Muito tarde

derrumbe

Justamente hoje eu estava pensando sobre um texto depois de assistir um documentário sobre ruínas recentes. Sob o título de “Unfinished spaces”, apareciam vários testemunhos colhidos de arquitetos e alunos que participaram da edificação do Instituto Superior de Arte (ISA). Todos narravam a beleza original do projeto, a novidade da sua estrutura e os desejos de se fazer coincidir nele tanto a forma como a criação. Mas também falaram do abandono da construção de algumas das suas faculdades que nunca chegaram a ser terminadas. De modo que eu estava pensando em colunas, ladrilhos e tetos cobertos de erva – daninha quando me chamaram para contar sobre um desabamento em Centro Havana. Nas ruas Infanta y Salud um edifício de três andares não suportou mais e veio abaixo na noite de terça-feira, 17 de janeiro.

Logo me lembrei da quantidade de vezes que havia passado por essa quadra apertando o passo ante o mal estado dos balcões e das paredes. Evoquei todos aqueles momentos em que me perguntei como era possível que aquele lugar tão a beira do colapso continuasse habitado. Para os moradores desse edifício chegou muito tarde o barateamento dos materiais de construção decretado só há poucas semanas. Os danos estruturais que o imóvel apresentava já não tinham remédio porque eram o resultado da indolência estatal e de décadas de falta de pintura, cimento e outros recursos materiais para consertar. O gemido percebido antes de o piso ceder e os muros caírem também faz parte do estertor arquitetônico de um bairro com formosas casas, porém em estado terminal.

Até agora os meios oficiais reportaram três mortos e seis feridos no desabamento da Rua Infanta. Pessoas que viveram os últimos anos das suas vidas olhando para cima e calculando o tempo que restava às vigas do teto, temendo o que finalmente sucedeu. Quantos outros nesta capital que poderão amanhã ter a mesma sorte? Que solução urgente será aplicada para que essas tragédias não continuem fazendo parte do cenário cotidiano? Não vamos aceitar uma resposta no estilo de que: “está se estudando o tema para aplicar soluções de maneira paulatina”. Tampouco nos venham agora com que a culpa é dos próprios moradores que ficaram num lugar inabitável. Onde teriam podido ir? No lugar disso exigimos que se construa, se conserte e nos protejam.

Traduzido por Humberto Sisley de Souza Neto

Anúncios

28 thoughts on “Muito tarde

  1. Incrível o que está acontecendo em Cuba. Edifícios mal conservados servindo de moradia. Será que não existe um serviço de defesa civil para vistoriar e prevenir acidentes desse tipo. A reportagem afirma que há vários dessas construções oferecendo risco de desabar em havana.
    Esses casarões estão parecendo o governo de cuba. Deteriorado e quase em ruínas.O povo só está esperando desabar, de vez, para ver como fica!

  2. .
    Bem deve fazer mais de uma década que se comentam sobre antigas edificações desabarem por falta de manutenção.
    Faz tempo que isso acontece e não deve passar de mais um desabamento.
    .
    O importante é que Fidel Castro não parece ter se arrependido de quase ter contribuído na eclosão de uma guerra nuclear.
    Afinal não existe ninguém em Cuba para lhe dizer pessoalmente que estava errado.
    Quem o enfrentou, foi fuzilado, foi preso ou teve que emigrar.
    Fidel é um rebelde.

  3. tudo esta cainda inclusive a ditadura que não dorme , ja perdeu o sono de ve tanto o crescimento do fenomeno yoani e eu estou na campanha tuitando a vontade , enquanto isso os lidres mundiais estão indo la dar o ultimo adeus, ja que bento ira la dar a extrema-unção e fara uma missa de corpo presente pro comunismo, quem viver verá, viva yoani

  4. “Unfinished spaces”

    “Cuba will count as having the most beautiful academy of arts in the world.” —Fidel Castro (1961)

    O mundo espera seu fim para que os Cubanos possam reencontrar seu destino!

  5. Não dá para imaginar como seria Cuba, caso a revolução deles não tivesse acontecido. Mas temos certeza que esta revolução foi o que de pior poderia ter acontecido àquele povo. E pensar que queriam (e alguns ainda querem) algo como isso para o Brasil! Gente que pegou em armas para implantar o regime comunista por aqui e que, agora, está bem colocado(a).

  6. Preso político é saia justa para Dilma em Cuba

    Por uma dessas coincidências do destino, a visita da presidenta Dilma Rousseff a Cuba, dia 31, acontecerá em novo momento delicado dos direitos humanos na ilha de Fidel: o jornalista Guillermo Fariñas, prêmio Sakharov 2010, está preso novamente desde domingo (15), após um protesto pela libertação de outros ativistas. A blogueira Yoani Sánchez, que quer falar com Dilma, diz no Twitter que ele nem pôde beber água.

  7. Dissidente cubano morre na cadeia
    Foto
    WILMAN VILLAR É MAIS UMA VÍTIMA DA DITADURA CUBANA

    O dissidente cubano Wilman Villar morreu nesta quinta-feira em um hospital da cidade de Santiago de Cuba após cinquenta dias de greve de fome, iniciada na prisão ao ser condenado em novembro a quatro anos de reclusão. Segundo Elizardo Sánchez, porta-voz da Comissão Cubana de Direitos Humanos e Reconciliação Nacional (CCDHRN), Wilman Villar, de 31 anos, pertencia desde setembro a um grupo chamado União Patriótica de Cuba, criado em meados de 2011 e liderado pelo ex-preso político José Daniel Ferrer.
    SERÁ QUE A POSTE VAI AO ENTERRO?
    A FAMILIA DELE VAI RECEBER BOLSA DITADURA?

  8. É uma pena ver os últimos cubanos que ainda tem culhões morrerem tentando dar “liberdade” para um monte de covardes!
    Vocês não se envergonham de assistir tantos mártires preferirem morrer a viver na escuridão da ditadura dos castro’s? Façam algo! Até os árabes que sempre viveram acorrentados, por ditaduras muito mais sangrentas, tiveram coragem de promover sua primavera!

