Se antes te queria…

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“Se antes eu te queria, era pelo cabelo, agora que estás careca já não te quero”. Canção infantil

Acordou as seis para desembaraçar minuciosamente o cabelo com a escova de cabo quebrado e cerdas muito duras. A cabeleira lhe chegava quase até a cintura, porém neste momento lhe estava dando o último alisamento, o toque de despedida. Antes do fim do ano trocou suas melenas onduladas por algum dinheiro para celebrar o Natal. “Compra-se cabelo” podia ser lido na porta do corredor estreito onde entrou sem pensar muito. Duas cabeleireiras lhe cortaram o cabelo pelos centímetros que mostrava, pela abundância e especialmente pelo bom cuidado em que estava. Chegou pela manhã cedo naquele lugar com um longo e saiu depois do meio-dia com apenas uma penugem atrás das orelhas. Em troca obteve uma interessante soma em pesos conversíveis com a qual comprou carne de porco, sidra, tomates e ajudou sua mãe a consertar a dentadura. “Logo crescerá”, consolou o noivo quando este a viu pela primeira vez depois daquele estrago. “É que peguei uma praga de piolhos e o cortei”… Mentiu.

O mercado de cabelo ganha força numa nação que oscila entre os imperativos da coqueteria e as dificuldades materiais. Na alta noite de Havana uma boa parte dos audazes penteados vistos nas ruas são conseguidos graças a acréscimos e incorporações. Os compradores com mais recursos buscam cabeleiras que não tenham sido tingidas e especialmente que provenham de mulheres jovens. Alguns destes comerciantes viajam até os pequenos povoados sabendo que ali podem encontrar a mercadoria a preços mais baratos, eventuais vendedoras mais desesperadas. Nas mãos dos estilistas as também chamadas “mechas” são amarradas tufo por tufo sobre a nova cabeça a ser coberta, num processo que demora horas. Mesmo que usem mechas sintéticas as de origem natural são muito pedidas e melhor pagas. Importa-se da Florida, Equador, México e tornam-se um pedido recorrente aos parentes que viajam para o estrangeiro.

Agora mesmo, o único capital econômico de muitas mulheres neste país brota do seu couro cabeludo. Se a situação fica difícil, sempre haverá alguém interessado em lhes comprar a melena, em trocar cortes por dinheiro.

Traduzido por Humberto Sisley de Souza Neto

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18 thoughts on “Se antes te queria…

  1. Depois de roubar a liberdade, o passado, o presente e o futuro dos Cubanos, agora os castro´s estão deixando suas mais belas mulheres escalpeladas.
    Para uma mulher cometer uma atrocidade com sua aparência é necessária razão poderosa…Será que a penúria e a falta do básico para sobrevivência dos cubanos não os faz refletir que a hora é chegada e que é necessário mudanças profundas na ilha!

  2. Certamente você, Yoani, não poderá ler meu comentário, devido a absurda censura imposta aos cubanos ao acesso à internet.
    Mas eu gostaria de te falar que eu, Xênia Antunes e Dado Galvão, estamos fazendo uma mobilização, com a ajuda de muitas outras pessoas, para que você possa vir ao Brasil na estreia do documentário “Conexão Cuba-Honduras”.
    Acho sua coragem invejável e sua força fora do comum.
    Se possível, gostaria de pedir que divulgasse a hashtag #DilmaAjudeYoaniSanchez no twitter e pedisse que as pessoas pudessem tomar conhecimento da causa e, claro, assinarem a petição: http://www.change.org/petitions/yoani-sanchez-no-brasil#
    Abraços e, mais uma vez, você é uma referência para mim no que diz respeito à liberdade e democracia! Sou formado em jornalismo e vejo em você um exemplo do que é o verdadeiro jornalismo…
    Anderson Lopes

  3. cinco horas

    Hugo Chávez prometeur ficar falando cinco horas na volta de seu programa televisivo dominical Alô Presidente, após quase sete meses de suspensão. O último suplício, em rede nacional obrigatória de rádio e televisão, foi transmitido há sete meses, antes do porra-lôca se internar em Cuba para tirar um tumor. Entusiasmado, o desinfeliz lembra que seu recorde discursando no programa é de 8 horas, enchendo o saco do país. TREM AZUL

