabilidade social”, “economia solidária”, “educação fiscal” e “responsabilidade ambiental”, bem como a constituição de grupos de mulheres e jovens empresários, tudo em perfeita sintonia com as diretrizes ideológicas do partido governante.
    Mesmo em nossas vidas íntimas, já se pode dizer que não somos mais indivíduos, mas sim servos do regime: um pai e uma mãe não podem mais educar seus filhos, nem em casa – vide a lei da palmada e a lei que proíbe o ensino em casa (homeschooling) – nem na escola, cuja grade curricular é estipulada pelo governo, para formar as crianças não para a própria felicidade e seus próprios projetos, mas para aprenderem a cumprir com as políticas estatais.
    Nossas preferências de consumo já há tempo vêm sendo sujeitas ao crivo dos barbudos de carteirinha instalados em órgãos tais como a Anvisa e o Inmetro. O recente veto à comercialização de cigarros com aromas pelos diretores do Inmetro foi decidido tão somente por mero critério da vontade dos próprios, sem que a poderosíssima indústria do tabaco tivesse ao menos se dado ao trabalho de arguir a grossa inconstitucionalidade da medida. As restrições aos alimentos considerados gordurosos ou com excesso de açúcar ou de sal já estão para serem implementadas.
    E o que dizer de suspeitosas vacinas, sobre as quais pesam acusações bem fundamentadas de conterem agentes esterilizantes – aplicadas em massa na população, com ênfase para as mulheres, para doenças que já se haviam tornado praticamente extintas?
    Viremos nossos olhos também para a grande imprensa e toda a mídia – especialmente a televisiva – dedicadas a entoar louvores aos governantes, ao invés de fiscalizar seus passos, fossem quem fossem os mandatários.
    Será natural a uma sociedade livre ter um estado que mantém uma agência estatal de cinema (Ancine) que controla a produção (e claro, o conteúdo) de filmes com dinheiro público e obriga os canais de TV paga a exibi-los de acordo com uma cota cujos horários são por ela mesmo definidos?
    Pois, já falta pouco para que toda a produção televisiva passe a submeter-se ao crivo da militância organizada e dos burocratas de plantão. Não se enganem – o governo está intensamente comprometido com este projeto – pode ser que até mesmo a Copa não saia e a percamos para a Grã-Bretanha por pura falta de empenho e competência, mas o projeto de doutrinação em massa pela TV tem recebido do governo e da militância do PT e de suas moscas todos os recursos e toda a atenção.
    Se alguém ainda há de contestar a nossa paridade com o nazismo com base em diferenciações no âmbito do mito da raça pura e saudável, eis que já nem disso carecemos: a supercidadania conquistada pelo movimento gaysista e a campanha pelo aborto já são uma realidade ostensivamente visível, e na fila estão a eutanásia, o infanticídio e a pedofilia, como instrumentos de controle social estatal de natalidade, mortalidade, criminalidade, empregabilidade, orçamento com saúde e previdência, e por que negar, de seleção social e racial.
    Algo mais falta? Ah, o discurso de ódio aos judeus e aos americanos? Mesmo…..?

  9. Adiante, para trás!
    por Ubiratan Jorge Iorio, terça-feira, 3 de abril de 2012

    O governo brasileiro anuncia uma nova política industrial, com a reformulação nas linhas de financiamento para investimento e capital de giro do Banco Nacional de Desenvolvimento, Econômico e Social (BNDES), a ampliação dos setores favorecidos (isto é, o aumento no número dos “amigos do rei”), redução das taxas de juros e maiores prazos para pagamento. A previsão de mais essa agressão aos pagadores de tributos — mascarada de “inventivos à competitividade” — é de um aumento de gastos de cerca de R$ 18 bilhões.
    Leia comigo parte da matéria publicada pelo O Estado de São Paulo no dia 1º de abril (infelizmente, não é uma brincadeira com a data):

    Haverá mudanças nas regras de atuação dos fundos de desenvolvimento regional para alavancar investimentos em infraestrutura. Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal poderão atuar neste mercado, oferecendo empréstimos com recursos do Fundo de Desenvolvimento do Nordeste e do Fundo de Desenvolvimento da Amazônia. O risco das aplicações deve ser transferido do Tesouro para os bancos. As medidas, preparadas pelo ministro da Fazenda Guido Mantega, serão anunciadas amanhã pela presidente Dilma Rousseff no Palácio do Planalto. O Estado apurou que as principais alterações no BNDES serão no Revitaliza e nas linhas do Programa de Sustentação do Investimento (PSI). Estes programas foram criados no governo Lula para ajudar setores que enfrentavam forte concorrência de produtos importados, mas que são grandes geradores de emprego.