  9. Sexta-feira, Janeiro 20, 2012
    MORRE PRESO POLÍTICO CUBANO QUE ESTAVA EM GREVE DE FOME. NO FINAL DO MÊS DILMA FARÁ VISITA OFICIAL AOS DITADORES FIDEL E RAÚL.
    Wilman Villar Mendoza: morto nos calabouços cubanos
    Na última segunda-feira (16), o ministro Antonio Patriota, das Relações Exteriores, iniciou os preparativos para a visita oficial que a presidente Dilma Vana Rousseff fará a Cuba no final do mês. Patriota reuniu-se com os vice-presidentes Marino Murillo, encarregado da “implementação” das mais de 300 reformas propostas pelo presidente Raúl Castro, e com Ricardo Cabrisas, que cuida da área comercial.
    Acontece que a visita de Dilma acontecerá em um momento difícil para o governo da ilha caribenha, que continua ignorando os direitos humanos, como se o truculento modelo político cubano fosse o mais eficiente do planeta. Na quinta-feira, morreu o dissidente cubano Wilman Villar Mendoza, em decorrência de problemas de saúde causados por 56 dias de greve de fome na prisão. De acordo com os oposicionistas, Mendoza morreu por conta dos maus tratos por parte do governo.
    Villar Mendoza iniciou a greve de fome após ser preso, em novembro passado, quando foi julgado e condenado a quatro anos de prisão por crimes como desobediência, resistência e delitos contra o Estado,informou Elizardo Sánchez, dirigente do grupo Comissão Cubana pelos Direitos Humanos.
    Dirigente da ilegal Comissão Cubana de Direitos Humanos e Reconciliação Nacional, Sánchez disse que Willar estava em “estado crítico” e passou vários dias em uma sala de cuidados intensivos do Hospital Clínico Cirúrgico de Santiago de Cuba, a 900 quilômetros a sudeste de da capital Havana. “Ele foi transferido ao hospital depois de cerca de 50 dias em greve de fome”, disse o ativista.
    “A comissão considera que toda a responsabilidade moral, política e jurídica em relação à morte de Wilman recai no governo de Cuba, já que ele se encontrava sob a custódia das autoridades”, acrescentou Sánchez, ao ressaltar que se tratava de uma “morte evitável”, completou Sánchez.
    Wilmar Villar Mendoza é o segundo preso político que falece por causa de greve de fome em menos de um ano. Em fevereiro de 2010, morreu, em um hospital de Havana, Orlando Zapata Tamayo. Considerado “prisioneiro de consciência” pela organização de direitos humanos Anistia Internacional, Zapata Tamayo morreu aos 42 anos, após 85 dias de greve de fome.
    A ativista Berta Soler, porta-voz das Damas de Blanco, que reúne parentes de dissidentes, culpou o governo cubano pelo “assassinato” de Mendoza.

  10. .
    MORRE PRESO POLÍTICO CUBANO QUE ESTAVA EM GREVE DE FOME. NO FINAL DO MÊS DILMA FARÁ VISITA OFICIAL AOS DITADORES FIDEL E RAÚL.
    .
    http://aluizioamorim.blogspot.com/2012/01/morre-preso-politico-cubano-que-estava.html?utm_source=feedburner&utm_medium=feed&utm_campaign=Feed%3A+BlogDoAluizioAmorim+%28BLOG+DO+ALUIZIO+AMORIM%29
    .
    .
    Espero que a morte de mais um “delinquente comum”, não venha a atrapalhar a viagem da Dilma a ilha da igualdade, comandada por Fidel Castro e seu intrépido irmão Raul Castro e quem sabe brevemente por um dos filho deles.

  11. O Itamaraty de Dilma mudou? Não, continua aliado da escória internacional.

    “Adolfinejad”, o fantoche da teocracia iraniana, tem apoio do governo Dilma, mera continuidade do desvario lulista, apesar da boa vontade da imprensa que tenta mostrá-la como independente. Dá vergonha.

    O embaixador brasileiro em Teerã, Antonio Salgado, advertiu contra a “demonização” do Irã e disse que a frase “infeliz” do presidente Mahmoud Ahmadinejad sobre “varrer Israel do mapa” -citada como evidência de intenções agressivas- foi “aparentemente mal compreendida” no Ocidente.
    “Na realidade ele não queria dizer que Israel deveria desaparecer do mapa, mas sim desaparecer da história. Seria mais uma analogia com o que aconteceu com a União Soviética ou a África do Sul do apartheid”, afirmou Salgado em debate no Rio com o chanceler britânico, William Hague.
    O diplomata disse que, em vez de aprovar novas sanções contra o Irã -defendidas por Hague como “pressões pacíficas”-, o Ocidente deveria insistir em negociações sobre o programa nuclear. Citou a proposta “passo a passo” feita pela Rússia, que prevê um processo paulatino de concessões mútuas.
    “Não estou defendendo o Irã, mas existe nos últimos anos uma demonização que tem mais a ver com a fase inicial da revolução [islâmica]. Depois houve oportunidades de normalizar relações com o Ocidente que foram perdidas”, acrescentou.
    Ao relativizar a declaração de Ahmadinejad -por sua vez uma citação do aiatolá Khomeini, líder da Revolução Islâmica- o diplomata retomou polêmica que vem desde que ela foi reportada pelo “New York Times” em 2006.
    Especialistas como o americano Juan Cole dizem que a frase foi mal traduzida e a versão correta é metafórica, e não uma ameaça de guerra: “Esse regime de ocupação sobre Jerusalém deve desaparecer da página do tempo”.
    Outros, porém, argumentam que o próprio governo do Irã já usou a expressão “varrer do mapa” em páginas em inglês na internet.
    No debate promovido pelo Cebri (Centro Brasileiro de Relações Internacionais) no palácio do Itamaraty, Hague não recuou diante das críticas de brasileiros -que também questionaram, como o embaixador Marcos Azambuja, a viabilidade de uma solução para o caso iraniano enquanto Israel mantiver arsenal atômico.
    O britânico disse que a recente invasão da embaixada de seu país em Teerã “mostra como é difícil tentar boas relações com o Irã” e que há “sinais perigosos” vindos do país, como o suposto complô para matar o embaixador saudita em Washington.
    Ele se mostrou confiante em que o embargo ao petróleo iraniano será aprovado pela União Europeia na segunda-feira. A diplomatas brasileiros, informou que a única dúvida é se será implementado em dois meses, como querem Reino Unido, Alemanha e França, ou em seis, como propõem Grécia, Itália e Espanha, mais dependentes do produto.
    O enviado especial brasileiro ao Oriente Médio, embaixador Cesário Melantonio, disse que o acordo feito por Brasil e Turquia com Teerã no ano passado “continua na mesa”. No entanto, ele acha difícil que seja reativado em ano de eleições nos EUA, na França e no Irã (legislativas).
    Essa hipótese foi sugerida por Anne-Marie Slaughter, ex-conselheira do presidente Barack Obama, e pela revista “Economist” nesta semana, entre outros. (Da Folha).ORLANDO TAMBOSI

  12. Este vídeo é a continuação do documentário, “A Revolução de 1964 – A Verdade Sufocada”. Nele é mostrada a ação da guerrilha brasileira, para implantar no Brasil o comunismo.
    BRASIL, GUERRILHA E TERROR – A Verdade Escondida.