  4. Os americanos não fazem vírus do câncer como antigamente…
    Vejam só, a Cristina Kirchner não está com câncer. O vírus inoculado pelos americanos, segundo denúncia de Hugo Chávez, notícia amplamente repercutida pela mídia de esquerda, falhou. Agora só falta o Mico Mandante dizer que foi mais uma vitória da medicina bolivariana contra o vírus imperialista. Afinal de contas, depois do livro do Amaury, da Lista da Furnas e do vírus do Chávez, dá para esperar qualquer coisa da esquerda chapolim colorado da América Latina. COTURNO NOTURNO

  5. EUA admitem plano para infectar presidentes latino-americanos com estupidez
    ESCRITO POR CHIGÜIRE BIPOLAR
    .
    Em um comunicado conjunto emitido pelo Pentágono, a CIA e o Departamento de Estado da Casa Branca, o governo dos Estados Unidos admitiu oficialmente, pela primeira vez, a existência de um plano para infectar presidentes latino-americanos com estupidez.

    A secretária de Estado, Hillary Clinton, reconheceu que as missões secretas para infectar vários presidentes latino-americanos foram concluídas com sucesso. “Nosso plano original era infectar com câncer vários presidentes do continente sul-americano, mas descobrimos rapidamente que isso era inviável. Ao invés disso, optamos pela a infecção com estupidez galopante que é mais barata, mais simples e se dissemina com mais facilidade. Um relincho durante uma reunião do Foro de São Paulo fez todo o serviço”, disse Clinton.

    O presidente venezuelano, Hugo Chávez, disse que foi vítima da conspiração dos Estados Unidos. “Eu sabia que os americanos tinham essas armas secretas diabólicas. Percebi que haviam me infectado com estupidez quando atribuí o meu câncer a um raio imaginário. Viram como sou inteligente? Assim se desmascara uma conspiração imperialista!”, disse o presidente, que está escondido num bunker anti-estupidez construído pelos russos em Fort Tiuna e que custou 800 milhões de dólares.

    Outros presidentes latino-americanos também afirmaram que foram vítimas da conspiração americana. O presidente boliviano, Evo Morales disse que sentiu essas rajadas de estupidez por um longo tempo, “quase desde o nascimento”, assim achou melhor se trancar em sua cabana. “Para me proteger, eu uso este colete feito de pele de Alpaca. Mas esta não é a única precaução que eu tomo. Também mastigo centenas de folhas de coca colhidas por mim mesmo todos os dias”, afirmou o Índio de Araque.

    Questionado sobre a possibilidade de Dilma Rousseff ter sido vítima dos raios idiotizantes, um porta-voz da presidência afirmou que isto era “muito pouco provável”. “Dilma já ministrou aulas de marxismo-leninismo, os americanos não perderiam tempo e dinheiro infectando uma mente que já está neste estado calamitoso”, conclui o porta-voz.

  6. ‘Éramos animais’

    Jamil Chade – O Estado de S.Paulo

    Ela tinha 13 anos quando chegou. E por mais 28 viveu um processo kafkiano de se ver confinada em um campo de concentração sem ter ideia do porquê. Só muito mais tarde soube qual fora seu veredicto: yeon-jwa-je, ou seja, culpa por associação. O avô havia fugido para a Coreia do Sul e o governo da Coreia do Norte decidiu colocar a família dele inteira na prisão, por toda a vida. Ou quase.

    Kim Hye-sook é um raro exemplo de sobrevivente de um regime repressivo que ela chama de inferno. A norte-coreana tem sido fonte dos serviços de inteligência sul-coreanos e de outros países para que se entenda a máquina opressiva de Pyongyang. Na ONU, ela também relatou as violações de direitos humanos no seu país natal e vem sendo apoiada por uma rede de ONGs internacionais que inclui a brasileira Conectas.

    As estimativas são de que 200 mil pessoas vivam hoje nesse gulag moderno, dividido em seis campos que as autoridades locais negam existir. “Dois de meus irmãos ainda estão presos lá e ninguém pode ter contato com eles”, explicou. “Se um dia souberem dentro do campo que eu fugi para o Ocidente, eles serão executados em público.” Para os norte-coreanos, ela está irreconhecível. Kim mudou de identidade e de feições.

