Nassau, essa cidade mágica

Imagen tomada de www.iabcrew.com

Sobe as escadas do avião. Na bolsa de mão leva os óculos, um pedaço de sanduíche que não pode terminar de comer e o passaporte que a consagra como cidadã espanhola. Porém ainda não é hora de mostrá-lo. Enquanto estiver em território cubano só poderá exibir aquele outro, azul, com seu escudo de palma solitária onde esclarece que nasceu em Havana. Já passou pela verificação da alfândega, saiu airosa do funcionário que comprovou sua permissão de saída e pagou – raivosamente – o imposto aeroportuário excessivo. Os alto falantes anunciam a saída do seu vôo até Bahamas e sabe que está a ponto de experimentar uma transformação. Não escuta sequer quando a aeromoça dá boas-vindas a bordo, nem vê o sinal luminoso que lhe adverte sobre o cinto de segurança. Sua mente está concentrada em se despojar de uma cidadania e assumir outra, em superar o cerco da insularidade para se sentir parte do mundo.

Como ela, muitos outros compatriotas pegam um vôo até Nassau com a intenção de ali fazer uso de sua nacionalidade espanhola. Saem de Cuba mostrando uma identificação nacional e aterrizam na Ilha da Nova Providência exibindo sua nova identidade como comunitários europeus. A transformação ocorre no ar, nos kilômetros que distam das Antilhas até Bahamas, na franja azul que separa os dois arquipélagos. Fazendo assim lhes permitirá entrar no território dos Estados Unidos sem necessidade de um visto, evitar-lhes-á os olhares de suspeita nos pontos de controle aonde cheguem. O Aeroporto Internacional Lynden Pindling é o lugar da metamorfose, o sítio para fazer valer uma dupla nacionalidade que não lhes é reconhecida no seu próprio país.

E depois chega o momento do retorno. De voltar a experimentar tal mutação, porém inversa. O avião aterriza no terminal da nossa capital, os familiares buscam com seus olhos a recém chegada. Um oficial da aduana a cobre de perguntas enquanto a mandam ir a um quarto para sua bagagem ser revistada minuciosamente. No fundo da carteira descansa seu passaporte peninsular, esse livrinho de capa vermelha que aguarda algum dia, regressar à Nassau. Para esta ilha mágica onde diferentemente do espelho de Alice o mundo não se situa ao contrário, mas sim ao direito.

Tradução e administração do blog em língua portuguesa por Humberto Sisley de Souza Neto

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74 thoughts on “Nassau, essa cidade mágica

  1. Eleonora Menicucci volta a atacar: agora ela mira nos médicos que não praticam aborto por objeção de consciência!
    Atenção, “companheiro” médico que se nega a praticar aborto, ainda que legal, por objeção de consciência! Você precisa fazer um estágio de Educação Moral e Civismo com a ministra Eleonora Menicucci (Mulheres). Ela tem muito a lhe ensinar. E é melhor fazê-lo antes que as bruxas comecem a caçar as fadas, não é? Tudo saindo como quer esta notável humanista, médicos que alegarem “objeção de consciência” —- um direito que lhes é assegurado — para não praticar o aborto terão de ser substituídos.

    Leiam trecho de reportagem de Lígia Formenti, no Estadão. Volto em seguida:
    A ministra Eleonora Menicucci, da Secretaria de Políticas para Mulheres, criticou a falta de médicos nos serviços que fazem aborto legal no País. Ela observou que muitos centros funcionam apenas na teoria porque profissionais se recusam a fazer o procedimento, alegando objeção de consciência. “É preciso que esses serviços coloquem outra pessoa no lugar”, disse Eleonora nesta quinta-feira, durante reunião do Conselho Nacional de Saúde (CNS). A lei permite que gestações que coloquem a mulher em risco ou resultem de violência sexual possam ser interrompidas. Atualmente, existem no País 63 centros cadastrados para realização desse tipo de atendimento. Além de considerar o número insuficiente, grupos feministas relatam que, com frequência, mulheres não conseguem ser atendidas nos serviços, sobretudo em instituições administradas por grupos religiosos.
    (…)
    Eleonora também citou resultados de pesquisas realizadas demonstrando a falta de qualidade nos serviços de atendimento às vítimas.Além da melhoria da qualidade, a ministra defendeu a ampliação do acesso aos serviços. Algo que, em sua avaliação, pode ser alcançado com descentralização do atendimento.
    (…) Atualmente, são 557 centros para atendimento das mulheres e 63 capacitados para fazer o aborto. De acordo com ministério, outros 30 estão sendo capacitados para também fazer a interrupção da gestação nos casos permitidos pela lei. “Esse número de 63 centros é insuficiente. Basta ver as estatísticas de estupro. No Rio, por exemplo, esse número chega a 20 casos por dia”, acrescentou a secretária de enfrentamento à violência contra a mulher, Aparecida Gonçalves.
    (…)

    Voltei
    Caros “companheiros” médicos com objeção de consciência, mirem-se no exemplo da ministra, que, naquela notável entrevista concedida em 2004, trazida à luz por este blog, definiu-se, cheia de orgulho, como “avó do aborto” — revelando ter feito dois. Sua dedicação pessoal à causa não parou aí, fornecendo ela mesmo dois fetos. Contou que foi aprender a fazer aborto em clínicas clandestinas da Colômbia. A ideia era capacitar as mulheres para o “faça você mesma o seu aborto”. Menicucci experimentou quase todas as variações da palavra: foi abortante, abortista, aborteira… Só pôde ser assim porque não foi vítima do agente da voz passiva: não foi abortada! Relembro trecho.

    Eleonora – Dois anos Aí, em São Paulo, eu integrei um grupo do Coletivo Feminista Sexualidade e Saúde. ( ). E, nesse período, estive também pelo Coletivo fazendo um treinamento de aborto na Colômbia.
    Joana – Certo.
    Eleonora – O Coletivo nós críamos em 95.
    Joana – Como é que era esse curso de aborto?
    Eleonora – Era nas Clínicas de Aborto. A gente aprendia a fazer aborto.
    Joana – Aprendia a fazer aborto?
    Eleonora – Com aspiração AMIU.
    Joana – Com aquele…
    Eleonora – Com a sucção.
    Joana – Com a sucção. Imagino.
    Eleonora – Que eu chamo de AMIU. Porque a nossa perspectiva no Coletivo, a nossa base…
    Joana – é que as pessoas se auto auto-fizessem!
    Eleonora – Autocapacitassem! E que pessoas não médicas podiam…
    Joana – Claro!
    Eleonora – Lidar com o aborto.

    Como se percebe, essa é mesmo uma mulher desassombrada. Só uma nota à margem antes que siga com Eleonora. É preciso ver direito aquele número de 20 estupros por dia “no Rio”. Além de não ficar claro se é uma referência à cidade ou ao estado, é bom lembrar que várias modalidades de crimes sexuais passaram a ser caracterizadas como estupro para efeitos legais. Adiante.

    Não tem jeito! Dona Minicucci não enxerga nada além de sua militância — daí a confissão horrorosa que fez acima. Imaginem um bando — a palavra é essa! — de leigas em medicina e no funcionamento do corpo humano “aprendendo” a fazer aborto. A cada vez que leio isso, junto com a indignação, vem-me um profundo nojo. Não vou escrever que essa ministra deveria ser proibida para menores porque pareceria ironia…

    O governo quer mudar também, informa o Estadão, a coleta de provas de estupro “e outros tipos de violência sexual”, bastando as evidências colhidas pelo médico que primeiro atende a vítima, sem exame no Instituto Médico Legal. Parece bom? Parece bom! Mas abre as portas para falsas denúncias do crime — uma vez que um não-especialista em medicina legal nem sempre tem critérios para avaliar. Mas isso fica para outra hora. Quero destacar aqui uma fala da ministra ao defender medidas que reduzam a violência contra as mulheres:
    “O estupro virou presente de aniversário, embalado com fita de celofane.Não podemos conviver com isso?”