    PSI. O governo ampliará em R$ 18 bilhões o limite de financiamento das linhas do PSI, com subvenção do Tesouro Nacional. Subirá para R$ 227 bilhões o volume de empréstimo do banco com taxas de juros subsidiadas. Esta será a quarta mudança no PSI desde o seu lançamento em julho de 2009 para enfrentar a crise internacional. As novas condições de financiamento vão valer até dezembro de 2013. Será criada, dentro do PSI, uma linha para financiar projetos estratégicos com o objetivo de reduzir o custo de obra. A nova linha terá aporte de R$ 8 bilhões com taxas de juros de 5% ao ano. Os projetos terão que ser aprovados por uma comissão interministerial.

    Os juros ficarão um ponto porcentual menor na linha do PSI destinada a financiar a aquisição de máquinas e equipamentos. Para micro, pequenas e médias empresas (MPME), o custo do empréstimo cai de 6,5% para 5,5%. Para as grandes empresas, de 8,7% para 7,7% ao ano. O BNDES ampliará o limite a ser financiado. Até 100% para as empresas de menor porte e de até 90% do investimento para as grandes. A linha para as MPME passa de R$ 3 bilhões para R$ 13 bilhões. A linha para financiar a aquisição de ônibus e caminhões o juro cortado de 10% para 7,7% ao ano. O prazo será ampliado de 96 para 120 meses. O financiamento, então, será de até 100% para as MPMEs e 90% para as grandes. Para os exportadores, as taxas de juros serão de 9% para as grandes empresas e de 7% para as demais. O limite do investimento a ser financiado sobe de 90% para 100% e o prazo de pagamento será ampliado de 24 para 36 meses. Esta linha ganhará um reforço de R$ 1 bilhão. Haverá uma queda nos juros de 5% para 4% no financiamento para capital inovador. No Procaminhoneiro, para autônomos, o prazo passa de 36 para 48 meses.

    Passa de R$ 100 milhões para R$ 150 milhões o volume de recursos que podem ser liberados por grupo econômico. O Revitaliza tem linhas para capital de giro, investimento e a exportação.

    Uma fonte do governo informou que serão anunciadas mudanças nas linhas para exportadores por meio do Adiantamento sobre Contrato de Câmbio (ACC) para ampliar as empresas com acesso aos recursos. O Banco do Brasil é o líder no mercado.

    Parece o enredo de um filme de terror, mas não é. Parece uma piada de mau gosto, mas não é. Parece um retrocesso de 50/60 anos no tempo. E é! Notemos que, de acordo com o noticiário, o governo já havia liberado para a indústria nos últimos seis anos algo em torno de R$ 97,5 bilhões e, mesmo com todas essas “bondades” para os empresários amigos (leia-se “maldades” contra os consumidores e pagadores de tributos) o crescimento industrial não chega a pífios 3% ao ano.

    Nos anos 50 e 60 do século passado, era forte a influência dos “estruturalistas” da Cepal, que ditavam aberrações semelhantes à que o governo brasileiro agora anuncia. É incrível como mercantilismo está de volta, com todos os seus malditos ingredientes: protecionismo, intervencionismo, dirigismo, nacionalismo, inflacionismo e outros “ismos”, todos denotativos de uma absoluta ignorância do funcionamento do processo de mercado e, mais amplamente, das causas que levam as economias a crescerem de forma autossustentada.