    Nos últimos anos, o governo brasileiro manteve posição ambígua em relação à Coreia do Norte. Na ONU, a embaixadora no país, Maria Nazareth Farani Azevedo, se absteve na resolução que condenava Pyongyang por violações dos direitos humanos. Alegou que o Brasil estava dando “uma chance” ao regime. Brasília abriu uma embaixada na Coreia do Norte e manteve a tese de que o diálogo seria o melhor caminho para reduzir a tensão no país. Há um mundo separando a lógica da diplomacia e os relatos de Kim.

    Em 1974, ela, os três irmãos e os pais foram levados para o Campo 18, na Província de Pyongan. Tratava-se de Buk chang, prisão administrada pelo Ministério do Interior que ainda existe com o nome de Gwalliso 18, Colônia Penal 18. Cerca de 20 mil prisioneiros vivem no local, considerado um dos mais cruéis do sistema.

    Todos, inclusive as crianças, eram obrigados a trabalhar. Seu pai logo morreria em uma mina de carvão. Um acidente. O que a impressionava eram os assassinatos nada acidentais. “Um dia antes da execução, guardas anunciavam a todos o que iria ocorrer e éramos obrigados a assistir à morte dos prisioneiros, muitos deles amigos nossos”, contou. A cada pessoa morta, os condenados tinham de gritar: “Em nome do povo, liquidaremos os contrarrevolucionários”. Um palco era montado à beira de um rio e os corpos jogados na água.

    Cenas de humilhação eram tão constantes quanto. Os guardas ordenavam que a pessoa ficasse de joelhos e abrisse a boca. Colocavam então excrementos de animais e a faziam engolir. “Isso ocorreu comigo três vezes”, contou Kim. Os prisioneiros ainda eram obrigados a recitar elogios ao Grande Líder todos os dias, cujos versos ela ainda sabe de cor. Fazia parte das aulas decorar a árvore genealógica da família que controla o poder.

    A população carcerária era formada por agricultores, políticos de oposição, jornalistas e até esportistas que teriam envergonhado a nação em eventos no exterior. O isolamento em relação ao resto do mundo, total. Não havia rádio nem eletricidade.

    Kim não tem ideia de que sua experiência se assemelhe aos piores momentos do stalinismo na União Soviética. “Éramos animais. Acordávamos pensando em como sobreviveríamos aquele dia, onde conseguiríamos comida. Quem roubava comida era assassinado.” As autoridades ofereciam apenas um prato de uma espécie de sopa de milho e, se um prisioneiro não trabalhasse bem, era punido com o corte da alimentação.

    Kim presenciou cenas de canibalismo. Ela conheceu uma de 39 anos que, faminta, matou e comeu a filha doente de 9 anos, que não receberia tratamento. “A mulher não aguentava mais nem seu sofrimento nem o da criança.” O corpo da filha era tão pequeno que coube em um pote. Mas o cheiro do cozimento saiu da cabana e atraiu a atenção dos seguranças. “Nunca mais a vimos”, afirma Kim.

    Quem não morria de fome morria das complicações de passar 16 horas nas minas de carvão ou denunciado por um comportamento não exemplar. Além do pai, ela enterrou no gulag a avó, morta de fome, a mãe, morta em outro acidente em uma mina em 1979, e o irmão mais velho.

    Com os irmãos menores para cuidar, decidiu que seria uma prisioneira exemplar. Trabalhava, não se queixava, mal abria a boca. Aos 28 anos, foi autorizada a casar dentro do campo. Para as autoridades, o casamento era uma maneira de gerar novos trabalhadores ali mesmo. Já velha demais para os padrões de relacionamento internos, Kim encontrou apenas um homem com mais de 50 anos, com quem teve dois filhos. Mas o marido também morreria em uma mina.

    Em 2002, recebeu sua maior recompensa. Para comemorar o aniversário do ex-líder Kim Jong-il, ela foi autorizada a deixar o campo com seus dois filhos e deu como presente aos guardas mais de 50 bichos, entre coelhos e cachorros, que havia pegado pra si durante anos. “Poderia ter comido esses animais, mas os via como um passaporte para sair daquele inferno”, afirmou.

    O que não sabia é que a partir daquele momento começaria outro calvário. “Eu e meus filhos fomos viver na rua e nossa casa era um saco de plástico que encontrei”, disse. Sem trabalho, mendigando e faminta, optou por deixar os filhos com familiares enquanto procurava um serviço. Dois anos depois, quando voltou à casa onde os havia deixado, toda a região havia sido devastada por uma grande inundação. “Até hoje não sei se meus filhos estão vivos ou não”, lamenta.