    Heeeinnn???

    “Estupro como presente de aniversário?” Quais são os delírios que povoam a mente desta senhora? Ela se referia, vocês devem se lembrar, a uma barbaridade acontecida na cidade de Queimados, na Paraíba. Amigos simularam um assalto a uma festa para possibilitar que o aniversariante estuprasse algumas convidadas. Era o seu “presente de aniversário”. Duas vítimas reconheceram os agressores e foram assassinadas.

    Nas palavras de dona Eleonora, tal prática parece corriqueira no Brasil. Este parece ser um país de estupradores. Inferir, a partir desse caso, que “estupro virou presente de aniversário” corresponde a afirmar que esfaquear a mãe virou uma forma de argumentação de jovens no Brasil…

    Lamento! Fica evidente, mais uma vez, que dona Eleonora Minicucci não tem aporte intelectual, cultivo ético-moral e serenidade para ocupar o cargo que ocupa.

    PS – Sim, sei que alguns supostos moderados dirão: “Como esse Reinaldo é agressivo!” Que coisa! Uma ministra de estado decide arbitrar sobre objeções de consciência de profissionais da saúde, e o agressivo sou eu!? Como costumo dizer, “as palavras fazem sentido”. Se ninguém se escandaliza com as barbaridades que esta senhora fala, traduzindo o seu pensamento torto, eu ainda me reservo esse direito.

    Por Reinaldo Azevedo

  2. Contou que foi aprender a fazer aborto em clínicas clandestinas da Colômbia.
    Por coincidência as FARC também são clandestinas na CoLômbia!

    Será que a “avó do aborto” estava treinando com as FARC ?

  3. Justiça rejeita denúncia contra major Curió
    Sexta-Feira, 16/03/2012, 16:41:23 –

    O juiz federal João César Otoni de Matos, de Marabá, rejeitou no início da tarde desta sexta-feira (16) denúncia oferecida pelo Ministério Público Federal (MPF) contra o coronel da reserva Sebastião Rodrigues de Moura, que ficou conhecido como major Curió, pelo crime de sequestro qualificado contra cinco militantes, capturados durante a repressão à guerrilha do Araguaia, na década de 70, e até hoje desaparecidos. A denúncia foi distribuída para a 2ª Vara Federal de Marabá, pela qual o magistrado, que é titular da 1ª, está respondendo.

    Como fundamento para a rejeição da denúncia, o magistrado valeu-se da Lei da Anistia, em vigor desde 1979, e que anistiou os supostos autores de crimes políticos ocorridos de 02 de setembro de 1961 e 15 de agosto de 1979, período que abrangeu a ditadura militar instaurada a partir do golpe militar de 1964.

    “Pretender, depois de mais de três décadas, esquivar-se da Lei da Anistia para reabrir a discussão sobre crimes praticados no período da ditadura militar é equívoco que, além de desprovido de suporte legal, desconsidera as circunstâncias históricas que, num grande esforço de reconciliação nacional, levaram à sua edição”, diz o juiz João César Matos.

    Na denúncia, o MPF relata que cinco pessoas – Maria Célia Corrêa (Rosinha), Hélio Luiz Navarro Magalhães (Edinho), Daniel Ribeiro Callado (Doca), Antônio de Pádua Costa (Piauí) e Telma Regina Cordeira Corrêa (Lia) – foram sequestradas por tropas comandadas pelo major Curió entre janeiro e setembro de 1974 e, após levados às bases militares coordenadas por ele e submetidos a grave sofrimento físico e moral, nunca mais foram encontrados.

    O juiz federal João César Matos ressalta que o MPF não fez referência, na denúncia, “a documento ou elemento concreto que pudesse, mesmo a título indiciário, fornecer algum suporte à genérica alegação de que os desaparecidos a que se refere teriam sido – e permaneceriam até hoje – seqüestrados.”

    Para o magistrado, no caso objeto da denúncia do MPF, não basta, para configurar o crime de seqüestro previsto no artigo 148 do Código Penal Brasileiro, apenas o fato de os corpos dos desaparecidos não terem sido localizados.

    “Aliás, dada a estrutura do tipo do seqüestro, é de se questionar: sustenta o parquet [Ministério Público] que os desaparecidos, trinta e tantos anos depois, permanecem em cativeiro, sob cárcere imposto pelo denunciado? A lógica desafia a argumentação exposta na denúncia”, diz o juiz federal.

    João César Matos acrescenta ainda que até mesmo se for admitida, apenas por hipótese, a presença de indícios do crime de sequestro supostamente praticado pelo Major Curió, a pretensão punitiva já estaria prescrita, ou seja, o Estado não poderia mais puni-lo. Isso porque, segundo o magistrado, “diante do contexto em que se deram os fatos e da extrema probabilidade de morte dos desaparecidos, haveria mesmo de se presumir a ocorrência desse evento morte.”

    Além disso, ressalta o juiz federal, “os desaparecidos mencionados na denúncia do Ministério Público Federal foram oficialmente reconhecidos como mortos pelo artigo 1º da Lei nº 9.140, de 04.12.1995, data que seria, então, o termo inicial do prazo prescricional relativamente ao delito do artigo 148 do CP [sequestro], cuja pena máxima, na forma do seu parágrafo 1º, é de oito anos”.

    João César Otoni de Matos também rebateu os argumentos segundo os quais o julgamento proferido pelo Corte Internacional dos Direitos Humanos teria a força para afastar a aplicação da Lei de Anistia em casos como os relatados na denúncia oferecida contra o Major Curió.

    O magistrado sustentou que a Lei da Anistia “operou, para situações concretas e específicas, efeitos imediatos e voltados para o passado”. Referiu-se ainda a entendimento do ministro aposentado do Supremo Tribunal Federal Eros Grau, para quem a Lei da Anistia “tratou de uma lei-medida, não de uma regra genérica e abstrata para o futuro”.

    Desse modo, afirma João César Matos, não poderia mesmo um julgamento posterior, como o da Corte Internacional dos Direitos Humanos, “fundado em convenção internacional, pretender retroagir mais de 30 anos para desfazer os efeitos produzidos e exauridos na esfera penal pelo mencionado ato normativo”. (As informações são da Justiça Federal Pará)

  4. Com as iminentes morte ou derrota de Chávez, será que vai sobrar para nós o sustento de Cuba?

    Segundo vários analistas não há substituto para Hugo Chávez. Graças ao seu carisma, à sua esperteza e a uma grande dose de impetuosidade, queiram ou não, ele transformou a América Latina. Essas características, aliadas a uma discutível simpatia, o poder na Venezuela é personificado por ele, e isso leva a dificuldades na sucessão.

    Como os rumores de sua morte iminente pipocam por todo canto, não há dentro do seu partido (PSUV) um sucessor à altura e a oposição desta vez está bem organizada, periga haver uma guinada de 180 graus no relacionamento de Caracas com Havana, o que provavelmente resultará em crise para Cuba.

    Com o fim do apoio econômico venezuelano, volta a ameaça de um aumento do empobrecimento na ilha, como aconteceu antes, com o fim da URSS. Só que àquela época Fidel aida estava nos trinques, rebolou mais que charuto em boca de bêbado e conseguiu uma sobrevida até a ascenção de Chávez e o consequente auxílio básico. Agora, com Raúl no poder, sem a capacidade e o carisma de Fidel, vai ser difícil segurar o pepino, porque Cuba não tem nada além de um turismo incipiente e as propriedades em que os cubanos vivem.

    Resta saber o seguinte: já que Dilma demonstrou que não está nem aí para os direitos humanos em Cuba, mas, em compensação, está interessadíssima em construir portos e usinas hidrelétricas por lá, será que vai sobrar para nós, brasileiros, carregar um país nas costas?