    É inacreditável que os economistas do governo ainda falem em “projetos estratégicos”! Estratégicos para quem? Podem ser para suas cabeças iluminadas, para os empresários contemplados com as benesses e para lobistas e políticos a seu serviço, mas, certamente, não têm nada de estratégico no que diz respeito aos verdadeiros empreendedores, aos pagadores de impostos (eu me recuso a usar a expressão “contribuintes”) e aos consumidores. Na verdade, os verdadeiros empreendedores no conceito da Escola Austríaca serão prejudicados de saída, porque não foram escolhidos para serem favorecidos, os tributos mais cedo ou mais tarde poderão aumentar para financiar a festa e os consumidores serão obrigados a pagar mais caro por bens e serviços de qualidade inferior, pois esta é uma das consequências líquidas e certas das políticas protecionistas. Isto para não falarmos dos incentivos à corrupção que medidas desse tipo sempre acarretam.

    Essas novas medidas do governo brasileiro, então, prejudicam enormemente o verdadeiro empreendedorismo e, onde quer que não exista empreendedorismo e onde quer que o arcabouço institucional prejudique a função empresarial, não existe lugar para o progresso. Mas, por incrível que pareça, nem todos pensam assim, a começar pelos economistas do governo. Prevalece uma aversão ao empreendedor, provocada por uma mistura de influências históricas, culturais e midiáticas que forjaram durante muitos anos uma mentalidade antiempresarial muito forte e não temos dúvidas de que esse é um dos fatores que prejudicam o desenvolvimento da economia desses países. Nessas sociedades, pode-se detectar uma verdadeira aversão à atividade empresarial.

    E, além disso, uma ignorância absoluta dos fatores que motivam os empreendedores a investirem. A presidente do Brasil, por exemplo, só para citarmos uma pessoa importante e que diz possuir um mestrado em Economia na Unicamp, há poucos dias fez questão de demonstrar essa minha afirmativa, quando “conclamou” os empresários brasileiros a… investirem! Se isto fosse dito há 50/60 anos, ainda valeria a pena comentar, mas hoje, em 2012, sinceramente, eu me recuso a fazê-lo… Qualquer pessoa pode ser um empresário, mas apenas algumas pessoas podem ser empreendedores, porque os atributos de vontade, perspicácia, inventividade e capacidade decisória sob condições de incerteza e de assumir riscos são virtudes que a maioria dos seres humanos não possui. Fulano, por exemplo, pode ser muito inventivo, mas detestar correr riscos; ou Beltrano ter muita vontade, mas não possuir capacidade decisória.

    Abrir uma empresa e mantê-la sempre voltada para atender aos interesses dos consumidores é o que garante e justifica moralmente o lucro, porque se trata de uma verdadeira aventura e, em muitos países em que o Estado parece fazer de tudo para interpor obstáculos entre os que produzem e os que consomem, é mesmo um ato de heroísmo.

    O empreendedor, ao exercer sua função empresarial, deverá naturalmente ser obrigado a enfrentar os competidores que já estão estabelecidos, a dar respostas positivas para as inovações que surgirem e a lutar contra interesses já estabelecidos e que se sentirão ameaçados, o que os levará, já que sua vontade é de que tudo permaneça da maneira como está, a reagir, muitas vezes utilizando recursos não recomendados pela ética, como o de valer-se de proteções de grupos políticos que ocupam o poder. Além disso, precisa fazer com que os trabalhadores que dependem de sua iniciativa se sintam estimulados.

    Definitivamente — e contrariamente ao que a maioria das pessoas pensa — qualquer obstáculo à livre iniciativa e ao empreendedorismo é, também, em empecilho ao progresso e ao desenvolvimento da economia e da sociedade.

    A função empresarial e o empreendedorismo são plenamente exercidos quando o governo é limitado, quando existe respeito aos direitos de propriedade, quando as leis são boas e estáveis e quando prevalece a economia de mercado. Por isso, uma ordem social que estimule as virtudes do empreendedorismo deve estimular o florescimento desses quatro atributos.

    O novo pacote do governo, nesse sentido, é um verdadeiro desastre. Um desastre de R$ 18 bilhões, que vai ser colocado nas nossas contas! Acordai, consumidor brasileiro!
    http://www.ubirataniorio.org/

  10. CARLOS EUGÊNIO SARMENTO COELHO DA PAZ, CODINOME “CLEMENTE” – MILITANTE DO GRUPO TÁTICO ARMADO DA ALN (ALIANÇA LIBERTADORA NACIONAL) DÁ DEPOIMENTO, QUE PODERÁ SER MUITO BEM UTILIZADO PELA “Comissão da Verdade”!!!