    Sozinha mais uma vez, sua decisão foi a de tentar cruzar a fronteira e escapar para a China, o que conseguiu em 2008. Logo arrumou emprego em um restaurante a poucos quilômetros da fronteira. Mais uma vez, porém, a sorte não a contemplou. Poucos dias depois, seu patrão exigiu que ela cruzasse de volta a fronteira para ajudar a trazer mais trabalhadoras. Acabou sendo pega e levada mais uma vez para o Campo 18.

    “Ainda bem que encontrei os mesmos policiais e, um ano depois, consegui escapar. Tomei a mesma rota em direção à China”, disse. Dessa vez, foi vendida por soldados traficantes norte-coreanos a um marido chinês. Estavam com ela duas garotas comercializadas para uma rede de prostituição que pagava aos soldados do regime US$ 5 mil por mulheres que trabalhassem na China.

    Ao contrário de sua primeira experiência, Kim sabia que não poderia ficar num país aliado de Pyongyang e que tem o costume de devolver imigrantes ilegais. Conseguiu chegar ao Laos, entrou pela Tailândia e finalmente chegou à Coreia do Sul, onde mora hoje.

    Ainda tem duas lutas particulares a vencer: a libertação dos dois irmãos e o câncer que se desenvolveu nos seus brônquios depois do trabalho forçado nas minas. Como missão de vida, quer revelar a essência do regime norte-coreano e seu sistema prisional contra os opositores. Tem cabedal para isso. Quando lhe pediram um esboço do Campo 18, desenhou um mapa detalhado da prisão. “Foi muito fácil para mim. Aquele era meu mundo inteiro.”

  7. MILICOS DE MERDA
    FORMA COM QUE A PRESIDENTE DILMA SE REFERE AOS MILITARES BRASILEIROS!
    .
    O relato de um curto mais expressivo diálogo entre a Presidente Dilma e o chefe
    do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República,
    general-de-exército José Elito Carvalho Siqueira coloca as Forças
    Armadas em uma situação extremamente delicada perante a sociedade.
    Conforme divulgado eis o relato do que aconteceu – a divulgação não precisou a
    data – quando o chefe do Gabinete de Segurança Institucional da
    Presidência da República, general-de-exército José Elito Carvalho
    Siqueira tentou seguir no mesmo elevador com a presidente:
    “- Saia do elevador. Aqui não cabe a presença de um milico de merda junto com a presidente da república.

    A presidente Dilma falou séria, ao tempo que torcia o nariz.

    – Não sou eu. Apelou o general.

    – O que disse o general?

    – Não é nada senhora, estou me retirando. E correu para a toalete.

    – Capitão. Gritou para o ajudante de ordem. Vê se minha farda está suja de merda?

    – Como assim, Vossa Excia?

    – É que encostei em uma madame e fiquei fedendo.”

    Diante
    de tal humilhação esse general deveria pegar uma arma com duas opções
    de tiro apenas. Uma delas seria para sua própria cabeça por ter sido
    tratado diretamente, pela própria presidente, como um merda de milico. A
    outra seria o início da salvação do país. Contudo isso somente poderia
    ser feito por um homem, que parece não é o caso, mesmo se tratando de um
    general que, contrariamente a um militar treinado teoricamente para
    morrer em combate, demonstrou ter um sangue de barata putrefata nas
    veias.
    Alternativamente, se tivesse um resquício de dignidade
    pediria demissão do seu cargo e processaria a presidente por
    irreparáveis danos morais. – O que, em termos institucionais, poderia
    justificar essa absoluta covardia de um general? – Nada, absolutamente
    nada.
    E os outros comandantes militares? Aceitam também serem
    tratados como milicos de merda. Será que o general Heleno se considera
    um milico de merda?
    As Forças Armadas ao continuarem aceitando tanta
    humilhação estão assinando em baixo de que o movimento de 1964 foi um
    erro militar, o que não é absolutamente verdade.
    Em breve a própria
    sociedade começará a olhar para as Forças Armadas com desprezo pelas
    sucessivas demonstrações de covardias tão marcantes diante do Covil de
    Bandidos em que se transformou o poder público.
    A presidente da
    República demonstra com sua atitude que não é apenas quem está
    conduzindo um Regime Fascista Civil, mas, também, alguém que não se
    sente na obrigação de respeitar ninguém independente de títulos e
    posições. Os relatos que vazam da forma como conduz seus subordinados
    são simplesmente de alguém que se coloca acima das leis, do respeito ao
    próximo e da dignidade que seu próprio cargo exige, talvez de alguém que
    não tenha mais nada a perder, nem sua própria vida ou sanidade mental.
    Pobres
    Forças Armadas do nosso país. Como estarão se sentido os milhares de
    soldados – homens e mulheres – que iniciaram sua carreira fazendo seus
    preparatórios para a vida nas casernas na Escola Naval, na Academia da
    Força Aérea e na Academia Militar das Agulhas Negras? – Agora já sabem
    que depois dos mais difíceis cursos de formação, na versão presidencial,
    não passam de milicos de merda.
    Obrigado meu filho (!) por ter
    abandonado o Colégio Naval para se transformar mais tarde em Doutor em
    Engenharia de Computação, pois sei exatamente o que você faria se fosse
    tratado desta maneira tão sórdida, mesmo que fosse por uma presidente da
    República. Com a certeza de quem o educou não viraria as costas e iria
    para uma toalete, pois você nunca se deixaria tratar como um milico de
    merda, sem honrar sua farda nem que fosse com sua própria vida.