  13. Sombras do passado
    Nelson Motta, O Globo

    Por mais que os ficcionistas quebrem a cabeça para inventar crimes, mistérios e conspirações complexos, surpreendentes e emocionantes, os livros, filmes e seriados acabam sempre superados pela vida real. O assassinato do prefeito Celso Daniel completa dez anos sem culpados nem condenados, e pior, desde o início das investigações sete testemunhas e investigados já foram assassinados ou morreram em circunstâncias misteriosas. O principal acusado é digno de um pulp fiction: o Sombra.
    O roteiro: prefeito de uma próspera cidade industrial faz um acordo com empresários correligionários para desviar dinheiro público para as campanhas do seu partido. Ninguém ganharia nada, não eram corruptos, eram patriotas a serviço da causa e do partido, afinal, estava em jogo transformar o Brasil, os nobres fins justificavam os meios sujos. Foi assim no início, mas o ser humano…
    Com a dinheirama crescendo e rolando sem controle, o Sombra, chefe da operação e amigo do prefeito, começa a desviar para sua própria causa. Outros empresários do esquema, e alguns políticos que intermediavam as contribuições, também começam a meter a mão. Até que o prefeito, que não sabia de nada, descobre tudo e ameaça detonar o esquema. Seria o fim para o Sombra e a quadrilha.
    O prefeito é atraído pelo Sombra para uma cilada, o carro dos dois é interceptado por bandidos e o prefeito sequestrado, o Sombra escapa ileso. Nenhum resgate é pedido, dias depois o prefeito é encontrado morto a tiros e com marcas de tortura. Contra as evidências, a polícia trata o caso como um sequestro comum, mas o Ministério Publico vai fundo nas conexões políticas. O garçom que havia testemunhado a última conversa entre o prefeito e o Sombra é executado. Em seguida, uma testemunha da morte do garçom. O bandido que fazia a ligação entre os sequestradores e o Sombra é assassinado na cadeia. O médico legista, que atestou as marcas de tortura, morre envenenado. Ameaçado, o irmão do prefeito se exila na França. O Sombra continua nas sombras, o processo não anda, logo o crime estará prescrito. E o pior de tudo: não é ficção.
    ____________________________________________________________
    E a bandidagem petralha continua impune na banania.

  14. Quando a esquerda vai a Cuba – Percival Puggina

    É uma encrenca. Tenho visto muita gente de esquerda opinar sobre Cuba após uma viagem àquele país. Há os que, afetados por esclerose múltipla, de etiologia marxista, não entendem o que veem e proclamam que voltaram do paraíso. Outro tipo segue a linha daquela senhora que entrou em mutismo até desabafar, sob pressão dos familiares: “Tá bom. Aquilo é uma droga, mas não posso ficar dizendo, tá?”. Tá, senhora, eu a entendo, apesar de, pessoalmente, não considerar aquilo uma droga. Droga é o regime. O povo cubano, submetido ao arbítrio e aos humores de uma ditadura que já leva mais de meio século, é um povo desesperançado. E há opiniões ainda mais notáveis, que se proporcionam quando o esquerdista que vai a Cuba é uma liderança política. Instado a opinar sobre o que viu, a celebridade tem que responder ao repórter.

    Se fizer críticas ao regime estará, perante os companheiros, incorrendo em grave sacrilégio. Apontar mazelas cubanas é o equivalente ideológico de cuspir na cruz e chutar a santa. Coisa que não se faz mesmo. Durante meio século, a esquerda desenvolveu toda uma mística em torno da Revolução Cubana, dos “elevados valores morais” do bandido Che Guevara e das qualidades de estadista que ornam com fulgurantes e imperceptíveis realizações a figura mitológica de Fidel Castro. Se o sujeito retornar de Cuba descrevendo o que necessariamente passou diante de seus olhos cairá na mais negra e sombria orfandade política. É uma encrenca.

    Por outro lado, se não disser que há um regime totalitário instalado no país, que só existe um partido político, que não há liberdade de opinião, que os meios de comunicação são órgãos do governo ou do partido comunista, que há um rigoroso controle da sociedade e da vida privada pelo Estado e que persistem as prisões políticas, o sujeito se desqualifica como democrata perante as pessoas de bom senso porque esses fatos são irrecusáveis. É uma encrenca.

    Pois foi nessa encrenca que se meteu o governador Tarso Genro quando decidiu passar uns dias de férias na ilha dos irmãos Castro. As perguntas lhe vieram, em primeira mão, do portal Carta Maior, órgão quase oficial dos companheiros do governador. O inteiro teor da entrevista pode ser lido em http://www.cartamaior.com.br ou, em short link, aqui: http://bit.ly/yPek9J.
    Como fez o governador para sair dessa? Atacou o suposto bloqueio norte-americano à Ilha, claro. No entanto, até os guindastes do Porto de Mariel (onde o BNDES está financiando um investimento de US$ 600 milhões) sabem que não existe bloqueio a Cuba. Bloqueio seria uma operação militar impedindo a entrada e saída de navios. O que existe é um embargo pelo qual os Estados Unidos pretenderam restringir as operações comerciais com a Ilha. No entanto, esse embargo está totalmente desacreditado há muito tempo. Os principais importadores de produtos cubanos são, pela ordem, Venezuela, China, Espanha, Brasil e Canadá. E os principais exportadores para Cuba, são, também pela ordem, Venezuela, China, Espanha, Canadá e Estados Unidos (é sim, 4,1% das importações cubanas são de bens de consumo made in USA). E não me consta que qualquer desses países mencionados, Brasil entre eles, sofra restrição comercial por parte dos Estados Unidos. Aliás, China e Venezuela destinam aos ianques respectivamente 18% e 38% de suas exportações e neles buscam respectivamente 7% e 27% de suas compras. Que terrível bloqueio americano é esse? Por outro lado, Cuba importa US$ 11 bilhões e exporta apenas US$ 4 bilhões. Não é por causa do embargo que as exportações cubanas são insignificantes. É porque – isto sim! – sua economia estatizada quase nada produz. Com um déficit comercial desse tamanho, o BNDES que se cuide, dona Dilma.

