Não sabem tudo, meu amor, não sabem…

sombras

Haverá microfones aqui?  Perguntas-me enquanto cravas o teu olhar em cada canto da casa. Não te preocupes, digo-te, minha existência corre com os ossos a mostra, com o punho saindo pelas costas. Não há lugar obscuro, fechado, privado… Porque vivo como se caminhasse através de um enorme aparelho de raios X. Aqui está a clavícula que quebrei quando menina, a briga que tivemos ontem por uma trivialidade doméstica e a carta amarelecida que guardo no fundo da gaveta. Nada nos salva do escrutínio, amor, nada nos salva. Porém hoje – ao menos por umas horas – não penses na polícia do outro lado da linha telefônica, nem na câmera de olho arredondado que nos capta. Esta noite vamos crer que só bisbilhotaremos um ao outro. Apaguemos a luz e por um curto momento mandemo-los ao diabo, desarmemos-lhes suas estratégias comandadas de “meter o bedelho”.

Com tantos recursos gastos em nos observar temos lhes escamoteado a faceta primordial de nossa vida. Não sabem – por exemplo – nem um só vocábulo desse idioma formado durante vinte anos juntos e que usamos sem sequer descolar os lábios. Tirariam zero em qualquer exame para decifrar o código complexo com que nós dizemos o trivial ou o urgente, o cotidiano e o extraordinário. De certo em nenhum dos perfis psicológicos que tem feito sobre nós se narra como penteias minhas sobrancelhas e brincas me advertindo que se continuarem revoltas acabarei parecendo com o Brezhnev. Nossos vigilantes, pobre deles, nunca leram a primeira canção que me fizeste muito menos aquele poema onde dizias que algum dia iríamos para Sidney ou a Bagdad. Não nos perdoam, além disso, que a cada ocasião nos escapemos deles – sem deixar rastro – sobre a diástole de um espasmo.

Como o agente Wiesler, no filme A vida dos outros, agora mesmo alguém nos escuta e não nos compreende. Não entende porque depois de discutir por uma hora nos aproximamos e nos beijamos. O policial atônito que segue nossos passos não consegue classificar nossos abraços e se pergunta o quão perigosas para “a segurança nacional” serão estas frases que me dizes somente ao ouvido. Por isso te proponho amor, que esta noite os escandalizemos ou os convertamos. Façamo-los tirar o ouvido da parede ou ao invés disso obriguemos-lhes a garatujar sobre uma folha: “1.30 am, os observados agem como querem”.

Tradução e administração do blog em língua portuguesa por Humberto Sisley de Souza Neto

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13 thoughts on “Não sabem tudo, meu amor, não sabem…

  1. A ilha dos castro’s é um grande reality show, onde a população está sendo observada pelos cães dos castro’s! Os castro’s assassinos piratearam o Big Brother do John de Mol.
    O “Grande Irmão”, “Big Brother” no original, é um personagem fictício no romance 1984 de George Orwell.
    Na sociedade descrita por Orwell, todas as pessoas estão sob constante vigilância das autoridades, principalmente por teletelas (telescreen), sendo constantemente lembrados pela frase propaganda do Estado: “o Grande Irmão castro zela por ti” ou “o Grande Irmão castro está-te observando” (do original “Big Brother is watching you”). A descrição física do “Grande Irmão” assemelha-se a Josef Stalin, fidel, Kin Jong il e chávez.

  2. Glossário atualizado da novilíngua lulista

    Em fevereiro de 2010, para socorrer os brasileiros que nem sempre conseguem entender o que diz a turma do PT, o comentarista Marcelo Fairbanks coordenou a edição de um pequeno dicionário da novilíngua lulista, contendo as expressões usadas com mais frequência tanto pelos pastores do rebanho quanto pelas ovelhas. O esforço feito pela companheirada para rebatizar de “concessão” a entrega do controle de três aeroportos à iniciativa privada induziu a coluna a publicar um glossário atualizado do estranho dialeto. Confira:

    aloprado. Companheiro pilhado em flagrante durante a execução de bandalheiras encomendadas pela direção do partido ou pelo Palácio do Planalto.

    analfabetismo. 1. Deficiência que ajuda um enviado da Divina Providência a virar presidente da República. 2. Qualidade depreciada por reacionários preconceituosos, integrantes da elite golpista e louros de olhos azuis.

    asilo político. Instrumento jurídico que beneficia todo companheiro ou comparsa condenado em outros países por crimes comuns ou atos de terrorismo.

    base aliada. 1.Bando formado por parlamentares de diferentes partidos ou distintas especialidades criminosas , que alugam o apoio ao governo, por tempo determinado, em troca de ministérios com porteira fechada (cofres incluídos), verbas no Orçamento da União, nomeações para cargos público, dinheiro vivo e favores em geral. 2. Quadrilha formada por deputados e senadores.

    blecaute. Apagão

    Bolívar (Simón). Herói das guerras de libertação da América do Sul que reencarnou no fim do século passado com o nome de Hugo Chávez.

    bolivariano. Comunista que finge que não é comunista.

