Conferência rima com paciência

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Este janeiro parece outubro, julho, novembro, qualquer outra coisa menos o primeiro mês do ano. Se alguma coisa caracteriza os inícios é fazer planos, planejar o que virá e delinear objetivos mesmo que não se cumpram depois. Pelo motivo de termos sido criados entre tantas palavras de ordem prognosticando o futuro, resistimos hoje a falar sobre o amanhã. Cansados de imaginar um porvir distante que podia demorar um qüinqüênio ou uma década, já nem sequer queremos planejar a semana que vem. Assim nos centramos neste minuto, num imediatismo que não admite levantar o olhar para diante. Vivemos o instante porque durante muito tempo nos fizeram desejar um tempo longínquo que só existiu nos discursos, nas páginas dos livros.

A próxima Conferência do Partido Comunista também está marcada por este ceticismo quanto ao que virá. Então não surpreende a pouca expectativa que os cubanos exibem em relação ao encontro partidário de 28 de janeiro, o pouco que se fala dele nas ruas. Os comentários exíguos se limitam a certeza de que “isso não vai mudar nada” ou a insinuação esperançosa de que “será a última oportunidade da geração histórica”. A menos de três semanas do início, nem sequer na televisão oficial se percebe entusiasmo pelo evento. Nas fileiras do próprio Partido tampouco há muitas ilusões e mais de um militante devolverá sua carteira se a reunião terminar com poucos resultados. O prazo de tempo comprado em abril passado com o congresso do PCC esta quase acabando. As reformas políticas urgem e até os mais fiéis ao sistema começaram a se desesperar.

O mais improvável e, contudo, o mais desejado seria que nessa conferência primasse a preocupação com a nação acima dos interesses partidários. Porém isso seria pedir ao PCC que se suicidasse… E não vai fazê-lo. Não se vai abrir a participação cidadã sem exclusões e nem terminará a penalização ao discrepante. O poder acabaria com isso. As reformas teriam que ser tão evidentes, a mudança no discurso tão marcante que ao invés de simples ajustes se necessitaria de um apagão e nova conta… E o mais provável é que se negue a fazê-lo. Porque faz muito tempo que janeiro não parece janeiro, os revolucionários não se comportam como tais e o futuro só é assunto de videntes e cartomantes.

Traduzido por Humberto Sisley de Souza Neto

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27 thoughts on “Conferência rima com paciência

  1. Na Petrobras, outra manifestação de incompetência do petismo.

    Onde o lulopetismo mete as mãos, o prejuízo é garantido:

    Afetada pela turbulência nos mercados com a crise europeia e nos EUA e pressionada por um pesado plano de investimento, a Petrobras inicia o ano provocando mais incertezas para investidores. Além disso, tem dificuldades para elevar a produção de petróleo a curto prazo. Em 2011, a estatal teve a segunda maior perda de valor de mercado do mundo, num tombo de US$ 72,39 bilhões, segundo levantamento com mais de cinco mil empresas da base de dados da Bloomberg News. E caiu, assim, duas posições no ranking das maiores petroleiras do planeta, para a quinta posição.

  2. Publicado no ……estadão.com.br
    .

    A Cuba de 2011, ‘raulista’ ou cidadã?

    Yoani Sánchez – O Estado de S.Paulo
    Tivemos um fim de ano sem frio, um Natal de camisa curta e gotas de suor, com árvores repletas de guirlandas por todos os lados. Os 12 meses de 2011 em Cuba se passaram aos tropeços, marcados por ocorridos que, como dois colchetes, encerraram a realidade nacional entre libertações e detenções, controles e flexibilizações.

    Em janeiro, ainda estavam sendo libertados – a conta-gotas – os prisioneiros da Primavera Negra de 2003 e, recentemente, receberam indulto 2.900 pessoas presas por diversos delitos. O que começou com a discussão das diretrizes do 6.º Congresso do Partido Comunista, em abril, concluiu-se agora com os preparativos para uma Conferência Nacional na qual muito pouca gente deposita esperança.

    Talvez este tenha sido o período em que nossas autoridades adotaram mais mudanças econômicas e, contudo, nunca a impaciência do cidadão chegou a um nível tão alto. Foram dados inúmeros passos, mas o caminho, ao estilo de uma esteira rolante, retrocede e nos deixa a poucos centímetros de onde iniciou.

    Reformas. Raúl Castro assumiu a árdua tarefa de desmontar o fidelismo, enterrar em vida o comandante. Sem o confessar, sem nem mesmo fazer a crítica necessária ao governo do irmão, o general presidente acabou com parte dos programas desenvolvidos por seu antecessor.

    Eliminou totalmente as chamadas escolas no campo, prosseguiu com a entrega de terras em usufruto para os camponeses e autorizou o trabalho por conta própria.

    Também eliminou outros delírios, como a enorme tropa de choque chamada de “trabalhadores sociais”, pôs fim à Operação Milagre, que importava pacientes latino-americanos para serem operados em Cuba, e desmantelou o Ministério do Açúcar, cuja safra é cada vez mais ridícula.

    Num gesto audacioso e por meio de decreto, autorizou a compra e venda de carros e abriu o mercado imobiliário no país depois de décadas de imobilismo em ambos setores. Chegou até a vestir roupas civis para ir à cúpula da Comunidade dos Estados Latino-americanos e Caribenhos (Celac) e assinou a declaração final do evento com alguns pontos sobre democracia e respeito aos direitos humanos.

    O herdeiro do trono da revolução se empenhou, ao longo de 2011, para ter legitimidade no âmbito regional. Mas o “raulismo” e seus ajustes econômicos não deram os resultados esperados. Um quilo de feijão continua custando o salário de três dias e, em 2012, o país terá de gastar US$ 1,7 bilhão em importação de alimentos. Casos divulgados de corrupção desencadearam rumores populares nos últimos meses, diante do secretismo da imprensa oficial.

    Corrupção. No seu discurso na última sessão da Assembleia Nacional, o primeiro secretário do Partido Comunista Cubano chegou a afirmar que “a corrupção é hoje um dos principais inimigos da Revolução, muito mais danosa do que a atividade subversiva”. E mencionou o alto nível dos implicados nas fraudes, qualificando os roubos como “crimes do colarinho branco”, quando na realidade parecem mais crimes do colarinho verde-oliva. Cada inspeção ou auditoria feita descobriu somas alucinantes de desvios e roubos. Se persistisse nessa direção, Raúl Castro poderia granjear muitos inimigos na própria tropa. Como se já não fosse o bastante com a ebulição e o crescimento que se observa entre as fileiras dos dissidentes e outros movimentos cívicos críticos da sua gestão.

    Outubro foi uma prova difícil, para perseguidos e perseguidores, com a morte de Laura Pollán, líder das Damas de Branco, e a agitação que ela provocou. A polícia política ajustou por esses dias o que tem sido o marco distintivo no campo da repressão do atual governo: prisões breves e ameaças sem base legal, diferentes dos grandes espetáculos judiciais que Fidel Castro tanto apreciava.

    Os ativistas têm precisado lidar também com o aumento das campanhas contrárias na mídia e a transformação dos órgãos de segurança do Estado em entidades paramilitares.

    À noite três desconhecidos lançam-se contra um oponente e o colocam à força num carro, sem mostrar sua identidade nem esclarecer que delito cometeu o detido. Mas a Cuba de Raúl Castro é mais imprevisível quanto a castigos, pois a incerteza da represália foi erigida como seu método mais aperfeiçoado de coação.

    A insegurança também é criada pela lentidão e a indecisão para se aplicar determinadas reformas sociais e políticas. A eliminação das restrições para emigração ficaram fora do balanço anual, com a consequente frustração de todos os que esperavam por isso. O general também não se atreveu a autorizar a criação de outros partidos e, em vez de ampliar o debate nacional, continua repetindo que se trata de um tema “entre revolucionários”.

