Internet por sinais

Novas medidas reguladoras da Internet se expandem pelos centros de trabalho vinculados aos meios educacionais cubanos. Yahoo e Gmail levam a pior parte, junto a um travesso Google que guarda – acessivel desde seu cache – até as páginas que os filtros ideológicos não deixam passar.

Os poucos “Café Internet” que ficam na cidade de La Habana, tão pouco permitem muitas possibilidades de real navegação. A lentidão, a deterioração de uma boa parte dos computadores que apesar disso funcionam, somados ao preço que oscila entre 5 e 6 cuc (pesos conversíveis) por hora, fazem que a rede das redes seja um luxo com sabor amargo. Uma boa parte dos hotéis restringiu o serviço de conexão somente para hóspedes, e nos denominados “correosdecuba.cu” a gente toma cuidado com o que escreve ou recebe.
Se os usuários o tem como desagradavel, o que será então para aqueles que querem programar ou desenhar para a web. Fazer um upload de um megabyte leva ao redor de dez minutos, o protocolo ftp (File Transfer Protocol) não funciona em lugares públicos e na maioria das vezes é impossível descarregar até pequenos programas. Os bloggeros escasseiam e bater papo se converte num pesadelo.

Proponho então, para pular todas estas dificuldades, que voltemos ao sinais de fumaça, ao toque de tambor para nos comunicar… ( eu o transmitirei de modo extremamente dificil pois tenho o ouvido quadrado) e ao “cobo”* com a ponta perfurada para transmitirmos as notícias. Não extranhe leitor, se o próximo post de “Geração Y” lhe chegar em forma de espiral ou com tons de repique.

*Cobo = concha (búzio soprado que produz sons)

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