    Bolsa Família. Maior programa de compra oficial de votos do mundo.

    camarada de armas. Companheiro diplomado em cursinho de guerrilha que só disparou tiros de festim; guerrilheiro que ainda não descobriu onde fica o gatilho do fuzil. (Ex.: Dilma Rousseff e José Dirceu são camaradas de armas.)

    cargo de confiança. 1. Empregão reservado a companheiros do PT ou parceiros da base alugada, que nem precisam perder tempo com concurso para ganhar um tremendo salário sem trabalhar. 2. Cala-boca (pop.).

    cartão corporativo. Objeto retangular de plástico que permite tungar o dinheiro dos pagadores de impostos sem dar satisfação a ninguém e sem risco de cadeia.

    caixa dois. Dinheiro extorquido sem recibo de donos de empresas que enriquecem com a ajuda do governo, empreiteiros de obras públicas ou publicitários presenteados com contratos sem licitação.

    Comissão da Verdade. 1. Grupo de companheiros escalados para descobrir qualquer coisa que ajude a afastar a suspeita, disseminada por Millôr Fernandes, de que a turma da luta armada não fez uma opção política, mas um investimento. 2. Entidade concebida para apurar crimes cometidos pelos outros.

    companheiro. Qualquer ser vivo ou morto que ajude Lula a ganhar a eleição.

    concessão. Entrega ao controle da iniciativa privada de empresas, atividades ou setores administrados até então por governos do PT. (Ver privatização).

    controle social da mídia. Censura exercida por censores treinados pelo PT para adivinhar o que o povo quer ver, ler ou ouvir. (Ver democratização da mídia).

    corrupção. 1. Forma de ladroagem praticada por adversários do governo. 2. Forma de coleta de dinheiro que, praticada por companheiros, deve ser tratada como um meio justificado pelos fins. 3. Hobby preferido dos parceiros da base alugada.

    Cuba. 1. Ditadura que só obriga o povo a ser feliz de qualquer jeito. 2. Forma de democracia que prende apenas quem discorda do governo.

    cueca. Cofre de uso pessoal utilizado no transporte de moeda estrangeira adquirida criminosamente.

    democratização da mídia. 1. Erradicação da imprensa independente. 2. Entrega do controle dos meios de comunicação a jornalistas companheiros, estatizados ou arrendados. (Ver controle social da mídia).

    ditador. Tirano a serviço do imperialismo estadunidense. (Ver líder).

    ditadura do proletariado. Forma de democracia tão avançada que dispensa o povo de votar ou dar palpites porque os companheiros dirigentes sabem tudo o que o povo quer.

    erro. 1. Crime cometido por companheiros. 2. Caso comprovado de corrupção envolvendo ministros ou altos funcionários do segundo escalão ou de empresas estatais.

    Fernando Henrique Cardoso. 1. Ex-presidente que, embora tivesse ampla maioria no Congresso, fez questão de aprovar a emenda da reeleição com a compra de três votos no Acre só para provocar o PT. 2. Governante que, depois de oito anos no poder, só conseguiu inaugurar a herança maldita.

    FHC. 1. Grande Satã; demônio; capeta; anticristo;. satanás; diabo. 2. Assombração que vive aceitando debater com Lula só para impedir que o maior governante de todos os tempos se dedique a ganhar o Nobel da Paz. 3. Sigla que, colocada nas imediações do SuperLula, provoca no herói brasileiro efeitos semelhantes aos observados no Super-Homem perto da kriptonita verde.

    líder. Ditador inimigo do imperialismo estadunidense. (Ver ditador).

    malfeito. Ato criminoso praticado por bandidos companheiros.