    Foi uma dura prova para ele em 2011 quando precisou fazer mudanças que irremediavelmente vão reduzir seu poder e percebeu como sua popularidade decresce a cada dia. Este que terminou não foi o ano de Raúl Castro, de maneira nenhuma. Sua teimosia e a própria vida fizeram com que 2011 malograsse. / TRADUÇÃO DE TEREZINHA MARTINO

    É JORNALISTA CUBANA, AUTORA DO BLOG GENERACIÓN Y. EM 2008, RECEBEU O PRÊMIO ORTEGA Y GASSET DE JORNALISMO

  3. A Petrobrás de FHC e Serra ou a Petrobrás de Lula e Dilma?

    Faltando poucos dias para o segundo turno de votação para a eleição presidencial no Brasil, se faz necessária uma comparação entre os dois momentos da Petrobrás no governo que cada um dos candidatos representa. Essa comparação é de grande relevância para a sucessão, pois se trata da maior empresa brasileira e, hoje, a segunda maior companhia de petróleo do mundo. E que se prepara para explorar a grande reserva de petróleo descoberta por ela na camada pré-sal. Por isso, cumpre destacar algumas diferenças entre a Petrobrás da época de FHC e Serra e a Petrobrás de Lula e Dilma.
    A Petrobrás no governo FHC, que tinha Serra como Ministro do Planejamento, ficou por quase uma década sem realizar concurso público e reduziu seu contingente de 64 mil para menos de 35 mil trabalhadores. Muitos precipitaram sua aposentadoria por medo da reforma da previdência que viria ou da privatização. Outros trabalhadores, também dando como certa a privatização da empresa, a exemplo do que aconteceu à Petroflex, Nitriflex, Companhia Vale do Rio Doce, Embratel e CSN, entre tantas, aderiram ao famigerado Programa de Demissão Voluntária – PDV. Todos buscaram entregar os anéis para tentar salvar os dedos.
    Ainda no governo de FHC e Serra, a Petrobrás teve a Refinaria Alberto Pasqualini (REFAP), no Rio Grande do Sul, vendida a um grupo estrangeiro. Era o primeiro passo para a privatização da companhia aos pedaços. A Refinaria Duque de Caxias (REDUC) seria o próximo alvo dos insaciáveis tucanos.
    A Petrobrás de FHC e Serra é a da intervenção nos sindicatos após uma greve histórica de 32 dias, em 1995, em razão de FHC não ter cumprido o compromisso assinado por Itamar Franco, seu antecessor, de reajustar o salário dos trabalhadores. É a que fez proposta aos petroleiros de reajuste salarial zero em 1999 para uma inflação anual em torno de 9% (IPCA). Arrochava os salários e aposentadorias, não pagava as horas extras realizadas e atacava o direito dos trabalhadores, como o pagamento em dobro das horas trabalhadas nos feriados. Os petroleiros precisavam realizar greves para tentar conquistar ao menos o índice de inflação durante as negociações do seu acordo coletivo. Apesar da luta, os trabalhadores nunca lograram alcançar, naquele período, a reposição da inflação anual, com prejuízo também para os aposentados que acumulavam perdas.
    A Petrobrás de Lula e Dilma é bem diferente, mas não por obra do acaso. O que ocorreu, na verdade, foi uma mudança de rumos determinada por Dilma quando esta presidiu o Conselho de Administração da Petrobrás, a partir de 2003. A companhia passou a aumentar os investimentos ao invés de reduzir, como fazia o governo anterior, chegando à autossuficiência na produção de petróleo em 2006. Dilma decidiu que os navios e plataformas passariam a ser construídos no Brasil, e não na China ou em Cingapura, com 65% de conteúdo nacional, gerando emprego e renda para os trabalhadores e famílias brasileiras. Foi Dilma também a responsável por autorizar o investimento em pesquisas que levaram à descoberta da fantástica reserva de petróleo e gás na camada pré-sal e tornará o Brasil um dos maiores produtores do mundo na próxima década.
    Recentemente, com o objetivo de levantar recursos para a exploração da camada pré-sal, a Petrobrás de Lula e Dilma realizou o maior processo de capitalização da história, conseguindo captar mais de R$ 120 bilhões no mercado com uma megaoferta de ações. A União investiu mais de R$ 73 bilhões, aumentando sua participação no controle acionário da companhia de 39,8 para 48%, tornando a Petrobrás uma empresa ainda mais nacional.
    Do ponto de vista dos trabalhadores, a Petrobrás de Lula e Dilma é a da anistia aos demitidos da Petroflex, Nitriflex, Interbrás e Petromisa e da greve de maio de 1995. É a Petrobrás que vem concedendo ganhos reais a seus empregados, recuperando os salários que sofreram perdas sistemáticas no governo de FHC e Serra. É a empresa que vem realizando concursos públicos continuamente e aumentou seu contingente de pessoal próprio de 34 mil para 70 mil trabalhadores, dando oportunidade aos jovens de ingressarem em seus quadros, rejuvenescendo e renovando a companhia.
    Sempre haverá o que fazer e o que avançar, seja do ponto de vista dos investimentos, seja do ponto de vista das conquistas sociais e trabalhistas. O que não se pode deixar de considerar é que a Petrobrás de Lula e Dilma é muito melhor do que a Petrobrás de FHC e Serra. Aliás, haveria Petrobrás se Lula não tivesse chegado à Presidência da República na eleição de 2002? Certamente não. Haveria, sim, outra empresa, a Petrobrax, controlada pelo capital estrangeiro e enviando todo o lucro obtido com a exploração das nossas riquezas para os países ricos.
    Por fim, considerando que a privatização da Petrobrás tivesse sido levada a cabo por FHC e Serra, cumpre questionar de que forma a crise financeira que atingiu o mundo em 2008 chegaria ao país. Certamente, o povo estaria novamente passando por dificuldades. Graças à política econômica comprometida com o interesse nacional e a manutenção da Petrobrás como um patrimônio do povo brasileiro é que a crise financeira, que afetou todo o planeta, no Brasil não passou de uma “marolinha”, como garantira o presidente Lula.

  4. .
    Meio irônico ver a imagem acima, onde pessoas empunham armas.
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    A imagem reflete o ambiente existente na América Latina nas décadas de 1950-1960 onde a esquerda apenas planejava a morte de quem pensasse diferente deles.
    .
    Graças a deus que foram derrotados.
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    A Cuba de hoje é a Cuba de 50 anos atrás.
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    Contra fatos não há argumentos.
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    Resta ao cubanos apenas a opção de emigrar para fora do país.

  5. A maioria do dinheiro que abasteceu o MENSALÃO PETISTA vinha da estatal petrobras. Além de virar um cabide de emprego dos companheiros corruPTos sindicalistas, ela se tornou o principal fornecedor de grana viva pra abastecer a cueca dos companheiros vermelhos.
    Até as FARC foram patrocionadas com verba da petrobras!

    CPI da petrobras, já!

  6. O Vanguarda Popular, como sempre, brinca enquanto expressa exatamente o que o comunistéu realmente pensa. Certos idiotas petralhas e psoltralhas que costumam invadir este blog bem que gostariam que não fosse brincadeira e sim a realidade. Basta ler o que escrevem ou transcrevem. Os comentários seguem o espírito do texto e são hilários.
    ______________

    Pela concentração total dos poderes nas mãos do Estado!

    Escrito por Emmanuel Goldstein

    Marx e Engels indicaram a tarefa crucial do movimento comunista no mundo: concentrar nas mãos do Estado o máximo possível de forças produtivas, de sistemas de correios, de empresas petrolíferas (o Petróleo é NOSSO!), de fábricas, etc. Dito de outro modo, os proletários do campo e da cidade devem lutar pela mais decidida centralização do poder nas mãos do Estado.

