Canção – atualidade ou passado?

Imagen tomada de jazzconexion.com

O cantor entoa uma das suas velhas canções sobre o palco. O público se abraça, repete o estribilho e move-se num delírio. Nesta semana desfrutamos um dos tantos festivais de música trovadoresca que desta vez começou na província de Santa Clara. Com temas que iam do romântico até as questões sociais mais cabeludas, o evento nos permitiu escutar algumas estréias felizes e certas composições arqui-conhecidas. Criações musicais que tiveram sua época dourada nos anos setenta, porém que agora perdem terreno frente a formas melódicas mais comerciais e trepidantes. A maioria dos jovens não quer ouvir falar de letras de denúncia nem de crônica diária, pelo contrário, deseja relaxar e desfrutar, abandonar a realidade numa madrugada. Vai para as discotecas para escapar do outro lado, não para lembrá-lo. Por isso aquelas canções de corte ideológico marcante – onde se aludia ao homem novo e a sociedade que este habitaria – tem sido lançadas ao baú do esquecimento.

Apesar da perda de popularidade, contudo, existem dezenas de continuadores da canção trovadoresca em Cuba. Cantam para gente que prefere repensar a cotidianidade e seus absurdos ao invés de sair em fuga para outra dimensão. Somos muitos também os que, apesar disso, estremecemos ante as letras de Silvio Rodríguez, mesmo que nos separe um abismo de opiniões políticas e um barranco de posições filosóficas. Pois na hora de organizar nossa biblioteca musical – ou literária – aprendemos que resulta mais recomendável não o fazer por preferências partidárias… Se não sofreríamos a perda de numerosos autores.

Mais além da qualidade dos seus acordes ou dos seus versos, boa parte do público da trova busca nela a capacidade de evocar em nós momentos passados: o primeiro amor, o baile apertadíssimo, os anos difíceis, aquele dia do beijo iniciático ou o concerto onde conhecemos alguém muito especial. Usa-se como detonador das recordações, a maneira de uma magdalena proustiana que nos entra pelos ouvidos ao invés de nos chegar pelo paladar. Quando o cantor e compositor aparece com sua guitarra na mão, na realidade efetuará sobre nós um ato de rememoração: transladar-nos-á àqueles tempos em que éramos tão jovens, quando a Nova Tropa não havia sido descolorida, entretanto, pelo ácido da realidade.

Traduzido por Humberto Sisley de Souza Neto

Anúncios

5 thoughts on “Canção – atualidade ou passado?

  1. ZÉ DIRCEU E OS CORRUPTOS DO MENSALÃO NÃO SABIAM QUE ESTAVAM SENDO GRAVADOS!
    APROVEITE PARA CONHECER UM POUCO DO SUB-MUNDO…
    REUNIÃO DE CORRUPTOS PETISTAS – VEJA!

    Dirceu está sentado e Lula, de camisa verde, está em pé, atrás dele, quando começa a filmagem.

    Veja um filme, gravado por João Salles, que retrata uma reunião entre José Dirceu (Cassado pela CPI do Mensalão), Bruno Maranhão (de boné vermelho em pé, à esquerda, aquele que invadiu Congresso), Lula (em pé, de camisa verde e atrás do José Dirceu), Luiz Gushiken – Ministro Chefe da Casa Civil (acusado de participação em desvio de Verbas), Gilberto Carvalho (acusado de proteger Sombra, um dos prováveis envolvidos na morte de CELSO DANIEL) e Guido Mantega, atual Ministro da Fazenda.

    Reparem como o filme parece retratar uma “reunião” para atos obscuros, pois é evidente a preocupação de José Dirceu em não ser gravado.

    LULA PARTICIPA DA REUNIÃO, MAS FOGE DO FOCO DAS CÂMERAS AO PERCEBER QUE PODERIA SER FILMADO, OU SEJA, ESSA É UMA PROVA DE QUE ELE SEMPRE SOUBE DE TUDO O QUE ACONTECE AO SEU REDOR:

    É DIRCEU…SUAS MEDOS SE REALIZARAM

  2. maisvalia
    Enero 10th, 2012 at 15:32

    Dossiê do dossiê: a farsa do livro traque

    Como prometido, publicamos neste mês uma série de textos sobre o tal Livro do Amaury.

    O livro é basicamente um libelo acusatório com objetivos político-partidários e, exatamente por isso, atiçou adversários dos acusados. Uns por pura e simples má-fé, outros porque deles não gostam e, no Brasil, política é também assim: se o caluniado é adversário, há endosso à acusação – ou ao menos se dá a ela (invertendo a lógica de qualquer raciocínio razoável) a pressuposição de verdade.

    É simplesmente IMPOSSÍVEL chancelar uma obra com cerca de dez acusações por página, sem que se faça uma apuração do que é dito e imputado a uma série de pessoas. A pura e simples leitura física, sem crivo algum, chega a ser algo leviano para quem DE FATO pretende demonstrar convicção do que se alega no livro.

    Isso porque ele se declara não-ficção e, como tal, é necessário que seja submetido a análises factuais. Ao mesmo tempo, os que endossam difamações sem aprofundar-se no conteúdo são muitas vezes os mesmos que repudiam os que tentam explicá-las. Má-fé pura, portanto.

    Com exceção de quem é pago para isso, chega a ser patético supostos formadores de opinião se comportem de forma deslumbrada pelo fato de simplesmente não entender coisa alguma do que é dito, no tristemente famoso estilo “isso é complexo, então foi uma apuração difícil”. Dica: não é complexo, nem houve apuração alguma.

    Nesta nossa série, refutaremos principalmente as diversas mentiras espalhadas na “obra”. O objetivo essencial, portanto, não é atacar autores ou mandantes, mas sim o conteúdo. Essa será a empreitada preponderante e a principal tarefa é explicar de forma simples aquilo que surge como algo propositalmente “complexo”.