    MST. 1. Entidade financiada pelo governo para fazer a reforma agrária e levar à falência a agricultura. 2. Movimento formado por lavradores que não têm terra e, por isso mesmo, não sabem plantar nem colher.

    no que se refere. Expressão usada pela Primeira Companheira para avisar que lá vem besteira.

    nuncaantesnestepaís. 1. Expressão decorada pelo Primeiro Companheiro para ensinar ao rebanho que o Brasil começou em 1° de janeiro de 2003 e que foi ele quem fez tudo, menos Fernando Henrique Cardoso.

    ou seja. Expressão usada pelo Primeiro Companheiro para avisar que, por não saber o que dizer, vai berrar o que lhe der na cabeça.

    pedra fundamental. Obra do PAC inaugurada antes de começar a ser construída.

    privatização: Entrega ao controle da iniciativa privada de empresas, atividades ou setores administrados até então por governos inimigos do PT. (Ver concessão).

    Do Blog Augusto Nunes

  3. Brigada inscreve interessados em viajar para Cuba

    Estão abertas as inscrições para os interessados em participar da 6ª Brigada Internacional 1º de Maio, que irá a Cuba participar de jornadas de trabalho voluntário na ilha. As inscrições vão até o dia 30 de março.
    O brigadista deve se comprometer a cumprir toda a programação e observar as normas de conduta, disciplina e convivência social.
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    Comento: E ai petralhada, se candidatem, quero ver este bando de vagabundos cortar cana de graça para o coma-andante.

  4. 5 Pistas de Esquerdismo Profundo

    Você sabe que sofre de Esquerdismo profundo se tem diversos dos seguintes sintomas:

    1. Personificação de Coletivos – Culpa os males do mundo e entidades que não existem como “A Sociedade”, “A Economia de Mercado”, “O Mercado de Trabalho”, “A Pobreza” ou “Esses Capitalistas” (que eu nem sei quem são, pois se há inimigos do capitalismo são esses que geralmente são referidos nestas situações). Se chega ao ponto de usar estes substantivos coletivos como sujeitos de frases, tipo “O Mercado de Trabalho é que obrigou o cumpanheiro a aceitar aquelas condições” ou “A Pobreza existente neste país levou a que ele ter de trabalhar em 2 empregos”, então… Obviamente estas frases são apenas destinadas a esconder os verdadeiros culpados, desresponsabilizando-os, e não permitindo atacar verdadeiramente o problema. Ou por preguiça intelectual, ou por incapacidade de compreensão da situação.

    2. Atração pelos Paradoxos – Ciências que lidem com fenómenos a escalas muito pequenas ou muito grandes (física, química, astronomia, entre outras) muitas vezes chegam a resultados contrários ao que parecia a uma pessoa simplesmente usando o senso comum. Aparentemente, isto preparou a mente de algumas pessoas para aceitar que eventos muito mais banais e à escala humana também deverão na verdade ser explicados por uma teoria contrária à percepção comum. Aceitar o senso comum traz consigo o rótulo de ingénuo, enquanto que preparação para o contrariar é a marca do sofisticado.
    Exemplos: Punição não desincentiva, Casamento é como Prostituição, Machos são inerentemente iguais a Fêmeas, Indivíduos a livremente realizarem contratos estão a ser coagidos mas adquirir sapatos do único fornecedor numa loja soviética era liberdade, a inteligência é irrelevante para o sucesso na vida e qualquer aluno pode atingir qualquer nível se o seu professor acreditar que ele pode, dar dinheiro a mulheres por terem filhos ilegítimos desencoraja-as de terem filhos ilegítimos, taxar algo – como o trabalho – leva a que haja mais disso, Estaline e Che Guevara eram tipos porreiros.

    3. Sentimento de Missão – Inveja, Culpa, Identificação com o Fraco, a Perspectiva de Gerir a Máquina Estatal, … muitas podem ser as causas para desejar expandir o Estado. E claro desejar ser quem o faz, ou pelo menos estar próximo de quem o faça. Este sentimento é fundamental e, claro, tem que ser tudo menos racional, resistindo a todo e qualquer argumento sobre as falhas do Estado.

    4. Sentimento de Revolta – Sem o correspondente desejo de resolver a situação por si, claro. A culpa da sua situação não é sua (como visto no ponto 1). A riqueza existente neste mundo é fixa (o crescimento económico não existe e o crescimento do PIB é só devido à Inflação) e portanto alguém ficou com a sua parte. Provavelmente uma daquelas pessoas que têm muito dinheiro e que não faz mais nada senão receber juros do mesmo – sendo ele cada vez mais rico e os outros cada vez mais pobres. Sim, é mesmo isso. Até porque os camaradas (que percebem tanto de criação de riqueza como a “vítima”) confirmam.

