A solidariedade chega

Depois da avalanche de e-mails que recebi vou ter que trocar o final do meu post “Arte Blogética” e em lugar de sobrevivo porque “postei” terei que escrever “sobrevivo porque postei e porque vocês me lêem”.

A todos os amigos que por estes dias me tem escrito de tantos lugares – Equador, Argentina, Venezuela, Chile, Estados Unidos, Espanha, Itália, França, Brasil, Suécia, Alemanha, Inglaterra e até China – motivados pela nota das Reuters ou porque encontraram o link para “Generación Y”, lhes dou muito obrigado. Vou demorar um pouco no processamento e resposta de cada mensagem recebida (vocês sabem das minhas dificuldades para surfar, navegar ou “chapoletear” na Internet), assim adianto algumas respostas gerais para as perguntas mais comuns que me fazem:

Por que este Blog não tem a possibilidade de receber comentários?

Terá, só que agora se compreendem bem darão conta que não está sendo feito sobre nenhuma plataforma conhecida, nem WordPress, nem Movable Type, e sim construído letra a letra em puro HTML, porque foi a forma mais fácil que encontrei – daqui de Cuba – para fazê-lo. No fim deste mês vou refazê-lo todo, para que funcione como um Blog, com todas as suas possibilidades. Enquanto isto, paciência, que nisso os cubanos são hábeis.

Tem havido alguma repressão por escrever Generación Y?

Por este feito, especificamente, não. As “represálias” que me chegam são as mesmas que enfrentam todos os cubanos que vivem aqui (o quase nulo ou limitadíssimo acesso a internet, a dualidade monetária que nos afasta de alguns serviços como os de Cybercafé, a paranóia sempre presente de que algo seja demasiado perigoso, e o desencanto que gera a interrogação: para que?). Fora isso, ainda não me “ensinaram os instrumentos”… por enquanto.

Como coloco cada Post?

Amigos, responder isto com total sinceridade seria “queimar os navios”, transformar em cinzas os caminhos que ainda me restam. Só posso dizer-lhes que o faço, na maioria das vezes, nos poucos lugares públicos que me permitem um acesso a Internet. Trata-se de utilizar os resquícios que deixa o sistema, de transitar pela delgada linha da legalidade-ilegalidade. O resto se pode imaginar, não é verdade?

Como podem ajudar-me?

Palavras de ânimo nunca caem mal. Até se admite cruzar os dedos e tratar de projetar um futuro em que cada cubano possa bloguear e acessar a Internet como lhe pareça. Fazer links para a “Generación Y” é uma magnífica ajuda.

Pode-se publicar em outros sítios os posts da “Generación Y” e suas fotos?

Tudo aqui escrito pode ser reproduzido impresso ou referido em qualquer parte, só lhes peço que citem a fonte.

Em quais línguas posso responder seus e-mails?

Aqueles que me tem escrito em inglês sabem que os entendo ainda que apenas possa responder no mesmo idioma. Saio-me melhor em alemão (surpresa!!!). de toda forma vou responder-lhes, se tem a paciência de esperar que um amigo corrija meu pobre english.

Por que “Generación Y”?

Porque carrego a culpa da geração do silêncio, da passividade e do consentimento tácito. Creio que já é a hora de que minha geração se faça ouvir, em todas sua pluralidade  e desencanto.

Outra vez, obrigado pelas palavras de ânimo, pelas recomendações e até pelos insultos, que sempre vem bem. Esperem o próximo post de “Generación Y” se a tecnologia, os santos e os censores o permitirem.

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