  5. CADE O IDIOTA DO EDUARDO?

    16/03/2012 17:38
    justiça não
    aceita denúncia

    A Justiça Federal rejeitou hoje a denúncia do Ministério Público de Marabá contra o major Curió pelo desaparecimento de terroristas da “guerrilha” do Araguaia, em 1974.

    Com base na Lei de Anistia, de 1979, o juiz federal João César Otoni de Matos considerou um “equívoco” o pedido dos procuradores.

    Em nota divulgada nesta tarde, o juiz federal Otoni de Matos diz que o Ministério Público não apresenta elementos “concretos” na denúncia contra Curió.

    “Pretender, depois de mais de três décadas, esquivar-se da Lei da Anistia para reabrir a discussão sobre crimes praticados no período da ditadura militar, é equívoco que, além de desprovido de suporte legal, desconsidera as circunstâncias históricas que, num grande esforço de reconciliação nacional, levaram à sua edição”.

    Sobre o argumento dos promotores que se trata de crime continuado (sequestro e sem os corpos) e portanto fora do alcance da Lei da Anistia, o juiz federal afirmou que o Estado brasileiro reconheceu as mortes dos terroristas comunistas que estiveram no Araguaia e, para qualificar um crime de sequestro, não basta o fato de os corpos dos militantes não terem sido encontrados.

    E comenta: “Aliás, dada a estrutura do tipo do sequestro, é de se questionar: sustenta o parquet (Ministério Público) que os desaparecidos, trinta e tantos anos depois, permanecem em cativeiro, sob cárcere imposto pelo denunciado (Major curió)? A lógica desafia a argumentação exposta na denúncia”, conclui.
    APRENDEU AGORA COMUNISTA IDIOTA, HEHEHEHE
    TREM AZUL

  6. Debate racional? Não no Brasil lulista – inclusive nas universidades.
    Artigo interessante no Dicta e Contradicta:

    Estar preparado para defender posições com clareza é segurar uma faca de dois gumes. Se é verdade que é possível explicitar, com razoável exatidão, a tese que se quer defender, também o é que deste modo o contendor está, por assim dizer, nu, e deve dar adeus à vontade de vencer a qualquer custo. Para blindar-se, aparentemente, diante dos possíveis ataques, é possível adotar uma dessas três atitudes: ser um bom retórico; ser confuso; ser um fanático. A blindagem é só aparente para um ‘agente racional’, que a pode desfazer e desprezar; mas ela parece funcionar para alguns iluminados, e infelizmente sempre funciona aos olhos do público preguiçoso e destreinado. O retórico defende qualquer tese — acredite sinceramente nela ou não — porque sabe ocultar falácias e tornar magicamente legítimos os argumentos ad hominem (que pretendem tornar verdadeira a tese sustentada atingindo pessoalmente o defensor da tese contrária). O confuso evita formular claramente suas teses, ou faz da contradição a sua arma. O fanático está tão convencido de uma tese absurda, que nunca se cansa: é aquele que dizemos “vencer pelo cansaço”. Ou então é um guru, sempre escoltado por seguidores incansáveis.Orlando Tambosi

  7. SERÁ QUE O VELHO COMUNISTA MACONHEIRO SE ARREPENDEU DO QUE FEZ

    Política e naufrágio
    16 de março de 2012

    FERNANDO GABEIRA – O Estado de S.Paulo
    Um traço essencial do naufrágio no mar é a perda da linha do horizonte. Nesse sentido, a política brasileira naufragou, pois seus principais movimentos não apontam para lugar algum, exceto a luta por espaço no governo.

    O ex-ministro José Dirceu afirmou que coexistem unidade e luta na base do governo. Numa visão consensual na esquerda, esses elementos existem em qualquer estrutura política e, para alguns, até na matéria física. Mesmo adotando a visão de unidade e luta para explicar o que se passa no governo, não se consegue explicar o sentido dessas lutas.

    Em outros momentos históricos os confrontos se davam em torno de ideias e os protagonistas tratavam de difundi-las para ganhar apoio. A simpatia popular era vista como essencial para definir o vencedor. Com o naufrágio da política, as lutas tornaram-se subterrâneas, quase clandestinas. A imprensa, que no passado difundia as ideias dos atores, hoje se conforma em descrever seus movimentos e analisar os resultados.

    O PMDB usa uma simples votação para mandar seu recado à presidente. Não está satisfeito. A cobertura da imprensa torna-se uma forma mais ampla de transmissão do recado. O governo entra em cena dizendo-se preocupado com a tensão na sua base aliada e promete fazer tudo para atenuá-la. Com esse movimento passa um recado ampliado à base. Políticos competem entre si, via recados, mas nunca fica claro o que cada parte quer.

    Por trás de tudo, nada mais que cargos, poder e dinheiro. Os rumos do País não interessam nem estiveram na mesa de debates. Ninguém ascende ao governo porque teve ideias específicas, ninguém sai porque discordou politicamente dele. Ao sair um ministro, entra outro do mesmo partido para reafirmar que a mudança das peças não altera o rígido jogo de xadrez. E la nave và, mas para onde, se não há mais horizonte?

    São poucos os discursos interessantes, quase nenhum projeto, ainda que polêmico, emerge desse barco afundado. A imprensa sumiu do plenário, vai pouco às comissões: não acontece quase nada lá. Há sempre uma ou outra gafe, uma intervenção pitoresca, mas isso acaba repercutindo logo; é fácil recuperar as imagens nas gravações oficiais.

    Grande parte da energia é gasta nos bares e nos corredores, onde circulam queixas, ameaças e recados. Ficamos sabendo que Sarney tem o Ministério de Minas e Energia, que Renan Calheiros luta desesperadamente para não perder o cargo na Transpetro, onde colocou um aliado. É possível fazer um amplo mapa de quem domina o quê, quem é padrinho de quem. Não e possível saber que conjunto de ideias está em jogo, porque simplesmente não há conjunto, só uma ideia fixa de ocupar espaços rentáveis.

    A política fechou-se nela mesma, despojou-se de suas características históricas e virou uma corporação que cuida dos próprios interesses. Sua única vulnerabilidade é o intenso trabalho investigativo da imprensa, que revela os episódios de corrupção e desata um drama cujo andamento todos conhecemos. Caíram tantos ministros por corrupção que o governo derrubou um por incompetência para transmitir diversidade.

    Num amplo debate internacional sobre os rumos da política (Making Things Public, Atmospheres of Democracy), o editor dos ensaios, Bruno Latour, usa os astrólogos para definir certos momentos históricos: algumas conjunções dos planetas são tão negativas que o melhor é ficar em casa até que os céus mandem mensagem mais animadora. Ele se pergunta se o presente político não é tão desolador a ponto de termos de esperar a passagem dos líderes e todos os atores que se movem no palco para voltarmos a nos interessar pela cena política.

    Não, não e não, como diria Amy Winehouse. A cena política demora mais a mudar se nos desinteressamos. É necessário ficar o mais próximo que o estômago possa tolerar. As coisas não mudam rapidamente sem luta, não o tipo de luta interna no governo, mas a que tenta levar adiante algumas ideias que parecem corretas a seus defensores.

    É uma ilusão achar também que as coisas não mudam de maneira alguma, que isso só acontecerá quando o Sargento Garcia prender o Zorro, conforme a frase de Andrés Sánchez. Há 15 dias, eu combatia essa visão de imobilidade expressa pelo ex-presidente do Corinthians, que previa longa vida para Ricardo Teixeira na presidência da CBF. Pois bem, Teixeira caiu.

    O futebol brasileiro, ao contrário da economia, está em decadência e foi claramente superado pelo avanço tático e pelo profissionalismo de alguns países europeu. Ninguém vivia no futebol a euforia de progresso. E ninguém acreditava que tantas denúncias de corrupção fossem infundadas, com Teixeira movendo, às pressas, sua fortuna para Miami.