    EUGÊNIO SARMENTO (CAMARADA CLEMENTE) FOI UM DOS MILITANTES DA ALN E ESTEVE PRESENTE EM QUASE TODOS OS ATOS TERRORISTAS DESTA ORGANIZAÇÃO SUBVERSIVA; TENDO SIDO TAMBÉM COMANDANTE DA DITA CUJA, JUIZ E CARRASCO DO “TRIBUNAL VERMELHO”; TENDO PARTICIPADO ATIVAMENTE DE CERCA DE 10 (DEZ) ASSASSINATOS!!!

  11. ‎”Se o governo é grande o suficiente para dar a você tudo o que você quer, ele é grande o suficiente para tirar tudo o que você tem.” – Barry Goldwater

  12. A República dos Impossíveis
    Peter Wilm Rosenfeld
    – O País que, há poucos anos, alardeou ao mundo que se havia tornado autossuficiente em gasolina e em etanol, está importando quantidades cada vez maiores de ambos os combustíveis!

    – De acordo com informação do jornal O Globo, em 01/04/2012, o Brasil necessita de mais 120 (cento e vinte!) usinas produtoras de etanol!

    – Em saneamento básico, menos de 4% dos recursos existentes e disponíveis foram usados!

    – A necessidade de médicos é tão grande que o Governo está cogitando afrouxar as regras para que médicos formados em outros países possam clinicar no Brasil! Há muitos médicos brasileiros, concursados e aprovados, esperando serem contratados…

    – Um presidiário que tem família recebe um salário de R$ 915,05 por cada filho que tiver! E isso enquanto estiver preso! Mais do que um salário mínimo por filho!

    – O famoso e utilíssimo Ministério da Pesca comprou cerca de 20 lanchas! Para que?

    São ou não são notícias de acontecimentos supostamente impossíveis?
    E há muito mais!
    Somente 7% das obras dos famosos Programas de Aceleração do Crescimento I e II foram executadas até agora! E muitas obras desses programas estão abandonadas, com as partes já executadas se deteriorando a olhos nus!
    Que País é esse?
    E o que diz a ex-gerentona dos PACs., agora promovida a Presidente da República?
    Entre tanta coisa que poderia ser dita, o ex-Presidente da Silva está caladíssimo, o mesmo ocorrendo com a Sra. Rousseff.
    Há bem pouco tempo foi anunciado que o Brasil se havia tornado a 6ª. Maior economia do mundo! Que beleza! Mas em todos os índices de desenvolvimento estamos lá longe dos primeiros, mas muito longe! Então, somos pobres-ricos?
    Ainda há poucas semanas, uma indústria têxtil que pretendia se instalar no estado de Fortaleza teve que desistir de seu intento por não conseguir contratar a mão-de-obra de que precisaria. Motivo: as centenas de mulheres contatadas, que haviam frequentado um curso do SESI, ganhavam mais com o Salário-Família pago pelo governo sem precisarem trabalhar. Estando desempregadas ganhariam mais do que trabalhando! Logo, para que trabalhar? Beleza pura…