    5 – O que é meu, é meu. O que é teu, é nosso. – Obviamente. Dúvidas?

    Por fim, fica um pequeno estudo da Anatomia de um verdadeiro “Avantis Camaradis”.

    Sobre o Ponto 2, deixem-me só acrescentar: os sexos parecem ser diferentes, portanto são o mesmo; homens e mulheres parecem ligar-se devido a emoções profundas, por isso a sua ligação é meramente comercial; sexo com outro homem é nojento e repulsivo para heterossexuais, por isso uma personalidade heterossexual é igual à homossexual; as línguas ocidentais são fonéticas, por isso devem ser ensinadas por imagens, como se fossem Chinês; o Capitalismo levou à prosperidade onde quer que foi usado, por isso deve ser mau – o Socialismo nunca funcionou, por isso deve ser bom; ninguém força ninguém a assinar contratos, por isso eles não são livres; sobre o Socialismo, não somos autorizados a escolher nada, por isso somos livres; todos temem morte, dor e perda de propriedade, portanto ameaças de morte, dor e perda de propriedade não afetam o comportamento; algumas pessoas não percebem certos conceitos por mais detalhada e lentamente que eles lhes sejam explicados, por isso a culpa é de quem lhes explica; as pessoas ficam desmoralizadas quando aquilo que é deles lhe é retirado, por isso aumentar impostos fazem-nas trabalhar mais (curva de Laffer invertida =]); Estaline e Che Guevara mataram milhões de pessoas dos seus próprios povos, por isso seriam bons chefes.

    Referências: Michael Levin, The Era of Deadly Error (MP3), Anatomias (Recomendo fortemente!)

  5. Pulsa Brasil!
    (paródia)

    O Brasil ainda pulsa?
    O Brasil ainda pulsa…

    Foro-de-São-Paulo
    Nazicomunofascismo
    PTralhismo, sindicalismo
    Gaysismo, Abortismo
    Droguismo
    Racismo, cotismo
    Bolsismo, onguismo
    Ambientalismo…

    E o Brasil ainda pulsa!
    E o Brasil ainda pulsa?

    Lula, Dilma
    Sarney, Zé Dirceu
    Collor, Marina
    Genoino, Mercadante
    Pimentel, Haddad
    Mantega, Cardozo
    Eleonora, G. Foster
    Padilha, Amorim…

    E o roubo ainda é pouco!
    E o roubo ainda é pouco?
    Assim…

    Aparelhismo, falcatruas
    Corrupção
    Mentiras
    Censuras
    Perseguições
    Mídia alugada, comprada
    Justiça-comprometida
    Congresso-fantoche…

    O Brasil ainda pulsa?
    E o roubo ainda é pouco?
    Ainda pulsa?
    Ainda é pouco?
    Assim… Até quando?

    Por um patriota, acima de tudo.

  6. Se muitos jovens lessem este artigo e, principalmente, o entendessem, muita psicopatia seria evitada.

    O imbecil juvenil
    Jornal da Tarde, São Paulo, 3 abr. 1998
    Olavo de Carvalho