    Resta saber se, como na fórmula política mais ampla, Teixeira se fará suceder por alguém do mesmo partido. O movimento inicial vai nessa direção. José Maria Marin parece ser não só do partido de Teixeira, como representar sua ala mais radical: foi filmado furtando a medalha de premiação de um torneio sub-20.

    O Brasil viveu uma boa fase, com crescimento e distribuição de renda. Isso não significa ausência de desafios. Uma luta centrada em cargos e dinheiro não é resposta adequada a eles.

    Imagens do futebol povoam o imaginário político brasileiro. A queda de Teixeira da CBF é também uma lição da História. O Brasil conquistou a hegemonia no esporte somando sua capacidade técnica com um nível de preparação física europeu. O futebol girou muito em torno do dinheiro. Sua base econômica foi a exportação de jogadores. Envolvidos na luta por poder e dinheiro, os cartolas nem perceberem o mundo mudando, as táticas evoluindo, o profissionalismo se impondo.

    Entre a frase de Andrés Sánchez e a queda de Ricardo Teixeira se passaram três semanas. O Sargento Garcia prendeu o Zorro. As coisas mudam e sua dinâmica acabará sacudindo uma vida política naufragada na ausência de horizonte.

    O pequeno mundo acabará sendo implodido por ondas eleitorais. Quando se der o momento.

  8. 14/03 – 13:35- Aconteceu o que já se esperava. E o impoluto cidadão tolinho o que diz?
    São Paulo, sábado, 17 de março de 2012

    Juiz rejeita ação contra militar do Araguaia

    Procuradoria pedia punição alegando que sequestro não é coberto pela Anistia

    Na quinta, STF deve julgar recurso da OAB com mesmo argumento; para corte no PA, reabrir discussão é ‘equívoco’

    FELIPE LUCHETE
    DE SÃO PAULO
    AGUIRRE TALENTO
    DE BELÉM

    A Justiça Federal no Pará rejeitou ontem denúncia oferecida pelo Ministério Público Federal contra o coronel do Exército Sebastião Curió pela suspeita de sequestro de militantes durante a guerrilha do Araguaia (1972-1975).

    O juiz federal João César de Matos, da 2ª Vara Federal de Marabá, disse que a Lei da Anistia de 1979 já anistiou supostos autores de crimes políticos no regime militar e criticou a ação da Procuradoria.

    Ao entrar na Justiça com a ação, na quarta, a Procuradoria sustentou que o crime de sequestro, pelo qual Curió é acusado, é um crime permanente, porque até hoje não se sabe o paradeiro das vítimas.

    Na próxima quinta-feira, o STF (Supremo Tribunal Federal) vai analisar um recurso da Ordem dos Advogados do Brasil que contesta uma decisão da corte, que, em 2010, confirmou a anistia àqueles que cometerem crimes políticos durante a ditadura. O argumento da OAB é o mesmo usado pela Procuradoria.

    O coronel, conhecido como “major Curió”, foi acusado pelo desaparecimento de cinco participantes da guerrilha, organizada pelo PC do B entre o sul do Pará e o norte do Tocantins (então Goiás).

    O juiz diz que os desaparecidos já foram oficialmente reconhecidos como mortos em uma lei de 1995. Afirma ainda que o suposto crime de sequestro já prescreveu.

    Procurado, Curió disse ontem à Folha, por telefone, não ter nada a declarar.

    O procurador Ubiratan Cazetta, um dos que assinaram a ação, afirmou que vai recorrer da decisão ao TRF (Tribunal Regional Federal).

    Segundo ele, a lei que reconheceu mortes durante o regime militar só tem efeitos civis, feita para resolver “aspectos práticos”, como emissão de atestados de óbito aos familiares.

    Colaborou NÁDIA GUERLENDA, de Brasília – Folha de São Paulo.

  9. DECISÃO INUSITADA DE UM JUIZ EM UMA SENTENÇA JUDICIAL ENVOLVENDO 2 POBRES COITADOS QUE FURTARAM 2 MELANCIAS.

    DESPACHO POUCO COMUM

    A Escola Nacional de Magistratura incluiu em seu banco de sentenças, o despacho pouco comum do juiz Rafael Gonçalves de Paula, da 3ª Vara Criminal da Comarca de Palmas, em Tocantins. A entidade considerou de bom senso a decisão de seu associado, mandando soltar Saul Rodrigues Rocha e Hagamenon Rodrigues Rocha, detidos sob acusação de furtarem duas melancias:

    DESPACHO JUDICIAL.
    DECISÃO PROFERIDA PELO JUIZ RAFAEL GONÇALVES DE PAULA
    NOS AUTOS DO PROC Nº. 124/03 – 3ª Vara Criminal da Comarca de Palmas/TO:

    DECISÃO

    Trata-se de auto de prisão em flagrante de Saul Rodrigues Rocha e Hagamenon Rodrigues Rocha, que foram detidos em virtude do suposto furto de duas (2) melancias. Instado a se manifestar, o Sr. Promotor de Justiça opinou pela manutenção dos indiciados na prisão.
    Para conceder a liberdade aos indiciados, eu poderia invocar inúmeros fundamentos: os ensinamentos de Jesus Cristo, Buda e Ghandi, o Direito Natural, o princípio da insignificância ou bagatela, o princípio da intervenção mínima, os princípios do chamado Direito alternativo, o furto famélico, a injustiça da prisão de um lavrador e de um auxiliar de serviços gerais em contraposição à liberdade dos engravatados e dos políticos do mensalão deste governo, que sonegam milhões dos cofres públicos, o risco de se colocar os indiciados na Universidade do Crime (o sistema penitenciário nacional)…
    Poderia sustentar que duas melancias não enriquecem nem empobrecem ninguém. Poderia aproveitar para fazer um discurso contra a situação econômica brasileira, que mantém 95% da população sobrevivendo com o mínimo necessário apesar da promessa deste ou desta presidente que muito fala, nada sabe e pouco faz.
    Poderia brandir minha ira contra os neo-liberais, o consenso de Washington, a cartilha demagógica da esquerda, a utopia do socialismo, a colonização européia….

    Poderia dizer que os governantes das grandes potências mundiais jogam bilhões de dólares em bombas na cabeça dos iraquianos, enquanto bilhões de seres humanos passam fome pela Terra – e aí, cadê a Justiça nesse mundo?
    Poderia mesmo admitir minha mediocridade por não saber argumentar diante de tamanha obviedade.
    Tantas são as possibilidades que ousarei agir em total desprezo às normas técnicas: não vou apontar nenhum desses fundamentos como razão de decidir.
    Simplesmente mandarei soltar os indiciados. Quem quiser que escolha o motivo.

    Expeçam-se os alvarás.
    Intimem-se.

    Rafael Gonçalves de Paula

    Juiz de Direito

  10. A Janela de Overton – Ou: Como fazer a opinião pública se deslocar de um ponto para outro ignorando o mérito das questões

    Se vocês entrarem na Internet para pesquisar o que é “Janela de Overton”, encontrarão duas referências principais: uma delas diz respeito a um conceito de manipulação — ou, se quiserem, de “operação” — da opinião pública segundo conceitos elaborados por Joseph P. Overton, ex-vice-presidente de um think tank chamado Mackinac Center for Public Policy. Outra, relacionada com a primeira, é um romance policial de Glenn Beck, o demonizado (pelas esquerdas) âncora da Fox News, que usou o conceito para imaginar uma grande conspiração contra os EUA. Mas o que é “Janela de Overton”?

    A coisa tem sido explicada por aí de modo capenga. Peguemos justamente o caso do aborto no Brasil. A maioria dos brasileiros é contra, e isso obrigou, inclusive, a presidente Dilma a contar uma inverdade na campanha eleitoral sobre a sua real opinião, que ela já havia expressado. Era favorável à legalização — chegou a empregar essa palavra — e teve de recuar.