    Sete vezes, na entrevista, o governador usou o anti-americanismo como forma de tergiversar sobre os males que o regime impõe ao país onde passou as férias. Tarso, na entrevista, estava sendo interrogado sobre Cuba por um jornalista companheiro. E batia nos Estados Unidos, enquanto surfava sobre o fato de que se há um bloqueio em Cuba, ele é o bloqueio imposto pelo governo à população, esta sim, impedida, sob força policial e militar, do fundamental direito de ir e vir.

    Por fim, sobre a questão da democracia, o governador saiu-se com esta preciosidade: “A questão democrática em Cuba não pode ser avaliada com os mesmos parâmetros que servem para o Brasil, para a Argentina e para o Uruguai, por exemplo.” Não, não pode mesmo. Se for avaliar a questão democrática em Cuba com conceitos abstratos e imprecisos (apesar de universais) como, digamos assim, eleições livres, pluralismo partidário, liberdade de expressão e de imprensa, aí a coisa fica complicada. A democracia cubana tem que ser avaliada sob conceitos de partido único, liberdades restritas, inexistência de oposição e estado policial. Viram como é uma encrenca?

  15. Justiçamentos

    Dentre o extenso rol de crimes violentos cometidos pelos comunistas brasileiros – assassinatos, assaltos, explosões de bombas, seqüestros de diplomatas e de aviões, etc – um deles tornou-se o símbolo maior da violência desmedida, conseqüência inevitável de uma doutrina genocida: o denominado, por eles mesmos, de justiçamento.

    O justiçamento foi empregado para assassinar os próprios comunistas considerados traidores e os seus inimigos, os integrantes das forças legais de segurança e todos aqueles que com elas colaboravam.

    Não foram mortes causadas na paixão ou no ódio de um confronto. Não foram mortes involuntárias, surgidas por acaso, no fragor de alguma ação violenta. Não foram mortes aleatórias, cujos nomes só surgiam depois da explosão de uma bomba, depois de um assalto, depois de um seqüestro. Não foram nada disso.

    O justiçamento praticado pelos comunistas foi o crime premeditado, extremadamente planejado, o crime frio e cruel de uma doutrina que sobrepunha os fins aos meios.

    O justiçamento era o último capítulo de um longo processo, que começava por uma denúncia, que passava pelo julgamento de um pseudo “tribunal revolucionário”, que gastava muito tempo em minuciosos levantamentos, que organizava um grupo de execução com militantes travestidos de carrascos e que se encerrava com o sangue do “justiçado” salpicando a propaganda do ato cometido, que escarnecia a vítima e, quixotescamente, tentava justificar um mero assassinato. E, tudo isso, a sangue frio, com o sangue congelado de uma doutrina que impunha a violência sobre a sociedade tida como algoz.

    “Senhores da vida e da morte”, os terroristas brasileiros ufanavam-se de que “guerrilheiros não matam por raiva, nem por impulso, pressa ou improvisação.Matam com naturalidade. Não interessa o cadáver, mas seu impacto sobre o público.”

    “Donos da verdade”, os comunistas brasileiros escarneciam das vítimas e ameaçavam. “Como ele, existem muitos outros e sabemos quem são. Todos terão o mesmo fim, não importa quanto tempo demore; o que importa é que todos eles sentirão o peso da justiça revolucionária. Olho por olho, dente por dente”.

    Durante o negro período da luta armada, foram quase duas dezenas de justiçamentos conhecidos. Talvez outros ainda não descobertos. Vamos conhecer e nos horrorizar com cada um deles.

    ——————————————————————————–
    JUSTIÇAMENTO: O ASSASSINATO DE UM MAJOR DO EXÉRCITO DA ALEMANHA
    JUSTIÇAMENTO: O ASSASSINATO DO CAP CHARLES RODNEY CHANDLER
    JUSTIÇAMENTO: O ASSASSINATO DE MÁRCIO LEITE TOLEDO DA ALN
    JUSTIÇAMENTO: O ASSASSINATO DE HENNING ALBERT BOILESEN
    JUSTIÇAMENTO: O ASSASSINATO DO MARINHEIRO INGLÊS DAVID A. CUTHBERG
    JUSTIÇAMENTO: O ASSASSINATO DE MANOEL HENRIQUE DE OLIVEIRA
    JUSTIÇAMENTO: O ASSASSINATO DO DR. OCTÁVIO GONÇALVES MOREIRA JÚNIOR (OTAVINHO)…
    JUSTIÇAMENTO: O ASSASSINATO DO PROFESSOR FRANCISCO JACQUES MOREIRA DE ALVARENGA…

    OUTROS JUSTIÇAMENTOS: A ESQUERDA MATANDO OS PRÓPRIOS COMPANHEIROS
    JUSTIÇAMENTOS DO PCB: NO ESTADO

  16. Sexta-feira, Janeiro 20, 2012

    VERISSIMO SE ALEGRA COM
    NAUFRÁGIO DO CONCORDIA

    Os marxistas, tanto os antigos como os atuais, sempre nutriram um secreto ódio pela Europa. O velho continente era uma resposta bem-sucedida às veleidades dos comunistas. Era e é. A União Soviética afundou e a Europa continua navegando firme pelos mares da História. Não foi por acaso que Marx e Engels escreveram na introdução do Manifesto: um fantasma ronda a Europa, o fantasma do comunismo. Rondava. Hoje o comunismo voltou à sua condição de fantasma.