    Já acreditei em muitas mentiras, mas há uma à qual sempre fui imune: aquela que celebra a juventude como uma época de rebeldia, de independência, de amor à liberdade. Não dei crédito a essa patacoada nem mesmo quando, jovem eu próprio, ela me lisonjeava. Bem ao contrário, desde cedo me impressionaram muito fundo, na conduta de meus companheiros de geração, o espírito de rebanho, o temor do isolamento, a subserviência à voz corrente, a ânsia de sentir-se iguais e aceitos pela maioria cínica e autoritária, a disposição de tudo ceder, de tudo prostituir em troca de uma vaguinha de neófito no grupo dos sujeitos bacanas.
    O jovem, é verdade, rebela-se muitas vezes contra pais e professores, mas é porque sabe que no fundo estão do seu lado e jamais revidarão suas agressões com força total. A luta contra os pais é um teatrinho, um jogo de cartas marcadas no qual um dos contendores luta para vencer e o outro para ajudá-lo a vencer.
    Muito diferente é a situação do jovem ante os da sua geração, que não têm para com ele as complacências do paternalismo. Longe de protegê-lo, essa massa barulhenta e cínica recebe o novato com desprezo e hostilidade que lhe mostram, desde logo, a necessidade de obedecer para não sucumbir. É dos companheiros de geração que ele obtém a primeira experiência de um confronto com o poder, sem a mediação daquela diferença de idade que dá direito a descontos e atenuações. É o reino dos mais fortes, dos mais descarados, que se afirma com toda a sua crueza sobre a fragilidade do recém-chegado, impondo-lhe provações e exigências antes de aceitá-lo como membro da horda. A quantos ritos, a quantos protocolos, a quantas humilhações não se submete o postulante, para escapar à perspectiva aterrorizante da rejeição, do isolamento. Para não ser devolvido, impotente e humilhado, aos braços da mãe, ele tem de ser aprovado num exame que lhe exige menos coragem do que flexibilidade, capacidade de amoldar-se aos caprichos da maioria – a supressão, em suma, da personalidade.
    É verdade que ele se submete a isso com prazer, com ânsia de apaixonado que tudo fará em troca de um sorriso condescendente. A massa de companheiros de geração representa, afinal, o mundo, o mundo grande no qual o adolescente, emergindo do pequeno mundo doméstico, pede ingresso. E o ingresso custa caro. O candidato deve, desde logo, aprender todo um vocabulário de palavras, de gestos, de olhares, todo um código de senhas e símbolos: a mínima falha expõe ao ridículo, e a regra do jogo é em geral implícita, devendo ser adivinhada antes de conhecida, macaqueada antes de adivinhada. O modo de aprendizado é sempre a imitação – literal, servil e sem questionamentos. O ingresso no mundo juvenil dispara a toda velocidade o motor de todos os desvarios humanos: o desejo mimético de que fala René Girard, onde o objeto não atrai por suas qualidades intrínsecas, mas por ser simultaneamente desejado por um outro, que Girard denomina o mediador.
    Não é de espantar que o rito de ingresso no grupo, custando tão alto investimento psicológico, termine por levar o jovem à completa exasperação impedindo-o, simultaneamente, de despejar seu ressentimento de volta sobre o grupo mesmo, objeto de amor que se sonega e por isto tem o dom de transfigurar cada impulso de rancor em novo investimento amoroso. Para onde, então, se voltará o rancor, senão para a direção menos perigosa? A família surge como o bode expiatório providencial de todos os fracassos do jovem no seu rito de passagem. Se ele não logra ser aceito no grupo, a última coisa que lhe há de ocorrer será atribuir a culpa de sua situação à fatuidade e ao cinismo dos que o rejeitam. Numa cruel inversão, a culpa de suas humilhações não será atribuída àqueles que se recusam a aceitá-lo como homem, mas àqueles que o aceitam como criança. A família, que tudo lhe deu, pagará pelas maldades da horda que tudo lhe exige.
    Eis a que se resume a famosa rebeldia do adolescente: amor ao mais forte que o despreza, desprezo pelo mais fraco que o ama.
    Todas as mutações se dão na penumbra, na zona indistinta entre o ser e o não-ser: o jovem, em trânsito entre o que já não é e o que não é ainda, é, por fatalidade, inconsciente de si, de sua situação, das autorias e das culpas de quanto se passa dentro e em torno dele. Seus julgamentos são quase sempre a inversão completa da realidade. Eis o motivo pelo qual a juventude, desde que a covardia dos adultos lhe deu autoridade para mandar e desmandar, esteve sempre na vanguarda de todos os erros e perversidade do século: nazismo, fascismo, comunismo, seitas pseudo-religiosas, consumo de drogas. São sempre os jovens que estão um passo à frente na direção do pior.
    Um mundo que confia seu futuro ao discernimento dos jovens é um mundo velho e cansado, que já não tem futuro algum.