    Muito bem: a Janela de Overton registra como pensa a maioria da sociedade num dado momento sobre um determinado assunto. As posições, claro, variam do absolutamente contra ao absolutamente a favor. O pensamento da janela é o máximo que um político, a depender de sua ambição, pode sustentar publicamente. É evidente que um militante do aborto pode ser eleito deputado por eleitores abortistas — mas teria problemas para se eleger presidente da República ou senador.

    Muito bem! É possível deslocar a janela para um lado ou para outro? É! Isso demanda trabalho de pessoas especializadas em manipulação da opinião pública. Notem: quando emprego a palavra “manipulação”, não estou querendo dizer “conspiração”. Empresas organizadas passam a atuar na sociedade para lhe oferecer valores que levem ao pretendido deslocamento.

    Continuemos com o aborto. Mesmo quando era favorável, Dilma dizia que nenhuma mulher pode gostar da coisa em si, que é um sofrimento. O mesmo afirma sua agora ministra Eleonora Menicucci. Há dias, o impressionante Fernando Haddad afirmou que, “como homem”, é contra — nota: creio que tentou dizer que, como político, nem tanto, sei lá… Repararam que, nessas intervenções, deixa-se de discutir o aborto para debater um outro tema? Que outro? A proposta da tal comissão o evidencia: “as condições da mulher”.

    O que isso significa? Para tentar deslocar a janela de opinião do “contra” para o “menos contra”, até chegar à “neutralidade” e, quem sabe?, um dia, ao “a favor”, é preciso trabalhar algum outro valor relacionado ao tema. Para esse trabalho, entra em campo um verdadeiro exército de “especialistas em opinião pública”: assessores de imprensa, relações públicas, institutos de pesquisa, think tanks, agências de lobby. E vai por aí.

    Peguemos a questão do Código Florestal, outro exemplo gritante. É evidente que a maioria da população se oporia a que famílias fossem desalojadas ou a uma queda na produção de alimentos. Se a maioria é contra, dificilmente um político com ambições nacionais abraçará essa causa. Mas por que não outra? A da “conservação da natureza” certamente é simpática e tem condições de operar o deslocamento da janela. É o que tem conseguido Marina Silva, que conta com assessoria de imagem profissional. É o que têm conseguido ONGs americanas financiadas pelo setor agrícola dos EUA. Criminalizam os agricultores brasileiros, transformando-os em sinônimo de desmatadores. O caso mais bem-sucedido de que se tem notícia nessa área é o terrorismo feito com o tal aquecimento global. O que pode ser maior do que “salvar o planeta”?

    Verdades e mentiras
    Governo e políticos gastam fortunas tentando vender “idéias” à opinião pública. Quase não há pessoa pública no Brasil que não seja cliente de uma empresa — ou de várias — de assessoria e gerenciamento de imagem. O que se pretende é bem mais do que informar a sua “agenda”. O trabalho é mais amplo: trata-se de detectar um determinado sentimento da sociedade e passar a trabalhar para mudá-lo — eventualmente neutralizá-lo. Querem ver?

    O tucano José Serra, pré-candidato do PSDB à Prefeitura de São Paulo, não tocou até agora em palavras como “aborto” e “kit gay”. No PT, já se manifestaram sobre o assunto o pré-candidato do partido, Fernando Haddad; o presidente da legenda, Rui Falcão; o “chefe de quadrilha” (segundo a PGR) José Dirceu, entre outros. O tema passou a ser tratado pelos próprios petistas, COM A AJUDA DE SETORES DA IMPRENSA, sugerindo que o “outro lado” vai explorar esses temas em campanha e que isso, na verdade, é “uma baixaria”. O trabalho é tão bem-feito que foram buscar declarações contrárias àquela que seria à abordagem não-virtuosa dessas questões até de tucanos, como o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Vale dizer: meteram FHC na campanha pró-PT!

    Ora, por que isso? Porque o PT tem pesquisas em mãos que demonstram que esses temas são potenciais fontes de desgaste do candidato petista. Então é preciso aplicar uma espécie de vacina, de remédio preventivo. Antes que o adversário se refira a esses assuntos, Haddad já sai gritando: “Isso é uma baixaria!”.

    Nesse caso, o trabalho de manipulação da opinião pública consiste, numa ponta, em transformar o aborto numa decorrência natural dos “direitos da mulher”, desfetalizando o debate. O feto passa a ser uma mera derivação do seu corpo; se a incomoda e se ela não quer, tira-se. Também se vai insistir nas escandalosamente mentirosas 200 mil mortes de mulheres em decorrência de abortos clandestinos. Outro argumento forte, que tende a mover uma fatia dos setores mais conservadores, diz respeito à segurança pública: crianças abandonas pelos pais seriam potencialmente violentas e ameaçariam a sociedade. Na outra ponta, qualifica-se de “reacionários”, “conservadores” e “avessos ao progresso” aqueles que têm uma posição contrária, de modo a silenciá-los. Tudo dando certo, a janela se move.

    Sacolinhas plásticas
    Os temas variam dos mais graves, como o aborto e o Código Florestal, que dizem respeito, respectivamente, à vida humana e à segurança alimentar, aos mais bizarros — mas nem por isso menos lucrativos, como as sacolinhas plásticas nos supermercados. Ninguém convenceria de bom grado um consumidor a sair do mercado carregando compras em caixas de papelão ou em sacolas de lona. Os incômodos são muitos. Alevantou-se, como diria o poeta, um valor mais alto — e hoje base de várias teses autoritárias influentes: a conservação da natureza.

    Huuummm… Em nome dela, nada mais de sacolinhas feitas de derivado de petróleo! Certo! Considerando que os brasileiros não comem plástico, aquele troço servia, leitor amigo, na sua casa e na minha, de saquinho de lixo, certo? Sem um, aumenta o consumo do outro, e o resultado tende ao empate. Os supermercados podem ganhar uns trocos não fornecendo os saquinhos, a indústria de plástico pode compensar a baixa do consumo de um produto com a elevação do consumo de outro, e só o consumidor se dana. Mas esperem! Há a sacolinha reciclável, feita, parece, com algum derivado do milho… Descobriu-se de pois que havia um único fornecedor para o produto… É mesmo?

    Cuidado!
    É preciso tomar cuidado para não cair na paranóia de que o mundo é uma grande conspiração; de que forças secretas se movem nas sombras e que estamos sempre sendo administrados por alguém. Não deixem que a “Janela de Overton” abra a “Janela da Conspiração” na sua cabeça. Somos sempre influenciados pelo debate público, pelas opiniões alheias, pela propaganda, pelo trabalho, sim!, dos assessores de imprensa, assessores de imagem, administradores de crise, essas coisas… Isso é normal é do mundo livre. Chata era a vida nos países comunas, onde só se podia ser influenciado pelo… partido!

    Como, então, distinguir o “meu pensamento” dessa algaravia de outros pensamentos e lobbies organizados? Bem, não tenho a receita. O que costumo recomendar é o seguinte: verifique sempre se as pessoas estão debatendo o mérito da questão ou algum tema associado, que pode até guardar algum parentesco com o assunto principal, mas que é um óbvio desvio.

    Se você se pegar falando sobre o desvio, o tema paralelo, não duvide: você caiu na rede profissional dos operadores de opinião pública. Não faz tempo, o caos nos aeroportos brasileiros e o péssimo serviço oferecido por algumas companhias aéreas acabaram surgindo no noticiário como evidências do sucesso do governo petista na política de distribuição de renda, que teria levado os pobres para o avião. A questão essencial ficou de lado: por que aeroportos e companhias aéreas não se organizaram para isso? A janeja da opinião pública, é evidente, estava numa posição crítica, contrária ao governo e à bagaunça das companhias. Mas se deslocou um pouco para recepcionar a tese do “bom caos”, gerado por motivos edificantes.

    Encerro
    No curto prazo, governos investem somas fabulosas em propaganda, divulgando seus feitos. Aquele outro trabalho, de mudança de valores, é mais sutil. As oposições brasileiras não têm sabido enfrentar nem uma coisa nem outra.