    Ainda hoje vários líderes democráticos e populares, como Hugo Chávez, aplicam com sucesso esse método popular de concentração de poder. É, porém, evidente, que o método fenomenal de Marx e Engels pode ser – e foi – aperfeiçoado.

    Junto com o desenvolvimento das modernas forças produtivas – computadores, internet, bancos de dados, etc. – surgiu a necessidade de novas formas de concentração de poder. No interesse do proletariado e, principalmente, no interesse do POVO, os camaradas intelectuais do Partido criaram um plano estratégico de controle populacional e social que vai garantir a mais absoluta e totalitária democrática concentração de poder nas mãos do Estado.

    Antigamente, para concentrar poder, o Partido deveria lutar pela estatização das forças produtivas. Hoje, após anos de estudos e dedicação, podemos anunciar abertamente o novo método do Partido que se resume no seguinte: o Partido deve – e vai – estatizar o próprio POVO.

    Desse modo, estatizando o POVO, não será mais necessário estatizar as forças produtivas materiais. Nessa nova concepção dialético-marxista o Estado é o POVO (e o Partido Vanguarda Popular © é o único representante legítimo do POVO).

    Assim fica claro que tudo o que “pertence” ao cidadão será do Estado, pois, se cidadão pertence ao Estado, então tudo o que é do cidadão também é do Estado e, portanto, a concentração de poder nas mãos do Estado será total. Ademais, o Estado poderá finalmente exercer seu destino histórico de providenciar o “desaparecimento da face da terra” dos reacionários da direita troglodita, dos fundamentalistas cristãos (todos os cristãos são fundamentalistas), dos contra-revolucionários, do Partido da Imprensa Golpista (leia-se Reinaldo Azevedo), dos capitalistas sanguessugas e outros tipinhos antiprogressistas como os federalistas e os alunos do Seminário de Filosofia.

    A pergunta que não quer calar é: como escravizar estatizar o POVO? Através do Registro de Identificação Civil e Comunista, é claro.

    Antecedentes

    Logo no início da Revolução Russa o camarada Lênin conseguiu implantar um dos mais bem sucedidos sistemas de controle social de todos os tempos: o Cartão de Identificação Comunista ÚNICO e democrático.

    Naquele sistema, o POVO vivia feliz e a especulação capitalista foi abolida. Ainda hoje os cidadãos da Sibéria choram de saudades dos maravilhosos cartões amarelos de racionamento que garantiam uma ração básica a todos. Os camaradas da comuna de Tzarítzin relembram com emoção todos os anos a providencial visita do camarada Stálin, em junho de 1918, quando o PSOL da liberdade socialista raiou naquelas terras.

    Infelizmente, por culpa daquele lacaio da burguesia psicopata, Mikhail Gorbachev, a União Soviética não existe mais. No entanto, os ensinamentos do glorioso Partido Comunista da União Soviética, modelo e exemplo para o nosso Partido, estão vivos em nossos corações revolucionários e, especialmente, nos corações dos camaradas do Governo e do Legislativo Federal.

    Estatização do POVO Brasileiro, Já!

    A Lei Popular 12.058/09 que autoriza o Registro de Identidade Civil e Comunista ÚNICO no Brasil foi sancionada pelo camarada ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. ( cf. http://www.espacovital.com.br/noticia_ler.php?id=16428 )

    Confira o trecho da Lei que trata do registro civil:

    Art. 1º – É instituído o número único de Registro de Identidade Civil [e Comunista], pelo qual cada cidadão brasileiro, nato ou naturalizado, será identificado em suas relações com a sociedade e com os organismos governamentais e privados. …

    A Lei prevê a criação de um só cartão magnético que armazenará as dez digitais de cada membro da coletividade e uma foto digital em padrão internacional. O chip do cartão também conterá todos os dados do cidadão: nome, endereço, telefone, contas bancárias, propriedades, tipo sanguíneo, carteira de identidade, identificação previdenciária, carteira de trânsito, CPF e título popular de eleitor, etc.

    Diante desse quadro maravilhoso a ONU e os comunistas do mundo inteiro comemoram juntamente com o Povo Brasileiro um dos maiores eventos democráticos do século. Marx, Engels, Lênin e Stálin ficariam orgulhosos. Os camaradas da seção especial para criação do Estado Popular Stalinista Mundial saúdam a todos que tornaram isso possível no Brasil.

    Estatizar o Povo Brasileiro? YES, WE CAN!

    Saudações Dupliplus Revolucionárias!

    Leitura obrigatória para camaradas do Partido do Povo: Registro de Identificação Comunista no Brasil

    Tags:totalitarismo

    Comentários

    0 #20 Conservatore 09-01-2012 14:27
    O Estado(comunist a) é bommm, ruim é(são) os reaça, capitalistas que se infiltraram no partido, para o desmoralizar, mas, a luta continua cumpanheiro, vamos dominar,digo democratizar o poder para tomamarmos o Estado(de assalto).

    Se, não publicarem meu comentário, só porque minha alcunha é conservatore, vou reclamar no MINISTÉRIO DAS MINORIAS.
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    -4 #19 p das ilhas virgens 07-01-2012 16:06
    SEUS COMUNISTAS ATRAZADOS. O ÇERRA VAI SER PREZIDENTE E VAI PRIVATISAR A PETROBRAX, OS CORREIOS, O PALACIO DO PLANALTO
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    +3 #18 kizar urss 06-01-2012 21:06
    Bravo companheiros vamos estatizar o polvo lula molusculo…
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    +3 #17 Foice 06-01-2012 09:40
    Estatização já.
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    +3 #16 BenneDetto Battisti 05-01-2012 15:50
    continuação do comentario anterior, já que fomos limitados a poucas palavras…

    Desta forma, dito e aqui digitado todo o texto pela mão legitima e principal, a esquerda -já que a mão direita é para trabalhos menores e mais sujos – é que reiteramos nosso completo desagrado pela afirmação afirmada no texto de seu partido mais à direita do que o nosso, por isto considerado “CENTRÃO”.

    COMO DIRIA NOSSO LIDER MAXIMOS E INSPIRAÇÃO DIVINA “POL POT” DO E PARA SEMPRE, PARTIDO DO KHMER VERMELHO :
    ” Nil Nonn Nuon Chea Kaing Guek Eav”.
    (esta frase sempre nos emociona…)
    Citar

    +4 #15 BenneDetto Battisti 05-01-2012 15:48
    Companheiros e Kamaradas,

    quero respeitosamente divergir de uma de suas afirmações, mais especificamente a que vcs são os unicos representantes do Povo. Nós do Partido da FRENTE DA VANGUARDA POPULAR DO POVO PROLETARIO somos os representantes mais à esquerda do que qualquer outro partido popular na face superior externa da Terra.
    Só para vcs terem uma ideia da nossa possição extremistamente extremada, todos do partido são canhotos. Já houve tentativas de infiltração de destros mas foram identificados e repelidos exemplar e sigilosamente, pois nossos métodos não são passiveis de serem copiados, pois nós não os divulgamos e todos que sofreram na pele as medidas que imputamos aos pseudo agentes direitistas da infiltração faci-nazista-evangelica assinaram termo de confidencialida de. Não somos otarios, pois sim!!!

    continua em outro comentario já que fomos limitados a poucas palavras…

  7. .
    Escreveram:
    .
    Dilma decidiu que os navios e plataformas passariam a ser construídos no Brasil, e não na China ou em Cingapura, com 65% de conteúdo nacional, gerando emprego e renda para os trabalhadores e famílias brasileiras.
    .
    Durante o Regime Militar foi anunciado com muita ênfase que a Petrobras iria parar de comprar no exterior e comprar navios do Brasil. Deu certo um pouco, mas houve muitas quebras de contrato e superfaturamento.
    .
    Esse assunto vai e volta e o resulta já sei faz anos. Vamos ver se desta vez pelo menos uns 60% dos contratos sejam cumpridos ou semi-cumpridos.