    Isso está acontecendo cada vez mais por este Brasil afora e as nossas “otoridades” nada fazem!
    Ora, então é fácil compreender porque o Sr. da Silva continua a ser reverenciado como o verdadeiro Pai da Pátria, estando desde já eleito para outros oito anos de irresponsabilidade quando terminar o mandato da Sra. Rousseff.
    A suposta oposição ainda faz o possível (e o impossível) para ajudar o PT nessa jornada.
    O mais recente episódio, envolvendo o Senador Demóstenes Torres, que já deveria ser “ex”, o que não aconteceu por pura e absoluta incompetência do DEM, partido que já está na UTI há algum tempo sem se dar conta disso, cai no colo do PT e de seus aliados sem que tenham necessitado fazer coisa alguma.
    Aliás, e como estava solto o famoso “Carlinhos Cachoeira”, que no primeiro ou segundo ano do governo do Sr. da Silva foi flagrado subornando o Sr. Waldomiro Diniz, braço direito do Sr. José Dirceu?
    A propósito de partidos e de política, também nesse campo o Brasil vem dando um exemplo de como certas coisas não devem ser feitas em lugar algum do mundo, sendo nossa pátria amada uma exceção.
    Refiro-me à quantidade de siglas que povoam nosso espectro político.
    Sabe-se, por exemplos mundo afora, que para que se tenha um ambiente político tolerável e decente, não devem existir mais do que três ou quatro partidos de alguma relevância. No Brasil temos algo como trinta (não me dei ao trabalho de contar…), como estamos agora…
    E isso vale para os dois sistemas de governo, e aí temos o Reino Unido (parlamentar, três partidos) de um lado e os Estados Unidos da América (presidencial, dois partidos) que confirmam o que acabo de afirmar. Mencione-se que em ambos os países o voto é distrital, como deveria ser aqui!
    Em ambos os países há mais partidos, mas total e absolutamente sem significação.
    E não tenho lembrança de alguma vez ter sabido sequer de rumores de sublevações ou de levantes nesses países.
    Já aqui na “terrra brasilis” é um Deus nos acuda. Por qualquer besteira, funda-se um partido que, em geral, é quase do “eu sozinho”. São meia dúzia de gatos-pingados. E, pergunta-se, como sobrevivem?
    Ah, com o famoso Fundo Partidário ou que nome tenha a rubrica que abriga esses fundos. Basta ser um partido registrado para fazer jus a um naco desse fundo.
    Pois digo e afirmo: IMPOSSÍVEL FUNCIONAR ASSIM. Mas não somos o País dos impossíveis?
    Por isso, com o perdão da expressão, mal e porcamente funcionamos…

  13. Corroborando o coments de Libertad, acredito que os três maiores momentos políticos e de desenvolvimento nacionais ocorridos no século XX no Brasil foram:
    l. Getúlio Vargas
    2. Juscelino Kubitschek
    3. O conjunto dos governos militares
    A história futura fará esse resgate de obras que permaneceram e não desmoronaram como um castelo de cartas ou mesmo não chegaram a sair do papel e apenas tiveram a inauguração da PLACA: Aqui será construído o PAC 1, 2,3 ….

  14. Estudante profissional jubilando vira Diretor do MEC

    Hoje meu colega acreano Altino Machado divulgou uma informação simplesmente bizarra: um estudante profissional, militante do PT, está assumindo a Diretoria de Integração das Redes de Educação Profissional e Tecnológica do Ministério da Educação.

    O cidadão chama-se Irailton Lima de Sousa, é militante do PT e suplente de vereador na capital acreana.

    Pois bem…Irailton está matriculado no curso de Ciências Sociais da Universidade Federal do Acre há exatos 21 anos.

    Segundo a Coordenadora do Curso, o novo Diretor do MEC escapou duas vezes do jubilamento. Em 1998 fez um novo vestibular e em 2005 foi chamado novamente para se explicar sobre a demora para se formar. Foi dado um novo prazo, mas ele resolveu fazer a monografia sem concluir os créditos.

    Ainda segundo a Coordenação do Curso, o novo Educocrata pleiteou uma colação de grau sem concluir os créditos.

    Agora tenta obter a Declaração de Conclusão de Curso, mas a professora se nega a dar.

    Agora aos fatos.

    Este Governo está simplesmente brincando de aparelhamento do Estado.

    Não estamos falando de um cargo comissionado no Ministério da Pesca, ou mesmo na Reforma Agrária, onde a educação formal talvez seja menos importante do que a prática (em alguns casos).

    Irailton Lima de Sousa, de jubilando a Diretor do MEC

    Estamos falando em colocar na Diretoria do Ministério da Educação um militante que passou 21 anos na Universidade e não conseguiu se formar.

    21 anos!

    Qual a moral que o Ministério da Educação tem para exigir que as Ifes jubilem seus alunos, de acordo com as regras do REUNI, se aceita aparelhar o Ministério desta forma pueril?

    Vejamos a explicação dada pela Coordenadora do Curso em Ciências Sociais, professora Eurenice Oliveira de Lima. Foi publicado por Altino Machado, que também escreve oBlog da Amazônia.