    Por Reinaldo Azevedo

  11. As Hienas do Kremilin

    Por Marco Antonio Felício da Silva

    Quando recebi a nota do PCB, “Por que ladram os cães de pijama listrado”, e li algumas de suas linhas, lembrei-me imediatamente do mundo natural que está abarrotado de animais perigosos dos mais variados tipos. Existem os peçonhentos, os que provocam alergias, os que transmitem doenças, os nojentos, os animais violentos e os assassinos natos. Na categoria de assassinos natos, estão as hienas. É um animal sem atrativos. Seu modo furtivo, sujo, o grito áspero e o cheiro desagradável não ajudam muito sua reputação. Dentre elas há uma extremamente traiçoeira, que eu chamo de hienas do Kremlin.

    Nada como receber algo proveniente das hienas do Kremlin, ainda mais com a validade de ser uma nota política. Para bom entendedor, um pingo é letra. Isto é, uma nota de cunho ideológico marxista-leninista! E como tal, seguindo o instrumental teórico marxista, plena de acusações descabidas, mentiras, meia-verdades, falsidades, etc…

    Isso me traz a mente, de imediato, o livro do ex-capitão da então Artilharia soviética, também, um grande escritor, Alexandre Soljenítsin. É o autor do livro “Arquipélago Gulag”, um campo de concentração criado por Stalin, onde esteve por vários anos, modelo para vários outros, em toda a União Soviética, com o intuito de reeducar políticamente milhões de soviéticos que não aceitavam a tirania comunista.

    Foi um livro escondido pelo sanguinária ditadura comunista soviética durante anos, a mesma ditadura que vocês comunistas, capachos da então União soviética, aqui tentaram implantar em 1935, assassinado companheiros na calada da noite, enquanto dormiam e no período de 64 à 74, utilizando o terrorismo, seqüestros, assaltos, assassinatos, a mentira, tudo aquilo que existia nos campos de concentração do Arquipélago Gulag, tudo visto e vivido por Alexandre Soljenítsin e por milhões, repito para melhor enfatizar, milhões de seres humanos que não aceitavam e não tinham a liberdade para não aceitar, a feroz ditadura comunista e que perderam as suas vidas em atroz sofrimento !

    Foi contra isso, com muito orgulho, que lutaram os militares brasileiros em 35 e no perído de 64 a 74, permitindo a vocês, hienas do kremilin, hoje, a liberdade que usam para tentar matá-la.

    Ora! Isso não é surpresa, pois, as hienas figuram com honras na categoria dos animais nojentos. Isso porque a hiena vive de comer restos, porque, como as hienas do Kremilin, são na maioria das vezes predadores oportunistas. Predadores como vocês, hienas do kremilin, dos direitos humanos e das liberdades que qualquer cidadão tem o direito de usufruir.

    Marco Antonio Felício da Silva é General na Reserva.

  12. Na época da ‘chamada’ ditadura…

    Podíamos acelerar nossos Mavericks pelas auto-estradas acima dos 120km/h
    sem nenhum risco e não éramos multados por radares maliciosamente escondidos.
    Mas, não podíamos falar mal do presidente..

    Podíamos comprar armas e munições à vontade, pois o governo sabia quem era cidadão de bem, quem era bandido e quem era terrorista,
    Mas, não podíamos falar mal do Presidente.

    Podíamos paquerar a funcionária, a menina das contas a pagar ou a recepcionista sem correr o risco de sermos processados por “assédio sexual”,
    Mas, não podíamos falar mal do Presidente.

    Não usávamos eufemismos hipócritas para fazer referências a raças (ei! negão!), credos (esse crente aí!) ou preferências sexuais (fala! sua bicha!)
    e não éramos processados por “discriminação” por isso,
    Mas, não podíamos falar mal do presidente.

    Podíamos tomar nossa redentora cerveja no fim do expediente do trabalho
    para relaxar e dirigir o carro para casa, sem o risco de sermos jogados à vala da delinqüência, sendo preso por estar “alcoolizado”,
    Mas, não podíamos falar mal do Presidente.

    Podíamos cortar a goiabeira do quintal, empesteada de taturanas,
    sem que isso constituísse crime ambiental,
    Mas, não podíamos falar mal do presidente.

    Podíamos ir a qualquer bar ou boite, em qualquer bairro da cidade,
    de carro, de ônibus, de bicicleta ou a pé, sem nenhum medo de sermos assaltados, sequestrados ou assassinados,
    Mas, não podíamos falar mal do presidente.

    Hoje a única coisa que podemos fazer….
    …é falar mal do presidente!

    que merda !

  13. ” APOIO DO BRASIL Ao DITADOR ASSASSINO ASSAD É UMA POLÍTICA ESTÚPIDA”

    (Ayham al-Kurdi, comandante do rebelde Exército Sírio Livre em Hama, Turquia, critica, em entrevista ao ‘Estado’ posição do País)


    Lourival Sant’Anna – ENVIADO ESPECIAL – ANTAKYA, TURQUIA
    “O apoio do governo brasileiro ao regime de (Bashar) Assad indica uma visão política estúpida, porque o povo sírio não quer Assad.” Esse é o recado para o Brasil do capitão Ayham al-Kurdi, comandante do Exército Sírio Livre (ESL) em Hama, um dos epicentros da guerra civil, no oeste do país. Em entrevista ao Estado, Al-Kurdi revela que a Líbia tentou enviar armas ao ESL, mas falta um corredor para permitir seu transporte. Um dos primeiros oficiais a desertar, em 27 de junho, quando ainda não havia o acampamento que hoje abriga cerca de mil pessoas, entre militares e suas famílias, Al-Kurdi recebeu o repórter no apartamento de seu irmão, na periferia de Antakya, a 25 km da fronteira com a Síria. O capitão, de 30 anos, cruzou a fronteira à paisana, com toda a família, depois que o Exército descobriu seu plano de desertar, com outros oficiais, e confiscou seu carro e sua arma. Além de comandar, a distância, a Brigada Mártires de Hama, com 600 a 700 homens, Al-Kurdi cuida da comunicação do ESL com o mundo exterior, incluindo os oposicionistas do Conselho Nacional Sírio (CNS). Na entrevista, ele sentencia: “Ou morre Assad ou morremos nós.”


    A quadrilha do PT sempre faz escolhas erradas em matéria de política internacional!!!
    Adora lamber o saco de ditadores sanguinários e sempre procura demonstrar carinho por eles envergonhando os brasileiros que pensam!!!
    O mundo tem que saber que os Brasileiros, odeiam Kim Jong-il, fidel comaandante assassino, Che Boyola KérVara assassino, Chávez traficante de cocaína, Armandinho Harmadinejadi, Manuel Marulanda “Tirofijo”, Raul Reyes, comandante das FARC-EP colombianas, Timoleón Jiménez Comandante do Estado Maior Central FARC-EP, Kagadafi, Putinho, Sadan Hussein, Stalin, Lenin e Mao Tse Tung.
    Somente a quadrilha do PT idolatra essa gente!!!

  14. Mais uma lição aos cretinos que pretendem, na prática, anular a Lei da Anistia.
    ______________

    Lei da Anistia: procuradores de fama do MPF tentam criar “insegurança jurídica”, golpeando a democracia.

    A tentativa do Ministério Público Federal (MPF) de punir agentes de Estado que cometeram crimes de sequestro e ocultação de cadáveres durante a ditadura militar, sob a alegação de que seriam crimes permanentes, não ajuda a causa dos direitos humanos. Quem faz essa avaliação é o jurista Miguel Reale Junior, titular da cadeira de Direito Penal da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo. Para o jurista, a investida dos procuradores é nula do ponto de vista jurídico e temerária. ‘Dar andamento a essa ideia significaria criar uma imensa insegurança jurídica’, disse ele em entrevista ao Estado.