  8. um fôfo

    O senador Suplicy foi visitar o Lula hoje no hospital paulistano onde faz sessões de radioterapia. Saiu de lá falando que Lula mandou a blogueira cubana Yoani Sanches escrever uma carta para a Dilma, pedindo-lhe interceder sobre os velhacos ditadores Raúl e Fidel Castro para deixarem-na sair daquela pocilga comunista em visita ao Brasil.

    Parece andar meio atrapalhadinho, o senador. A cubana já publicou o pedido à Dilma, no YouTube, dia 5 desse mês. Destituído de simancol e passando ao largo da saia justa criada para a dona Dilma, que não tem intimidade com os ditadores da pobre ilha, Suplicy a bota na roda de novo. É um fôfo.TREM AZUL

  9. ETA COMPETÊNCIA.
    REALMENTE CONTRA FATOS NÃO HÁ ARGUMENTOS OU SERIA JUMENTOS OU IDEIAS DE JIRICO.
    Furo no casco

    Petroleiro João Cândido segue encalhado

    O petroleiro João Cândido está tirando o sono da Petrobras. Exibido na campanha presidencial de Dilma como o símbolo da retomada da indústria naval, está encalhado no porto de Suape desde agosto de 2010, com problemas nas soldas.

    O Atlântico Sul, estaleiro contratado para construí-lo, apenas confirma que o navio não vai mais ficar pronto em dezembro — é o terceiro adiamento do prazo de entrega. Na Petrobras o que se diz é que os defeitos do casco não podem ser sanados no Brasil.

    O problema, agora, é saber quem vai arcar com o ônus de rebocar o navio pelo oceano para ser reparado no exterior.

  10. .
    A EMBRAER não é aquela maldita empresa criada pelo Regime Militar que montava aviões no Brasil, aeronave de projeto italiano, motor canadense e que a esquerda brasileira desejava acabar ?
    .
    Não era isso que os terroristas lutavam ? Desejavam um país agrícola seguindo as ideias de Mao Tse-Tung que rechaçava a industrialização e optava pelo uso intensivo e exclusivo da mão-de-obra ?
    .
    O FHC vez o que ? É… Oh…Uh…
    .
    Alguém se recorda da polêmica Caterpillar ? Aquela amaldiçoada empresa multinacional com seu tratores…..que iriam desempregar milhões de agricultores….
    .
    Cuba usa jumentos para arar os seus campos agrícolas. Jumentos rebeldes e claro !!!!

  11. Agora vai! Somos a sexta economia “du mundu”. Passamos a Inglaterra e vamos passar a França já, já! Dirigimos carros europeus, americanos, japoneses, coreanos e ultimamente até chineses. Pilotamos motos de mesma procedência. Falamos em celulares idem. Usamos notebooks e aparelhos eletrônicos ibidem. Medicamentos então, nem se fala. Dependemos das patentes, das matérias primas fundamentais, dos equipamentos para o fabrico e se bobear até da embalagem e do rótulo. Não vivemos mais sem google, facebook e twiter. Sem falar no Windows, no Internet Explorer e no Firefox. Outro dia comprei uma embalagem de lenços umedecidos, toda lacrada na origem, e ao ler o rótulo depois de todas aquelas baboseiras que o governo obriga imprimir fiquei sabendo que era produto importado (da China) e que o técnico responsável era o Dr. Fulano de Tal, CRQ xxxxxxx. Fiquei me indagando: responsável pelo quê? Pela fórmula? Pelo produto? Pelo método de fabricação e embalagem? Ou pelo rótulo? Enganamos-nos sozinhos. Nada mais fácil que enganar quem está pedindo, aos berros, para ser enganado. Vivemos, basicamente, de soja, carne e minério. Se o odiado primeiro mundo for destruído por um meteoro gigante vamos parar em cima das árvores com uma banana na mão. E vai faltar banana para todos, pois nem cultivar bananas, eficientemente, sabemos. Mas agora vai! Passamos a Inglaterra e somos a sexta economia do mundo. Quem “podi cum nois”? E quando se joga esses fatos na cara dos estúpidos (via de regra esquerdistas) o que se ouve de volta é que: “o país vai bem”, “as pessoas estão comprando as coisas” e o papo é encerrado. Pois é. No ciclo do pau Brasil o país também ia bem, assim como no do açúcar, no do cacau, no do café, no da borracha, e os brasileiros não aprenderam a desenvolver softwares, nem eletrônicos, nem bicicletas, nem automóveis, nem medicamentos e nem equipamentos agrícolas, se querem saber. E ainda saboreamos dois ditados populares que são o máximo da estupidez: “Tá ruim, mas tá bom” e “Me engana que eu gosto”. Eis aí.

  12. Eu acho indiscutível que o Brasil precise se industrializar. Mas acho a China pós-Deng Xiaoping que é tão aplaudida pelos direitistas um péssimo exemplo. Ela segue o Imperialismo Econômico ou Neocoloniasmo: o salário mínimo de lá é ridículo (recebem em um ano o que um brasileiro ganha em um mês, ou seja 12 vezes menos) e eles atraem as multinacionais com impostos cativantes e até fazem subsídios para as áreas estratégicas, ou seja, ninguém pode competir com a China , porque ela é imbatível economicamente. E enquanto isso o Brasil e outros países da África se tornam países minero agroexportador, o que torna todos eles em “periferia chinesa”.

  13. PARA OS BANQUEIROS DE PLANTÃO QUE NÃO GOSTAM DO LULA

    Nosso governo fala de “nova classe média” e esconde que o lucro real dos grandes bancos brasileiros cresceu 11% por ano no período FHC e 14% durante os dois mandatos do presidente Lula. Enquanto os colossais bancos chineses têm rentabilidade patrimonial inferior a 10%, os bancos brasileiros chegam a 20%.

  14. Enquanto o agronegócio brasileiro continuar puxando a carroça puxada pelos burros petralhas…. Enquanto a crise do euro não acabar, fazendo momentaneamente parecer que os burros petralhas puxam a carroça com eficiência…Enquanto a indústria brasileira não fechar todas suas portas, como os chineses querem….Enquanto os chineses continuarem comprando commodities a preço super faturado…
    Até que um dia os burros petralhas vão cair na real, o euro terá superado sua crise e seus países estão batendo recorde e mais recordes de PIB, a indústria brasileira terá fechado todas as portas jogando milhões de trabalhadores na rua, os chineses resolvem fazer baixar o preço das commodities, afinal são eles que compram e despenca o lucro do agronegócio brasileiro…
    E, então, um dia os burros petralhas passam a ler diariamente as reflexões do camarada Mulla líder enquanto comem grama embrulhada no jornal do partido!!!
    Afinal, os jurássicos petralhas terão conseguido fazer do Brasil a nova cuba,como eles queriam!

    kkkkkkkkkkkkk

  15. Dilmerdinha pretende conhecer o futuro do Brasil, com um giro por Cuba e Haiti.
    Prensa Latina
    Dilma vai visitar Cuba e Haiti no fim do mês

    BRASÍLIA, 8 Jan 2012 (AFP) -A presidente Dilma Rousseff planeja visitar Cuba e Haiti no fim do mês, em um giro destinado a fortalecer a cooperação com Havana e ampliar a ajuda aos haitianos, dois anos após o terremoto que devastou aquele país, …

    Dilmerdinha pretende com o passeio a custa do contribuinte brasileiro, conhecer o “pogresso dos pogressista esquerdista” já que sob a administração dos petralhas o Brasil, como já cantava Gilberto Gil, “sob a administração petralha o Haiti é aqui”

  16. O ex-presidente o apedeuta Lula aconselhou nesta segunda (9) que a jornalista cubana Yoani Sánchez, autora do Blog Generación Y, envie uma carta à presidente Dilma Rousseff para conseguir a permissão para visitar o Brasil. A informação é do senador Eduardo Suplicy (PT-SP), que visitou hoje o ex-presidente. A jornalista pretende comparecer à exibição, na Bahia, no dia 10 de fevereiro, do documentário “Conexão Cuba/Honduras”, do qual participa como entrevistada. Segundo o senador, ele vai encaminhar a sugestão de Lula para Yoani. Em vídeo divulgado semana passada, a jornalista fez um apelo à presidente para que colabore no diálogo com as autoridades cubanas. Informações do Bahia Notícias.
    Nota: Coitada da Yoani continua iludida com a canalhada petralha, especialmente do imbecil do Suplicy.
    Se depender desta canalhada petralha brasileira a Yoani vai continuar sem poder exercer o DIREITO UNIVERSAL de ir e vir, negado a todo povo cubano que não pertença a nomenklatura cubana, vai continuar confinada no covil dos Castros, na ilha-prisão, no gulag da família Castro.