    Geraldo Almendra
    06/jan/2012

    E-mail que está circulando na internet

  8. PM escolta ‘procissão do crack’ no 1º fim de semana de ocupação do centro
    Sem conseguir cortar tráfico, restou seguir a caminhada forçada dos viciados; moradores reclamam de novos pontos

    SÃO PAULO – A estratégia de impor “dor e sofrimento” aos dependentes criou uma situação inusitada no primeiro sábado após a ocupação da cracolândia, no centro de São Paulo. Com o tráfico a todo vapor e sem conseguir cortar a rota de fornecimento da droga, restou à PM escoltar pelas ruas centrais da cidade grupos gigantescos, de até cem pessoas, em uma estranha “procissão do crack”, iluminada pelos Giroflex das viaturas noite adentro. O Estado acompanhou a “peregrinação” entre as 20h e as 23h.
    A perseguição aos usuários criou uma “cracolândia itinerante” no quadrilátero entre as Avenidas Duque de Caxias, São João e Ipiranga e Estação da Luz. Em alguns momentos de “folga” na caminhada forçada imposta pela polícia, os grupos paravam para acender os cachimbos e descansar. Depois de alguns minutos, voltavam a andar. Sem destino.

    Em uma dessas pausas, uma moradora da Avenida Duque de Caxias, perto da Praça Júlio Prestes, atravessou a rua em meio a dezenas de dependentes e cobrou dos policiais que estavam na outra calçada que fizessem alguma coisa para tirar o “rebanho” da frente de seu prédio. “Nem vocês (PMs) estão dando conta. Antes, eles ficavam escondidos. Agora, ninguém tem sossego. Tem de achar algum lugar para levá-los”, bradava a mulher, irritada.

    Depois de notar a conversa entre a moradora e os PMs, os próprios usuários seguiram alguns metros para frente, liberando a entrada do prédio. Segundo a polícia, raiva mesmo eles sentem é da imprensa. “Eles acham que a gente só está aqui por causa de vocês”, disse um policial.

    Descrença. Os próprios policiais parecem cansados da “procissão do crack”. “Enquanto a droga estiver chegando aqui, não tem jeito. A gente só vai enxugar gelo. Honro a minha farda, faço o meu trabalho, mas não sou ingênuo. Tem corrupção policial, colaboração de comerciante, muita gente envolvida, muita grana nisso aí. Tem de cortar o mal pela raiz”, afirmou um PM logo depois de abordar dois jovens suspeitos em uma das esquinas do bairro.

    O cansaço e a falta de perspectiva também foram relatados por outros policiais e guardas-civis metropolitanos, que perderam a fé no resultado final e estão apenas “cumprindo ordens”, segundo eles mesmos.

    Foram deslocados PMs de vários batalhões da cidade para atuar na ocupação da cracolândia. Alguns lembram que nos próprios bairros onde vivem ou trabalham também há tráfico e consumo indiscriminado de crack.
    ————————————————————————————————-
    …..Obrigado Lula, Dilma e Foro de São Paulo por permitir que as FARC e o Evo Morales inundassem o Brasil com cocaína!!!