    Aliás, Altino fez uma entrevista com o futuro Diretor do MEC, o Jubilando Irailton Sousa.

    “1 – O referido aluno iniciou o curso, pela primeira vez, em 1991. Temendo um processo de jubilamento, prestou novamente vestibular e reiniciou o curso em 1998. Considerando todo o período, ele está há 21 anos no curso Ciências Sociais. Em 2004, este aluno não estava sequer cadastrado no Sistema de Informação do Ensino (SIE).

    2 – Conforme o Histórico Escolar do aluno, disponível no sistema da UFAC, a carga horária cumprida por ele ao longo desses 21 anos foi de 2.070 horas, sendo que a carga horária exigida para concessão de diploma como Bacharel em Ciências Sociais é de 2.295 horas.

    3 – Este aluno deveria ter sido jubilado em 2005. No entanto, em 2007, a Coordenação do Curso autorizou ao Núcleo de Registro e Controle Acadêmico da UFAC (NURCA) o recadastramento para que ele tivesse a oportunidade de defender sua monografia, o que foi feito em 2008, sob a orientação do Prof. Dr. Ermício Sena.

    4 – De acordo com o Projeto Curricular Pedagógico do Curso de Ciências Sociais, o prazo de integralização é de sete anos. No entanto, o aluno em questão defendeu sua monografia sem integralização de créditos, dez anos depois de sua matrícula em 1998.

    5 – Além disso, à época da defesa de sua monografia, o aluno devia outros créditos e também o Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (ENADE), que integra o Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (SINAES). Estabelece o Ministério da Educação e Cultura (MEC) que o ENADE faz parte do componente curricular, de maneira que o seu descumprimento não permite colar grau ou obter diplomação. Isto posto, a declaração de conclusão do curso, que o aluno pleiteia junto a esta Coordenação, não tem validade legal.

    6 – Outrossim, uma vez defendida a monografia, o mencionado aluno ingressou com uma solicitação de colação de grau especial, por meio da Vice-Reitoria, na pessoa do Prof. Dr. Pascoal Muniz, procedimento este totalmente inadequado. Pois o caminho correto é que esta solicitação seja feita diretamente na Coordenação do Curso, instância responsável por dar sequência aos procedimentos cabíveis, que se pauta pela normas vigentes na Instituição e sempre orientou os alunos sobre seus direitos e deveres.

    7 – Como se vê, esta é a síntese da trajetória acadêmica apresentada pelo discente. Cabe a pergunta: este aluno tem autoridade para tecer críticas à UFAC e a seu corpo docente, que estão apenas cumprindo a legislação educacional em vigor? Entendo que este não é o melhor caminho para quem pretende cuidar do futuro de milhões de jovens brasileiros que aguardam ansiosamente as oportunidades do PRONATEC, programa em que o aluno parece pleitear um cargo de direção.

    8 – Por fim, ressalto que a Coordenação do Curso de Bacharelado em Ciências Sociais está aberta e disponível a prestar quaisquer esclarecimentos sobre o caso, assim como as demais instâncias da UFAC, primando sempre pela transparência e rigor na administração pública.”

    http://acertodecontas.blog.br/educacao/estudante-profissional-jubilando-vira-diretor-do-mec/

    Agora o Brasil vai concretizar a promessa da presidente: Investir em educação de qualidade!!!

  15. Quando é que os Brasileiros honestos e com vergonha na cara vão pegar em armas para depor o governo dos corruPTos. Nosso país que era próspero e com alguns políticos honestos, agora parece que é comandado por uma facção criminosa que está tungando todas as verbas da nação! Todo dia ficamos estarrecidos com notícias e mais notícias de parlamentares petistas ou da base aliada pegos com a mão na botija! Ideli das lanchas,Agnelo Queiroz, Nascimento, Gilberto carvalho, Dilma com o dinheiro do adhemar, lula com 3 bilhões de dolares, lulinha com fazendas bilionárias que deixaram as fazendas do apostolo waldomiro parecerem minifúndios, dirceu mil caras, zé genoino cueca, mantega, paloffi, waldomiro e são tantos que até é difícil declinar!
    Se a dilma terrorista pode pegar em armas..Por quê não podemos????

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