  17. Os covardes terroristas marxistas brasileiros que perderam a luta, na guerrilha, para os MILICOS DE MERDA. Os covardes que mataram 169 heróis, pelas costas, na tocaia…. Esses covardes que conseguiram dar um golpe na democracia brasileira comprando deputados e senadores corruPTos, com o MENSALÃO PETRALHA, usando dinheiro desviado das estatais, do saneamento básico e até, PASMEM, da merenda escolar.
    O Fidel Castro pelo menos venceu suas guerras! Nossos terroristas covardes e delatores, além de perderam suas batalhas, também perderam a dignidade, a honestidade e a ética!!!
    Esses canalhas são o heróis desses nó cegos, que nada entendem da vida, nunca trabalharam e vivem de polpudas bolsas esmolas como pagamento para defender a quadrilha do PT na internet!

  18. O Camaleão Esquerdista

    Utopia que alguns políticos tentam
    fazer sobreviver!
    Por Gen Bda Ref Carlos Augusto Fernandes dos Santos
    “A utopia não tem obrigação de apresentar resultados”
    Jean François Revel
    A queda do muro de Berlim, o esfacelamento da União Soviética com a consequente implosão do império comunista, na última década do século passado, e o pífio desempenho político e econômico dos diversos regimes do leste europeu, não foram evidências suficientes para convencer intelectuais e militantes latinoamericanos, adeptos, no passado , do credo marxista, sobre a ineficácia dos princípios e postulados do socialismo real.
    Texto completo
    Por mais de setenta anos, esquerdistas de todas as tendências, demonizaram o capitalismo, o mercado e a burguesia exploradora ,como responsáveis pelas misérias do mundo. No bojo de suas críticas, não pouparam e nunca perdoaram políticos adversários.
    Não faltaram ,depois do colapso, artigos, análises e estudos, realizados por jornalistas, professores acadêmicos e políticos de expressão mundial ( todos de esquerda), divulgados em todo mundo, na tentativa de explicar os estragos resultantes da adoção do referido regime : fome, miséria ,supressão e cerceamento de liberdades individuais, violências e encarceramento de indivíduos discordantes e inocentes . Um inventário de crimes, somente comparável aos horrores do nazismo.
    Seus opositores mais contundentes, mesmo depois dos evidentes fracassos, continuaram a ser sistematicamente atacados e combatidos, identificados todos pela pecha de neoliberais ou fascistas , como se os erros ou insucessos de uns justificassem os equívocos dos outros.
    A esquerda mundial, transtornada , passou a adotar uma postura tática de jamais admitir seus erros , dar razão a seus adversários ou franquear-lhes a palavra.
    Nos países onde empolgaram o poder ou mantiveram significativa influência nas decisões governamentais , gradativamente começaram a admitir e a colocar em prática, postulados e princípios que historicamente renegavam. Segundo o filósofo francês, citado no início deste artigo
    “ Os partidos socialistas tiveram que renunciar à prática do socialismo no sentido exato da palavra, tal como ele foi inventado no século XIX e aplicado no século XX” com maior ou menor interferência governamental na economia dos Estados.
    Na América do Sul, em particular, uma “onda anacrônica de progresso ” assaltou o subcontinente, levando ao poder políticos identificados com a cartilha esquerdizante que enfatiza um discurso antiamericanista conhecido e infantil .Todos os governos eleitos, exceção feita aos do Chile e da Colômbia, comungam essa preferência manifestada com ênfase e simpatia ao regime cubano, que depois de cinquenta anos de idênticos fracassos, começa a admitir práticas “capitalistas”, até então proibidas.
    No nosso país, não ocorre nada muito diferente, apesar da intensa propaganda. Para dominarem o cenário político, os “esquerdistas” de todas as tendências uniram-se a políticos desprezíveis de baixa reputação; aparelharam os diferentes escaninhos da máquina governamental com indivíduos de discutível capacidade; montaram um sistema de governo perdulário e incontrolável que facilita a corrupção desenfreada, repartindo milhares de cargos com os partidos da base aliada. Não esqueceram, também, de resevar polpudas quantias para aquinhoar órgãos de imprensa “sensíveis” aos apelos governamentais.
    Sem que as lideranças políticas se importem, o Estado brasileiro vem interferindo e regulando progressivamente todos os segmentos e atividades da sociedade, cumprindo sem qualquer oposição responsável seu discutível programa . Basta citar o caso do inexplicável Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) ,utilizado veladamente como ferramenta unificadora do pensamento nacional.
    Agora, entretanto, para surpresa da nação e de uma oposição ridícula e incompetente, as privatizações começam a frequentar as mesas do planejamento governamental, esquecidos os atuais governantes, que eles, não faz muito tempo, eram duros e intransigentes críticos do mesmo sistema adotado pelo governo anterior.
    Tem razão, François Revel, quando afirma: o Comunismo ,primeiro, e o Socialismo , a reboque, acabaram “ Hoje o que há, são diversas formas de aplicar o capitalismo”.
    O Camaleão Vermelho , par e passo e sem cerimônia , vai mudando de cor e de atitude, apropriando-se de práticas governamentais capitalistas que desprezavam no discurso sectário de oposição. Entretanto, jamais reconhecerão as errôneas escolhas de suas Utopias e as atitudes irresponsáveis de um passado não muito distante.

  19. Dossiê do dossiê: a farsa do livro traque

    Como prometido, publicamos neste mês uma série de textos sobre o tal Livro do Amaury.

    O livro é basicamente um libelo acusatório com objetivos político-partidários e, exatamente por isso, atiçou adversários dos acusados. Uns por pura e simples má-fé, outros porque deles não gostam e, no Brasil, política é também assim: se o caluniado é adversário, há endosso à acusação – ou ao menos se dá a ela (invertendo a lógica de qualquer raciocínio razoável) a pressuposição de verdade.

    É simplesmente IMPOSSÍVEL chancelar uma obra com cerca de dez acusações por página, sem que se faça uma apuração do que é dito e imputado a uma série de pessoas. A pura e simples leitura física, sem crivo algum, chega a ser algo leviano para quem DE FATO pretende demonstrar convicção do que se alega no livro.

    Isso porque ele se declara não-ficção e, como tal, é necessário que seja submetido a análises factuais. Ao mesmo tempo, os que endossam difamações sem aprofundar-se no conteúdo são muitas vezes os mesmos que repudiam os que tentam explicá-las. Má-fé pura, portanto.

    Com exceção de quem é pago para isso, chega a ser patético supostos formadores de opinião se comportem de forma deslumbrada pelo fato de simplesmente não entender coisa alguma do que é dito, no tristemente famoso estilo “isso é complexo, então foi uma apuração difícil”. Dica: não é complexo, nem houve apuração alguma.