    Além de professor titular da USP, Reale Junior foi ministro da Justiça no governo do presidente Fernando Henrique Cardoso em 2002 e também presidiu a Comissão de Mortos e Desaparecidos. Antes disso, no final da década de 1970, participou, como conselheiro federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), dos debates que levaram à criação da Lei da Anistia, em 1979. O debate em torno dos crimes de sequestro e ocultação de cadáver ainda está no início. Na semana passada, após a rejeição da primeira denúncia contra o major da reserva Sebastião Curió, os procuradores da República anunciaram que vão recorrer ao Tribunal Regional Federal da 1.ª Região. O assunto deve acabar no Supremo Tribunal Federal (STF).

    Frases da entrevista do jurista ao Estadão, publicada hoje:

    A Lei 9.140, que criou a comissão, estabelece em seu primeiro artigo que se reconhece, para todos os efeitos legais, a morte das pessoas desaparecidas. Foi em decorrência dessa determinação que houve a emissão de certidões de óbito pelos cartórios e a abertura de processos de sucessão, que eram reivindicações dos familiares. Diante disso, fica absolutamente sem sentido estabelecer agora que os desaparecidos continuam vivos.

    Eles faziam parte da guerrilha e as eventuais prisões que ocorreram colocavam-se dentro do nível da legalidade. O ilegal, evidentemente, seria torturá-los e matá-los. Portanto, se alguém fosse encaminhar um processo criminal, se tivesse elementos para isso, seria em relação a tortura e homicídio – jamais por sequestro.

    Onde é que existe algum indício, alguma ação que demonstre que, ao longo desse período de quase 40 anos, essas pessoas foram impedidas de recuperar a liberdade e continuam encarceradas?

    Todos os casos estão sob o manto da Lei da Anistia de 1979. E não se pode falar em sequestro e crime continuado, porque ninguém ficou sequestrado. Com o fim do AI-5 e o início do governo de Tancredo Neves e José Sarney, ninguém mais ficou encarcerado por crime político.

    É uma contradição falar em proteção dos direitos humanos sem o respeito aos princípios básicos do Estado democrático. Forçar uma interpretação, que permita moldar o que aconteceu a um determinado tipo penal, é um desrespeito aos princípios básicos do direito.

  15. O Ibama considera crime a confecção de bolsa com couro de jacaré, mas não ha lei que proíba a confecção de bolsas-família com o couro das classes C.

  16. Prezado Humberto,
    Solicito que delete todos os comentários a partir do 65 ao 71 enviados por mim, sob o título VIVA OS VELHINHOS DE PIJAMA. A transcrição está errada. Falha na hora de enviar. Grato.

  17. MORENO só vejo o 65 que é do Filosofo e o 66 que é o seu pedido para retirar. Concluí que você mesmo retirou. Qualquer coisa avisa.

  18. cuba prende
    damas de branco

    A ditadura cubana prendeu hoje umas cinquenta mulheres do grupo de direitos humanos Damas de Branco. Foram presas durante uma marcha silenciosa rumo a uma igreja de Havana, onde iriam se manifestar pela libertação de presos políticos do regime comunista.

    Na quinta-feira outras 13 mulheres foram presas, numa ação da ditadura que vem aumentando com a chegada de Bento 16 na outra semana. Não será permitido encontro das Damas de Branco com o papa.
    CADE A NOÇA MINISTRA DO ROSÁRIO.
    VAI LÁ PEDIR COMISSÃO DA VERDADE SUA INUTIL, VAGABUNDA, PAU MANDADA DOS TIRANOS CASTROS!

  19. Esses canalhas assassinos castro”s prenderam as Damas de Branco!

    Até quando ficarão impunes esses canalhas!!!Os EUA, França e Inglaterra deviam invadir essa ilha e depor esses assassinos ditadores e entregá-los à população para serem sodomizados em praça pública, assim como os Líbios fizeram com o kagadafi.

  20. Em conversa por telefone com a FNCA, Berta Soler, uma das líderes da associação de mulheres dissidentes e esposa do prisioneiro de consciência Ángel Moya Acosta, denunciou que cerca de “quinhentos partidários da ditadura” as agrediram de forma verbal e física, “as arrastando pelo chão e desferindo golpes indiscriminadamente”.

    “Havia mais de 300 pessoas organizadas pelo Governo, mas havia também mais de 200 policiais e agentes uniformizados do Ministério do Interior”, relatou Soler.

    “Tinham dois ônibus para nos transportar à força. Muitas mulheres foram arrastadas, deram golpes, puxões de cabelo, mas isso quem fez não foi o governo, mas sim a polícia uniformizada do Minint (Ministério do Interior) e também mulheres da polícia”, informou a ativista.

    Dez integrantes das Damas de Branco estão em um hospital em consequência do “brutal espancamento, entra as quais se destaca Reyna Tamayo Danger, a mãe do prisioneiro de consciência recentemente falecido em greve de fome, Orlando Zapata Tamayo”, a qual “tinha sua blusa totalmente manchada de sangue”, denunciou Soler.

    A opositora, no entanto, negou que o grupo vá ceder às pressões do governo cubano. “Não vamos nos deter. Eles pensam que com isso nos vão meter medo, mas estamos mais fortes do que na segunda, do que ontem, e, se temos que perder a vida nas ruas, vamos perdê-la; a única coisa que nos parará serão nossos homens livres em suas casas”, disse Soler à FNCA.

    ———————-
    Os EUA podiam usar aquela nova bomba que destrói BUNKER no esconderijo dos castro´s e mandá-los de vez pro inferno!

  21. .
    Escaso entusiasmo en Cuba por visita del Papa
    .
    http://www.elnuevoherald.com/2012/03/17/1154888/escaso-entusiasmo-en-cuba-por.html
    .
    Bem…, com acontecimentos recentes em Cuba, como a invasão de uma igreja por membros da oposição a ditadura e sua posterior expulsão, além dos relatos dos membros da igreja sobre a visita do Papa, esta visita não trará maiores surpresas.
    .
    A igreja decididamente não irá dar nenhuma atenção a qualquer opositor do governo.
    A visita vai mesmo servir como uma ação positiva a ditadura.
    .
    Na minha opinião não devemos exigir do Papa nada mais que a sua missão religiosa.
    Realmente a a ilha é pequena e o regime mantém a décadas férreo controle sobre a população.
    A oposição é de fato muito pequena e com a onda esquerdista varrendo as Américas, Fidel acabou recuperando um pouco de sua influência.
    .
    Fidel praticamente tomou a Venezuela e a sua população hoje passa a ser controlada como o povo cubano.
    Durante o início da década de 1990, parecia que Cuba iria desabar, mas apareceu Chavez.
    .
    Creio que a Igreja deve sentir que a situação em Cuba deva mudar e optou em esperar.
    Foram décadas de perseguição e hoje a igreja cubana respira aliviada e naturalmente não vai criar nenhuma situação embaraçosa aos irmãos ditadores.
    .
    Devemos mesmo aguardar o que vai acontecer na Venezuela.
    Tanto na Venezuela como em Cuba, seus governos parecem não ter um sucessor.
    O futuro político destes países é desconhecido pela sua própria população.

  22. Apareceu o vídeo de quando Paulo Henrique Amorim, o ultrapetista, ultragovernista, ultraesquerdista e ultralulista ainda não tinha a alma… vermelha! Lula era o seu alvo!
    Quem vê ou lê o hoje ultrapetista, ultragovernista, ultraesquerdista e ultralulista Paulo Henrique Amorim, cuja página na Internet recebe generoso patrocínio de estatais, não diria que, na campanha eleitoral de 1998, ele foi um implacável algoz de Luiz Inácio Lula da Silva. Amorim era o chefão do Jornal da Band e liderou uma verdadeira campanha contra o então candidato petista à Presidência, que disputava o cargo pela terceira vez.