  7. Hoje, Quarta Feira 15/02/2012 começa em Brasília, mais precisamente no APARELHADO STF, o julgamento da constitucionalidade e da validade do projeto da lei de iniciativa popular mais conhecido como Ficha Limpa.
    A população que pensa, cansada e indignada de tanto ver a bandalheira e a impunidade soltas pelos corredores do poder, se mobilizou, e conseguiu mais de 1.3 milhão de assinaturas para o Ficha Limpa.
    A lei POPULAR foi para o Cãogresso Fedemal onde o senador Francisco Dornelles enfiou nada menos do que 5 emendas no texto original e com isso deu uma bagunçada básica no projeto e uma bela “alisada” na eficiência da lei para os bandidos de gravata que são a imensa maioria no Cãogresso Fedemal e adjacentes estaduais e municipais.
    A lei que era para entrar em vigor ainda nas eleições de 2010 foi barrada pelo STF onde ficou cozinhando em fogo brando até o final das eleições, pois havia um empate de cinco votos a favor e cinco contra e o desempate viria do voto do ministro que seria indicado pela presidANTA Dilmarionete para ocupar a 11ª vaga. No caso, Luis Fux, que acabou votando contra o povo. E os bandidos de sempre, beneficiados pelo “texto” do Dornelles conseguiram se eleger, vejam o caso do Barbalho que foi barrado pela lei e em Dezembro último conseguiu ser empossado, claro que mais de 1.8 milhão de idiotas votaram nele, mesmo sabendo quem é o cidadão. Maluf, Calheiros, e tantos outros estão lá por conta da safadeza do STF e da “esperteza” de um Senador.
    Hoje a lei vai a julgamento definitivo, e se passar vai valer para as eleições deste ano, mesmo que descaracterizada na sua idéia original ela ainda é um avanço contra a corrupção e bandalheira que corroem o país. Mas o STF “zeloso” defensor da constituição pode simplesmente enterrar o sonho de 1.3 milhões de brasileiros que pensam e com isso se indignam. 1.3 milhões de eleitores num universo de mais de 135 milhões. É muito pouca gente pensando e se indignando…
    Tem gente lá no STF que diz que a lei é inconstitucional…Oras, constitucional é bandido conseguir se eleger para poder roubar com foro privilegiado.
    Bem, hoje veremos até onde o povo brasileiro vai estar protegido pelo supremo tribunal, pois se o Ficha Limpa não passar, alguém acredita que o mensalão que está a espera de julgamento beirando a prescrição ainda vá punir alguém?
    Juízes do STF investigados por receber grana IMORAL conseguem barrar as investigações contra si mesmos. Um STF aparelhado e ajoelhado diante das Ratazanas Vermelhas, no mínimo é um tribunal duvidoso onde só a história, um dia, irá julgar, pois o povão agora está em ritmo de carnaval, e a unica mobilização popular possivel neste momento é a da concentração para sair atrás do trio elétrico enchendo o rabo dos espertalhões carnavalescos de dinheiro…

    Se o Ficha Limpa não passar, vai ficar provado que o povo vota, elege, e ajuda a manter os ladrões para roubarem o país. E um povo que acha normal ser roubado por um político, não merece nada melhor do que um Brasil de instituições, leis e políticos de quinta categoria.
    Via:o-mascate.blogspot.com

  8. Recordando, no carnaval do Ano passado, o PT conseguiu censurar uma marchinha de Carnaval no Recife, e a mesma continua censurada até hoje.
    A petralhada não vai desistir de controlar a mídia, se não lutarmos contra vamos viver sobre censura.
    PT censura música no carnaval de Recife!!!! – 12/02/2010 09h51

    LETRA:
    Chega de trabalho, basta de tanto “lero-lero”, não vou mais encher minhas mãos de calo. Vou viver da bolsa do “Fome Zero”. Minha mulher está muito feliz, já pediu dispensa do trabalho. Não quer mais ser uma faxineira, Pra Viver dessa bolsa brasileira. Por isso, eu canto “Obrigado Presidente!” Por o senhor ter estendido a mão. Distribuindo esmola via cartão. Retribuindo com a sua reeleição. Este é o país que vai prá frente, com essa massa ociosa e contente. Vivendo na ociosidade, diz ainda que isso é brasilidade. Por isso, eu canto “Obrigado Presidente!” Por o senhor ter estendido a mão. Distribuindo esmola via cartão, contrariando o nosso “Rei do Baião”. Chega de trabalho, basta de tanto “lero-lero”. Não vou mais encher minhas mãos de calo. Vou viver da bolsa do “Fome Zero”. Minha mulher está muito feliz, já pediu dispensa do trabalho. Não quer mais ser uma faxineira. Prá Viver dessa bolsa brasileira. Por isso, eu canto “Obrigado Presidente!” Por o senhor ter estendido a mão, Distribuindo esmola via cartão. Retribuindo com a sua reeleição. Este é o país que vai prá frente com essa massa ociosa e contente, Vivendo na ociosidade, diz ainda que isso é brasilidade. Por isso eu canto “Obrigado Presidente!” Por o senhor ter estendido a mão, Distribuindo esmola via cartão, contrariando o nosso “Rei do Baião” Por isso, eu digo “Obrigado Presidente!” Por o senhor ter estendido a mão, Distribuindo esmola via cartão. Retribuindo com a sua reeleição. Por isso, eu digo “Obrigado Presidente!” Por o senhor ter estendido a mão. Distribuindo esmola via cartão, contrariando o nosso “Rei do Baião”. Por isso, eu digo “Obrigado Presidente!” Por o senhor ter estendido a mão, Distribuindo esmola via cartão, Retribuindo com a sua reeleição. Por isso eu digo “Obrigado Presidente!” Por o senhor ter estendido a mão. Distribuindo esmola via cartão, contrariando o nosso “Rei do Baião”.
    http://mais.uol.com.br/view/e8h4xmy8lnu8/pt-censura-musica-no-carnaval-de-recife-04029B3468C8C13326?cmpid=cmp-cfb-ado