    Nesta nossa série, refutaremos principalmente as diversas mentiras espalhadas na “obra”. O objetivo essencial, portanto, não é atacar autores ou mandantes, mas sim o conteúdo. Essa será a empreitada preponderante e a principal tarefa é explicar de forma simples aquilo que surge como algo propositalmente “complexo”.

    Claro que, depois de tudo isso, também falaremos das pessoas. E é preciso que se trate delas porque ao menos três dos nomes ligados ao livro passaram por apuros judiciais, um deles diretamente relacionado ao que deveria ser uma pesquisa.

    A seguir, o cronograma de nossos textos:

    16/01 – As Mentiras
    Demonstraremos, de forma objetiva e até mesmo simples, as mentiras principais do livro. E são “principais” porque dão origem a diversas outras, digamos, “acessórias” – que dependeriam da veracidade daquelas das quais decorrem.

    Toda a obra – sim, toda – é baseada num mesmo estilo de sofisma: afirma-se “a”, tratando a afirmação com algo real (mas é lorota, e é isso que provaremos); desse modo, fundamentados em mentiras, aparecem os raciocínios e conclusões evidentemente também mentirosos.

    Há momentos, aliás, em que as cascatas acusatórias chegam a absurdos que beiram o tragicômico – cifras, “negociatas”, personagens, entre outros elementos que, em determinadas “narrativas” da obra, vocês vão ver, provocam a chamada vergonha alheia.

    23/01 – O Truque dos “Documentos” e o Marketing Manjado
    Mostraremos – dando exemplos – a tática mocoronga dos “documentos”. Aquela coisa de mostrar a fachada de um banco como “prova” de que houve algo; ou instrumento societário normal, desses de Junta Comercial, como “documento” que corroboraria algum ato da empresa.

    Basicamente, funciona assim: Fulano tem uma empresa (isso é verdade), daí começam as mentiras sobre a empresa (todas sem provas), mas há um “documento” comprovando que ele possui tal estabelecimento. Como não há prova alguma dos “atos”, o autor “prova” por meio da titularidade empresarial (algo que nunca foi nem seria negado, mas é passado como se fosse “secreto” e assim por diante).

    É como uma acusação contra o João da padaria, dizendo que ele faz isso e aquilo usando sua empresa. A prova: João é dono da padaria (e um fac-símile da Junta Comercial). Sim, ele é dono da padaria e isso nunca foi algo oculto, mas a xerox com cara de documento seria uma forma de dar ar sério para algo francamente leviano.

    Um expediente que se repete pelo livro todo.

    E, nesse capítulo de nossa série, falaremos do marketing manjado na ocasião do lançamento – da data “conveniente” àquelas bobagens mentirosas sobre censura, compras de exemplares etc.

    30/01 – Autores, “mandantes” e objetivos
    Depois de desmascarar minuciosamente conteúdo e método, falaremos sim das pessoas. Autor, editor, deputado, “mandantes”… Enfim, as biografias serão abordadas – sempre com base em fatos concretos – e isso dará ainda mais sentido aos dois tópicos anteriores.

    Portanto…
    Contamos com todos para que ajudem a divulgar essa empreitada. É de fato MUITO difícil quando se monta um esquema desse tipo, que começa pela forma de feitura do livro e culmina com a rede de adversários (alguns pagos pelo governo, óbvio) que divulga a cascata como se fosse verdade.

    Até a semana que vem!
    IMPLICANTE

  20. Bilhões perdidos. Haja incompetência!

    Ao invés de eleger prefeitos, governadores e presidentes, deveríamos promover um concurso internacional para a contratação dos melhores gerentes do planeta (sempre demissíveis, é claro, se demonstrassem incompetência):
    O Brasil tem bilhões de reais investidos em obras sem possibilidade de uso por falta de um complemento. Outros bilhões serão desperdiçados neste e nos próximos anos, se o planejamento e a execução dos projetos continuarem tão ruins quanto têm sido há muitos anos. Um porto sem via de acesso é tão inútil quanto uma hidrelétrica sem linha de transmissão, uma termoelétrica sem combustível, uma eclusa sem rio navegável ou uma reserva de petróleo sem equipamento de perfuração. Exemplos como esses poderiam parecer casos de ficção em outros países, mas não no Brasil, onde o governo federal se mostra incapaz, há muito tempo, de entregar obras em condições de funcionamento. Em alguns Estados e municípios ainda resta competência administrativa, mas a maior parte do setor público vai muito mal nesse quesito. Isso foi comprovado, mais uma vez, em reportagem publicada no Estado desta segunda-feira.
    As eclusas de Tucuruí, segundo a reportagem, custaram R$ 1,6 bilhão e foram inauguradas em 2010, mas só funcionam plenamente em épocas de cheias, porque faltam as obras complementares para tornar o rio navegável. A primeira turbina da Hidrelétrica de Santo Antônio, no Rio Madeira, deverá estar em condições de gerar energia cerca de um ano antes da linha de transmissão estar pronta. O Porto de Itapoá, em Santa Catarina, é um dos mais modernos da América Latina, mas seu uso é limitado porque o governo estadual foi incapaz de concluir 23 quilômetros da Rodovia SC-415.

  21. “O regime cubano sabe que vai cair”, diz dissidente
    O Globo
    Repórter Jadir de Araujo, São Paulo – SP
    Guillermo Fariñas afirma que governo tenta evitar ter o mesmo destino de Kadafi

    HAVANA – Em Santa Clara, a 270 quilômetros de Havana, está localizado o memorial de Che Guevara, uma figura que se converteu em símbolo da Revolução Cubana e do governo dos irmãos Castro. Paradoxalmente, nesta mesma cidade vive um personagem que luta contra a ditadura castrista, mas que, diferentemente do argentino, o faz de forma pacífica: o dissidente Guillermo Fariñas.

    O psicólogo cubano está na oposição desde a década de 1990 e, por esta razão, foi preso em várias oportunidades. Sua extrema magreza e lentidão ao falar são sinais deixados pelas detenções e pelas greves de fome, que o levaram a ganhar o prêmio Sajarov à liberdade de consciência em 2010. Numa delas, ele ficou mais de quatro meses sem comer, chamando a atenção do mundo. Este foi um dos fatores que teriam levado Raul Castro a libertar 52 presos políticos.

    EL COMERCIO – As reformas econômicas de Raúl Castro deixam a desigualdade social em Cuba mais evidente?

    GUILLERMO FARIÑAS – O regime sabe que vai cair. Mas, além da geração histórica, Fidel e Raúl sabem que não têm mais estatura histórica para manter o status que existe há mais de 50 anos. Eles querem que não ocorra como na Líbia. A família de Kadafi se agarrou ao poder e perdeu tudo. Inclusive as vidas. Porém, eles não se importam com o seu futuro, mas com de seus filhos, netos e bisnetos. Eles têm propriedades na Espanha, na Argentina e no Chile, além de negócios com Bacardi e a indústria de vinhos. Têm muito o que perder.

    Há ostentações de riqueza?

    FARIÑAS – São muito comunistas, mas vivem como capitalistas. A cada seis meses mudam de carro. É isso que se chama de consumismo capitalista, apesar de serem hierarcas comunistas. Por isso reprimem as Damas de Branco. Elas, com seu prêmio e reputação em um país eminentemente machista, podem se transformar em um exemplo perigoso. Eles estão preparando todo o cenário para que a aterrissagem no capitalismo seja o mais suave possível e sem custo político para eles. Dão liberdades econômicas restritas para os pequenos empresários ficarem dependentes do estado e não possam se converter em perigo político no futuro. Eles querem ficar na História como pessoas que nunca se venderam ao capitalismo, mas desde o momento em que Fidel Castro aceitou as intervenções estrangeiras, se rendeu para segurar no poder. Ele se interessa somente pelo poder. Não é fascista, nem comunista, peronista, estalinista ou chavista. É fidelista. Pensa que tudo pode girar em torno dele e por isso acredita que é um Deus na terra.