    Claro que, depois de tudo isso, também falaremos das pessoas. E é preciso que se trate delas porque ao menos três dos nomes ligados ao livro passaram por apuros judiciais, um deles diretamente relacionado ao que deveria ser uma pesquisa.

    A seguir, o cronograma de nossos textos:

    16/01 – As Mentiras
    Demonstraremos, de forma objetiva e até mesmo simples, as mentiras principais do livro. E são “principais” porque dão origem a diversas outras, digamos, “acessórias” – que dependeriam da veracidade daquelas das quais decorrem.

    Toda a obra – sim, toda – é baseada num mesmo estilo de sofisma: afirma-se “a”, tratando a afirmação com algo real (mas é lorota, e é isso que provaremos); desse modo, fundamentados em mentiras, aparecem os raciocínios e conclusões evidentemente também mentirosos.

    Há momentos, aliás, em que as cascatas acusatórias chegam a absurdos que beiram o tragicômico – cifras, “negociatas”, personagens, entre outros elementos que, em determinadas “narrativas” da obra, vocês vão ver, provocam a chamada vergonha alheia.

    23/01 – O Truque dos “Documentos” e o Marketing Manjado
    Mostraremos – dando exemplos – a tática mocoronga dos “documentos”. Aquela coisa de mostrar a fachada de um banco como “prova” de que houve algo; ou instrumento societário normal, desses de Junta Comercial, como “documento” que corroboraria algum ato da empresa.

    Basicamente, funciona assim: Fulano tem uma empresa (isso é verdade), daí começam as mentiras sobre a empresa (todas sem provas), mas há um “documento” comprovando que ele possui tal estabelecimento. Como não há prova alguma dos “atos”, o autor “prova” por meio da titularidade empresarial (algo que nunca foi nem seria negado, mas é passado como se fosse “secreto” e assim por diante).

    É como uma acusação contra o João da padaria, dizendo que ele faz isso e aquilo usando sua empresa. A prova: João é dono da padaria (e um fac-símile da Junta Comercial). Sim, ele é dono da padaria e isso nunca foi algo oculto, mas a xerox com cara de documento seria uma forma de dar ar sério para algo francamente leviano.

    Um expediente que se repete pelo livro todo.

    E, nesse capítulo de nossa série, falaremos do marketing manjado na ocasião do lançamento – da data “conveniente” àquelas bobagens mentirosas sobre censura, compras de exemplares etc.

    30/01 – Autores, “mandantes” e objetivos
    Depois de desmascarar minuciosamente conteúdo e método, falaremos sim das pessoas. Autor, editor, deputado, “mandantes”… Enfim, as biografias serão abordadas – sempre com base em fatos concretos – e isso dará ainda mais sentido aos dois tópicos anteriores.

    Portanto…
    Contamos com todos para que ajudem a divulgar essa empreitada. É de fato MUITO difícil quando se monta um esquema desse tipo, que começa pela forma de feitura do livro e culmina com a rede de adversários (alguns pagos pelo governo, óbvio) que divulga a cascata como se fosse verdade.

    Até a semana que vem!
    IMPLICANTE
    PS1 PROTOGENES – O AMIGO DO KADAFI E DO TIRANO COREANO.
    PS2 PROTOGENES – DONO DE UMA COBERTURA DE 1,5 MILHÃO DE REAIS NO GUARUJÁ “DOADA”PELO SOGRO.

  3. Capacho dos aiatolás se agarra aos tiranetes latino-americanos
    Com seu amigo Lula fora da presidência, o ditador iraniano Ahmadinejad bajula os latino-americanos, cujo farol está sempre virado para trás:

    Não tendo mais em Brasília o bom amigo Lula para exibir ao mundo como prova de prestígio internacional, o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, tomou o rumo que lhe resta na América Latina, visitando nesses dias a Venezuela de Hugo Chávez, a Nicarágua de Daniel Ortega, o Equador de Rafael Correa e Cuba dos irmãos Castro. Por alguma razão desconhecida, a Bolívia de Evo Morales desta vez ficou fora do roteiro. De qualquer modo, o passeio do dirigente iraniano pelos redutos do antiamericanismo na região é de uma estrondosa irrelevância em face do novo acirramento das tensões entre a República Islâmica e o Ocidente, provocado pelo programa nuclear de Teerã e a crescente radiação política que propaga.
    O relatório de novembro último da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), o mais detalhado em uma década de investigações malquistas pelo regime dos aiatolás, concluiu que pelo menos algumas das suas atividades no setor só se explicam pelo “desenvolvimento de um artefato nuclear”. A partir de então – e dada a relativa inocuidade dos quatro pacotes de sanções impostos ao Irã ao longo dos anos pelo Conselho de Segurança da ONU, por transgressões ao Tratado de Não Proliferação de que o país é signatário – os Estados Unidos e seus aliados europeus puseram na mesa a alternativa de retaliação que vinham hesitando em adotar por suas óbvias repercussões para uma economia global já em crise: o boicote (gradual) às compras de petróleo iraniano, que respondem por 60% da receita nacional.

  4. Qual será motivo do ahmadinejadi não visitar o Brasil dos petralhas vermelhos corruPTos? Será que é por causa da Dilma ser uma mulher, ou seja, seres inferiores perante os aiatolás ? Aliás, as mulheres também são seres inferiores perante os judeus ortodoxos… Ou será que a Dilma, sendo um pouco mais inteligente que o Lula, já percebeu que apostar em tiranos marcados pra morrer é atraso de vida!

Deixe uma Resposta

Please log in using one of these methods to post your comment:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s