    Lula teve de recorrer à Justiça e ganhou direito de resposta (ver post abaixo deste). Já escrevi um texto a respeito e perguntei se algum leitor, por acaso, teria uma fita gravada daquela memorável jornada antipetista deste valente, que agora chama a imprensa de “golpista”, descobrindo que o PT é a salvação do Brasil e da civilização. E não é que um desses aficionados por jornalismo na televisão tinha tudo guardadinho?

    Vejam uma das reportagens. Volto em seguida para alguns esclarecimentos.

    http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/apareceu-o-video-de-quando-paulo-henrique-amorim-o-ultrapetista-ultragovernista-ultraesquerdista-e-ultralulista-ainda-nao-tinha-a-alma-vermelha-lula-era-o-seu-alvo/

    …………………

    A incrível capacidade do lulaladrão (PT) em transformar inimigo feroz em bela donzela de cueca recheada, ou seria, de calcinha recheada de verdinhas!

    ……………..
    É hilário ver o falastrão cachaceiro rodeado de ex-desafetos como o Collor, sarney e Papel Higiênico Tamborim… Todos recebendo polpudas gorgetas mensalmente! MENSALÃO FUNCIONA!!!

  23. Mais um texto que restabelece a verdade sobre a Lei da Anistia e denuncia a má-fé dos que desejam, na prática, invalidá-la, incluindo certos procuradores do MPF que colocam a ideologia acima da razão.

    VIVA OS VELHINHOS DE PIJAMA

    Postado por Manoel Santos – Comunidade Gente Decente

    Dom, 18 de Março de 2012 10:58

    Não foram poucas, e não serão as últimas, as tentativas dos bandidos vermelhos de impor a todos os brasileiros a sua pauta medíocre.
    Tenta-se, aqui e ali, subverter, o termo correto é esse, a ordem democrática que se instalou no país após o fim do período de governos militares.
    Sempre que toco neste assunto destaco que as opiniões mais abalizadas para vencer a tentativa de subversão dos fatos pela corja vermelha, são aqueles que participaram de forma efetiva dos acontecimentos de uma época, já que a história sempre é contada, com mais ou menos veracidade, e isso vai de encontro aos interesses de momento, pelos olhos de quem a tem diante de seus olhos.

    Não que isso invalide opiniões daqueles que se dedicaram em pesquisar a fundo, os fatos de uma época. Mas, neste caso, exige-se a isenção diante de ambos os lados de uma história, como também, se exige a mesma isenção dos olhos de quem conta a história.

    Vejamos especificamente esta tentativa cretina de procuradores do Estado, homens públicos pagos com nosso trabalho, de desenterrar um período da história recente de nosso país pela via da punição daqueles que foram anistiados por um processo político, extremamente complicado, que permitiu que retomássemos o caminho de volta para a democracia.

    O nome do que eles tentam fazer é REVANCHISMO CRETINO sob o pretexto de resgatar a história.

    A guerrilha do Araguaia, e o nome já diz tudo, foi uma operação de guerra montada pelo partidão para derrubar o regime militar pelo campo, baseada nas experiências da China e de Cuba através de Guevara e Fidel.
    Pensavam os terroristas tupiniquins que se poderia fazer aqui, o mesmo feito nos dois países que redundaram na adoção do regime comunista assassino nas duas nações.

    A estrutura montada pelo PCdoB, braço armado e radical do antigo partidão, foi toda ela baseada na estratégia adotada pelos cães cubanos Guevara e Fidel.
    Uma prova da inteligência militar montada por eles foi o tempo levado para sua total extinção.
    Quase dois anos foram consumidos para o “Exército Popular de Libertação”. Criado por João Amazonas (PCB) fosse derrotado.

    Se era um “EXÉRCITO” é por que queriam guerra. Ou não?

    Quem quiser detalhes mais precisos sobre o que foi a guerra que se travou no Araguaia e fatos que a esquerda caolha não conta, sugiro a leitura do livro “BACABA – Memorias de um Guerreiro de Selva da Guerrilha do Araguaia” escrito por José Vargas Jiménez ( são dois livros, Bacaba 1 e Bacaba 2), onde se narra a memorável história deste guerrilheiro feroz e cruel (???) chamado Jose Genoíno que, sem levar um peteleco, entregou os cumpanhêros.
    No livro a prova clara da isenção de quem narra. São descritos os excessos de ambos os lados, tanto de parte dos militares que participaram da guerra do Araguaia quanto dos terroristas cretinos que queriam tomar de assalto o nosso país pelo campo.
    Isenção essa que não se vê na atuação dos procuradores da república.

    Se assim fosse, exigiriam também, que se descobrisse quem matou “Mundico” e “Paulo” julgados culpados pelo TRIBUNAL REVOLUCIONÁRIO dos guerrilheiros por desconfiança de que eram traidores.

    Se assim fosse, exigiriam que se descobrisse quem assassinou pelo menos 8 camponeses que habitavam a região pelo mesmo motivo e julgado sem dó e nem piedade pelos revolucionários do Araguaia.

    No livro “Nos bastidores do Socialismo”, em sua página 404, Frei Beto, esse portentoso católico comunista, defensor ferrenho da Escatologia da Libertação, afirma:

    “Quero deixar claro que admito a pena de morte em uma exceção: no decorrer da guerra de guerrilhas”.

    A presença ostensiva de Cuba em território nacional, orientando e ajudando financeiramente os grupos teroristas do Brasil, sempre negada pelos revanchistas de hoje, fica clara no livro “Nas trilhas da ALN” de 1997, publicado pela editora Bertrand Brasil e escrito por Carlos Eugênio Paz, um ativo militante da ALN, se diz:

    “Eles tentam influenciar na escolha de nossos comandantes; fortalecem uns companheiros em detrimento de outros; isolam alguns para criar uma situação de dependência psicológica que facilite a aproximação, influência e recrutamento; alimentam melhor os que aderem à sua linha e fornecem informações da Organização; concedem status, que vão desde a localização e qualidade da moradia à presença em palanques nos atos oficiais; não respeitam nossas questões políticas e desconsideram nosso direito à autodeterminação”.

    Essa a falácia dos revanchistas de agora.

    A reação dos militares da reserva e dos Clubes Militares, veio em boa hora e mais uma vez, com a coerência de antes, ao exigir que se investigue ambos os lados de uma mesma história.
    E há, sem dúvida alguma, muita coisa para ser contada e muitos fatos para serem revelados, de ambos os lados, para que se resgate a história com a devida fidelidade dos fatos.

    A tentativa de punição, tentada pela antiga terrorista “Wania” e por seu nanico ministro, em relação a um direito constitucional dos “velhinhos de pijama”, como foram jocosamente chamados os autores do ALERTA À NAÇÃO, não poderia vir em melhor hora.

    A tentativa de reescrever a história tentada por procuradores da república sob a ótica de uma esquerda assassina, requer destes senhores um mínimo de decência e vergonha na cara, haja vista sua função legal de exigir o cumprimento da LEI.

    E a LEI DA ANISTIA perdoou os canalhas do Brasil, sejam eles do militarismo exacerbado, sejam eles do comunismo tão assassino quanto aqueles a quem querem punir.

    Se antes a esquerda, sob o pretexto de lutar pelo tipo de democracia que se pratica nos países comunistas através das armas, das explosões de bombas assassinas, de assaltos e sequestros tentava impor seus desejos ditatoriais pela força, hoje tentam fazê-lo pela prostituição das leis em benefício de bandidos tornados heróis por contos de fadas mal contados.

    Prostituíram o legislativo, avacalharam o judiciário, enlamearam quase todas as Instituições democráticas de nosso Brasil, falta enlamear de vez, nossas FORÇAS ARMADAS colocando-a no banco dos réus.

    Ainda bem que existem velhinhos de pijama neste país.

    Pergunta final:

    QUEM MATOU MARIO KOSEL?

    Dá para responder Senhores procuradores?

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