    Fala-se hoje em crise. Como eu escrevia há pouco, bem-vinda seja entre nós a crise européia. Entusiasmado com a notícia de que o Brasil desponta como a sexta economia do mundo, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, andou dizendo mês passado que o país poderá demorar de dez a vinte anos para fazer com que o cidadão brasileiro tenha um padrão de vida semelhante ao europeu. Sem nada entender de economia, diria que isto é possível. Basta que a Europa continue empobrecendo nos próximos dez ou vinte anos. Aí o Brasil empata.

    Para bom comunista, até o naufrágio do Costa Concordia é motivo de alegria. Escreve Luís Fernando Verissimo:

    “Disseram do naufrágio do Titanic em 1912 que ele simbolizou o fim tardio do século 19, com sua fé na tecnologia e no domínio do homem sobre a natureza. Se aquele magnífico navio adernado na costa da Itália simboliza alguma coisa é o fim de outra ilusão que ninguém esperava fosse acabar: a união européia, o euro forte e os anos de euforia com o dinheiro farto. E ninguém viu as pedras”.

    Há um discreto regozijo nestas palavras. Haja wishful thinking para imaginar que o acidente nas costas da Itália pode simbolizar o fim da união européia, do euro forte e dos anos de dinheiro farto. Houve acontecimento muito mais emblemático nos estertores do século passado, e não vi Verissimo algum com ele regozijar-se. Falo da queda do Muro, o segundo acontecimento mais significativo dos últimos cem anos. Naquele 09 de novembro de 1989, afundava uma tirania de sete décadas. A partir daquele dia, o colapso do comunismo era favas contadas. Quanto à Europa, por mais navios que adernem, ainda gozará de boa saúde por mais algumas décadas.

    O que mais ameaça a Europa não é um acidente provocado pela irresponsabilidade de um comandante, mas fenômeno bem mais vasto e duradouro, a invasão muçulmana. As esquerdas, que odeiam a Europa, jamais denunciarão esta invasão. Pelo contrário, a apóiam. Se o comunismo não conseguiu destruir ou subjugar a cultura européia, esta tarefa é confiada aos imigrantes árabes e africanos.

    Eu estava em Roma no dia 1º de janeiro de 2002, quando foi lançado o euro. Havia uma euforia generalizada no país e milhares de italianos fizeram fila diante das casas de câmbio, abertas até a meia-noite do 31, para pegar as primeiras cédulas. Os italianos não deploraram a morte da vecchia lireta, nem os espanhóis o passamento da peseta. Nem mesmo os gregos, que abandonavam uma moeda antiga de mais de dois mil anos, derramaram lágrimas pela dracma.

    Na Finlândia, único país nórdico a aderir à nova moeda, os finlandeses fizeram fila junto aos bancos, naquele réveillon, sob 15 graus abaixo de zero, para trocar seus markkaa por euro. Na Alemanha, onde a transição foi imediata, sem prazo para circulação simultânea da moeda antiga e da nova, os ex-alemães orientais tiveram uma experiência de Terceiro Mundo. Em 91, haviam trocado o deutschmarx pelo deutschmark e, dez anos depois, trocavam este pelo euro.

    Os escudos portugueses foram repousar junto aos ceitis, as pesetas junto aos maravedis, sem que ninguém lamentasse esta passagem para o passado. Na Via della Conciliazione, que dá acesso ao Vaticano, naquele 1º de janeiro já se viam sinais dos novos tempos. Quanto vale um anjo em euro? — perguntava-se uma vendedora de quinquilharias sagradas, puxando do bolso seu euroconvertitore.

    A vida se tornou mais fácil no continente. Antes, a cada fronteira, você tinha de trocar dinheiro e fazer novos cálculos para determinar o preço dos serviços e mercadorias. As operações bancárias e o comércio se tornaram mais ágeis e instalou-se o que se convencionou chamar de euroforia. Isso apenas uma década após uma outra boa notícia, o desmoronamento do comunismo e o esfacelamento da União Soviética.

    Maus dias para as esquerdas, que agora se assanham ante a crise européia e a perspectiva do fim do euro. O fato é que a Europa se expandiu demais, pulando de 12 para 27 países-membros e assumindo economias fracas. Até pode ser que alguns países saíam da eurozona. Mas o euro, para decepção das viúvas do Kremlin, continuará sendo a moeda predominante na maioria dos países da União Européia.

    Verissimo prefere ver o símbolo da decadência da Europa no naufrágio de um transatlântico de luxo, um dos ícones do capitalismo, que deixou uma dúzia de cadáveres. Claro que jamais veria o símbolo da decadência do socialismo na explosão de Chernobyl, em 1986, que até 2005 havia deixado 56 mortes – 47 trabalhadores acidentados e nove crianças com câncer da tireóide – mais uma perspectiva de cerca de 4000 cadáveres futuros, com doenças relacionadas com o acidente. Tampouco viu símbolo algum de desastre na explosão do Kursk, que deixou 118 marinheiros sob as águas do mar de Barents.

    Como também não vê o símbolo da decadência da África nas precárias pateras lotadas de miseráveis que enfrentam a morte e mesmo morrem, em busca de comida e trabalho no velho continente.

    – Enviado por Janer Cristaldo

  17. Quando a esquerda vai a Cuba

    Escrito por Percival Puggina | 20 Janeiro 2012

    Cuba importa US$ 11 bilhões e exporta apenas US$ 4 bilhões. Não é por causa do embargo que as exportações cubanas são insignificantes. É porque – isto sim! – sua economia estatizada quase nada produz.

    É uma encrenca. Tenho visto muita gente de esquerda opinar sobre Cuba após uma viagem àquele país. Há os que, afetados por esclerose múltipla, de etiologia marxista, não entendem o que veem e proclamam que voltaram do paraíso. Outro tipo segue a linha daquela senhora que entrou em mutismo até desabafar, sob pressão dos familiares: “Tá bom. Aquilo é uma droga, mas não posso ficar dizendo, tá?”. Tá, senhora, eu a entendo, apesar de, pessoalmente, não considerar aquilo uma droga. Droga é o regime. O povo cubano, submetido ao arbítrio e aos humores de uma ditadura que já leva mais de meio século, é um povo desesperançado. E há opiniões ainda mais notáveis, que se proporcionam quando o esquerdista que vai a Cuba é uma liderança política. Instado a opinar sobre o que viu, a celebridade tem que responder ao repórter.