    Qual é o seu sonho?

    FARIÑAS – Gostaria que um dia todos os cubano pudessem se sentar em uma mesa para discutir o futuro de Cuba. Estou falando de Luis Posada Carriles, ícone do terrorismo anticastrista, e de Abelardo Gómez Barros, ícone do terrorismo comunista. Que todo mundo possa se sentar para falar e pensar em Cuba. Conheci representantes e senadores da época capitalista que me contaram que eles discutiam na Câmara, decidiam o que tinham que decidir, e, depois, fora do Capitólio, tomavam cerveja juntos.

    E como está sua saúde?

    FARIÑAS – Deteriorada. Tenho uma trombose muito perigosa, que pode causar a morte. Estou tomando medicamentos anticoagulantes. Se me fazem uma ferida, sangro na hora. As greves de fome me causaram um desgaste ósseo que me provoca muita dor nas articulações, mas acredito que principal é o espírito.

    E como o espírito está?

    FARIÑAS – Um tenente-coronel de segurança do Estado e militares chineses e vietnamitas me ensinaram a ter dor, sofrer e não falar enquanto me torturavam. Para a dor sumir, pensava em outra coisa. Estou preparado para isso. Oxalá que possa seguir contribuindo, mas estamos atravessando um momento histórico único e não podemos nos sentar enquanto isso passa. O futuro de Cuba está em jogo. Se não conseguirmos fazer uma mudança sem derramamento de sangue, isto vai ser um desastre.

    O ano que está terminando foi marcado pela queda de ditadores em todo mundo. Isso pode ocorrer em Cuba?

    FARIÑAS – Acredito que estão evitando a todo custo qualquer coisa que possa provocar uma mobilização social como ocorreu no Oriente Médio e no norte da África. A primavera árabe nos deu lições como lutadores pela democracia, mas também para o aparato de controle cubano. Eles evitam a visualização da oposição pelos cidadãos. Há um ano estão realizando uma série de manobras de corte neoliberal dentro do governo cubano, ainda que durante 40 anos tenham falado mal deste sistema. Isto nos favorece como oposição porque o nível de insatisfação é grande. Tentarão criar a ditadura perfeita, como o PRI no México.

    É possível haver uma alternativa para enfrentar o partido que o governo quer criar?

    FARIÑAS – Isto depende de três fatores: as associações de dissidentes daqui, das organizações no exílio e do governo cubano. O último é o mais importante porque o regime criado durante muitos anos seus próprios dissidentes. Enfim, eu diria que a oposição não está dividida, mas atomizada. Tanto pela manobra do governo como pela personalidade de seus próprios líder

  22. A Cuba de 2011, “raulista” ou cidadã?

    9 de janeiro de 2012
    Autor: Yoani Sánchez

    Tivemos um fim de ano sem frio, um Natal de camisa curta e gotas de suor, com árvores repletas de guirlandas por todos os lados. Os 12 meses de 2011 em Cuba se passaram aos tropeços, marcados por ocorridos que, como dois colchetes, encerraram a realidade nacional entre libertações e detenções, controles e flexibilizações.
    Em janeiro, ainda estavam sendo libertados – a conta-gotas – os prisioneiros da Primavera Negra de 2003 e, recentemente, receberam indulto 2.900 pessoas presas por diversos delitos. O que começou com a discussão das diretrizes do 6.º Congresso do Partido Comunista, em abril, concluiu-se agora com os preparativos para uma Conferência Nacional na qual muito pouca gente deposita esperança.
    Talvez este tenha sido o período em que nossas autoridades adotaram mais mudanças econômicas e, contudo, nunca a impaciência do cidadão chegou a um nível tão alto. Foram dados inúmeros passos, mas o caminho, ao estilo de uma esteira rolante, retrocede e nos deixa a poucos centímetros de onde iniciou.
    Reformas. Raúl Castro assumiu a árdua tarefa de desmontar o fidelismo, enterrar em vida o comandante. Sem o confessar, sem nem mesmo fazer a crítica necessária ao governo do irmão, o general presidente acabou com parte dos programas desenvolvidos por seu antecessor.
    Eliminou totalmente as chamadas escolas no campo, prosseguiu com a entrega de terras em usufruto para os camponeses e autorizou o trabalho por conta própria.
    Também eliminou outros delírios, como a enorme tropa de choque chamada de “trabalhadores sociais”, pôs fim à Operação Milagre, que importava pacientes latino-americanos para serem operados em Cuba, e desmantelou o Ministério do Açúcar, cuja safra é cada vez mais ridícula.
    Num gesto audacioso e por meio de decreto, autorizou a compra e venda de carros e abriu o mercado imobiliário no país depois de décadas de imobilismo em ambos setores. Chegou até a vestir roupas civis para ir à cúpula da Comunidade dos Estados Latino-americanos e Caribenhos (Celac) e assinou a declaração final do evento com alguns pontos sobre democracia e respeito aos direitos humanos.
    O herdeiro do trono da revolução se empenhou, ao longo de 2011, para ter legitimidade no âmbito regional. Mas o “raulismo” e seus ajustes econômicos não deram os resultados esperados. Um quilo de feijão continua custando o salário de três dias e, em 2012, o país terá de gastar US$ 1,7 bilhão em importação de alimentos. Casos divulgados de corrupção desencadearam rumores populares nos últimos meses, diante do secretismo da imprensa oficial.
    Corrupção. No seu discurso na última sessão da Assembleia Nacional, o primeiro secretário do Partido Comunista Cubano chegou a afirmar que “a corrupção é hoje um dos principais inimigos da Revolução, muito mais danosa do que a atividade subversiva”. E mencionou o alto nível dos implicados nas fraudes, qualificando os roubos como “crimes do colarinho branco”, quando na realidade parecem mais crimes do colarinho verde-oliva. Cada inspeção ou auditoria feita descobriu somas alucinantes de desvios e roubos. Se persistisse nessa direção, Raúl Castro poderia granjear muitos inimigos na própria tropa. Como se já não fosse o bastante com a ebulição e o crescimento que se observa entre as fileiras dos dissidentes e outros movimentos cívicos críticos da sua gestão.
    Outubro foi uma prova difícil, para perseguidos e perseguidores, com a morte de Laura Pollán, líder das Damas de Branco, e a agitação que ela provocou. A polícia política ajustou por esses dias o que tem sido o marco distintivo no campo da repressão do atual governo: prisões breves e ameaças sem base legal, diferentes dos grandes espetáculos judiciais que Fidel Castro tanto apreciava.
    Os ativistas têm precisado lidar também com o aumento das campanhas contrárias na mídia e a transformação dos órgãos de segurança do Estado em entidades paramilitares.
    À noite três desconhecidos lançam-se contra um oponente e o colocam à força num carro, sem mostrar sua identidade nem esclarecer que delito cometeu o detido. Mas a Cuba de Raúl Castro é mais imprevisível quanto a castigos, pois a incerteza da represália foi erigida como seu método mais aperfeiçoado de coação.
    A insegurança também é criada pela lentidão e a indecisão para se aplicar determinadas reformas sociais e políticas. A eliminação das restrições para emigração ficaram fora do balanço anual, com a consequente frustração de todos os que esperavam por isso. O general também não se atreveu a autorizar a criação de outros partidos e, em vez de ampliar o debate nacional, continua repetindo que se trata de um tema “entre revolucionários”.
    Foi uma dura prova para ele em 2011 quando precisou fazer mudanças que irremediavelmente vão reduzir seu poder e percebeu como sua popularidade decresce a cada dia. Este que terminou não foi o ano de Raúl Castro, de maneira nenhuma. Sua teimosia e a própria vida fizeram com que 2011 malograsse.
    Fonte: Estadão, 09/01/2012

  23. ORVEX DENUNCIA QUE TODO O QUADRO DIPLOMÁTICO DA VENEZUELA EM MIAMI É INTEGRADO POR AGÊNCIA DE ESPIONAGEM QUE CONSPIRA CONTRA OS EUA.