  9. corvos e ursos
    choram por ele

    A agência noticiosa oficial KCNA “informou” hoje que “por volta de 17h30 de 19 de dezembro de 2011, centenas de corvos apareceram do nada e pairaram sobre uma estátua do finado ditador Kim Il-sung no campus da Escola Changdkok, no distrito de Mangyongdae, grasnando como se estivessem lhe contando a má notícia”. Kim il-Sung era o pai do ditador Kim Jong-il (foto) que acabara de morrer.

    Não insinuam, afirmam que corvos anunciaram a morte do ditador. Mais: na semana passa “noticiaram” que uma família de ursos, que nesta época deveria estar hibernando, foi vista lamentando a morte do facínora. “Os ursos, a mãe e sua cria, estavam na estrada, chorando penosamente”.

    Agora, a ditadura nortecoreana trata de criar uma aura mitológica para o atual ditador, o rebento de Kim jong-il chamado Kim Jong-Un (acima), de idade desconhecida. Deram-lhe, por enquanto, o título oficial de “gênio dos gênios”.

  10. Ainda existe uns bostas que defendem esses canalhas marxistas! Esses vermes que habitam a esgotosfera corruPTa regiamente paga com o dinheiro dos nossos impostos, desviado pelos canalhas petralhas pra pagar seu exército de mercenários que os defendem!

  11. Publicado no ……estadão.com.br

    A Cuba de 2011, ‘raulista’ ou cidadã?

    Yoani Sánchez – O Estado de S.Paulo
    Tivemos um fim de ano sem frio, um Natal de camisa curta e gotas de suor, com árvores repletas de guirlandas por todos os lados. Os 12 meses de 2011 em Cuba se passaram aos tropeços, marcados por ocorridos que, como dois colchetes, encerraram a realidade nacional entre libertações e detenções, controles e flexibilizações.

    Em janeiro, ainda estavam sendo libertados – a conta-gotas – os prisioneiros da Primavera Negra de 2003 e, recentemente, receberam indulto 2.900 pessoas presas por diversos delitos. O que começou com a discussão das diretrizes do 6.º Congresso do Partido Comunista, em abril, concluiu-se agora com os preparativos para uma Conferência Nacional na qual muito pouca gente deposita esperança.

    Talvez este tenha sido o período em que nossas autoridades adotaram mais mudanças econômicas e, contudo, nunca a impaciência do cidadão chegou a um nível tão alto. Foram dados inúmeros passos, mas o caminho, ao estilo de uma esteira rolante, retrocede e nos deixa a poucos centímetros de onde iniciou.

    Reformas. Raúl Castro assumiu a árdua tarefa de desmontar o fidelismo, enterrar em vida o comandante. Sem o confessar, sem nem mesmo fazer a crítica necessária ao governo do irmão, o general presidente acabou com parte dos programas desenvolvidos por seu antecessor.

    Eliminou totalmente as chamadas escolas no campo, prosseguiu com a entrega de terras em usufruto para os camponeses e autorizou o trabalho por conta própria.

    Também eliminou outros delírios, como a enorme tropa de choque chamada de “trabalhadores sociais”, pôs fim à Operação Milagre, que importava pacientes latino-americanos para serem operados em Cuba, e desmantelou o Ministério do Açúcar, cuja safra é cada vez mais ridícula.

    Num gesto audacioso e por meio de decreto, autorizou a compra e venda de carros e abriu o mercado imobiliário no país depois de décadas de imobilismo em ambos setores. Chegou até a vestir roupas civis para ir à cúpula da Comunidade dos Estados Latino-americanos e Caribenhos (Celac) e assinou a declaração final do evento com alguns pontos sobre democracia e respeito aos direitos humanos.

    O herdeiro do trono da revolução se empenhou, ao longo de 2011, para ter legitimidade no âmbito regional. Mas o “raulismo” e seus ajustes econômicos não deram os resultados esperados. Um quilo de feijão continua custando o salário de três dias e, em 2012, o país terá de gastar US$ 1,7 bilhão em importação de alimentos. Casos divulgados de corrupção desencadearam rumores populares nos últimos meses, diante do secretismo da imprensa oficial.