    Se fizer críticas ao regime estará, perante os companheiros, incorrendo em grave sacrilégio. Apontar mazelas cubanas é o equivalente ideológico de cuspir na cruz e chutar a santa. Coisa que não se faz mesmo. Durante meio século, a esquerda desenvolveu toda uma mística em torno da Revolução Cubana, dos “elevados valores morais” do bandido Che Guevara e das qualidades de estadista que ornam com fulgurantes e imperceptíveis realizações a figura mitológica de Fidel Castro. Se o sujeito retornar de Cuba descrevendo o que necessariamente passou diante de seus olhos cairá na mais negra e sombria orfandade política. É uma encrenca.

    Por outro lado, se não disser que há um regime totalitário instalado no país, que só existe um partido político, que não há liberdade de opinião, que os meios de comunicação são órgãos do governo ou do partido comunista, que há um rigoroso controle da sociedade e da vida privada pelo Estado e que persistem as prisões políticas, o sujeito se desqualifica como democrata perante as pessoas de bom senso porque esses fatos são irrecusáveis. É uma encrenca.

    Pois foi nessa encrenca que se meteu o governador Tarso Genro quando decidiu passar uns dias de férias na ilha dos irmãos Castro. As perguntas lhe vieram, em primeira mão, do portal Carta Maior, órgão quase oficial dos companheiros do governador. O inteiro teor da entrevista pode ser lido em http://www.cartamaior.com.br ou, em short link, aqui: http://bit.ly/yPek9J.

    Como fez o governador para sair dessa? Atacou o suposto bloqueio norte-americano à Ilha, claro. No entanto, até os guindastes do Porto de Mariel (onde o BNDES está financiando um investimento de US$ 600 milhões) sabem que não existe bloqueio a Cuba. Bloqueio seria uma operação militar impedindo a entrada e saída de navios. O que existe é um embargo pelo qual os Estados Unidos pretenderam restringir as operações comerciais com a Ilha. No entanto, esse embargo está totalmente desacreditado há muito tempo. Os principais importadores de produtos cubanos são, pela ordem, Venezuela, China, Espanha, Brasil e Canadá. E os principais exportadores para Cuba, são, também pela ordem, Venezuela, China, Espanha, Canadá e Estados Unidos (é sim, 4,1% das importações cubanas são de bens de consumo made in USA). E não me consta que qualquer desses países mencionados, Brasil entre eles, sofra restrição comercial por parte dos Estados Unidos. Aliás, China e Venezuela destinam aos ianques respectivamente 18% e 38% de suas exportações e neles buscam respectivamente 7% e 27% de suas compras. Que terrível bloqueio americano é esse? Por outro lado, Cuba importa US$ 11 bilhões e exporta apenas US$ 4 bilhões. Não é por causa do embargo que as exportações cubanas são insignificantes. É porque – isto sim! – sua economia estatizada quase nada produz. Com um déficit comercial desse tamanho, o BNDES que se cuide, dona Dilma.

    Sete vezes, na entrevista, o governador usou o anti-americanismo como forma de tergiversar sobre os males que o regime impõe ao país onde passou as férias. Tarso, na entrevista, estava sendo interrogado sobre Cuba por um jornalista companheiro. E batia nos Estados Unidos, enquanto surfava sobre o fato de que se há um bloqueio em Cuba, ele é o bloqueio imposto pelo governo à população, esta sim, impedida, sob força policial e militar, do fundamental direito de ir e vir.

    Por fim, sobre a questão da democracia, o governador saiu-se com esta preciosidade: “A questão democrática em Cuba não pode ser avaliada com os mesmos parâmetros que servem para o Brasil, para a Argentina e para o Uruguai, por exemplo.” Não, não pode mesmo. Se for avaliar a questão democrática em Cuba com conceitos abstratos e imprecisos (apesar de universais) como, digamos assim, eleições livres, pluralismo partidário, liberdade de expressão e de imprensa, aí a coisa fica complicada. A democracia cubana tem que ser avaliada sob conceitos de partido único, liberdades restritas, inexistência de oposição e estado policial. Viram como é uma encrenca?
    E ESTE EX MINISTRO PETRALHA DISTRIBUIU MUITAS BOLSAS DITADURAS PARA SEU CUMPANHEIROS LADRÕES

  18. Dissidente de Cuba morre na prisão após greve de fome
    Wilmar Villar, de 31 anos, morreu enquanto protestava contra uma sentença de quatro anos

    HAVANA – Um dissidente cubano preso morreu após uma greve de fome de 50 dias, para protestar contra sua prisão pelo regime comunista, disseram ativistas pelos direitos humanos. Wilmar Villar, de 31 anos, morreu às 18h45 (hora local) da quinta-feira, enquanto protestava contra uma sentença de quatro anos recebida em novembro, afirmou o ativista da oposição Elizardo Sánchez.

    Sánchez, que lidera o banido, porém tolerado, Comitê Cubano pelos Direitos Humanos e Reconciliação Nacional, disse que Villar passou vários dias em “condição crítica” em um hospital no sudeste da ilha caribenha.
    “O governo cubano tem completa responsabilidade moral, política e legal pela morte de Wilmar, porque ele estava sob custódia das autoridades”, disse Sánchez, qualificando a morte como “evitável”.

    Autoridades cubanas não comentaram o caso. Um blogueiro oficial, Yohandry, disse que a morte ocorreu por “falência múltipla de órgãos, devido a septicemia generalizada”. Villar era membro da União Patriótica de Cuba, grupo de oposição que atua no leste da ilha, segundo Sánchez.

    Pai de dois filhos, Villar foi condenado por “desobediência, resistência e agressão” e uniu-se aos cerca de 60 prisioneiros políticos que são mantidos em Cuba, segundo o grupo de Sánchez.

    Em fevereiro de 2010, o ativista Orlando Zapata morreu após uma greve de fome de 85 dias. Zapata era considerado um “criminoso comum” por autoridades cubanas. Ele havia recebido inicialmente uma pena de três anos, ampliada depois para mais 25 anos.

    O governo do presidente Raúl Castro nega manter qualquer preso político e considera os ativistas de oposição presos “mercenários” apoiados pelos EUA.

    As informações são da Dow Jones.

