A espera

espera

Minha mãe oscila de um lado para o outro. Apoia-se primeiro numa perna e logo após na outra, enquanto eu me abraço às suas cadeiras com meus delgados braços de sete anos. Para que é a fila? Não sei, talvez estejamos numa parada de ônibus, nas cercanias de uma loja onde compramos pratos ou em frente a uma farmácia para comprar aspirina. É uma longa fila ao sol e parece que a nossa vez nunca chega.

Abana-se. Continua bamboleando à direta e à esquerda. Com esse movimento, minha mãe – sem o perceber – está me ensinando a arte da espera, o exercício de paciência para enfrentar as longas filas que me aguardam.

Traduzido por Humberto Sisley de Souza Neto

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