    Corrupção. No seu discurso na última sessão da Assembleia Nacional, o primeiro secretário do Partido Comunista Cubano chegou a afirmar que “a corrupção é hoje um dos principais inimigos da Revolução, muito mais danosa do que a atividade subversiva”. E mencionou o alto nível dos implicados nas fraudes, qualificando os roubos como “crimes do colarinho branco”, quando na realidade parecem mais crimes do colarinho verde-oliva. Cada inspeção ou auditoria feita descobriu somas alucinantes de desvios e roubos. Se persistisse nessa direção, Raúl Castro poderia granjear muitos inimigos na própria tropa. Como se já não fosse o bastante com a ebulição e o crescimento que se observa entre as fileiras dos dissidentes e outros movimentos cívicos críticos da sua gestão.

    Outubro foi uma prova difícil, para perseguidos e perseguidores, com a morte de Laura Pollán, líder das Damas de Branco, e a agitação que ela provocou. A polícia política ajustou por esses dias o que tem sido o marco distintivo no campo da repressão do atual governo: prisões breves e ameaças sem base legal, diferentes dos grandes espetáculos judiciais que Fidel Castro tanto apreciava.

    Os ativistas têm precisado lidar também com o aumento das campanhas contrárias na mídia e a transformação dos órgãos de segurança do Estado em entidades paramilitares.

    À noite três desconhecidos lançam-se contra um oponente e o colocam à força num carro, sem mostrar sua identidade nem esclarecer que delito cometeu o detido. Mas a Cuba de Raúl Castro é mais imprevisível quanto a castigos, pois a incerteza da represália foi erigida como seu método mais aperfeiçoado de coação.

    A insegurança também é criada pela lentidão e a indecisão para se aplicar determinadas reformas sociais e políticas. A eliminação das restrições para emigração ficaram fora do balanço anual, com a consequente frustração de todos os que esperavam por isso. O general também não se atreveu a autorizar a criação de outros partidos e, em vez de ampliar o debate nacional, continua repetindo que se trata de um tema “entre revolucionários”.

    Foi uma dura prova para ele em 2011 quando precisou fazer mudanças que irremediavelmente vão reduzir seu poder e percebeu como sua popularidade decresce a cada dia. Este que terminou não foi o ano de Raúl Castro, de maneira nenhuma. Sua teimosia e a própria vida fizeram com que 2011 malograsse. / TRADUÇÃO DE TEREZINHA MARTINO

    É JORNALISTA CUBANA, AUTORA DO BLOG GENERACIÓN Y. EM 2008, RECEBEU O PRÊMIO ORTEGA Y GASSET DE JORNALISMO

  12. .
    A Revolução de 1964 foi um evento que aconteceu sem mortes ou massacres. Tudo não passou de um único dia de feriado.
    .
    O problema era que haviam muitas ameaças feitas pela esquerda brasileira, inspirada na violência de Mao-Tse-Tung e também de Fidel Castro pois na época ele era conhecido apenas pelos fuzilamentos de seus opositores no Paredon.
    .
    A esquerda brasileira tinha profundo ódio pela burguesia e pretendia matar a todos como Stalin fez na URSS.
    .
    Para o povo brasileiro daquela época a Revolução trouxe tranquilidade e desenvolvimento, por este motivo os terroristas pareciam mais um grupo de alienados do que uma oposição.
    .
    Portanto não havia motivos para pegar em armas. Pouca gente tinha televisão ou geladeira. Máquinas de lavar roupas eram compradas junto com várias caixas de sabão em pó, pois este produto não existia para a venda e muitos achavam “engraçado” um sabão vir em pó.
    .
    Surgia o consumo e a classe media se firmou. Todos podiam comprar.
    .
    Muito estranho dizer em pegar em armas, quando o pais crescia vertiginosamente.
    Era interessante ver reportagens no jornal dizendo que estávamos deixando os argentinos para trás.
    .
    Os argentino fizeram isso que você pediu. Pegaram em armas e muita gente morreu e o pais andou para trás.

  13. .
    Meus pais vieram de uma Europa destruída pela guerra.
    .
    Não tem muito sentido matar pessoas apenas por que tiveram sucesso profissional e tem condições de comprar uma máquina de lavar roupas importada, já que naquela época, nem pregos o Brasil fabricava.
    .
    Falavam que havia muita fome no Brasil, mas nunca souberam o que era passar fome em tempo de guerra.
    .
    Ditadura mesmo foi a de Franco, onde era proibido até falar no idioma natal.
    .
    Fica na sua, se “eles” tivessem imposto suas ideias, você não teria internet e nem microcomputador e nem o seu Nike.

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