    —————————-
    Fidel, Raul, Ahmadinejadi, Evo, Farc, Dilma e lula felizes por que morreu mais um “delinquente comum”

  19. Greve de fome causa morte de preso político e revolta dissidentes em Cuba

    Por Guilherme Russo, no Estadão:

    O preso político cubano Wilman Villar Mendoza, de 31 anos, morreu em um hospital de Santiago de Cuba na tarde da quinta-feira, sob a custódia do governo da ilha, durante uma greve de fome que fazia para protestar contra sua condenação. Ontem, enquanto o dissidente era velado, ONGs cubanas denunciaram uma nova onda de detenções, que impedia o funeral de se transformar numa manifestação.

    Integrante da União Patriótica de Cuba (Unpacu), entidade que desde agosto busca reunir a dissidência nas províncias orientais do país, Villar cumpria 4 anos de prisão – condenado por “resistência, desacato e atentado” – na penitenciária de Aguaderos, segundo José Daniel Ferrer, o líder da Unpacu, relatou ao Estado.

    Ferrer afirmou que Villar começou a greve de fome assim que foi condenado, em 24 de novembro. “Dez dias antes, ele tinha sido preso enquanto distribuía folhetos em Contramaestre. Na delegacia, disseram que se ele deixasse a dissidência, nada mais ocorreria. Mas ele não aceitou a oferta.”

    Na prisão, considerada de “segurança máxima” pelos dissidentes cubanos, o estado de saúde de Villar deteriorou-se. Ferrer afirmou que “carcereiros enganadores” prometeram que ele seria libertado juntamente com outros opositores, caso suspendesse a greve de fome e, “no dia 23 (de dezembro), ele voltou a ingerir alimentos líquidos”. Nesse período, a mulher de Villar, Maritza Pelegrino Cabrales – integrante do grupo Damas de Branco -, organizou ao menos dois protestos diante da penitenciária, segundo Ferrer.

    No dia 29, ao dar-se conta de que não ganharia a liberdade, Villar retomou o jejum, de acordo com o relato. Ferrer disse que os carcereiros de Aguaderos, dessa vez, puniram o protesto do ativista preso com o confinamento solitário. “Os guardas despem os detentos e os colocam nas celas de castigo, com ratos e baratas, para que o frio e a insalubridade os obrigue a parar com os protestos.”

    Segundo Ferrer, a umidade e a baixa temperatura provocaram uma pneumonia em Villar, que evoluiu para uma infecção generalizada, em razão de seu estado de saúde já deteriorado pelo jejum. No dia 13, o dissidente preso foi levado ao hospital onde morreu, de acordo com o relato.
    (…)
    Por Reinaldo Azevedo

  20. Ditadura de Cuba assassina mais um preso político em greve de fome.
    O preso político cubano Wilman Villar Mendoza, de 31 anos, morreu em um hospital de Santiago de Cuba na tarde da quinta-feira, sob a custódia do governo da ilha, durante uma greve de fome que fazia para protestar contra sua condenação. Ontem, enquanto o dissidente era velado, ONGs cubanas denunciaram uma nova onda de detenções, que impedia o funeral de se transformar numa manifestação. Integrante da União Patriótica de Cuba (Unpacu), entidade que desde agosto busca reunir a dissidência nas províncias orientais do país, Villar cumpria 4 anos de prisão – condenado por “resistência, desacato e atentado” – na penitenciária de Aguaderos, segundo José Daniel Ferrer, o líder da Unpacu, relatou ao Estado. Ferrer afirmou que Villar começou a greve de fome assim que foi condenado, em 24 de novembro. “Dez dias antes, ele tinha sido preso enquanto distribuía folhetos em Contramaestre. Na delegacia, disseram que se ele deixasse a dissidência, nada mais ocorreria. Mas ele não aceitou a oferta.

  21. A “miopia” dos socialistas de araque é identificada nos pseudo intelectuais elitistas a exemplo do buarque, do veríssimo, e do new rich lulla, todos amam o socialismo com os bens dos outros mas com os seus são fervorosamente capitalistas. O olhar crítico às “elites” culpabilizando-as pelas misérias sociais não passa de um auto reconhecimento de culpa, eis que eles compõe uma parte asquerosa da elite.

  22. Sábado, Janeiro 21, 2012
    DITADURA CUBANA TORTURA PRESOS POLÍTICOS E OS DEIXA NUS EM SOLITÁRIAS COM RATOS E BARATAS. FOI ISTO QUE LEVOU WILMAN À MORTE!
    Uma grande fita negra simboliza o luto pela morte sob tortura do preso político cubano Wilman Villar Mendoza. Ao fundo a líder das Damas de Branco, organização que luta contra os ditadores Fidel Castro e de seu irmão Raúl que continuam assassinando presos políticos sob o silêncio cúmplice da maioria dos chefes de Estado. As manifestações dos governos de todo o mundo são pífias, frias, miseráveis. A foto é do site do jornal El Nuevo Herald que dá ampla cobertura a mais esse ataque covarde dos irmãos Castro contra os que lutam pela liberdade e a democracia.
    O preso político cubano Wilman Villar Mendoza, de 31 anos, morreu em um hospital de Santiago de Cuba na tarde da quinta-feira, sob a custódia do governo da ilha, durante uma greve de fome que fazia para protestar contra sua condenação. Ontem, enquanto o dissidente era velado, ONGs cubanas denunciaram uma nova onda de detenções, que impedia o funeral de se transformar numa manifestação.
    Integrante da União Patriótica de Cuba (Unpacu), entidade que desde agosto busca reunir a dissidência nas províncias orientais do país, Villar cumpria 4 anos de prisão – condenado por “resistência, desacato e atentado” – na penitenciária de Aguaderos, segundo José Daniel Ferrer, o líder da Unpacu, relatou ao Estado.
    Ferrer afirmou que Villar começou a greve de fome assim que foi condenado, em 24 de novembro. “Dez dias antes, ele tinha sido preso enquanto distribuía folhetos em Contramaestre. Na delegacia, disseram que se ele deixasse a dissidência, nada mais ocorreria. Mas ele não aceitou a oferta.”
    Na prisão, considerada de “segurança máxima” pelos dissidentes cubanos, o estado de saúde de Villar deteriorou-se. Ferrer afirmou que “carcereiros enganadores” prometeram que ele seria libertado juntamente com outros opositores, caso suspendesse a greve de fome e, “no dia 23 (de dezembro), ele voltou a ingerir alimentos líquidos”. Nesse período, a mulher de Villar, Maritza Pelegrino Cabrales – integrante do grupo Damas de Branco -, organizou ao menos dois protestos diante da penitenciária, segundo Ferrer.
    No dia 29, ao dar-se conta de que não ganharia a liberdade, Villar retomou o jejum, de acordo com o relato. Ferrer disse que os carcereiros de Aguaderos, dessa vez, puniram o protesto do ativista preso com o confinamento solitário. “Os guardas despem os detentos e os colocam nas celas de castigo, com ratos e baratas, para que o frio e a insalubridade os obrigue a parar com os protestos.”
    Segundo Ferrer, a umidade e a baixa temperatura provocaram uma pneumonia em Villar, que evoluiu para uma infecção generalizada, em razão de seu estado de saúde já deteriorado pelo jejum. No dia 13, o dissidente preso foi levado ao hospital onde morreu, de acordo com o relato.
    O líder da Unpacu afirmou que Villar foi “recrutado em setembro, depois de já ter sido detido por se manifestar contra o regime”. “Ele era um jovem que, como tantos, já havia sido vítima de perseguição por criticar o sistema”, disse, explicando que uma das funções de sua ONG é identificar possíveis dissidentes e “mostrar a eles a desobediência civil como um caminho para a democracia”.Segundo Ferrer, Villar recomendava a jovens que assistissem aos mesmos filmes sobre Mahatma Gandhi e Martin Luther King que o haviam convencido a entrar para a dissidência ativa quando foi preso.
    Juntamente com Ferrer, o ativista Elizardo Sánchez, denunciou a prisão de “dezenas” de dissidentes em Santiago de Cuba, Guantánamo e Holguín. O objetivo das detenções seria impedir que os ativistas comparecessem ao enterro de Villar, na tarde de ontem, em Contramaestre.
    No fim da noite, Havana negou que Villar fosse um dissidente e disse que ele não estava em greve de fome, qualificando-o como um “preso comum”. Do site do jornal O Estado de S. Paulo