  9. Brazil’s new women’s minister was trained to do abortions, had two of her own children aborted
    BY MATTHEW CULLINAN HOFFMAN
    .

    February 14, 2012 (LifeSiteNews.com) – Brazil’s new Women’s Policy Minister, Eleonora Menicucci, was trained in Colombia to personally perform abortions, according to an interview published yesterday by Brazilian columnist Reinaldo Azevedo.

    Speaking about her past as a militant, Menicucci notes that in 1995 “I was a member of a Feminist Sexuality and Health Collective, and, at that time, through the Collective, I was also doing a course on abortion in Colombia.”

    Asked “what was that course on abortion like?” Menicucci responds, “It was in the abortion clinics. We learned to do abortions.” She adds that the purpose was to “self-train” so that “non-doctors could deal with abortions.”

    During the course of the interview, Menicucci adds that the abortions were “suction abortions,” also known as “Manual Inter-Uterine Aspiration” abortions.

    Abortion was illegal in Colombia in 1995, where most abortions continue to be prohibited today. In addition to performing abortions, Menicucci admits to having had at least one of her two abortions in Brazil, where the procedure is also illegal in all but cases of rape.

    The interview, which was conducted in 2004 and discovered by Azevedo in the archives of the Federal University of Santa Catarina, reveals much about the worldview of the one who has been selected to oversee women’s policy for the Brazil’s executive branch.

    Menicucci says that she had one of her unborn children killed while she was engaged in armed struggle against the government in the 1970s, because the terrorist organization she had joined decided that it wasn’t compatible with her activities as a member.

    “My judgment was that I had to carry out the armed struggle… And an important detail in that course (of action) is that, six months after my daughter was born, I was impregnated again,” Manicucci tells the interviewer.

    “At that point, together with the organization, we decided, the organization, us, that I should have an abortion. In the situation, to have another child, no?…That was the second abortion that I did,” she says.

    Menicucci reveals that she was so sexually promiscuous that she was “very much questioned” by the left, and that the revolutionary group of which she was a member, “for security reasons,” wanted her to “only have sexual relations with members of my organization.”

    Menicucci also discusses her first lesbian encounter – which occurred while she was married. However, she assures her interviewer, there was no problem because “he was a very libertarian guy.”

    Brazilian President Dilma Rousseff has stirred controversy in Brazil in recent days by her appointment of Menicucci, who was incarcerated with Rousseff during the 1970s, when they were arrested for terrorism. Menicucci’s unapologetic pro-abortion stance seems to belie Rousseff’s claim to be pro-life, which was key to her victory in the 2010 presidential elections.

    Menicucci is scheduled to speak this week at the United Nations, when she will reportedly make assurances that the Brazilian executive is combating pro-life legislation.

  10. Eleição na Venezuela é um BIG BROTHER pro caudilho chávez assistir!!!

    Ordem da Justiça causa incerteza na Venezuela
    Traumatizados por uma lista negra espalhada em 2004, eleitores votaram nas primárias com base na promessa de que as atas seriam queimadas

    Lourival Sant’Anna – Enviado especial a Caracas
    CARACAS – A Justiça venezuelana (capacho do ditador chávez) está tentando forçar a oposição a entregar-lhe a lista dos 3 milhões de eleitores que votaram nas primárias de domingo. A participação nas primárias, que escolheram o candidato único da oposição à presidência, a governadores e prefeitos – um total de 288 cargos – foi um desafio aberto ao presidente Hugo Chávez, no poder há 13 anos, que disputará a reeleição em outubro.
    Policiais entraram em choque com militantes oposicionistas em várias centrais de apuração de votos no país, tentando cumprir o mandado do Tribunal Supremo de Justiça, de confiscar as atas, com base numa ação de Rafael Velásquez, pré-candidato a prefeito do pequeno município de Bruzual, no Estado de Yaracuy. As regras previam que as queixas fossem apresentadas à Comissão Eleitoral da Mesa da Unidade Democrática (MUD), responsável pela realização das primárias. Mas Velásquez recorreu diretamente ao Tribunal, numa atitude que levantou suspeitas entre os oposicionistas.