    O vídeo acima reproduz entrevista concedida por Elio Aponte, presidente da Organização dos Venezuelanos Exilados (ORVEX), a respeito da expulsão pelo governo dos Estados Unidos, da consulesa sênior da Venezuela em Miami, Livia Acosta depois que a rede de TV Univisión denunciou um complô contra os Estados Unidos, envolvendo Venezuela, Irã e Cuba, do qual a diplomata é uma suposta articuladora.
    Nesta entrevista o Presidente da ORVEX afirma que além de Lívia Acosta todo o quadro diplomático da Venezuela em Miami pertence à SEBIN, polícia política e agência de espionagem do governo de Hugo Chávez que conspira contra os Estados Unidos.
    O prazo para que a consulesa chefe do Consulado da Venezuela em Miami, Lívia Acosta, deixe o território americano expira nesta terça-feira. Aluizio Amorim

  24. terça-feira, 10 de janeiro de 2012
    Apetralharam a Petrobras: Ildo Sauer explicaria a Gemini?
    Artigo no Alerta Total – http://www.alertatotal.net
    Por João Vinhosa

    O Dr. Ildo Sauer, profundo conhecedor da área de energia, é professor catedrático da USP e foi o titular da Diretoria de Gás e Energia da Petrobras do início do primeiro governo Lula até setembro de 2007. Em suma: uma renomada autoridade na área.

    Em extensa entrevista publicada na edição de outubro de 2011 da revista da Associação dos Docentes da USP (Adusp), o Dr. Sauer denunciou, com riqueza de detalhes, a entrega de substancial fatia do Pré-Sal a Eike Batista.

    Em referida entrevista, cujo link se encontra ao final, o Dr. Sauer responsabilizou – de maneira clara, direta e impressionante – o então presidente Lula e sua ministra Dilma, “a voz da política energética” do governo, de citado crime de lesa-pátria.

    Diante da disposição mostrada pelo Dr. Sauer, seria por demais valiosa a sua manifestação sobre outro crime de lesa-pátria, que, por certo, ele conhece muito bem: a entrega do cartório de produção e comercialização de gás natural liquefeito (GNL) a uma empresa privada, cujo nome eu estou judicialmente impedido de falar.

    A entrega a que me refiro foi feita por meio da constituição da Gemini – sociedade da Petrobras com tal empresa privada, arquitetada no período em que Dilma Rousseff acumulava os cargos de Ministra de Minas e Energia e Presidente do Conselho de Administração da Petrobras. A propósito, Dilma é chamada de “Mãe da Gemini”.

    Assim como fez no caso do Pré-Sal, seria conveniente que, no caso da Gemini, o Dr. Sauer localizasse as responsabilidades não só do Governo Federal, da Agência Nacional do Petróleo e do Conselho de Administração da Petrobras, como também das pessoas que colaboraram com tal ato lesivo ao interesse do País.

    O primeiro ponto a ser analisado é se, de fato, era necessária a constituição de uma sociedade para levar adiante o empreendimento. Teria, a Petrobras, condição de tocar o empreendimento sozinha, mesmo se fosse preciso contratar alguns serviços externos em setores especializados?

    O segundo ponto trata da escolha da sócia. Apesar dos diversos alertas, a Petrobras escolheu para sócia uma empresa acusada de graves crimes contra o interesse público; além de diversos processos por superfaturar contra hospitais do governo, a sócia escolhida para a Petrobras estava sendo processada por formação de cartel em um tumultuado processo no qual foi condenada a pagar a astronômica multa de R$ 2,2 bilhões. A empresa que superfaturou contra o Exército Brasileiro, contra a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e contra o Hospital do Câncer superfaturaria, também, contra a Petrobras?

    O terceiro ponto trata da divisão acionária da sociedade. A Petrobras, monopolista da matéria-prima, ficou com apenas 40% das quotas, permitindo que sua sócia ficasse com 60% da Gemini, fato que, inclusive, impede qualquer ação do Tribunal de Contas da União sobre a sociedade.

    O quarto ponto é o fato de a sociedade ter contratado sua sócia majoritária para a prestação de todos os serviços necessários a levar o GNL ao consumidor final, que se espalha num raio de 1000 km a partir da unidade de liquefação situada em Paulínia-SP. Não pode passar despercebido que essa contratação pode levar a uma inusitada situação: se a prestadora de serviços superfaturar os serviços por ela prestados à sociedade, a uma diminuição de lucratividade da Gemini corresponderá um aumento da lucratividade da sócia majoritária.

    Decorrente, também, do fato da Gemini ter como prestadora de serviços a sua sócia majoritária, surge o quinto ponto a ser analisado: o possível passeio do GNL. Considerando que o consumo de GNL em regiões distantes da unidade de liquefação favorece extremamente à sócia majoritária – que passa a faturar mais com o frete – é de se esperar que ela estimule o consumo nessas regiões (Brasília e Goiânia, por exemplo).

    O sexto ponto refere-se à brecha facilitadora de superfaturamento da prestadora de serviços à Gemini (sua sócia majoritária) deixada no comprometedor Acordo de Quotistas que se encontra vinculado ao Contrato Social da Gemini. Em diversos artigos, expliquei claramente como poderiam ser feitos tais superfaturamentos contratualmente “legalizados” pelo Acordo de Quotistas. Se preciso, tornarei a explicar.

    O sétimo ponto trata de comparação dos seguintes preços: 1- o preço que a Petrobras cobra pelo gás natural que ela fornece à Gemini; 2- o preço que a Petrobras cobra pelo gás natural que ela fornece à concessionária estadual do estado de São Paulo; 3- o preço que a Gemini pagaria, se tivesse que adquirir o gás natural da concessionária estadual, em vez de adquirir diretamente da Petrobras por meio de uma sangria feita no gasoduto Brasil-Bolívia.

    Uma palavra final: uma possível manifestação do Dr. Ildo Sauer em mais este assunto de interesse nacional cresce de importância diante das evidências de que a Gemini se transformou numa caixa preta, blindada de maneira inexpugnável por aqueles que teriam o dever de apurar as acusações contra a espúria sociedade. Denúncias por mim protocoladas para Dilma Rousseff, para os conselheiros do Conselho de Administração da Petrobras, especialmente para Jorge Gerdau, representante dos acionistas minoritários em tal Conselho, não merecem respostas. Conforme prometido, segue o link da espetacular entrevista dada pelo Dr. Sauer.

    http://www.adusp.org.br/files/revistas/51/r51a01.pdf

    João Vinhosa é engenheiro – joaovinhosa@hotmail.com

  25. Quando o Kadafi foi sodomizado, pela população em fúria, assisti o vídeo todinho. Logo depois uma enfermeira torturou seu cãozinho na frente do filho de 3 anos, também assisti tudo. Confesso que fiquei com mais pena do cachorro do que do Kadafi.
    Quando os cubanos em fúria sodomizarem a família castro….Quero assistir tudo comendo pipocas com coca-cola. Já sei que vou ficar com mais pena do Kadafi do que das múmias!

  26. Como conseguir o vídeo com o Kadafi sendo sodomizado? Quero ver também, só o de Kadafi, claro. Maltratar um cachorro é próprio de bárbaros, ainda mais em frente a uma criança, seja ela filha(o) de quem for.

  27. O Povo Cubano é covarde. Lamento profundamente ter que afirmar isso. Cuba está na situação degradante por culpa de seu próprio povo. Assistimos revolta por todo mundo, inclusive em Países do eixo mulsumano. Em Cuba, apesar de estar na miséria, não há um levante. Nem os que estão fora lutam pela liberdade. Lamentável.

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