    MEU COMENTÁRIO: Espera-se um pronunciamento contundente por parte da secretária de direitos humanos do governo da Dilma, a gaúcha Maria do Rosário.
    E, face a escalada da repressão e da tortura contra os dissidentes cubanos, espera-se também que Dilma suspenda sua visita oficial a Cuba prevista para o final deste mês.
    Finalmente, espera-se que os nobres deputados e senadores da oposição lavrem um protesto contra os dois criminosos assassinos que dominam Cuba: Fidel Castro e seu irmão Raúl.Postado por Aluizio Amorim

  23. Morte e repressão no paraíso de Frei Betto

    Prisioneiro político morre em greve de fome e a ditadura prende opositores para evitar protestos. O fradeco que foi conselheiro “espiritual” de Lula e o escritor Fernando Morais estão mudos como sempre. Só abrem a boca para elogiar os tiranos de Cuba.
    O preso político cubano Wilman Villar Mendoza, de 31 anos, morreu em um hospital de Santiago de Cuba na tarde da quinta-feira, sob a custódia do governo da ilha, durante uma greve de fome que fazia para protestar contra sua condenação. Ontem, enquanto o dissidente era velado, ONGs cubanas denunciaram uma nova onda de detenções, que impedia o funeral de se transformar numa manifestação.
    Integrante da União Patriótica de Cuba (Unpacu), entidade que desde agosto busca reunir a dissidência nas províncias orientais do país, Villar cumpria 4 anos de prisão – condenado por “resistência, desacato e atentado” – na penitenciária de Aguaderos, segundo José Daniel Ferrer, o líder da Unpacu, relatou ao Estado.
    Ferrer afirmou que Villar começou a greve de fome assim que foi condenado, em 24 de novembro. “Dez dias antes, ele tinha sido preso enquanto distribuía folhetos em Contramaestre. Na delegacia, disseram que se ele deixasse a dissidência, nada mais ocorreria. Mas ele não aceitou a oferta.”

  24. A História se repete mudando apenas o grau de crueldade “… ontem vi fumaça saindo da chaminé da Terceira Seção. É verdade que se prensam os corpos para lhes extrair a gordura?”
    ” Senti o cheiro de sangue e vi cabelos colados às paredes… nessa noite não consegui dormir. A fumaça que você viu provém da cremação dos ossos dos criminosos. Mas não fale com eles a esse respeito, ou você se arrependerá. Pode chegar a sua vez de ter um feijão preto (uma bala) na cabeça!”
    “…as prisioneiras grávidas são forçadas a abortar brutalmente.Qualquer criança nascida na prisão é irremediavelmente estrangulada ou degolada.” Extraído do Cap. Coréia do Norte Pag.657 a 662 do Livro Negro do Comunismo.
    Os diálogos entre guardas dos campos de concentração na Coréia do Norte retratam a realidade do terror comunista implantado pela dinastia de ditadores Kim Il Sung, Kim Jong Il e Kim… desde a criação do país em 1948.

  25. uma florzinha
    no túmulo

    Cuba classificou de “cinismo colossal” a crítica dos EUA pela morte do oposicionista à ditadura comunista Wilman Villar, em greve de fome. A declaração foi feita hoje pela diretora da chancelaria cubana. A fulana só não disse que o pobre cubano não morreu. Negou sua prisão, que fez greve de fome e que fosse dissidente político…

    No dia seguinte da morte, em nota do gabinete do ditador-reserva Raúl Castro divulgada pelo saite oficial cuba debate cu, a ditadura afirmou haver “provas contundentes” que o finado não era dissidente e nem estava em greve de fome.

    Ele foi enterrado ontem no povoado de Contramaestre, em Santiago de Cuba, numa cerimônia reservada aos familiares e sob forte vigilância da polícia política da ditadura. Dilma está de viagem marcada para aquele paraíso, quem sabe bote uma florzinha no túmulo do finado, não é?

  26. Aqui no Brasil quando cai, é com efeito dominó- um, dois, três, em poucos minutos no centro da Capital cultural do Brasil, Rio de Janeiro, bem ao lado de um dos maiores Património da Nação, o Teatro Municipal,ruiram 3 prédios em plena luz do dia do dia 25.1.2012- vazamento de gás? sabotagem? desleixo na construção? descuido na manutenção? Quem sabe!

Deixe uma Resposta

Please log in using one of these methods to post your comment:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s