    Muitos desses 3 milhões de eleitores só saíram para votar por causa das garantias da MUD, a frente oposicionista, de que as listas de votação seriam queimadas 48 horas depois do fechamento das urnas, e de dirimidos os questionamentos sobre a contagem dos votos. Os cinco candidatos e líderes importantes da oposição foram à TV exortar os eleitores a votar, oferecendo precisamente essa garantia.

    Os venezuelanos têm uma experiência traumática com listas de eleitores. Entre 28 de novembro e 1.º de dezembro de 2003, com base na Constituição promulgada por Chávez em 1999, os partidos oposicionistas e o movimento de defesa das liberdades civis Súmate promoveram um abaixo-assinado para a convocação de um referendo revogatório do mandato do presidente. Em março do ano seguinte, o deputado chavista Luis Tascón publicou em sua página na internet os nomes dos eleitores que participaram do abaixo-assinado.

    Quatro meses depois, começou a circular na internet o arquivo completo do Conselho Nacional Eleitoral (CNE), com a ficha de todos os 12.394.109 eleitores à época, o número de sua cédula de identidade, seu endereço residencial e a frase, no cabeçalho: “Sim, assinou contra o presidente”, com uma tarja azul, ou “Não assinou contra o presidente”, com tarja vermelha.

    O software baixado junto com o arquivo para lê-lo era chamado de “Maisanta” – lembrando o Comando Maisanta, o nome dado à campanha chavista contra a revogação de seu mandato. A lista entrou para a história com o nome Tascón-Maisanta. Grande número de funcionários públicos perdeu o emprego por ter aparecido nessa lista como tendo votado “contra o presidente”. A obtenção de créditos nos bancos estatais, de benefícios nos programas sociais e até mesmo de passaportes e outros documentos oficiais passou a depender da consulta à lista. Os venezuelanos usam a mesma palavra dos anos de chumbo no Brasil: “fichados”.

    A ordem de entregar a Tascón as atas do abaixo-assinado depositadas pela oposição no CNE foi dada em memorando assinado por Chávez em 30 de janeiro de 2004, dirigido ao então presidente do órgão, Francisco Carrasquero. A Lista Tascón-Maisanta produziu enorme insegurança na Venezuela, fez crescer a subserviência perante o regime e minou a resistência da oposição. Em 2005, os oposicionistas boicotaram as eleições para o Parlamento, por considerar que não havia garantias suficientes de que o sigilo do voto eletrônico era inviolável. O boicote resultou numa Assembleia Nacional totalmente dominada por Chávez.

    A oposição vinha se reerguendo aos poucos. Em 2010, venceu por 51% a 49% dos votos as eleições para a Assembleia, e só não conquistou maioria por causa do peso proporcional de cada Estado. As primárias de domingo representaram mais um passo na consolidação dessa nova oposição, liderada por políticos jovens, de linhas ideológicas muito diferentes, mas unidos pelo propósito comum de desbancar Chávez.

    Agora, a pressão do Tribunal Supremo, mesmo que inócua na prática, se as atas tiverem mesmo sido queimadas, cumpre no entanto o objetivo de semear a insegurança entre os eleitores que não gostam de Chávez: será prudente contrariar o presidente?

    Todos caudilhos marxistas rezam pela mesma cartilha, ou seja, usam de artifícios torpes para escravizar a população indefesa! Corrupção e marxismo são sinônimos e irmãs gêmeas!

  11. Ah! O amor, este sim, soldado bravo, não tem nada que lhe tire o foco, nas guerras, nas favelas, na riqueza, na pobreza, lá esta ele, sempre de prontidão, atento aos pequenos detalhes das emoções, nos pequenos gestos de carinho e companheirismo. És grandes, em teu esplendor, és nobre em seu existir, feliz aquele que já te provou, nunca mais serás o mesmo, pois agora o sorriso de uma criança vai ser sinal de dias melhores, a alegria de teu cachorro, a certeza que um amigo sempre estará te esperando para conversar besteiras e rir do nada ou de si mesmo. Depois de viver ou quando se vive um amor, os sabores sempre são divinos, por mais simples que sejam, os aromas, motivos para recordar. Até mesmo o carcere é suportável, quando se tem a certeza de um ao outro amar.

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